14 janeiro 2009

Coisa de Gordo - 411


411 – EU ODEIO MUSICAIS
Sim, eu odeio musicais, aqueles filmes em que, do nada, alguém pede um rolo de papel higiênico cantando uma ária em fá maior. A cultura americana idolatra este tipo de obra, principalmente no teatro e no cinema. Adoram, amam musicais. Eu acho um tédio.
Faço este preâmbulo para poder falar de um filme emocionante que assistimos no DVD. O nome: MAMMA MIA!
As pessoas que nasceram antes de 1970 conheceram um grupo musical chamado ABBA, verdadeiro ícone da idolatria musical. Os caras eram um grupo sueco, idolatrados na Austrália, amados no resto do mundo. Suas músicas embalaram as nossas infâncias – juventudes. Passam-se mais de trinta anos, as músicas deste grupo ainda tocam nos MP3, nos filmes, no imaginário da população mundial.
Ciente disso, alguém pensou em fazer um filme, um MUSICAL, onde seriam inseridas as principais músicas do ABBA. Imagine você, leitor(a), escrever um roteiro onde inseriria as músicas do Roberto Carlos. Ou do Paralamas do Sucesso. Pois é, os caras fizeram essa verdadeira homenagem, uma ode ao ABBA. Mais que merecida.
Passo seguinte, onde situar essa idéia maluca? Ora, onde fazer isso dar certo já na paisagem? Resposta: Ilhas Gregas. Pimba! Outro tiro certo!
Agora, um derradeiro detalhe: - quem vai estrelar esta idéia maluca? Quem em sã consciência aceitaria essa empreitada? Aí os caras fizeram o golaço do ano. Numa palavra: MERYL STREEP! Juntando atores convencionais, como essa magnífica estrela, o ex-007 Pierce Brosnan, o sempre britânico Colin Firth (o namorado da Bridget Jones), entre outros.
Pois bem, tudo pronto, vamos fazer o filme. A história é um roteirinho comum, de reencontros e desenlaces emocionantes. Uma mulher vai festejar o casamento de sua filha numa Ilha da Grécia e nem imagina que estarão presentes na boda seus três ex-namorados de juventude. Pronto, eis toda a história.
A partir daí a gente se encanta vendo essa gente a cantar e coreografar as coisas mais engraçadas. O pessoal ao redor não entendia, mas eu caía na gargalhada vendo esses medalhões cantando “Mamma Mia”, “Dancing Queen” e muitas músicas mais.
Derrubando um preconceito pessoal meu, tive que me render e permitir me emocionar vendo este filme. Não adiantei a cena em momento algum no controle remoto, pois me deliciei vendo a arte de todos os atores, mas principalmente dessa deusa da dramaturgia chamada Meryl Streep. A mulher encanta, alegra, canta como ninguém (!!!!), diz a que veio. E aí a gente começa a lembrar dela em filmes como “O Diabo Veste Prada” e quase não acredita se tratar da mesma pessoa. Lembrei dela como a judia sofrida na série de TV chamada Holocausto fazendo o papel de Inga Weiss ao lado do James Woods. Logo depois, a mãe dividida de “A Escolha de Sofia”. Linda em “Kramer versus Kramer”. Maravilhosa ao lado do Clint Eastwood em “As Pontes de Madison”. Meu Deus, são incontáveis as glórias desta diva da sétima arte!
Pois ela despe-se de toda a pompa e a circunstância para entrar de cabeça nesse papel, dando a ele uma força e uma dramaticidade impressionantes. Há um diálogo cantado quase ao final do filme em que ela canta para o Brosnan o clássico “The Winner Takes it All”, começando por dizer a ele.. “I don’t wanna talk...”, num cenário de uma escadaria de pedras, tendo por fundo o Mediterrâneo. Impossível conter as lágrimas. E ela dança nos tons e sobretons, chega ao limiar da afinação, parecendo que vai cair, mas segura-se com perfeição dentro da melodia, levando-a eloquentemente até o final!
Deusa! Divina! Soberba! Inigualável! Mito de mulher!
E dizer que ela passa o filme todo vestindo um macacão jeans, cabelos escorridos, pé no chão. Não importa, está mágica. Diáfana. Sagrada!
Abri o texto afirmando que odeio musicais. Continuo os odiando. Mas este filme é obrigatório a quem gosta de cinema, de arte, de interpretação, de emoção e, é claro, para quem é fã do ABBA (qualquer pessoa, como citei antes, nascida antes de 1970). Abra seu coração, vá à locadora buscar o DVD e emocione-se no embalo desta pequena obra de arte.
Imperdível.
Nota: 9,0
Silvano – you can dance...



14/01/2009

4 comentários:

Anônimo disse...

Silvano: convide-o para vir a SAP e comer no X do Márcio, Luau, beleza e outros congêneres. Vai conhecer a filosofia de que "o geral supera o específico!". Alguém resiste a um X com uma coca-cola bem gelada?
E cá prá nós: alguém na hora de se deleitar com estas delícias está pensando na composição do hamburger? Como diria o Robin: " Santa Ingenuidade Batman!"

lizi disse...

Eu nasci em 87 e adoro ABBA. Achei o musical lindo! Mas eu já adoro musicais! Acho que a Meryl Streep tá maravilhosa, madura, linda, dança com energia. Sem falar nas amigas dela que não ficam por menos. Eu adoro mesmo S.O.S. e Money Money Money. Acho que essas duas ficaram excelentes! Ótimo post!

Anônimo disse...

Oi Silvano,pois eu adoro musicais!!!
Esse é lindo demais,comprei o dvd,gravei o cd em mp3 e me deliciei assistindo uma das melhores atrizes do mundo:Meryl Streep!
Sabe aqueles musicais antigos da M.G.M?Tenho todos gravados e é uma delicia poder assistir a filnes bonitos e ingênuos como eram esses...
Se você tiver chance assista "Um violinista no telhado",já tem alguns anos,mas em boas locadoras ainda existe.
Garanto que você vai passar a gostar de musicais,rsrsrsrsr
abraços
Claudete

Conrado Ramos Caletti disse...

Caríssimo doutor...!! ODEIO musicais, mas tenho que admitir, Mamma Mia é 100sacional...!!