05 março 2009

Coisa de Gordo - 418


418 – DIREITO À VIDA
Penso, logo existo. Foi o que disse o pensador. Vir neste espaço opinar sobre temas polêmicos também é função desse blog. Quem me lê sabe do que estou falando.
A mídia anda estranhamente eriçada com essa história mórbida dessa menina de nove anos que foi abusada sexualmente por seu padrasto e, suprema tragédia, engravidou. De gêmeos! Tem um tio meu que diz que nunca uma coisa é tão ruim que não possa ficar pior. Nos depoimentos que prestou, o canalha do agressor acabou contando que igualmente abusava da irmã mais velha, de catorze anos, que ainda por cima é deficiente mental! Dá para acreditar?
Mas não vim aqui para falar do bandido, o que é dele está guardado.
A partir do ato cruel e bárbaro, estando a pobre criança grávida, as medidas legais foram encaminhadas para se proceder ao abortamento. Uma gestação gemelar é uma coisa meio delicada, se acontece na barriga de uma pessoinha de nove anos, então é risco total. Até aí, tudo normal. Então o inusitado aconteceu.
Algumas autoridades (serão mesmo?) religiosas vieram a público para tentar impedir o ato do abortamento, alegando que eram a favor da vida. Falo desse tema porque, sendo declaradamente espírita, sou useiro e vezeiro em debater tal assunto. Para quem ainda não sabe, sou contra a pena de morte, contra o aborto, contra o suicídio e contra a eutanásia. Mas há que se ponderar algumas coisas.
Assim como me posiciono em defesa da vida nessas quatro situações arroladas, igualmente me preocupa a vida da pobre menina de nove anos.
Perceba o seguinte. Ela vem sendo abusada pelo padrasto ao longo de três longos anos. Sim, tudo começou aos seis anos de idade.
Aliás, nessas horas sempre lembro da pergunta que não quer calar: - Onde andava a mãe dessa criança. Que em três anos não percebe que seu parceiro anda se servindo de suas duas filhas....Difícil responder.
Pois bem, a vida dessa criança de nove anos é nobre, é preciosa e neste caso, se sobrepõe às vidas dos fetos. Por ter chegado antes. Por preexistir. Por já estar ali.
Quererem mantê-la infantilmente grávida em nome de um suposto sentimento preservacionista a mim parece um grande equívoco. Para defender duas novas vidas vai-se pôr em risco a vida que já existe.
Não, não pense que estou sendo original neste raciocínio, há um livro onde se fez exatamente esta pergunta e a resposta veio curta e grossa: - Deve-se manter a vida que já existe!
Enfim, sei que é um tema afeito a várias opiniões, sei que acende ânimos religiosos, filosóficos e culturais. Mas disso é feita a vida.
Essa criança de nove anos já vem sendo torturada ao longo de três anos. Querer mantê-la grávida é sentenciá-la, aí sim, à morte.
Silvano – entrando em terreno nebuloso


QUEM BEBE GRAPETTE REPETE
Pois é, me criei bebendo esse refrigerante. Não é que os caras relançaram? Chego no Super e está lá, na prateleira. E num litrão PET. E para completar....light. Veja só, três ou quatro décadas se passaram e a Grapette retornou.
Sim, lembra direto a Fanta Uva, e aí me dei conta de que ao tempo em que gostávamos de Grapette não havia muitas outras opções nesse setor. Talvez por isso a apreciássemos tanto. Achei meio adocicada demais. Sei lá.
Se você provou dela trinta anos atrás, volte e experimente. Quem sabe que conexões de sua memória não serão ativadas...
Silvano - experimentando


05/03/2009

2 comentários:

lizi disse...

Silvano, faço minhas as tuas tão bem colocadas definições para este caso tão triste!
É uma atitude quase inquisidora esta do tal "bispinho", que até excomungou a mãe da menina e a equipe de médicos que fez todo o atendimento e medicação abortiva.

AIDA STASZAK disse...

Conheci seu blog, pois estava a procura do site da Vinícola Zolin e hoje vi seu comentário sobre o assunto em pauta.Não me considero uma espírita, mas uma pessoa que acredita que aquilo que o Espiritismo ensina, tem lógica e pode explicar várias situações com que nos defrontamos no nosso dia-a-dia. Enfim, me rotulo como uma eterna aprendiz.
No caso específico desta menina, penso que nada do que nós acontece é gratuito, temos a lei de causa e efeito. Responderei por todos os meus atos e quanto mais conhecimento, maior a cobrança.
Olhando de frente, realmente o caso é monstruoso. Mas pelo lado espírita, podemos questionar o que esta menina fez, claro que em vidas anteriores para ter este resgate? Quais seriam os laços desta familia no passado? o que era necessário para o "acerto"? Por que se reencontraram nestas cirscunstâncias? Quem deveria perdoar quem? Quem falhou?
Temos livros espíritas que falam sobre este assunto: Obreiros da vida eterna (André Luiz) e Deixe-me Viver.
Quanto à pena de morte, eutanásia, suícidio, aborto - todos terminam em por fim a vida existente e todos, se concretizados, tem um agravamento maior, pois não conseguimos nos resignar aquilo que nos é imposto ou por livre escolha.
O assunto é complexo, onde poderiamos ter vários ângulos a ser analisados - polêmico.
Respeito tua opinião, pois isto faz parte do que tenho como meu aprendizado, mas faço questão de expressar a minha.
Dizer que alguém está condenado à morte, não é direito nosso, pois não somos sequer donos do nosso tempo. Agora aqui, daqui alguns momentos, só cabe ao Criador decidir.
AIDA