22 setembro 2008

Dica de DVD


DICA DE DVD: HOMEM DE FERRO
Sim, eu sei que a gente já está de saco cheio desses filmes de super-heróis, começamos com o Batman, Homem-Aranha, Super-Homem, passamos pelo Quarteto Fantástico e pecamos no Incrível Hulk. Mas cabe indicar este filme por uma série de eventos convergentes. O principal deles é o ROTEIRO bem amarrado. Este roteiro é que dá veracidade a tudo que se vê na tela (ou na TV). Na versão dos quadrinhos (de Stan Lee – sempre ele), o herói surgia na Guerra do Vietnã. Neste filme a coisa foi atualizada e a transformação se dá em pleno Iraque. Ou será no Afeganistão? Bom, é no mundo bélico árabe da atualidade. Um milionário é seqüestrado e, a partir disso, cria uma roupa especial, um traje com super-poderes, para combater o mal. As cenas são belas, críveis, impressionantes. Confirmando a tendência de sua carreira, o ator Robert Downey Jr abrilhanta este filme. Após isso por certo ele cai em overdose de drogas de novo, num contínuo sobe-desce. Mas neste filme ele está na ascendente. Tem também o Jeff Bridges, a Gwineth Paltrow e como curiosidade o próprio Stan Lee numa pontinha.
Vale a pena tirar na locadora. Diversão garantida! Nota: 9,0!
Silvano – enferrujado

FICHA TÉCNICA
Título Original: Iron Man
Gênero: Aventura
Tempo de Duração: 126 minutos
Ano de Lançamento (EUA): 2008
Direção: Jon Favreau

Elenco
Robert Downey JR ( Tony Stark – Homem de Ferro)
Terrence Howard ( Cel Jim Rhodes)
Jeff Bridges (Obadiah Stane – Monge de Ferro)
Gwineth Paltrow (Virginia Pots)

18 setembro 2008

Coisa de Gordo - 394




394 – DOS CÉUS PARA AS TAÇAS
Por indicação de amigos, fomos levados a um doce passeio pelo interior aqui de Santo Antônio. Já havíamos escutado algumas coisas, já tínhamos conversado sobre isso, mas ainda não experimentáramos o sabor.
Para dirimir este pequeno suspense inicial, parto da história curta de uma pessoa. O nome dele é ZOLIN. Nessas fotos aqui ao lado é aquele de vermelho e com avental estilizado. O homem era piloto de avião na Varig, aposentou-se e foi em busca de diversificar sua atividade. Numa propriedade localizada no interior de Santo Antônio, localidade chamada Evaristo, ele ergueu uma Vinícola e passou a produzir seu próprio vinho. Da marca ZOLIN, é óbvio.
A partir disso, eventualmente a gente cruzava com o tal empreendedor. Numa exposição em um Supermercado. Num estande de Festas Regionais. A gente passeando, e lá estava o Zolin expondo, divulgando, vendendo seu vinho. O qual ainda não prováramos.






Para divulgar sua marca, seu produto, o Zolin passou então a organizar jantares lá na Vinícola. Jantares para casais. Em grupos pequenos, coisa de vinte e poucas pessoas, o povo local começou a visitar a Vinícola, nessas jantas onde se paga um valor fechado, come-se livremente e bebe-se o vinho do cara à vontade. Para a nossa pequena cidade isso foi um achado. Algo diferente. Algo inusitado.
Numa noite dessas, lá fomos conhecer.
Partindo da zona urbana da cidade, andam-se 13 km em estrada de chão, estrada boa, dá para carros comuns. A gente sai da cidade e vai em direção ao Monjolo. Vira à direita e segue em direção ao Evaristo, a tal localidade onde a coisa está. No folder que recebemos quando da aquisição do Ingresso, há toda uma seqüência de referências. Passa duas pontes, entra à direita. Numa encruzilhada há uma placa indicando a Vinícola. Passa então por uma Igreja Adventista à direita, depois um Cemitério à esquerda, mais uma ponte e ...ufa, chega-se ao alvo!





O prédio é todo novo, erigido dentro das normas sanitárias vigentes, paredes azulejadas, limpeza total. O dono obteve ainda licença junto à FEPAM e ao IBAMA. A produção de vinho se dá a partir de uvas ali mesmo plantadas e colhidas. E também a partir de uvas nobres da Serra Gaúcha.
A partir disso ele fabrica quatro vinhos, assim descritos no folder.
Um SUAVE, elaborado com uvas americanas Bordô e Isabel, selecionadas no próprio vinhedo. Você sabe que vinho suave não é a minha praia! Mas para quem gosta, tem este.
Um TINTO SECO, elaborado com as mesmas uvas citadas no anterior.
Um BORDÔ, vinho tinto de mesa, encorpado, de cor rubi, elaborado com uvas americanas e Bordô e uma pequena percentagem de uvas americanas Isabel, selecionadas no próprio vinhedo.
Por fim, um CABERNET SAUVIGNON, vinho tinto fino, encorpado, de cor rubi, com um leve sabor de frutas vermelhas silvestres e um toque sutil de carvalho, elaborado com uvas selecionadas da Serra Gaúcha.




Este Cabernet Sauvignon ficou de fora do preço do jantar, não estava para consumo livre. Quem o quisesse beber pagava por fora. Mas valia a pena. Se valia!
Ah, sim já ia esquecendo. O prato da noite era SALMÃO NA BRASA, acompanhado de Arroz, Batata Suíça e Saladas. Janta deliciosa! Saborosa. E que se prestou muito bem a nos acolher ali na Vinícola, naquela fria noite de inverno. Não é restaurante. Não é lancheria. Trata-se de uma Vinícola divulgando sua produção. Quem vai até lá vai imbuído deste espírito.
Vale o delicioso passeio pelo interior de Santo Antônio (sempre belo), vale o encontro, as pessoas. E vale sobretudo conhecer este belo empreendimento ali incrustado.


Fomos à noite, já citei que foi um jantar. Fiquei com vontade de voltar de dia. Para mais fotos. Mais passeio. Mais campo, natureza. Mais vinho e queijo. Enfim, para quem veio dos céus da Varig, um mergulho em taças saborosas vale como uma lição de vida.
Silvano – o impossível




CONTATOS COM O HOMEM?
O site está em construção, portanto por aqui ainda não dá. Mas para quem quiser falar direto com o produtor, tem o celular (51) 99994494. O e-mail que está no folder é vinicolazolin@gmail.com


18/09/2008

11 setembro 2008

Coisa de Gordo - 393


393 – VOCÊ TEM FOME DE QUÊ?
O tema da fome é uma coisa muito maluca. A gente ouve todo dia pelo menos umas dez ou vinte vezes a palavra FOME, seja de nossa própria boca, antes do almoço, seja das pessoas ao redor, seja do casal do Jornal Nacional. Se tivéssemos que selecionar as cinqüenta palavras com as quais passamos o dia, por certo a fome estaria lá pelo alto da lista.
Fome na Etiópia, Programa Fome Zero, fome de votos, o termo preenche os minutos da TV e do Rádio. A palavra ficou até vulgar. Banalizamos o seu uso. No futebol? Fome de gols.
No meu dia-a-dia profissional, as mães me repetem em cantilena que seus filhos não têm fome! Amigo(a), se elas permitissem que a criança tivesse fome...
Isso me lembra certa criança que tive a chance de atender, tempos atrás, cuja mãe me pranteava exatamente isso. “Ela não come, ela não quer nada, a gente tem que ficar oferecendo coisas o tempo todo” e por aí afora. Mães são assim. E em seu relato minucioso ela me contou que a cada vinte ou trinta minutos ela assediava a criança com um prato de mingau, ou uma gelatina, ou uma bolacha, ou sei lá eu o quê! Na hora do sono, ela traiçoeiramente socava uma mamadeira na criança a cada três horas. Pensei um pouco e disse a ela que a pobre criança nunca tivera a sensação de fome em toda sua curta vida de dois anos. Que ela, a mãe, nunca permitira que aquela área do cérebro que dá o aviso, o alerta da fome, fosse irrigada por sangue. Que a filha dela tinha uma espécie de deficiência cerebral, tendo em vista a total vigilância alimentar que a própria mãe exercia. E finalizei pedindo que ela desse uma folga para a coitada da criança, para que, pela primeira vez na vida, ela pudesse ter s sensação de fome! Os olhos aterrorizados daquela mãe me perscrutaram de cima a baixo, ela silenciou, a consulta terminou e ambas se foram. Para nunca mais voltar. A verdade assim colocada, por vezes fere ouvidos mais sensíveis.
Trago esse tema para uma pontinha de filosofia. Dia desses, horas adiantadas, algo me impediu de seguir a rotina tradicional de acordar, banho, café, pasta de dente, trabalho, almoço...blá..blá..blá. E eis que lá pelas tantas senti essa estranha sensação. Sim, amigo(a), falo dela, aquela que a citada criança nunca tivera! Para admiração minha...eu estava com FOME!!! Gente do céu... – pensei de mim para mim mesmo – então fome é assim. Tinha até me esquecido! No meu específico caso, havia uma mescla de um pequeno mal-estar abdominal, com um centésimo de enjôo, um milésimo de irritabilidade e sim, eu estava com fome!
Percebi, diante do acima exposto, que na rotina em que vivemos acabamos da mesma forma impedindo que a fome apareça. A gente trabalha duas ou três horas e dá um tapa numa bolachinha. O relógio bate meio-dia e a gente não pára para ver se tem fome. O horário apertado nos faz ir até o bufê, a lanchonete, ir até em casa e simplesmente almoçar. Sem fome. Três da tarde, uma fruta ou um suco. E assim por diante o dia se passa, sendo a nossa fome mitigada com coisinhas aqui e ali. Ter de novo sentido uma real sensação de fome me fez lembrar da tal mãe da tal criança. Claro que não nos socamos coisas o tempo todo. Mas eventualmente abrimos mão de sentir fome. Não há tempo para isso.
A fome tem lá suas vantagens. Anos passados, éramos crianças na cidade de Santiago-RS. Os tios se reuniram, tomaram de uns filhos e fomos todos a uma pescaria. Você, que vive no mundo moderno de hoje não deve saber o que é isso, uma pescaria. Era um antigo ritual social, um hobby para alguns, aonde se ia até uma lagoa, um rio, ou ao mar para se tentar capturar alguns seres que naquela época viviam dentro da água. Os peixes. A gente fazia um fogo, um café para passar o tempo, botava as linhas na água e esperava o tempo passar. Pois bem, tínhamos ido pescar, já estávamos de volta, fim da tarde, e então a caminhonete atolou. Ou estragou. Ou sei lá. Algo nos impediu de prosseguir viagem motorizados. Os adultos começaram a se organizar, quem é que vai buscar um trator aqui por perto.. Ah, sim, eram tempos em que não havia telefone celular. Nós crianças, os primos, fomos orientados a ir seguindo a pé, pelo meio do campo, a noite já começava a aparecer. Em grupo de quatro ou cinco primos, fomos voltando para a cidade em meio ao escuro da noite. Aí nos bateu uma fome. Não uma fome qualquer, mas aquela fome de quando se volta de um passeio estafante. De quando se está sujo, embarrado, cansado. Esta fome é mais forte. Andávamos e lamentávamos o ocorrido até que passamos por uma lavoura de milho. Os pés verdes, as espigas mal e mal apontando, aquilo nos pareceu apetitoso. Invadimos a lavoura e aqui e ali, pegamos aquelas espiguinhas de milho bem pequenas, moles, fáceis de mastigar. E, acredite, aquilo comido ali, na escuridão, no fim daquele dia, foi um banquete dos deuses. Graças a quê? Graças à FOME! Até hoje, sempre que como essas saladas onde colocam essas mini-espigas de milho em conserva, sou remetido àquela cena rural. Sim a fome tem mesmo suas vantagens. Tornar delicioso qualquer prato comido.
Uma hora dessas experimente isso. Pode ser num fim-de-semana. Permita-se sentir fome. Você vai dar risada de ter ficado tanto tempo sem sentir tal sensação.
Silvano – o impossível


MEA CULPA
Andei contando aqui uma história na qual eu houvera sido FURTADO em minha própria casa, relatando que uma mulher trouxera sua filha para consultar e num momento de descuido meu ela pegara minha máquina fotográfica. Volto ao tema para fazer uma MEA CULPA. Dia desses, andando de carro, meu guri foi juntar algo no chão do carro e - SURPRESA!! - lá estava a máquina fotográfica! Para espanto geral, a máquina tinha voltado! O guri me disse que devia estar num compartimento do carro que eu até este dia desconhecia existir. Uma fresta sob o banco traseiro. E que a máquina sempre estivera ali! Resumindo: - a mulher não me furtou nada! Eu sou um bocoió! E concorro ao troféu BOCA ABERTA 2008. O que a idade faz com a gente...


LEITOR MANDA DICA DE FILME
Indiferença - Será que existe alguém inocente? Será que somos realmente pobres vitimas das injustiças políticas e sociais? Falamos mal dos políticos, e com razão podemos acrescentar, mas, o que fazemos para melhorar a situação do nosso país? Enchemos o peito, e bradamos em alto e bom som toda espécie de criticas contra aquilo que temos certeza que é errado. Como se isso apaziguasse nossas consciências, pois de verdade, que ações concretas praticamos para realmente mudar alguma coisa? Nem mesmo contra nossos próprios e menores defeitos nos dignamos a lutar com afinco... Ou seja, não fazemos o bem nem a nós mesmos.
Olhando o filme “Lions for Lambs” (Leões e cordeiros) refletimos sobre os interessantes diálogos entre um senador e uma repórter, um professor e um aluno, onde vemos claramente os interesses de cada um.
Dentre as cenas do filme, podemos observar a realidade do que realmente move as atitudes ditas “nobres” de alguns políticos e, por outro lado, o que realmente leva os jornais a publicarem esta ou aquela noticia: Interesse pessoal.
Seja em dinheiro, seja em poder. Infelizmente, é isto que realmente move cada uma das atitudes de todo ser humano, não só dos políticos. De outro lado vemos um aluno brilhante cheio de ideais, com pontos de vista muito interessantes, que não aceita as injustiças, mas ao mesmo tempo, não faz nada.
Na nossa simplória concepção o que vale é nossa paz de consciência. Mas será nossa consciência está mesmo em paz? Nos disse T. Roosevelt: “Se eu tiver que escolher entre a paz e a justiça, eu escolho a justiça”. O que ele quis dizer com isso? Poderia haver paz sem justiça?
O que podemos concluir é que a indiferença, veja bem, não estou dizendo o pior, mas com certeza é o maior mal de toda a humanidade.
Lembrando um grande ensinamento do maior sábio que a humanidade já conheceu, Jesus: “Quando deixamos de fazer o bem que podemos, estamos fazendo um mal”.
JOY – do litoral norte gaúcho, matando a pau


Ficha Técnica

Título Original: Lions for Lambs
Gênero: Drama
Ano de Lançamento (EUA): 2007
Direção: Robert Redford

Robert Redford (Dr. Stephen Malley)
Meryl Streep (Janine Roth)
Tom Cruise (Senador Jasper Irving)
Peter Berg (Wirey Pink)
Michael Peña (Ernest)


11/09/2008

06 setembro 2008

Coisa de Gordo - 392


392 – UMA ARQUITETA NA FAMÍLIA
Você que lê esta blog nas quintas-feiras, há de estar admirado, já é noite de sábado, quase domingo e o texto da semana ainda não apareceu. Estive alegremente ocupado. Para minha mais completa alegria, Laura, minha “guria” mais velha se formou em Arquitetura, curso concluído na Universidade Federal do RGS.
Essa coisa de formatura enseja uma série de coisas na vida de qualquer um. Há uma verdadeira bagunça na vida da pessoa, é uma fase de transição. E agora, cair no mercado ou fazer doutorado, casar ou comprar aquela bicicleta?
Nesses tempos em que o acesso à Universidade Federal se dá em nome da cor da pele da pessoa, no fato de ser ela descendente de índios ou não, a “guria” entrou na Universidade pela porta da frente, sem favorzinho de governo qualquer. E agora, passados esses rápidos anos, eis que está no mercado, de Diploma na mão.
Por força disso, estivemos envolvidos na Festa de Formatura, da qual só agora retorno. Serei sempre suspeito para falar disso, mas a formanda estava linda e o resto da família também. Nas semanas que antecederam o evento, a sra Kátia se desdobrou em preparativos, o salão, a música, o cardápio, os garçons, o fotógrafo, os seguranças, o mestre-de-cerimônias, as cozinheiras, o chefe de eventos, entre tantas outras coisas mais.
Filosofávamos sobre isso, por esses tempos. Há várias festas no calendário da atualidade. Festa de casamento, de batizado, nas cidades do interior ainda há o debut, festas de aniversário, de quinze anos. Mas nenhuma festa é tão pessoal quanto a Formatura. Casar qualquer um casa, mas é uma coisa a dois. Fazer quinze anos, até a Dilma Russef já fez. Mas a Formatura é o coroamento, o resultado, a colheita de uma longa semeadura pessoal. Por mais assessorada que esteja a pessoa, formar-se será sempre uma conquista pessoal. “Eu consegui!” – pensa consigo o laureado.
Por isso depositamos tanta expectativa nesta festa em especial. Por julgá-la um marco de vida. Um divisor de águas. Um virar de página.
Acontece, portanto, que agora sou pai de uma arquiteta. Que coisa maluca.
Perceba que ao longo desses anos de blog (antes no site e agora aqui no blog) sempre mantive uma boa dose de discrição no que tange às coisas de casa. Evitei sempre colocar fotos e coisas de minha família no intento de protegê-los dessa gigantesca vitrine que é a internet. Provavelmente você nem sabia que tenho uma filha de nome Laura. Pois neste momento abro o coração para festejar aqui, de público, esta bela conquista.
Pai coruja é assim mesmo. Acaba que a euforia transborda e se esparrama pelo chão.
Que filha maravilhosa! Que conquista! E que Festa!
Os docinhos ali da foto? Há, estavam deliciosos. Com diploma e tudo.
Silvano – o coruja


SETE DE SETEMBRO
Puxa, já é o dia da Pátria. Passou da meia-noite. Tempos idos, por essas horas, tínhamos o Hino Nacional na ponta da língua e desfilávamos alegremente ao amanhecer. Mas de fato, eram tempos idos....



07/09/2008

28 agosto 2008

Coisa de Gordo - 391


391 – O MAL AGORA TEM ROSTO
A vida em cidades pequenas, como esta em que vivo, tem coisas muito interessantes. Coisas que só se vê em cidades do interior. Durante anos, muitos anos, a comunidade local conviveu com um LADRÃO de alcunha “Chapalito”, verdadeira celebridade local. O cara tinha (e ainda tem) o dom do furto, entrava nas casas e surrupiava coisas, objetos, jóias, videogames, TVs e o que mais estivesse ao alcance de sua mão.
Mês findava, mês se iniciava, lá vinha uma história de alguém cuja casa fora devassada por esse cara. A polícia sabia onde ele morava, conhecia sua mãe, suas irmãs, a cada caso de furto na cidade lá iam os homens da lei atrás do Chapalito. E em muitos casos recuperaram os objetos.
A coisa veio num ritmo frenético de crimes e diante da indignação da comunidade, sempre se esbarrou na lei que protege os “menores de idade”. Alguém denunciava, o cara era preso, mas, como diria a turma do Casseta e Planeta, ele era “DIMENOR”.
Interessante que o criminoso possuía um “modus operandi” característico, uma espécie de marca registrada dele. Sempre entrava na casa das pessoas em horário normal, meio-dia às vezes, casa cheia, todo mundo almoçando. Naqueles curtos minutos em que a atenção de todos se voltava ao comer, o bandido adentrava a casa e levava sua muamba.
A cidade de Santo Antônio conviveu por anos com esse meliante, sem ter muito o que fazer. Talvez isso ilustre as falhas de nossa lei. E foi sendo urdido na cidade um ódio coletivo, uma raiva diante de tamanha impunidade.
Dia desses, conversando com amiga minha que trabalhava em creches municipais, ela lembrou-me que mais de uma vez ela levou o tal menino para consultar comigo (na época ele era criança). E rimos ao lembrar que fornecíamos leite em pó para ele, ou seja, nós (sociedade) alimentávamos o pequeno monstro já na sua infância. Para que depois ele viesse a nos assaltar.
Todas as conversas confluíam sempre para um mesmo ponto. Mas afinal – dizíamos – como é a cara desse cara? Alguém tem alguma foto desse pilantra? Sim, as autoridades tinham várias fotos, mas não podiam divulgar, publicar, pois ele era menor de idade.
Engraçada essa lei que protege crianças e adolescentes criminosas. Não se pode falar no nome nem se mostrar a foto deles. Mas se um deles estuprar e matar uma menina, o nome dessa menina vai sair nos jornais. E a foto também. Então vejamos. O menor assassino tem que ter sua identidade protegida, coitadinho. O menor assassinado pode ser exposto à publicidade. Dá para entender? Eu não consigo!
Enfim, os dias se sucederam e os anos passaram. O cara enfim se transformou num maior de idade. Atingiu os dezoito anos. Mesmo para os canalhas o tempo passa. No jornal local desta semana, a Folha Patrulhense (http://www.folhapatrulhense.com.br/) eis que surge na página policial, pela primeira vez, a foto e o nome do Chapalito. O cara se chama Daniel Santos da Silva e sua cara é esta aí da foto. O mal, portanto, agora tem rosto.
Sei dos crimes cometidos, sei do contexto social, mas sempre que vejo um vagabundo desses algemado, sendo levado para mais uma detenção, não consigo deixar de sentir um tanto de pena. O que não me impede de ficar feliz sempre que ele é preso. Lá vai mais um bandido para trás das grades!
Lembro vivamente da Mãe e das irmãs do cara (a quem eventualmente também atendi). Lembro da expressão irônica da velha, sua cara desaforada, feliz com sua omissão diante da vida. O filho que ela tinha que ter educado, limitado, moldado, é hoje uma celebridade no crime.
Se lá naquele tempo em que ela ganhava leite em pó do município ela tivesse atuado como uma verdadeira mãe, talvez o destino do cara fosse outro. Talvez fosse um cidadão de bem, trabalhador, alguém voltado à família. Mas não foi o que ela fez. Com sua empáfia, sua arrogância, sua inconseqüência, ela onerou e continua onerando a sociedade com sua atitude. Semeou um jovem delinqüente, está agora colhendo um criminoso pós-graduado.
Para finalizar, uma ironia. O cara enquanto menor de idade fez e aprontou, sem que se conseguisse deixá-lo preso. Sabe por que ele foi enfim preso agora? Por ter furtado um passarinho! Isso mesmo, não foi TV nem computador. O cara furtou um passarinho com uma anilha do Ibama, e por isso, foi enfim para o Presídio Regional. Abandonado pela mãe. Odiado pela cidade. Preso por um passarinho.
Silvano – o impossível


LEITOR MANDA DICA DE DVD
Olá Silvano! Para quem gosta de música, vai a dica de um ótimo filme: trata-se de "Apenas Uma Vez" (Once), vencedor do Oscar 2008 de melhor canção original por Falling Slowly (composta pelo casal protagonista, Glen Hansard e Markéta Inglová). É um filme simples, que partiu de um roteiro de 60 páginas e foi filmado em apenas 17 dias, mas é essa simplicidade que faz dele um sucesso. Extremamente poético e tocante ele mostra o quanto a música pode aproximar as pessoas. Tem como tema um músico irlandês que toca composições próprias nas ruas de Dublin para ganhar alguns trocados. Numa dessas apresentações ele é assistido por uma tcheca que se encanta pelas melodias e entra, sem querer, na vida dele. Movidos por uma grande paixão, que é a música, eles acabam compondo canções sentimentais juntos. Uma das curiosidades é que o protagonista Glen Hansard é cantor, violonista e compositor e integra a banda The Frames e lançou seu primeiro álbum, The Swell Season, em 2006, projeto que teve a participação da multi-instrumentista, compositora e cantora Markéta Inglová. Vale a pena locar o filme, é dez!!
Flávio Rogério – do litoral norte gaúcho


28/08/2008

21 agosto 2008

Coisa de Gordo - 390

390 – TORTA DE MARIDO – Versão do Guri
Essas receitas rápidas têm tido grande aceitação entre os leitores deste Blog, já quando publiquei o Negrinho de Microondas, e depois o Bolo de Caneca, os resultados junto à critica (você mesmo!) foram ótimos. Na esteira deste processo (desculpe, este é um dos meus cacoetes de linguagem), trago ao vosso deleite mais uma dica imperdível. A Torta de Marido.
Já a houvéramos visto no programa de TV do Anonymus Gourmet, numa manhã de sábado. Nas palavras dele, é uma torta tão fácil de se fazer que até o Marido consegue dar conta. Daí a origem do nome.
Na época a sra Kátia fez a receita, aprovamos, ficou como uma boa possibilidade.
São apenas três ingredientes: - um pacote de Bolacha Maria de Chocolate; uma lata de Leite Moça; uma lata de Creme de Leite.
Misturam-se os três, põe-se na geladeira e está pronta.
O que trago de novo aqui? Meu Guri sentou olhos na resumida receita e tratou de aperfeiçoá-la. É um simples detalhe, mas que influi bastante no resultado final. Na receita do Anonymus, as bolachas eram picadas e colocadas no preparo. O Guri foi mais perfeccionista, mais cuidadoso.
Uma das grandes qualidades desta receita é a sua praticidade. Você, mulher, está em casa naquele domingo de tarde, jogada no sofá, indecisa entre se deprimir vendo o Faustão ou dormir até o fim da tarde. Seu corpo todo dói da maratona da semana. Você até pensa em desligar a TV, ou mesmo trocar de canal, mas o cansaço físico é maior do que sua indignação. Como se fosse uma jibóia após ter comido aquela ovelha, você mal consegue manter os olhos abertos, apenas digere e respira.
Neste exato momento soa a campainha, você rosna algo para o seu marido e então ele vai ver quem é, atendendo o interfone. Oba! – ele grita – a mamãe está aí!
Era só o que lhe faltava! Uma visita de sogra num domingo à tarde! Logo a sogra. E logo naquele domingo! Enquanto o elevador sobre você lembra que não tem nada em casa para servir à mulher. E percebe que ela, quando souber disso, vai fazer aquela cara de desdém para você, sacudindo a cabeça negativamente. Nesses curtos segundos que separam você, mulher, do encontro com a mãe dele, um lampejo ilumina sua mente. Você lembra da Torta de Marido. Seu marido abre a porta, você disfarçadamente vem da cozinha dizendo que estava finalizando uma sobremesa. Diz isso e logo volta para a cozinha, conseguindo fazer a Torta de Marido em três minutos. Coloca o preparado na geladeira e volta para a sala calmamente, anunciando que logo vai servir o doce. Pronto, sua tarde está salva. Sabe por que, mulher? Porque a coisa é muito fácil. Perceba isso.Olhe a seqüência de fotos abaixo e se delicie.
Silvano – o impossível


21/08/2008

Torta de Marido - versão do Guri


Ingredientes: como citei antes, apenas três coisas.
Um Pacote de Bolacha Maria de Chocolate;
Uma Lata de Leite Moça;
Uma Lata de Creme de Leite.
Use APENAS metade ou então dois terços das bolachas, para não ficar muito "massuda". Com menos bolachas elas ficará mais molhadinha, mais solta.

Passo 1


Moa as bolachas até que virem uma espécie de farinha. O Guri faz isso usando o liquidificador. Ele vai colocando porções de bolachas aos poucos, tritura, põe numa vasilha de preparo. Mói mais um pouco. Põe mais lá no prato. Assim vai moendo até que os dois terços (ou metade) do pacote tenham sido triturados, moídos, desmanchados. Este é a diferença crucial da receita original. O Anonymus deixava as bolachas em pedacinhos. Deste jeito aqui é bem melhor.

Passo 2


Acrescente os dois outros ingredientes. Vendo esta foto você já percebe que não tem como esta receita dar errado, né? É só craque na cozinha! Usando essas duas Latas, o que pode dar errado? Nada!

Passo 3


Misture vigorosamente os três ingredientes. Aquilo que antes era uma mistura heterogênea vai gradualmente se transformando em uma coisa de um aspecto só. Uma deliciosa massa de torta doce.

Passo 4


Por fim, acomode a mistura num prato circular. Vá deitando a massa delicadamente, carinhosamente, retoque com uma colher de sopa, maquie a apresentação do prato.

Passo 5


Terminado este curto ritual, coloque na geladeira por cerca de uma hora. Perceba que não foi necessário levar ao forno, cozinhar, assar, nada disso. O negócio é só misturado e resfriado. Neste período, converse com sua sogra, sabendo que em breve você vai fazer a Coroa cair da cadeira. Ao comer esta delícia que você está preparando! Parabéns! Desta vez ela não vai fazer aquela cara desdenhosa. Pelo contrário. Vai até dizer ao filho dela, aquele com quem você se “ajuntou”, que ele fez uma boa escolha. Uma boa escolha.

15 agosto 2008

Coisa de Gordo - 389


389 - ESTEREÓTIPOS
Não sei de onde vem esta palavra “estereótipo”, pois a desdobrando, o radical dela é “estéreo”, que significa movimento. O significado dela tem sido bem outro. E ando obcecado por alguns estereótipos ultimamente. E partir da observação disso, constatei estarrecido que um estereótipo é uma coisa utópica, uma figura que não existe! Serve como padrão, serve como exemplo, mas não existe.
Certa feita a Globo exibiu uma novela onde havia ciganos, época em que muita criança neste país foi batizada com o nome DARA, que era como se chamava a cigana da novela. Naquela ocasião, a TV mostrava os ciganos como pessoas charmosas, sensuais, vistosas, roupas reluzentes. As mulheres ciganas seriam algo como sereias, tal a sua verve sedutora. Tudo isso era um estereótipo. Não existe cigano assim! Uns anos atrás, morando noutra casa desta mesma cidade, observava um acampamento de ciganos situado a uma quadra de nossa casa! Sujeira total, pessoas feias, podres. As mulheres, verdadeiros “tribufus” ambulantes, andavam sem calcinha e, andando pela praça, simplesmente se agachavam ali na grama para urinar e logo em seguida seguir seu caminho. Como bichos. E bichos sujos e fedorentos. Ora, não é difícil imaginar que pessoas que vivam sem banheiro, água corrente e sabonete, sejam sujas em seu viver. Quem se propõe a viver acampando aqui e ali, por opção própria, tem seu destino atrelado a uma certa falta de higiene, falta de sociabilidade. Enfim, os tais ciganos aqueles da novela eram só estereótipo. Não conheço cigano que se enquadre no que foi mostrado na TV.
Na Literatura Brasileira temos o mito do bom selvagem. O clássico José de Alencar escreveu livros onde pintava os índios como heróis altivos, bonitos, educados, amorosos. Peri e Ceci eram quase que Romeu e Julieta! Sim, a mim parece que tal mito não foi criação do Alencar, era uma coisa do movimento cultural vigente no mundo daqueles tempos. Quem já teve a chance de ver, escutar, se aproximar de algum índio facilmente percebe a diferença. Índios na vida real são pessoas (lá vamos nós de novo...) sujas, podres, analfabetas, desdentadas, eventualmente violentas, grosseiras. Cabe a mesma apreciação de antes. Os caras vivem em Tabas, dormem dentro de Ocas, o banheiro mais próximo é o rio, se tiver, a podridão viceja por ali, portanto. Esse mito do bom selvagem transbordou para outras obras clássicas, basta lembrar que o Tarzan, aquele da Jane, foi pintando como um cara legal, justo e bonitão. Amigo(a)...pobre da Cheeta! O cara era um farrapo humano, a se considerar que ele houvesse sido criado por macacos, em meio à selva. Mas o tal mito era forte e lá veio o Tarzan com cabelo penteado e hálito puro.
Por fim, indago. Com que finalidade são criados os estereótipos? Por que aparecem? O que os condiciona? Sim, bem sei que isso é quase incontrolável, é quase como fofoca em cidade pequena. Se cria, aumenta, aparece, se espalha!
Poderia um sociólogo ponderar que o estereótipo é uma espécie de inconsciente coletivo social. Surge nas mentes das pessoas e transborda para a cena do dia-a-dia. Se a Globo colocasse ciganos imundos na sua novela, por certo não teria audiência alguma. Como captou o imaginário popular, acertou na mosca.
Enfim, percebo a existência de estereótipos e ao mesmo tempo os respeito e temo. Por serem fantasiosos, nunca se sabe aonde a coisa vai parar! Observo-os de longe, dou um passo atrás e vejo a vida passar.
Silvano – o impossível


FENACAN
Começou ontem, com este novo nome a FESTA NACIONAL DA CANA, antiga festa do Sonho, Cachaça e Rapadura de Santo Antônio da Patrulha -RS. De ontem até o próximo domingo, a cidade ganha caras novas, um movimento inusitado, vem gente de todo lugar! O desafio dos expositores de Cachaça este ano é driblar e Lei seca. Sim, porque na tal festa há uma espécie de “cachaçódromo”, um pequeno estande onde os Alambiques expõem suas marcas, colocando á degustação do público as suas cachaças. Como provar aquilo e depois dirigir carro? Impossível, e a polícia local já avisou que vai mandar ver no bafômetro. Venha, beba e, portanto, traga seu motorista cara-limpa!


RECALQUE MEU
Toda Olimpíada é a mesma coisa. Olho o quadro de medalhas e fico vexado! Que paisinho de meia-tigela é este em que vivemos! Quase caí da cadeira quando a mídia anunciou que aquela mulher do JUDÔ foi a Primeira Mulher Brasileira a ganhar uma medalha em Olimpíada, num esporte individual! Meu Deus, do céu, é muita incompetência. Chama o Cristóvão Buarque e vamos começar tudo do zero. Pela educação! Pelas escolas! Pelo incentivo às crianças desde cedo! Pela chance de sermos, um dia, um país melhor. Todas essas parcas medalhas que eventualmente ganhamos são resultado único da iniciativa pessoal de um atleta, de um grupo de atletas, coisa assim. O governo pouco liga para isso! Se aquela pessoa se determinar: - Daqui a oito anos vou correr a maratona na Olimpíada, trabalhar o dia todo, treinar sozinha à noite, durante oito anos, talvez ela enfim consiga chegar lá. O governo em nada a apóia. Recalcado que fico por causa disso, escolho uma nação para torcer, para ver se alguém desbanca aqueles americanos soberbos e cheios de si! Este ano sou CHINA desde pequenininho. Torço pelos “chinas” até em campeonato de cuspe!


ALGEMAS
Eu serei sempre suspeito, mas acho um descalabro essa bobagem de quererem regulamentar o uso de algemas em solo nacional. Não sou favorável a abusos. Não coaduno com a violência policial. Mas neste singelo momento em que o país se vê às voltas com a barbárie, a violência, a impunidade, os caras do Congresso (sempre eles) se juntam para regulamentar o uso de algemas. Ou seja, o circo pegando fogo e eles preocupados com a almofada na cadeira. O ministro Gilmar “Amigo Deles” Mendes já inaugurara esta tendência, mostrando-se tremendamente preocupado com os abusos cometidos contra o coitadinho do Daniel Dantas. O desvio de dinheiro que ele causou, a falta que isso faz nas filas do SUS, na fila dos Aposentados...isso não o estressa. O que lhe causa frisson é o “modus operandi” dos policiais em relação aos punhos do Dantas. Pois agora, resolveram falar das algemas. A seguirmos por este caminho, logo , logo estaremos discutindo as acomodações dentro dos presídios. Afinal, dirão estes mesmos, por que não coloca uma cama Box e uma TV de LCD para cada preso? Gente....(bradarão eles)..eles são bandidos mas são humanos! Humanos!! Estupradores...mas humanos. Assassinos, mas humanos.


E O PIOR....
...é que EU e VOCÊ pagamos não apenas a estadia dos presos nas penitenciárias, mas o salário dos meliantes do Congresso e o do Gilmar Mendes. Ah, sim, e para não esquecer, pagamos também o novo salário da governadora Yeda “Arrogante” Crusius que se aumentou de 7.000,00 para 17.000,00 por mês.


14/08/2008

Dica de Leitora - DVD


Caro Silvano! Gostei de ver teu Blog do Dia dos Pais, e minha dica de DVD seria O Amor nos Tempos do Cólera, de Gabriel Garcia Marquez, que fala de uma paixão fulminante de um jovem que trabalha nos correios ( Florentino) por uma jovem de classe mais alta ( Firmina). Apaixonados, prometem um ao outro se amarem para sempre e o jovem então a pede em casamento. Mas seu pai não o considerando um bom partido para sua filha a manda para longe, para uma fazenda distante onde está sua prima. FLorentino a aguarda, mas quando Firmina retorna não quis mais nada com ele e passa a ser cortejada por um médico bem sucedido da cidade que trata da Cólera. Bem como tudo tem um final, este promete ser emocionante. Destaque para Javier Barden ( Florentino),Giovana Mezzogiono ( Firmina), Fernada Montenegro ( Mãe de Florentino), John Leguizamo ( Pai de Firmina) e Benjamim Bratt ( Dr. Juvenal Urbino) . Um Abraço. Sandra Gomes

08 agosto 2008

DIA DOS PAIS


DIA DOS PAIS

Feliz és tu
que não precisas
fechar os olhos
para encontrar teu pai.

Ele abre o jornal
quando abres a porta.

Teu pequeno Atlas
tem um mundo em suas mãos.

Deixa de lado
a lufada dos fatos
e vem ao teu encontro.

Abraço de mãe é travesseiro.
E árvore, o pai.

A gente sempre fica
com algumas palavras
trancadas na garganta.

O pai não quer arroubos
nem proclamas…

A roupa do pai temtantos bolsos.
É neles que guarda
pequenas humilhações
e desditas.

Mas em seu olhar
brilha um grande sonho.
Um mundo melhor
para seus filhos.

Às vezes, dá vontade
de dizer ao pai
que nós também
pisamos o barro,
sujamos a alma
e os sapatos.
Mãe é teto.Pai é viga.
Há resíduos
de nossa infância
em todos os cantos.
Até no cheirinho
de água de barba
que vem com seu abraço.

Ele cantava no chuveiro.

Deixas sob o travesseiro
uma caixa de CDs.

A noite avança,
toca o telefone.
O pai agradece.
Ao fundo,ainda ouves
o som enternecido
de um bolero.

No escuro
avalias o filho que és.

Carece ser mais companheiro,
jantar, ir ao cinema.

Dormes e sonhas com teu pai.
Chove na manhã de inverno.
E como é bom
vir da escola em seu colo,
os pingos d’água cantando
sobre o guarda-chuva.

Luiz Coronel – Poeta- Editor e Escritor

07 agosto 2008

Coisa de Gordo - 388


388 – CANYON FORTALEZA
Comentei aqui que subimos a montanha até Cambará do Sul, município situado às beiras daquelas obras da criação, os penhascos, as escarpas, os Aparados da Serra. Em ocasião anterior já subíramos até lá quando então fomos visitar o Itaimbezinho, no Parque Nacional dos Aparados da Serra. Foi um passeio rápido, breve, chegamos já de tarde, mas mesmo assim a impressão e as fotos foram boas.
Desta vez fizemos diferente. Fomos conhecer o outro Canyon, o Fortaleza. Na noite anterior ao passeio, titubeamos quanto à ida até aquela paisagem inigualável. Estávamos cansados, teríamos que acordar cedo e tomar lugar numa Van que nos levaria até lá. Diante de nossa indecisão, cancelamos a reserva na Van. O preço era de 38,00 reais por pessoa, ida e volta, o passeio durando cerca de 5 horas.
Devíamos ter ido de Van. No amanhecer do dia seguinte, após o café, vendo o belo sol que nos iluminava os caminhos, resolvemos ir até lá. Só que aí não tinha mais a Van.
O que fazer? Fomos de carro mesmo. Nosso carro. Entre o asfalto de Cambará e o Fortaleza, há uma estrada com quatro quilômetros de asfalto e dezoito quilômetros de chão. Estrada ruim, lenta, pedras e mais pedras pelo caminho. A gente tinha que andar em segunda marcha, às vezes em primeira marcha. Mas percebi que os outros carros nos ultrapassavam ao longo do percurso, talvez eu estivesse meio assustado com os buracos. Passada cerca de uma hora (o que dá a idéia da velocidade média que fizemos) enfim chegamos ao Canyon Fortaleza.
Impressionante. Belo. Lindo. Imperdível. Soberbo. Inigualável.
Local calmo, movimentado apenas pelos turistas que até lá se arriscam, é uma perfeita chance de meditação. De elevar o pensamento. E é claro, de forçar o corpo.
Aquelas fotos que se vê nos pôsteres turísticos são enganosas, ou quase isso. Nas tais fotos a gente vê a beira da escarpa e olha aquela estradinha ali do lado. Logo pensa: - fácil, dá para chegar de carro até ali. Doce ilusão.
Existe a tal estradinha, mas ela só dá acesso de carro até um certo ponto, não até a beira. E o ponto onde os carros ainda chegam é o fim dos tais vinte e dois quilômetros de pedras que citei antes. Portanto, você viaja até ali, desce do carro e a partir daí tem que caminhar! Uma distância não muito longa, é verdade. Em poucos minutos a gente se vê na beira do Canyon, tirando fotos.
Aí a gente olha para o lado e vê que há uma subida enorme, para se ter enfim a visão derradeira da região. Esta parte é uma pequena maratona. Que fizemos em uma hora de caminhada! Montanha acima.
É uma subida linda, bela, esfuziante. A cada passo que se dá, ficando mais alto, a gente vai ampliando a vista, vendo coisas antes não percebidas. Num certo momento se vê o mar ao longe e os prédios da cidade de Torres, litoral gaúcho, lá embaixo!
Continua-se a caminhada e então se chega ao topo da montanha!
Um verdadeiro show da natureza. Uma loucura. Para quem acredita nele (como eu), uma verdadeira obra-prima de Deus!
Fica esta singela dica. Suba a serra. Saindo de Porto Alegre, vá a Taquara, suba a São Francisco de Paula, e dali suba mais 67 quilômetros de excelente asfalto até Cambará. Lá há várias possibilidades de turismo, gastronomia, passeios. Se puder, agende uma Van e vá até o Canyon Fortaleza. Leve sua máquina de fotos e gaste lá suas baterias.
Eu estava sem a minha, mas nosso amigo Paulinho fez as vezes de fotógrafo. Como se pode ver nesta foto aqui colocada.
Silvano – inquieto


SABE O BOLO NA CANECA?
Causou um verdadeiro frisson na rapaziada. Recebi e-mails e contatos telefônicos elogiando a receita, adorando o preparo simples, a facilidade de se deliciar. Parabéns à leitora Claudete, que foi quem enviou a receita e as fotos.


07/08/2008

Leitor manda Dica de Filme


Olá Silvano! Dias frios e uma das melhores programações para a "agitada" Santo Antônio continua sendo assistir um bom filme em casa acompanhado de um vinho. Dias atrás vi um que vale a pena locar, principalmente para os que os que apreciam um pouco o cinema francês. Trata-se de Angel-A, de roteiro, direção e produção de Luc Besson. O filme, embora rodado em preto e branco, tem uma bela fotografia. Trata de um baixinho neurótico e malandro, André (Jamel Debbouze), que se encontra endividado e é intimado por criminosos a saldar sua dívida. Para por fim a perseguição que sofre dos bandidos, ele resolve se saltar de uma ponte. No entanto, quando tenta fazer isso ele encontra uma linda e misteriosa loira pretendendo fazer a mesma coisa, que acaba sendo salva pelo malandro. Ela é Angela (Rie Rasmussen) e decide retribuir a ajuda de seu salvador. Os dois passam a noite tentando resolver seus problemas e acabam descobrindo que ambos têm muitas coisas em comum. É uma comédia romântica com momentos divertidos, tocantes e com ótimos diálogos. Vale a pena, principalmente para fugir da mesmice hollywoodiana.
Flávio Rogério - de Santo Antônio

01 agosto 2008

Dica de DVD

DICA DE FILME – ANTES DE PARTIR
Um leitor (Conrado) já houvera me falado deste filme. Hoje chegou a dica dele para o mesmo. Acontece que ontem de noite vimos o DVD com este belo filme. Reunindo dois “monstros sagrados” do cinema, o diretor Rob Reiner traz aos nossos olhos a emocionante história de dois pacientes terminais que, diante do que os espera (a morte em torno de seis meses), decidem dar uma zerada na vida! Um é interpretado por Morgan Freemann e o outro por Jack Nicholson. O tema é por demais interessante, essa coisa de repensar toda uma vida atinge a todos nós. Trata-se de um filme “barato”, custou “apenas” 45 milhões de dólares. O centro de toda trama é um papel amarelado, amassado, que um dos personagens introduz na história lá pelas tantas. É uma curta lista de coisas que ele ainda teria que fazer ANTES de morrer. E talvez aí esteja o nome do filme em inglês (The Bucket List seria algo como “A Lista Derradeira”). O outro personagem se toma por este espírito e, juntos, eles partem para pôr em prática os itens que estavam escritos.
Filme, terno, bonito, doce, deve ser visto sim. O que não impede que ponderemos algumas coisas. O multi-consagrado Jack Nicholson está definitivamente atrelado a um estereótipo. Vê-lo bradando com os outros, xingando, vociferando, é coisa que a gente vem fazendo faz mais de dez anos. O outro também está nisso. O Morgan Freeman é aquele negro velho, sereno, correto, justo...exatamente como ele vem atuando faz mais de dez anos. Mas tudo bem. Isso não diminui tanto o valor do filme!

Uma ótima curiosidade neste filme é ver o ator Sean Hayes, aquele que interpreta o gay mais afetado de todos os seriados norte-americanos, o JACK de Will & Grace. Neste filme ele interpreta um homem, em princípio heterossexual, o que mostra sua capacidade dramática. A mim surpreendeu! Se bem que tem uma cena rápida, onde ele entra numa sala carregando um monte de papéis, pastas, etc...na qual ele dá uma, digamos assim, “escorregada”. Mas o cara engrandece o filme!
Boa pedida para este fim-de-semana. Nota: 8,5 !
Silvano – cinéfilo de meia-tigela

Título Original: The Bucket List
Gênero: Comédia Dramática
Tempo de Duração: 97 minutos
Ano de Lançamento (EUA): 2007
Direção:Rob Reiner


MAS E O LEITOR, AFINAL DE CONTAS?
Claro, aqui está a dica enviada pelo leitor:
Caríssimo Doutor...O filme é uma lição de vida, envolvente, em certos momentos chega ser engraçado (apesar do gênero), emocionante, o elenco é de primeiríssima e a produção não fica pra trás em nada. Daí já se sabe no que vai dar né...!! Filmão...!! É um belo programa para finais de semana ou noites monótonas entre segunda e sexta-feira. Ah... já ia esquecendo da nota. Acho que vale um 9,0... hehehehe...!! CONRADO CALETTI

31 julho 2008

Coisa de Gordo - 387


387 – O BOLO DE CANECA
Fui falar no Negrinho de Microondas e aticei a rapaziada. Nossa fiel leitora CLAUDETE – Jundiaí – SP – manda uma instigante receita que segue os mesmos preceitos do Negrinho. Rápida, fácil, curta e pessoal. Nada de grandes eventos. É para o ambiente doméstico.
Trata-se do BOLO DE CANECA, especialidade praticada por pessoas que se dedicam a ficar em suas casas se divertindo e passando bem. No nosso caso, comendo bem!
Disse a Claudete...
Isto é para as tardes de Outono....e Inverno. Você faz porções individuais de um bolo de chocolate que fica tudo de bom! A brincadeira é que você bate os ingredientes na própria caneca, com um garfo, e põe no Forno de Microondas por 3 minutos. A massa crua é mais mole que a de um bolo normal, mas é assim mesmo. Não aumente a farinha ou terá um bolo duro! Você prepara na própria caneca aquilo que irá consumir em apenas 3 minutos.
Ingredientes:
- 1 ovo pequeno
- 4 colheres (sopa) de leite
- 3 colheres (sopa) de óleo
- 2 colheres (sopa) rasas de chocolate em pó
- 4 colheres (sopa) rasas de açúcar
- 4 colheres (sopa) rasas de farinha de trigo
- 1 colher (café) rasa de fermento em pó
Modo de Preparo:
- Coloque o ovo na caneca e bata bem com o garfo.
- Acrescente o óleo, o açúcar, o leite, o chocolate e bata mais.
- Acrescente a farinha e o fermento e mexa delicadamente até incorporar.
- Leve por 3 minutos ao Microondas na potência máxima.
Dicas
- A caneca deve ter capacidade de 300ml.
- A medida de colher é sempre rasa.
- Você pode servir este bolo com coberturas, caldas, castanhas e sorvete. E pode comer quente!

Pronto, está dada a largada. Você que tinha pensado em passar o próximo fim-de-semana comendo coisas convencionais, agora já tem duas possibilidades para variar sua super-dieta. O Negrinho de Microondas. E este Bolo de Caneca. Veja nas fotos a delícia que o troço fica. Pequeno, tenro, atraente, quase mignon. E principalmente portátil. Você pode prepará-lo enquanto serve o copão de Coca-light com gelo, arruma ali na bandeja, ao lado dos pasteizinhos, espera o sinal de três minutos do Microondas e pode calmamente voltar para a frente da TV, do DVD, etc.
Silvano – o impossível



SABE AQUELE PASTEL?
Comentei aqui que um leitor dera a dica maravilhosa do PASTEL DO REGIS, no Kilômetro 01 da Estrada do Mar (Rodovia RS-389). Munidos do testemunho de amigos (Paulinho e Mara), fomos até o local para tirar a teima. Tivemos uma surpresa: - o nome do lugar mudou. Venho até aqui corrigir, portanto, o equívoco da dica anterior. Agora, aquela bela lancheria de beira de estrada se chama LUZARDO e o serviço continua impecável. Por força de nossa veia investigativa, pedimos não apenas um, mas TRÊS Pastéis de Camarão! Se um fosse delicioso, sei lá, poderia ter sido sorte. Se dois fossem deliciosos, talvez fosse o acaso! Mas se três fossem deliciosos, bom, aí a coisa deixaria de ter cunho empírico e começaria a ter cunho científico. Portanto, pedimos TRÊS pastéis!
A foto aqui ao lado ilustra bem, talvez o foco não esteja no lugar mais exato, mas perceba, caro(a) leitor(a), o tamanho dos camarões. Note a cor clarinha da massa. Observe o tempero no molho em derredor.
Loucura total. Largue tudo que está fazendo, viaje até lá e peça o seu. Ah sim, você sempre tem que esperar um pouquinho. Os caras sempre fritam NA HORA! Já imaginou?
Aí, Claudete, pega a família e se toca prô aeroporto.
O troço é DEZ!
Silvano – instigando o sobrepeso – mas que cara inconveniente!


31/07/2008

24 julho 2008

Coisa de Gordo - 386


386 – NEGRINHO DE MICROONDAS
Há um certo tipo de receitas culinárias que são praticamente de domínio público. Todo mundo conhece, todo mundo sabe, mas na hora que você quer pôr em prática.... como é que se faz mesmo? Munido desta convicção, trago aos seus olhos, caro(a) leitor(a), a receita do NEGRINHO DE MICROONDAS. Ora, dirão alguns, mas quem é que vai querer fazer Negrinho (Brigadeiro) num forno de microondas, quando se sabe que o mais gostoso é aquele feito na panela. A resposta é simples: - Um gordo vai querer! Um gordo ou uma criança.
Tanto gordos quanto crianças têm uma certa simpatia por fazerem receitas rápidas, deliciosas e que não atrapalhem o andamento daquele filme que está na TV. Ou o daquele jogo de futebol. Ou sei lá eu mais o quê! Ou seja, eles às vezes querem coisas para fazerem logo e poderem voltar ao que se estava fazendo antes. Comendo do bom e do melhor. Na esteira deste processo é que inventaram a Pipoca de Microondas. Não foi para servir num banquete. Nem para preparar pipoca para duzentas pessoas. Ao contrário, esta pipoca se destina ao consumo de grupos pequenos (uma, duas, no máximo três pessoas – senão dá briga!) e que estão ocupados com outros “que fazeres”. Ou você já pensou em colocar uma centena de pacotes delas na potência alta do “micro” para vender na Festa Junina? Claro que não, neste caso você faria pipoca num panelão.
O mesmo se aplica ao nosso já citado NEGRINHO DE MICROONDAS, doravante denominado simplesmente de NM.


Você não vai querer impressionar seu novo namorado com um prato de NM! Fuja disso. Se você quer dar a entender que é prendada em doces, faça uma Torta Melhor do Mundo, ou um Rei Alberto, uma Montanha Russa, algo assim. Aliás, que sirva de lição a futuros pretendentes. Se você está de olho naquela gata ou naquele cara, foi na casa dele(a) e já na primeira visita sua lhe serviram NM....sinto muito, mas você não é considerado um candidato! Você já está no estágio seguinte. Virou amigo(a). Só isso! Oferecer NM para alguém requer um tanto de intimidade!
É uma iguaria para ser comida de pijama, na sala de casa, com os pés sobre o sofá. Com pantufas nos pés. Sem nada de formalidades! Sem qualquer cerimônia! Até porque há uma regra básica no NM, ele não é colocado em forminhas, na verdade ele é comido dentro do prato onde foi feito, às colheradas, literalmente pelas bordas. Você vai ver na receita, logo aqui abaixo, o troço é preparado num prato redondo, uma travessa dessas que se pode levar ao forno de microondas. Este prato além de redondo deve ser alto, para que se possa correr a colher pela sua, digamos assim, “cratera” interna, no ato de se comer o NM. Uma vez preparado, o autor da obra tem um grande desafio. Convencer aos outros e a si mesmo que tem que esperar um pouco para comer, senão a gente queima a língua. E é difícil. As pessoas em volta, cada uma munida de uma colher média, começam a fazer pedidos, súplicas e mesmo ameaças. Bradam para poder dar uma catucada com sua colher na “lava” quente do NM.
Não esmoreça! Controle a turba. O gosto dele fica melhor mais morno. Por isso é que citei que se come pelas beiras. A gente vai rodeando a colher e pegando apenas lascas, pequenas porções do preparado. Como se fosse um mingau! É de babar de tão gostoso.
Sem mais rodeios, passo a listar o preparo do negócio, devidamente trazido a mim pelo meu GURI! Que é quem faz isso aqui em casa!
Ingredientes: uma lata de LEITE MOÇA; quatro colheresde sopa de Nescau ou similar; uma colher de sopa de manteiga.
Onde preparar: num prato fundo (travessa) porque senão transborda. Este que está aqui na foto do início do texto não é dos mais indicados, é muito raso!
Modo de preparar: Coloque os ingredientes no prato e os misture bem, até ficar homogêneo. Ponha no Forno de Microondas por dois minutos na potência alta. Dê uma mexida! Mais dois minutos! Mexa de novo! Dessa vez, deixe mais dois minutos, porém tomando cuidado para não transbordar! Ou seja, nesse estágio final, a massa tende a transbordar, borbulhar, e querer sair do prato. Dê um tiro curto (trinta segundos), interrompa, analise, mais um tiro de trinta ou quarenta segundos, e assim faça completar seis minutos no todo. Retire do microondas, mexa de novo e aguarde esfriar para comer.
Lembre que é aqui neste ponto que você vai ter que brigar com algumas pessoas da casa. Tudo bem, pode xingar. Depois que eles provarem o seu Negrinho de Microondas eles vão jurar que te amam!
Silvano – o impossível


24/07/2008

17 julho 2008

Coisa de Gordo - 385


385 - TERÇA INSANA
Na esteira de nossas investidas às artes teatrais, fomos novamente ao Teatro do Bourbon Country para nos deliciarmos numa quente noite do inverno gaúcho. Desta vez, já mais acostumado aos ingressos do local, comprei duas poltronas na Platéia Alta. O show da noite era o consagrado TERÇA INSANA.
Já conhecia esta turma da Greice Gianucas quando, um ou dois anos atrás, uma amiga me emprestou um DVD deles. Delicioso, humor dos mais refinados, até hoje lembro de algumas performances contidas lá. Inclusive, naquele DVD tem esquetes de gente que já saiu do TERÇA INSANA, como o cara aquele que fazia a FREIRA. Atualmente o grupo é liderado pela Greice e conta com mais quatro artistas: Roberto Camargo, Agnes Zuliani, Guilherme Uzeda e Marco Luque.
Cada um desses malucos faz performances de tipos variados, coisas as mais divertidas. Há clássicos já bastante conhecidos, como alguns que a Greice faz: Cinderela, uma traficante de drogas ; a Adolescente, em crise com seu pai porque quer fazer uma tatuagem; a Advogada do Diabo;
Acessando a página do troço na rede a gente fica sabendo que “Mais que apenas um show, a Terça Insana é um projeto que visa fomentar e amparar a produção artística de humor contemporâneo. O Projeto Terça Insana, mantém há sete anos uma central de criação teatral dedicada à comédia, em constante atividade, buscando sempre novas idéias; Os textos e personagens podem ser criações coletivas, mas geralmente são criados pelos próprios atores que os interpretam. A renovação do formato e elenco a cada temporada de shows em São Paulo, a participação de artistas convidados, também é uma característica do projeto e colabora para manter sempre “ligado” este “liquidificador de talentos”. É a variedade de estilos, os mil modos de fazer humor elegante e crítico, todos talentos reunidos e harmonizados pela estética da direção, que fazem a Terça Insana ser o que é: um dos projetos teatrais mais comentados e respeitados dos últimos anos. Tamanha aceitação acabou rompendo as 4 paredes do palco e ampliando o alcance do projeto para outras mídias como DVD, Rádio e TV. Nestes sete anos de existência coube à direção exercer um rígido controle de qualidade para manter a idéia original do Terça Insana, que é:
• Manter um espaço aberto para criadores, capaz de fomentar idéias contemporâneas para produzir um humor refinado, inusitado, que respeite a inteligência do público sem deixar de ser popular;
• Instalar um humor anti-preconceitos, onde o personagem, ao invés de rir do outro para se auto-afirmar, ria de si mesmo;
• Orientar atores para que se tornem autores dos próprios textos.
"
Não costumo transcrever tanto texto para cá, mas neste caso julguei por demais elucidativo. Já quando assistira ao DVD houvera dado gargalhadas as mais fartas diante das apresentações.
Neste show em especial a coisa não foi diferente.
E veja que os caras esbanjam talento. O palco fica vazio, sem cenário, sem outro recurso qualquer, apenas um microfone! E ali, apenas sendo iluminado, cada um dos atores faz a platéia vir abaixo com tanto humor!
De fato, não lembro de ter rido tanto nos último anos, numa apresentação teatral! Foi uma verdadeira terapia, uma catarse. Parece que eles estão organizando outro DVD, esperemos atentos, portanto.
Como é um espetáculo itinerante, fique atento ao link AGENDA que está lá no site deles. Talvez estejam passando por perto de sua cidade. Aproveite. Se tenho nota para dar? Claro: NOTA DEZ!
Silvano – o cara não sai mais do teatro?


SOBRE O TEATRO DO BOURBON COUNTRY (Porto Alegre)
Já havia comentado sobre a nossa investida neste mesmo teatro, quando ficamos de pá na pista do show do Roupa Nova. Desta vez não quis arriscar a comprei poltronas numeradas na PLATÉIA ALTA. Amigo(a), pobre de nossos joelhos. O espaço entre as fileiras é ínfimo, tive que ficar ali, entalado entre as duas fileiras de poltronas, com os joelhos literalmente esmagados contra o encosto da frente. Pensei que era só comigo mas aí vi que a sra Kátia também estava apertada! E todo o resto da fileira! E toda a Platéia Alta! Alô fiscalização da Prefeitura! Peguem uma régua e confiram isso, é escandaloso. Ao final do show, saí todo doído. Um dia depois ainda estava com os joelhos ressentidos.


MAR DE LAMA
Neste país de meia tigela em que vivemos, não é a primeira vez que isso acontece. Alguém da Polícia Federal vai lá e flagra alguém cometendo um crime. Passam-se os dias e todas as críticas são para os métodos da Polícia Federal, as algemas, etc....enquanto o delinqüente fica na boa. Uns dias depois os delegados são afastados da investigação! Que paisinho de meia tigela! Isso se dava ao tempo do Sarney, depois na era FH, agora nos tempos do Lula. E os Maluf, Cacciola, Abi Ackel, Zés Dirceus tudo rindo da nossa cara.


17/07/2008

11 julho 2008

Charge da semana

10 julho 2008

Coisa de Gordo - 384



384 - DIA DA PIZZA
Escuto na mídia que hoje é o Dia da Pizza, que tudo teria começado uns anos atrás no setor de gastronomia de São Paulo, e que a coisa teria se estendido a outras terras e outros tempos. Ficou, portanto convencionado que 10 de julho é o Dia da Pizza. Pessoalmente sou meio descrente dessa coisa de DIA DISSO, DIA DAQUILO, mas homenagear a Pizza não deixa de ser interessante. Na parte das pessoas homenageadas, tem uma tese do Moacir Scliar que versa sobre isso. Uma vez alguém perguntou por que não tinha dia do homem, já que tem dia da mulher? Por que não tem dia do adulto, já que tem um dia da criança? O Moacir, do alto de sua perspicácia, matou a charada. Teorizou ele que os dias são criados para homenagear pessoas, grupos, etnias, etc..que são historicamente injustiçados. Oprimidos. Fustigados. Assim, sendo o homem o opressor, não tem por que se festejar um dia dele. Festeje-se, portanto, o dia da mulher. O mesmo para as crianças e assim por diante.
Por uma livre associação, busco nos escaninhos de minha memória uma frase da poeta ANA CRISTINA CÉSAR que diz:
- As mulheres e as crianças são as últimas que pensam em afundar navios!
Anos atrás, quando escutei esta frase da boca de meu sumido amigo Sérgio (agora dei para falar no cara, veja só), rasteiro que sou em minha burrice, fiquei uns trinta segundos olhando para ele com olhos de ignorância. Suspiroso, ele pacientemente me lembrou que nas cenas de naufrágio, sempre tem aquela frase chavão que é dita na hora de se socorrerem as pessoas: - Mulheres e crianças primeiro. Ou seja, os homens que afundem junto com o barco, ora raios! Assim, continuou meu paciente amigo, tal frase se justifica pois “as mulheres e as crianças são as últimas que pensam em afundar navios!”.
Aaaaahhhhh – disse eu grotescamente. Agora entendi. Excetuando-se a Margareth Tatcher, ao tempo da Guerra das Malvinas, de fato não me ocorre nenhuma mulher que pense em afundar navios. Homenagens a elas, portanto.
Partindo desse raciocínio, por que hoje seria o Dia da Pizza? Sim, sim , já comentei, tudo se deu no ano de 1986, na capital paulista, houve um concurso, bastante promoção, a partir dali se passou a festejar esta data. Disso já sabemos. O que estou filosofando é acerca do motivo de se homenagear a Pizza. Seria a Pizza um alimento marginalizado? Coisa de gentinha? Seria esta italiana iguaria um prato de classe inferior? Seria um prato fustigado pelos grandes chefs e os Restaurantes de luxo? Por que, com todos os diabos, os caras pensaram em homenagear logo a Pizza?
Será que existe o Dia do Sushi? O Dia da Lagosta? O Dia do Strogonoff? Existe no calendário o Dia do Petit Gateau?
Solidário que sou com as classes oprimidas, a mim só me resta homenagear e reverenciar as Pizzas, tratando de degustá-las. Quem resiste a uma Calabresa Forte? A uma Siciliana? Ou uma Quatro Queijos? Amigo, só de lembrar do Calzone de Quatro Queijos do Pizzaiolo (Porto Alegre, infelizmente não existe mais, era ali ao lado do Barranco), acabo de babar no teclado. Será que o seguro da Dell cobre isso? Salivação causada por memória extremamente prazerosa do passado danificando o teclado? Vivam as minorias oprimidas nos fornos aquecidos! Salvem as porções de massa cobertas de orégano e especiarias e imersas em queijos. Vida longa às porções de gorgonzola que dão cheiro, cor e sabor ao que se come nas Pizzarias.
Viva o Dia da Pizza. Eu já a estou homenageando. Faça você também a sua homenagem.
Silvano – flambado no forno à lenha


A JUSTIÇA DO STF
Eu, que não entendo nada de Justiça, fiquei escandalizado ao ver o Presidente do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes, indignado por terem algemado o pobrezinho do Daniel Dantas. O Dantas é este mega-criminoso, espoliador da nação, usurpador do dinheiro dos pobres que estão à míngua nas filas do SUS. O cara vem roubando (ou furtando) desde o Governo Collor, nunca se afastou do podeR presidencial, estava solto até então e foi preso pela gloriosa Polícia Federal. Aí o presidente do STF ficou de fato escandalizado por terem detido o coitadinho. Fosse um negro das favelas cariocas, tudo bem. Fosse alguém da periferia de qualquer metrópole nordestina, nada teria sido feito. Fosse alguém que trabalha cedo indo de ônibus em qualquer cidade brasileira, azar do cara. Mas é que, perceba, neste caso era o Daniel Dantas. O mega-banqueiro brasileiro. O ladrão de todos os ladrões. O maioral. Cara para botar Zé Dirceu e Silvinho no chinelo. Ah, então tá bom, caro ministro Gilmar, agora a gente entendeu os seus critérios de justiça. Me vê uma passagem prô Paraguai! Tô embarcando daqui a pouco.... Como diria o cantor: - Que país é este????

LEITOR QUE ESTÁ MORANDO EM SÃO PAULO...
...manda foto de um balcão repleto de Rapaduras da marca DA COLÔNIA, expostas num Supermercado da Capital paulista! Sim, senhores, é produto fabricado aqui em Santo Antônio da Patrulha. Valeu, Paulo Luiz, quando a rapadura acabar por aqui já sei onde posso ir buscar.












OUTRO LEITOR MANDA FOTO DE AMEAÇA TERRORISTA
Amigo(a) o tal do Ricardo desta vez vai caminhar sobre brasas! Que enrascada, meu amigo. Que tensão. Que stress até a hora do SIM derradeiro. Vai que é tua, Ricardão!













10/07/2008

03 julho 2008

Coisa de Gordo - 383




383 – NA PISTA COM ROUPA NOVA
Gente da minha idade tem dessas coisas. Às vezes se atrapalha com informações dadas ao telefone. Mas, alto lá, tenho apenas quarenta e cinco. Talvez o cansaço esteja pesando mais que a idade. Ocorre o seguinte. Para variar um pouquinho, para sair do marasmo local, para transpor as fronteiras de nossa pequena cidade e ir à metrópole em busca de cultura e entretenimento, fiz uma surpresa à Sra Kátia no dia dos namorados. Comprei-lhe dois ingressos para um show do ROUPA NOVA, no Teatro do Bourbon Country, em Porto Alegre. O show aconteceu dia 29 de junho. Comprei os ingressos por telefone através da Opus Promoções. Os caras facilitam tudo, entregam os ingressos em casa e tudo o mais. Na hora de comprar, depois de muito “digite um” e “digite dois”, chega-se ao atendimento de um humano. Aí a moça me falou que eram poucos os ingressos disponíveis, que só tinha ingresso de PISTA! Como assim, na pista? – perguntei. Ali, meu senhor, grudado no palco. E onde a gente senta? – continuei. Ao que ela explicou que na pista tinham apenas cadeiras, não poltronas, e que não eram numeradas. Por isso era o que tinha sobrado para venda. Fazer o quê? Comprei os ingressos.
Na noite aprazada, lá nos fomos. Ficamos na fila, conhecemos umas parceiras, até que entramos no teatro. Sim, estávamos na pista. E não havia cadeira alguma! Teríamos que ficar de pé.
Acredito que a guria que informou não o fez mal intencionada. Vai ver que ela foi em algum show onde havia cadeiras. Mas naquele ali, em especial, teríamos que ficar de pé.
Foi uma coisa maluca e inusitada. Nunca houvera assistido a um show tão próximo dos artistas, creio eu. Ficamos a uns cinco ou seis metros dos caras. Uma doideira só!
Digamos que não é uma coisa que eu vá repetir. Mas já que aconteceu...foi muito legal!
O ROUPA NOVA é um fenômeno de sensibilidade, musicalidade, harmonia. As letras são emocionantes, as melodias marcantes. A linguagem da música me atinge profundamente, em que pese seja eu apenas um reles batucador que não sabe diferenciar um dó de um fá. O ritmo me é mais afável, as artes da percussão me são mais apropriadas. Mas as melodias e os tons me seduzem sobremaneira! Literalmente, vou às lágrimas num show com este.
Os caras são pura arte, ótimos músicos, conseguem conciliar uma certa docilidade romântica com laivos de roqueiros endiabrados. Sem perder a continuidade entre uma coisa e outra.
Show magnífico! Nota dez! Como já tenho os dois DVDs, sei bem do que estou falando.
Ali, portanto, nas excelentes acomodações do Teatro do Bourbon Country, pudemos curtir a noite. De pé. Mas magnetizados. Com dor nas pernas. Mas enlevados.
Para não perder a oportunidade, já tratei de comprar ingressos para o TERÇA INSANA, comédia de sketches trash famosa pelo país. Já vi o DVD delas. Agora verei o show ao vivo, dia 12 de julho. Na pista? Claro que não. Desta vamos de platéia alta, poltrona e lugar marcado. Tem coisas que só se faz uma vez na vida. Na vida após os quarenta. Que dureza...
Silvano – com dor nas pernas


DICA DE LEITOR (primo) PARA FABRICAR AQUARIUS OU H2OH
Meu querido primo, ando meio pelas sombras ultimamente, pois tenho sido procurado por representantes da Coca e Pepsi, tendo em vista que descobri a fórmula das águas com limão (Aquarius e H2OH). Já que falaste nelas em teu site, gostaria de dividir esse segredo contigo. Compre uma Sprite 2 litros (mais barato que 1,5 litros de Aquarius), acrescente 1 litro de água potável (a velha e tradicional), divida em duas garrafas Pet e terá 3 litros de Aquarius. Tenho usado com muito gosto e muitos são meus seguidores. Daí a implicância das multinacionais, afinal, segundo seu último balanço, suas vendas vem caindo drasticamente.
DÉCO – dono de confeitaria


DICA DE LEITOR SOBRE DVD
Caríssimo Doutor... assisti, nessa última quinta-feira, esse belíssimo filme (apesar de ser um drama) que tem como tema principal o "dom da música". Como o senhor mesmo diz: "Nota - 9,0"... hehehehe... Um abração. Conrado Caletti


O Som do Coração - Um jovem que cresceu em um orfanato possui um grande dom musical, usando-o para tentar reencontrar seus pais. Com Freddie Highmore, Robin Williams, Keri Russell, Jonathan Rhys Meyers e Terrence Howard.





OUTRA DICA DO MESMO LEITOR
Doutor...Outro filme bem interessante é "O Gangster". Assisti ontem e aprovei. Baseado em história real, conta a trajetória de um gangster "negro", desenrolando-se num típico filme policial. Show...!! Conrado Caletti



O Gangster - O empresário negro Frank Lucas assume o controle do jogo na Nova Iorque corrupta do início dos anos 70, aproveitando a morte repentina do chefe para construir seu próprio império, inundando as ruas de Nova Iorque com um produto mais puro e barato. Lucas supera importantes grupos criminais e torna-se um dos maiores bandidos – e astros – da cidade. Mas, quando o implacável policial Richie Roberts sente que o controle do tráfico de drogas mudou de mãos, os destinos desses dois homens vivendo em lados diferentes do "sonho americano" acabam interligados, mudando também o futuro de toda uma geração da cidade de Nova Iorque.


03/07/2008

26 junho 2008

Coisa de Gordo - 382



382 – AS FÉRIAS DE MR. BEAN
Fomos ver esse delicioso filme na SKY e não pude deixar de voltar ao passado. Ao meu singelo e tosco passado e ao passado glorioso do cinema. O filme é bem previsível, mas nem por isso deixa de ser interessante. O clássico personagem Mr. Bean, criação do ator britânico Rowan Atkinson, sai de férias e por aí já se pode imaginar a série de confusões nas quais irá se meter.
A linguagem desse tipo de filme é bem interessante, talvez você não tenha percebido. Praticamente não há falas do protagonista. As poucas falas do filme são exclusividade dos outros atores. E aí é que me vejo jogado ao passado.
Tinha um amigo meu de nome Sérgio, que me apresentou, entre tantas coisas, ao doce toque do cinema francês. E dentro desse universo, me mostrou alguns filmes de um gênio chamado JACQUES TATI. Vi dois filmes dele, um em preto e branco (AS FÉRIAS DO SR HULOT – 1953) e outro colorido (MEU TIO – 1956). O estilo do cara era exatamente este do Mr Bean da atualidade. Os filmes não eram mudos, mas neles só se escutava o som ambiente, o barulho dos carros, as coisas caindo. A gente praticamente não conhece a voz do ator. Perceba que no filme do Mr Bean isso também se dá. Ele apenas balbucia coisas desconexas, em momento algum dá um discurso ou levanta a voz. Eis a magia desse tipo de filme.
No clássico AS FÉRIAS DO SR HULOT, a ação se passa numa colônia de férias, um local de veraneio onde o tal Hulot vai se divertir. Todas as cenas mostram os outros hóspedes, suas coisas, suas manias, seus trejeitos engraçados. Hulot chega para se hospedar e começam as confusões. Você está lá pelo meio do filme quando se dá conta de que – OPS! – ainda não aconteceu nenhum diálogo! E nem por isso o filme deixa de ser interessante.
Volto às férias de Mr Bean. Seguem exatamente este padrão. Certo, ele não chega a se hospedar e lugar algum, na verdade ele se mete em tantas confusões, tantos desencontros, que não consegue chegar a lugar algum. Mas a temática de fundo é a mesma! Coisas do cotidiano, pequenas confusões que desencadeiam grandes acontecimentos. O filme do Mr Bean é ágil, alegre, a gente não percebe o tempo passar.
Do presente ao passado. O outro filme que vi do Tati foi um chamado MEU TIO (Mon Oncle – 1956). Verdadeiro marco do psicodelismo, do choque do homem comum com as coisas e formas arquitetônicas de um mundo em transição. Imperdível para estudantes de Arquitetura. E em meio a isso, lá está o Tati, de novo em cena, de novo sem falar, dando show de arte cinematográfica. Obra-prima.
Você dificilmente vai se interessar por essas duas relíquias que citei. Mas poderá por certo buscar AS FÉRIAS DE MR BEAN na locadora. Ou ver o filme na SKY. Nota: 8,0. Muito bom!
Silvano – mergulhando no passado

Ficha Técnica
Título Original: Mr. Bean's Holiday
Gênero: Comédia
Tempo de Duração: 90 minutos
Ano de Lançamento (Inglaterra): 2007
Direção: Steve Bendelack
Elenco
Rowan Atkinson (Mr. Bean)
Willem Dafoe (Carson Clay)
Max Baldry (Stepan)
Clint Dyer (Luther)


E QUANTO AO MEU AMIGO SÉRGIO
Pois é, o cara se mudou para Florianópolis e nunca mais deu notícia. Mas deixou encravadas em minha memória muitas coisas de música, cinema, literatura e tantas outras coisas mais.


PARA DEMONSTRAR A ARTE DO TATI..
...coloco aqui abaixo um clipezinho extraído do filme de 1953, AS FÉRIAS DO SR HULOT. Perceba o som ambiente, os trejeitos do cara, a arte vertendo na tela do seu computador. O cara está indo de férias e, por engano ou acidente, cai no meio de um velório. Loucura, loucura...

26/06/2008

As Férias do Sr Hulot - 1953