07 agosto 2008

Coisa de Gordo - 388


388 – CANYON FORTALEZA
Comentei aqui que subimos a montanha até Cambará do Sul, município situado às beiras daquelas obras da criação, os penhascos, as escarpas, os Aparados da Serra. Em ocasião anterior já subíramos até lá quando então fomos visitar o Itaimbezinho, no Parque Nacional dos Aparados da Serra. Foi um passeio rápido, breve, chegamos já de tarde, mas mesmo assim a impressão e as fotos foram boas.
Desta vez fizemos diferente. Fomos conhecer o outro Canyon, o Fortaleza. Na noite anterior ao passeio, titubeamos quanto à ida até aquela paisagem inigualável. Estávamos cansados, teríamos que acordar cedo e tomar lugar numa Van que nos levaria até lá. Diante de nossa indecisão, cancelamos a reserva na Van. O preço era de 38,00 reais por pessoa, ida e volta, o passeio durando cerca de 5 horas.
Devíamos ter ido de Van. No amanhecer do dia seguinte, após o café, vendo o belo sol que nos iluminava os caminhos, resolvemos ir até lá. Só que aí não tinha mais a Van.
O que fazer? Fomos de carro mesmo. Nosso carro. Entre o asfalto de Cambará e o Fortaleza, há uma estrada com quatro quilômetros de asfalto e dezoito quilômetros de chão. Estrada ruim, lenta, pedras e mais pedras pelo caminho. A gente tinha que andar em segunda marcha, às vezes em primeira marcha. Mas percebi que os outros carros nos ultrapassavam ao longo do percurso, talvez eu estivesse meio assustado com os buracos. Passada cerca de uma hora (o que dá a idéia da velocidade média que fizemos) enfim chegamos ao Canyon Fortaleza.
Impressionante. Belo. Lindo. Imperdível. Soberbo. Inigualável.
Local calmo, movimentado apenas pelos turistas que até lá se arriscam, é uma perfeita chance de meditação. De elevar o pensamento. E é claro, de forçar o corpo.
Aquelas fotos que se vê nos pôsteres turísticos são enganosas, ou quase isso. Nas tais fotos a gente vê a beira da escarpa e olha aquela estradinha ali do lado. Logo pensa: - fácil, dá para chegar de carro até ali. Doce ilusão.
Existe a tal estradinha, mas ela só dá acesso de carro até um certo ponto, não até a beira. E o ponto onde os carros ainda chegam é o fim dos tais vinte e dois quilômetros de pedras que citei antes. Portanto, você viaja até ali, desce do carro e a partir daí tem que caminhar! Uma distância não muito longa, é verdade. Em poucos minutos a gente se vê na beira do Canyon, tirando fotos.
Aí a gente olha para o lado e vê que há uma subida enorme, para se ter enfim a visão derradeira da região. Esta parte é uma pequena maratona. Que fizemos em uma hora de caminhada! Montanha acima.
É uma subida linda, bela, esfuziante. A cada passo que se dá, ficando mais alto, a gente vai ampliando a vista, vendo coisas antes não percebidas. Num certo momento se vê o mar ao longe e os prédios da cidade de Torres, litoral gaúcho, lá embaixo!
Continua-se a caminhada e então se chega ao topo da montanha!
Um verdadeiro show da natureza. Uma loucura. Para quem acredita nele (como eu), uma verdadeira obra-prima de Deus!
Fica esta singela dica. Suba a serra. Saindo de Porto Alegre, vá a Taquara, suba a São Francisco de Paula, e dali suba mais 67 quilômetros de excelente asfalto até Cambará. Lá há várias possibilidades de turismo, gastronomia, passeios. Se puder, agende uma Van e vá até o Canyon Fortaleza. Leve sua máquina de fotos e gaste lá suas baterias.
Eu estava sem a minha, mas nosso amigo Paulinho fez as vezes de fotógrafo. Como se pode ver nesta foto aqui colocada.
Silvano – inquieto


SABE O BOLO NA CANECA?
Causou um verdadeiro frisson na rapaziada. Recebi e-mails e contatos telefônicos elogiando a receita, adorando o preparo simples, a facilidade de se deliciar. Parabéns à leitora Claudete, que foi quem enviou a receita e as fotos.


07/08/2008

Leitor manda Dica de Filme


Olá Silvano! Dias frios e uma das melhores programações para a "agitada" Santo Antônio continua sendo assistir um bom filme em casa acompanhado de um vinho. Dias atrás vi um que vale a pena locar, principalmente para os que os que apreciam um pouco o cinema francês. Trata-se de Angel-A, de roteiro, direção e produção de Luc Besson. O filme, embora rodado em preto e branco, tem uma bela fotografia. Trata de um baixinho neurótico e malandro, André (Jamel Debbouze), que se encontra endividado e é intimado por criminosos a saldar sua dívida. Para por fim a perseguição que sofre dos bandidos, ele resolve se saltar de uma ponte. No entanto, quando tenta fazer isso ele encontra uma linda e misteriosa loira pretendendo fazer a mesma coisa, que acaba sendo salva pelo malandro. Ela é Angela (Rie Rasmussen) e decide retribuir a ajuda de seu salvador. Os dois passam a noite tentando resolver seus problemas e acabam descobrindo que ambos têm muitas coisas em comum. É uma comédia romântica com momentos divertidos, tocantes e com ótimos diálogos. Vale a pena, principalmente para fugir da mesmice hollywoodiana.
Flávio Rogério - de Santo Antônio

01 agosto 2008

Dica de DVD

DICA DE FILME – ANTES DE PARTIR
Um leitor (Conrado) já houvera me falado deste filme. Hoje chegou a dica dele para o mesmo. Acontece que ontem de noite vimos o DVD com este belo filme. Reunindo dois “monstros sagrados” do cinema, o diretor Rob Reiner traz aos nossos olhos a emocionante história de dois pacientes terminais que, diante do que os espera (a morte em torno de seis meses), decidem dar uma zerada na vida! Um é interpretado por Morgan Freemann e o outro por Jack Nicholson. O tema é por demais interessante, essa coisa de repensar toda uma vida atinge a todos nós. Trata-se de um filme “barato”, custou “apenas” 45 milhões de dólares. O centro de toda trama é um papel amarelado, amassado, que um dos personagens introduz na história lá pelas tantas. É uma curta lista de coisas que ele ainda teria que fazer ANTES de morrer. E talvez aí esteja o nome do filme em inglês (The Bucket List seria algo como “A Lista Derradeira”). O outro personagem se toma por este espírito e, juntos, eles partem para pôr em prática os itens que estavam escritos.
Filme, terno, bonito, doce, deve ser visto sim. O que não impede que ponderemos algumas coisas. O multi-consagrado Jack Nicholson está definitivamente atrelado a um estereótipo. Vê-lo bradando com os outros, xingando, vociferando, é coisa que a gente vem fazendo faz mais de dez anos. O outro também está nisso. O Morgan Freeman é aquele negro velho, sereno, correto, justo...exatamente como ele vem atuando faz mais de dez anos. Mas tudo bem. Isso não diminui tanto o valor do filme!

Uma ótima curiosidade neste filme é ver o ator Sean Hayes, aquele que interpreta o gay mais afetado de todos os seriados norte-americanos, o JACK de Will & Grace. Neste filme ele interpreta um homem, em princípio heterossexual, o que mostra sua capacidade dramática. A mim surpreendeu! Se bem que tem uma cena rápida, onde ele entra numa sala carregando um monte de papéis, pastas, etc...na qual ele dá uma, digamos assim, “escorregada”. Mas o cara engrandece o filme!
Boa pedida para este fim-de-semana. Nota: 8,5 !
Silvano – cinéfilo de meia-tigela

Título Original: The Bucket List
Gênero: Comédia Dramática
Tempo de Duração: 97 minutos
Ano de Lançamento (EUA): 2007
Direção:Rob Reiner


MAS E O LEITOR, AFINAL DE CONTAS?
Claro, aqui está a dica enviada pelo leitor:
Caríssimo Doutor...O filme é uma lição de vida, envolvente, em certos momentos chega ser engraçado (apesar do gênero), emocionante, o elenco é de primeiríssima e a produção não fica pra trás em nada. Daí já se sabe no que vai dar né...!! Filmão...!! É um belo programa para finais de semana ou noites monótonas entre segunda e sexta-feira. Ah... já ia esquecendo da nota. Acho que vale um 9,0... hehehehe...!! CONRADO CALETTI

31 julho 2008

Coisa de Gordo - 387


387 – O BOLO DE CANECA
Fui falar no Negrinho de Microondas e aticei a rapaziada. Nossa fiel leitora CLAUDETE – Jundiaí – SP – manda uma instigante receita que segue os mesmos preceitos do Negrinho. Rápida, fácil, curta e pessoal. Nada de grandes eventos. É para o ambiente doméstico.
Trata-se do BOLO DE CANECA, especialidade praticada por pessoas que se dedicam a ficar em suas casas se divertindo e passando bem. No nosso caso, comendo bem!
Disse a Claudete...
Isto é para as tardes de Outono....e Inverno. Você faz porções individuais de um bolo de chocolate que fica tudo de bom! A brincadeira é que você bate os ingredientes na própria caneca, com um garfo, e põe no Forno de Microondas por 3 minutos. A massa crua é mais mole que a de um bolo normal, mas é assim mesmo. Não aumente a farinha ou terá um bolo duro! Você prepara na própria caneca aquilo que irá consumir em apenas 3 minutos.
Ingredientes:
- 1 ovo pequeno
- 4 colheres (sopa) de leite
- 3 colheres (sopa) de óleo
- 2 colheres (sopa) rasas de chocolate em pó
- 4 colheres (sopa) rasas de açúcar
- 4 colheres (sopa) rasas de farinha de trigo
- 1 colher (café) rasa de fermento em pó
Modo de Preparo:
- Coloque o ovo na caneca e bata bem com o garfo.
- Acrescente o óleo, o açúcar, o leite, o chocolate e bata mais.
- Acrescente a farinha e o fermento e mexa delicadamente até incorporar.
- Leve por 3 minutos ao Microondas na potência máxima.
Dicas
- A caneca deve ter capacidade de 300ml.
- A medida de colher é sempre rasa.
- Você pode servir este bolo com coberturas, caldas, castanhas e sorvete. E pode comer quente!

Pronto, está dada a largada. Você que tinha pensado em passar o próximo fim-de-semana comendo coisas convencionais, agora já tem duas possibilidades para variar sua super-dieta. O Negrinho de Microondas. E este Bolo de Caneca. Veja nas fotos a delícia que o troço fica. Pequeno, tenro, atraente, quase mignon. E principalmente portátil. Você pode prepará-lo enquanto serve o copão de Coca-light com gelo, arruma ali na bandeja, ao lado dos pasteizinhos, espera o sinal de três minutos do Microondas e pode calmamente voltar para a frente da TV, do DVD, etc.
Silvano – o impossível



SABE AQUELE PASTEL?
Comentei aqui que um leitor dera a dica maravilhosa do PASTEL DO REGIS, no Kilômetro 01 da Estrada do Mar (Rodovia RS-389). Munidos do testemunho de amigos (Paulinho e Mara), fomos até o local para tirar a teima. Tivemos uma surpresa: - o nome do lugar mudou. Venho até aqui corrigir, portanto, o equívoco da dica anterior. Agora, aquela bela lancheria de beira de estrada se chama LUZARDO e o serviço continua impecável. Por força de nossa veia investigativa, pedimos não apenas um, mas TRÊS Pastéis de Camarão! Se um fosse delicioso, sei lá, poderia ter sido sorte. Se dois fossem deliciosos, talvez fosse o acaso! Mas se três fossem deliciosos, bom, aí a coisa deixaria de ter cunho empírico e começaria a ter cunho científico. Portanto, pedimos TRÊS pastéis!
A foto aqui ao lado ilustra bem, talvez o foco não esteja no lugar mais exato, mas perceba, caro(a) leitor(a), o tamanho dos camarões. Note a cor clarinha da massa. Observe o tempero no molho em derredor.
Loucura total. Largue tudo que está fazendo, viaje até lá e peça o seu. Ah sim, você sempre tem que esperar um pouquinho. Os caras sempre fritam NA HORA! Já imaginou?
Aí, Claudete, pega a família e se toca prô aeroporto.
O troço é DEZ!
Silvano – instigando o sobrepeso – mas que cara inconveniente!


31/07/2008

24 julho 2008

Coisa de Gordo - 386


386 – NEGRINHO DE MICROONDAS
Há um certo tipo de receitas culinárias que são praticamente de domínio público. Todo mundo conhece, todo mundo sabe, mas na hora que você quer pôr em prática.... como é que se faz mesmo? Munido desta convicção, trago aos seus olhos, caro(a) leitor(a), a receita do NEGRINHO DE MICROONDAS. Ora, dirão alguns, mas quem é que vai querer fazer Negrinho (Brigadeiro) num forno de microondas, quando se sabe que o mais gostoso é aquele feito na panela. A resposta é simples: - Um gordo vai querer! Um gordo ou uma criança.
Tanto gordos quanto crianças têm uma certa simpatia por fazerem receitas rápidas, deliciosas e que não atrapalhem o andamento daquele filme que está na TV. Ou o daquele jogo de futebol. Ou sei lá eu mais o quê! Ou seja, eles às vezes querem coisas para fazerem logo e poderem voltar ao que se estava fazendo antes. Comendo do bom e do melhor. Na esteira deste processo é que inventaram a Pipoca de Microondas. Não foi para servir num banquete. Nem para preparar pipoca para duzentas pessoas. Ao contrário, esta pipoca se destina ao consumo de grupos pequenos (uma, duas, no máximo três pessoas – senão dá briga!) e que estão ocupados com outros “que fazeres”. Ou você já pensou em colocar uma centena de pacotes delas na potência alta do “micro” para vender na Festa Junina? Claro que não, neste caso você faria pipoca num panelão.
O mesmo se aplica ao nosso já citado NEGRINHO DE MICROONDAS, doravante denominado simplesmente de NM.


Você não vai querer impressionar seu novo namorado com um prato de NM! Fuja disso. Se você quer dar a entender que é prendada em doces, faça uma Torta Melhor do Mundo, ou um Rei Alberto, uma Montanha Russa, algo assim. Aliás, que sirva de lição a futuros pretendentes. Se você está de olho naquela gata ou naquele cara, foi na casa dele(a) e já na primeira visita sua lhe serviram NM....sinto muito, mas você não é considerado um candidato! Você já está no estágio seguinte. Virou amigo(a). Só isso! Oferecer NM para alguém requer um tanto de intimidade!
É uma iguaria para ser comida de pijama, na sala de casa, com os pés sobre o sofá. Com pantufas nos pés. Sem nada de formalidades! Sem qualquer cerimônia! Até porque há uma regra básica no NM, ele não é colocado em forminhas, na verdade ele é comido dentro do prato onde foi feito, às colheradas, literalmente pelas bordas. Você vai ver na receita, logo aqui abaixo, o troço é preparado num prato redondo, uma travessa dessas que se pode levar ao forno de microondas. Este prato além de redondo deve ser alto, para que se possa correr a colher pela sua, digamos assim, “cratera” interna, no ato de se comer o NM. Uma vez preparado, o autor da obra tem um grande desafio. Convencer aos outros e a si mesmo que tem que esperar um pouco para comer, senão a gente queima a língua. E é difícil. As pessoas em volta, cada uma munida de uma colher média, começam a fazer pedidos, súplicas e mesmo ameaças. Bradam para poder dar uma catucada com sua colher na “lava” quente do NM.
Não esmoreça! Controle a turba. O gosto dele fica melhor mais morno. Por isso é que citei que se come pelas beiras. A gente vai rodeando a colher e pegando apenas lascas, pequenas porções do preparado. Como se fosse um mingau! É de babar de tão gostoso.
Sem mais rodeios, passo a listar o preparo do negócio, devidamente trazido a mim pelo meu GURI! Que é quem faz isso aqui em casa!
Ingredientes: uma lata de LEITE MOÇA; quatro colheresde sopa de Nescau ou similar; uma colher de sopa de manteiga.
Onde preparar: num prato fundo (travessa) porque senão transborda. Este que está aqui na foto do início do texto não é dos mais indicados, é muito raso!
Modo de preparar: Coloque os ingredientes no prato e os misture bem, até ficar homogêneo. Ponha no Forno de Microondas por dois minutos na potência alta. Dê uma mexida! Mais dois minutos! Mexa de novo! Dessa vez, deixe mais dois minutos, porém tomando cuidado para não transbordar! Ou seja, nesse estágio final, a massa tende a transbordar, borbulhar, e querer sair do prato. Dê um tiro curto (trinta segundos), interrompa, analise, mais um tiro de trinta ou quarenta segundos, e assim faça completar seis minutos no todo. Retire do microondas, mexa de novo e aguarde esfriar para comer.
Lembre que é aqui neste ponto que você vai ter que brigar com algumas pessoas da casa. Tudo bem, pode xingar. Depois que eles provarem o seu Negrinho de Microondas eles vão jurar que te amam!
Silvano – o impossível


24/07/2008

17 julho 2008

Coisa de Gordo - 385


385 - TERÇA INSANA
Na esteira de nossas investidas às artes teatrais, fomos novamente ao Teatro do Bourbon Country para nos deliciarmos numa quente noite do inverno gaúcho. Desta vez, já mais acostumado aos ingressos do local, comprei duas poltronas na Platéia Alta. O show da noite era o consagrado TERÇA INSANA.
Já conhecia esta turma da Greice Gianucas quando, um ou dois anos atrás, uma amiga me emprestou um DVD deles. Delicioso, humor dos mais refinados, até hoje lembro de algumas performances contidas lá. Inclusive, naquele DVD tem esquetes de gente que já saiu do TERÇA INSANA, como o cara aquele que fazia a FREIRA. Atualmente o grupo é liderado pela Greice e conta com mais quatro artistas: Roberto Camargo, Agnes Zuliani, Guilherme Uzeda e Marco Luque.
Cada um desses malucos faz performances de tipos variados, coisas as mais divertidas. Há clássicos já bastante conhecidos, como alguns que a Greice faz: Cinderela, uma traficante de drogas ; a Adolescente, em crise com seu pai porque quer fazer uma tatuagem; a Advogada do Diabo;
Acessando a página do troço na rede a gente fica sabendo que “Mais que apenas um show, a Terça Insana é um projeto que visa fomentar e amparar a produção artística de humor contemporâneo. O Projeto Terça Insana, mantém há sete anos uma central de criação teatral dedicada à comédia, em constante atividade, buscando sempre novas idéias; Os textos e personagens podem ser criações coletivas, mas geralmente são criados pelos próprios atores que os interpretam. A renovação do formato e elenco a cada temporada de shows em São Paulo, a participação de artistas convidados, também é uma característica do projeto e colabora para manter sempre “ligado” este “liquidificador de talentos”. É a variedade de estilos, os mil modos de fazer humor elegante e crítico, todos talentos reunidos e harmonizados pela estética da direção, que fazem a Terça Insana ser o que é: um dos projetos teatrais mais comentados e respeitados dos últimos anos. Tamanha aceitação acabou rompendo as 4 paredes do palco e ampliando o alcance do projeto para outras mídias como DVD, Rádio e TV. Nestes sete anos de existência coube à direção exercer um rígido controle de qualidade para manter a idéia original do Terça Insana, que é:
• Manter um espaço aberto para criadores, capaz de fomentar idéias contemporâneas para produzir um humor refinado, inusitado, que respeite a inteligência do público sem deixar de ser popular;
• Instalar um humor anti-preconceitos, onde o personagem, ao invés de rir do outro para se auto-afirmar, ria de si mesmo;
• Orientar atores para que se tornem autores dos próprios textos.
"
Não costumo transcrever tanto texto para cá, mas neste caso julguei por demais elucidativo. Já quando assistira ao DVD houvera dado gargalhadas as mais fartas diante das apresentações.
Neste show em especial a coisa não foi diferente.
E veja que os caras esbanjam talento. O palco fica vazio, sem cenário, sem outro recurso qualquer, apenas um microfone! E ali, apenas sendo iluminado, cada um dos atores faz a platéia vir abaixo com tanto humor!
De fato, não lembro de ter rido tanto nos último anos, numa apresentação teatral! Foi uma verdadeira terapia, uma catarse. Parece que eles estão organizando outro DVD, esperemos atentos, portanto.
Como é um espetáculo itinerante, fique atento ao link AGENDA que está lá no site deles. Talvez estejam passando por perto de sua cidade. Aproveite. Se tenho nota para dar? Claro: NOTA DEZ!
Silvano – o cara não sai mais do teatro?


SOBRE O TEATRO DO BOURBON COUNTRY (Porto Alegre)
Já havia comentado sobre a nossa investida neste mesmo teatro, quando ficamos de pá na pista do show do Roupa Nova. Desta vez não quis arriscar a comprei poltronas numeradas na PLATÉIA ALTA. Amigo(a), pobre de nossos joelhos. O espaço entre as fileiras é ínfimo, tive que ficar ali, entalado entre as duas fileiras de poltronas, com os joelhos literalmente esmagados contra o encosto da frente. Pensei que era só comigo mas aí vi que a sra Kátia também estava apertada! E todo o resto da fileira! E toda a Platéia Alta! Alô fiscalização da Prefeitura! Peguem uma régua e confiram isso, é escandaloso. Ao final do show, saí todo doído. Um dia depois ainda estava com os joelhos ressentidos.


MAR DE LAMA
Neste país de meia tigela em que vivemos, não é a primeira vez que isso acontece. Alguém da Polícia Federal vai lá e flagra alguém cometendo um crime. Passam-se os dias e todas as críticas são para os métodos da Polícia Federal, as algemas, etc....enquanto o delinqüente fica na boa. Uns dias depois os delegados são afastados da investigação! Que paisinho de meia tigela! Isso se dava ao tempo do Sarney, depois na era FH, agora nos tempos do Lula. E os Maluf, Cacciola, Abi Ackel, Zés Dirceus tudo rindo da nossa cara.


17/07/2008

11 julho 2008

Charge da semana

10 julho 2008

Coisa de Gordo - 384



384 - DIA DA PIZZA
Escuto na mídia que hoje é o Dia da Pizza, que tudo teria começado uns anos atrás no setor de gastronomia de São Paulo, e que a coisa teria se estendido a outras terras e outros tempos. Ficou, portanto convencionado que 10 de julho é o Dia da Pizza. Pessoalmente sou meio descrente dessa coisa de DIA DISSO, DIA DAQUILO, mas homenagear a Pizza não deixa de ser interessante. Na parte das pessoas homenageadas, tem uma tese do Moacir Scliar que versa sobre isso. Uma vez alguém perguntou por que não tinha dia do homem, já que tem dia da mulher? Por que não tem dia do adulto, já que tem um dia da criança? O Moacir, do alto de sua perspicácia, matou a charada. Teorizou ele que os dias são criados para homenagear pessoas, grupos, etnias, etc..que são historicamente injustiçados. Oprimidos. Fustigados. Assim, sendo o homem o opressor, não tem por que se festejar um dia dele. Festeje-se, portanto, o dia da mulher. O mesmo para as crianças e assim por diante.
Por uma livre associação, busco nos escaninhos de minha memória uma frase da poeta ANA CRISTINA CÉSAR que diz:
- As mulheres e as crianças são as últimas que pensam em afundar navios!
Anos atrás, quando escutei esta frase da boca de meu sumido amigo Sérgio (agora dei para falar no cara, veja só), rasteiro que sou em minha burrice, fiquei uns trinta segundos olhando para ele com olhos de ignorância. Suspiroso, ele pacientemente me lembrou que nas cenas de naufrágio, sempre tem aquela frase chavão que é dita na hora de se socorrerem as pessoas: - Mulheres e crianças primeiro. Ou seja, os homens que afundem junto com o barco, ora raios! Assim, continuou meu paciente amigo, tal frase se justifica pois “as mulheres e as crianças são as últimas que pensam em afundar navios!”.
Aaaaahhhhh – disse eu grotescamente. Agora entendi. Excetuando-se a Margareth Tatcher, ao tempo da Guerra das Malvinas, de fato não me ocorre nenhuma mulher que pense em afundar navios. Homenagens a elas, portanto.
Partindo desse raciocínio, por que hoje seria o Dia da Pizza? Sim, sim , já comentei, tudo se deu no ano de 1986, na capital paulista, houve um concurso, bastante promoção, a partir dali se passou a festejar esta data. Disso já sabemos. O que estou filosofando é acerca do motivo de se homenagear a Pizza. Seria a Pizza um alimento marginalizado? Coisa de gentinha? Seria esta italiana iguaria um prato de classe inferior? Seria um prato fustigado pelos grandes chefs e os Restaurantes de luxo? Por que, com todos os diabos, os caras pensaram em homenagear logo a Pizza?
Será que existe o Dia do Sushi? O Dia da Lagosta? O Dia do Strogonoff? Existe no calendário o Dia do Petit Gateau?
Solidário que sou com as classes oprimidas, a mim só me resta homenagear e reverenciar as Pizzas, tratando de degustá-las. Quem resiste a uma Calabresa Forte? A uma Siciliana? Ou uma Quatro Queijos? Amigo, só de lembrar do Calzone de Quatro Queijos do Pizzaiolo (Porto Alegre, infelizmente não existe mais, era ali ao lado do Barranco), acabo de babar no teclado. Será que o seguro da Dell cobre isso? Salivação causada por memória extremamente prazerosa do passado danificando o teclado? Vivam as minorias oprimidas nos fornos aquecidos! Salvem as porções de massa cobertas de orégano e especiarias e imersas em queijos. Vida longa às porções de gorgonzola que dão cheiro, cor e sabor ao que se come nas Pizzarias.
Viva o Dia da Pizza. Eu já a estou homenageando. Faça você também a sua homenagem.
Silvano – flambado no forno à lenha


A JUSTIÇA DO STF
Eu, que não entendo nada de Justiça, fiquei escandalizado ao ver o Presidente do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes, indignado por terem algemado o pobrezinho do Daniel Dantas. O Dantas é este mega-criminoso, espoliador da nação, usurpador do dinheiro dos pobres que estão à míngua nas filas do SUS. O cara vem roubando (ou furtando) desde o Governo Collor, nunca se afastou do podeR presidencial, estava solto até então e foi preso pela gloriosa Polícia Federal. Aí o presidente do STF ficou de fato escandalizado por terem detido o coitadinho. Fosse um negro das favelas cariocas, tudo bem. Fosse alguém da periferia de qualquer metrópole nordestina, nada teria sido feito. Fosse alguém que trabalha cedo indo de ônibus em qualquer cidade brasileira, azar do cara. Mas é que, perceba, neste caso era o Daniel Dantas. O mega-banqueiro brasileiro. O ladrão de todos os ladrões. O maioral. Cara para botar Zé Dirceu e Silvinho no chinelo. Ah, então tá bom, caro ministro Gilmar, agora a gente entendeu os seus critérios de justiça. Me vê uma passagem prô Paraguai! Tô embarcando daqui a pouco.... Como diria o cantor: - Que país é este????

LEITOR QUE ESTÁ MORANDO EM SÃO PAULO...
...manda foto de um balcão repleto de Rapaduras da marca DA COLÔNIA, expostas num Supermercado da Capital paulista! Sim, senhores, é produto fabricado aqui em Santo Antônio da Patrulha. Valeu, Paulo Luiz, quando a rapadura acabar por aqui já sei onde posso ir buscar.












OUTRO LEITOR MANDA FOTO DE AMEAÇA TERRORISTA
Amigo(a) o tal do Ricardo desta vez vai caminhar sobre brasas! Que enrascada, meu amigo. Que tensão. Que stress até a hora do SIM derradeiro. Vai que é tua, Ricardão!













10/07/2008

03 julho 2008

Coisa de Gordo - 383




383 – NA PISTA COM ROUPA NOVA
Gente da minha idade tem dessas coisas. Às vezes se atrapalha com informações dadas ao telefone. Mas, alto lá, tenho apenas quarenta e cinco. Talvez o cansaço esteja pesando mais que a idade. Ocorre o seguinte. Para variar um pouquinho, para sair do marasmo local, para transpor as fronteiras de nossa pequena cidade e ir à metrópole em busca de cultura e entretenimento, fiz uma surpresa à Sra Kátia no dia dos namorados. Comprei-lhe dois ingressos para um show do ROUPA NOVA, no Teatro do Bourbon Country, em Porto Alegre. O show aconteceu dia 29 de junho. Comprei os ingressos por telefone através da Opus Promoções. Os caras facilitam tudo, entregam os ingressos em casa e tudo o mais. Na hora de comprar, depois de muito “digite um” e “digite dois”, chega-se ao atendimento de um humano. Aí a moça me falou que eram poucos os ingressos disponíveis, que só tinha ingresso de PISTA! Como assim, na pista? – perguntei. Ali, meu senhor, grudado no palco. E onde a gente senta? – continuei. Ao que ela explicou que na pista tinham apenas cadeiras, não poltronas, e que não eram numeradas. Por isso era o que tinha sobrado para venda. Fazer o quê? Comprei os ingressos.
Na noite aprazada, lá nos fomos. Ficamos na fila, conhecemos umas parceiras, até que entramos no teatro. Sim, estávamos na pista. E não havia cadeira alguma! Teríamos que ficar de pé.
Acredito que a guria que informou não o fez mal intencionada. Vai ver que ela foi em algum show onde havia cadeiras. Mas naquele ali, em especial, teríamos que ficar de pé.
Foi uma coisa maluca e inusitada. Nunca houvera assistido a um show tão próximo dos artistas, creio eu. Ficamos a uns cinco ou seis metros dos caras. Uma doideira só!
Digamos que não é uma coisa que eu vá repetir. Mas já que aconteceu...foi muito legal!
O ROUPA NOVA é um fenômeno de sensibilidade, musicalidade, harmonia. As letras são emocionantes, as melodias marcantes. A linguagem da música me atinge profundamente, em que pese seja eu apenas um reles batucador que não sabe diferenciar um dó de um fá. O ritmo me é mais afável, as artes da percussão me são mais apropriadas. Mas as melodias e os tons me seduzem sobremaneira! Literalmente, vou às lágrimas num show com este.
Os caras são pura arte, ótimos músicos, conseguem conciliar uma certa docilidade romântica com laivos de roqueiros endiabrados. Sem perder a continuidade entre uma coisa e outra.
Show magnífico! Nota dez! Como já tenho os dois DVDs, sei bem do que estou falando.
Ali, portanto, nas excelentes acomodações do Teatro do Bourbon Country, pudemos curtir a noite. De pé. Mas magnetizados. Com dor nas pernas. Mas enlevados.
Para não perder a oportunidade, já tratei de comprar ingressos para o TERÇA INSANA, comédia de sketches trash famosa pelo país. Já vi o DVD delas. Agora verei o show ao vivo, dia 12 de julho. Na pista? Claro que não. Desta vamos de platéia alta, poltrona e lugar marcado. Tem coisas que só se faz uma vez na vida. Na vida após os quarenta. Que dureza...
Silvano – com dor nas pernas


DICA DE LEITOR (primo) PARA FABRICAR AQUARIUS OU H2OH
Meu querido primo, ando meio pelas sombras ultimamente, pois tenho sido procurado por representantes da Coca e Pepsi, tendo em vista que descobri a fórmula das águas com limão (Aquarius e H2OH). Já que falaste nelas em teu site, gostaria de dividir esse segredo contigo. Compre uma Sprite 2 litros (mais barato que 1,5 litros de Aquarius), acrescente 1 litro de água potável (a velha e tradicional), divida em duas garrafas Pet e terá 3 litros de Aquarius. Tenho usado com muito gosto e muitos são meus seguidores. Daí a implicância das multinacionais, afinal, segundo seu último balanço, suas vendas vem caindo drasticamente.
DÉCO – dono de confeitaria


DICA DE LEITOR SOBRE DVD
Caríssimo Doutor... assisti, nessa última quinta-feira, esse belíssimo filme (apesar de ser um drama) que tem como tema principal o "dom da música". Como o senhor mesmo diz: "Nota - 9,0"... hehehehe... Um abração. Conrado Caletti


O Som do Coração - Um jovem que cresceu em um orfanato possui um grande dom musical, usando-o para tentar reencontrar seus pais. Com Freddie Highmore, Robin Williams, Keri Russell, Jonathan Rhys Meyers e Terrence Howard.





OUTRA DICA DO MESMO LEITOR
Doutor...Outro filme bem interessante é "O Gangster". Assisti ontem e aprovei. Baseado em história real, conta a trajetória de um gangster "negro", desenrolando-se num típico filme policial. Show...!! Conrado Caletti



O Gangster - O empresário negro Frank Lucas assume o controle do jogo na Nova Iorque corrupta do início dos anos 70, aproveitando a morte repentina do chefe para construir seu próprio império, inundando as ruas de Nova Iorque com um produto mais puro e barato. Lucas supera importantes grupos criminais e torna-se um dos maiores bandidos – e astros – da cidade. Mas, quando o implacável policial Richie Roberts sente que o controle do tráfico de drogas mudou de mãos, os destinos desses dois homens vivendo em lados diferentes do "sonho americano" acabam interligados, mudando também o futuro de toda uma geração da cidade de Nova Iorque.


03/07/2008

26 junho 2008

Coisa de Gordo - 382



382 – AS FÉRIAS DE MR. BEAN
Fomos ver esse delicioso filme na SKY e não pude deixar de voltar ao passado. Ao meu singelo e tosco passado e ao passado glorioso do cinema. O filme é bem previsível, mas nem por isso deixa de ser interessante. O clássico personagem Mr. Bean, criação do ator britânico Rowan Atkinson, sai de férias e por aí já se pode imaginar a série de confusões nas quais irá se meter.
A linguagem desse tipo de filme é bem interessante, talvez você não tenha percebido. Praticamente não há falas do protagonista. As poucas falas do filme são exclusividade dos outros atores. E aí é que me vejo jogado ao passado.
Tinha um amigo meu de nome Sérgio, que me apresentou, entre tantas coisas, ao doce toque do cinema francês. E dentro desse universo, me mostrou alguns filmes de um gênio chamado JACQUES TATI. Vi dois filmes dele, um em preto e branco (AS FÉRIAS DO SR HULOT – 1953) e outro colorido (MEU TIO – 1956). O estilo do cara era exatamente este do Mr Bean da atualidade. Os filmes não eram mudos, mas neles só se escutava o som ambiente, o barulho dos carros, as coisas caindo. A gente praticamente não conhece a voz do ator. Perceba que no filme do Mr Bean isso também se dá. Ele apenas balbucia coisas desconexas, em momento algum dá um discurso ou levanta a voz. Eis a magia desse tipo de filme.
No clássico AS FÉRIAS DO SR HULOT, a ação se passa numa colônia de férias, um local de veraneio onde o tal Hulot vai se divertir. Todas as cenas mostram os outros hóspedes, suas coisas, suas manias, seus trejeitos engraçados. Hulot chega para se hospedar e começam as confusões. Você está lá pelo meio do filme quando se dá conta de que – OPS! – ainda não aconteceu nenhum diálogo! E nem por isso o filme deixa de ser interessante.
Volto às férias de Mr Bean. Seguem exatamente este padrão. Certo, ele não chega a se hospedar e lugar algum, na verdade ele se mete em tantas confusões, tantos desencontros, que não consegue chegar a lugar algum. Mas a temática de fundo é a mesma! Coisas do cotidiano, pequenas confusões que desencadeiam grandes acontecimentos. O filme do Mr Bean é ágil, alegre, a gente não percebe o tempo passar.
Do presente ao passado. O outro filme que vi do Tati foi um chamado MEU TIO (Mon Oncle – 1956). Verdadeiro marco do psicodelismo, do choque do homem comum com as coisas e formas arquitetônicas de um mundo em transição. Imperdível para estudantes de Arquitetura. E em meio a isso, lá está o Tati, de novo em cena, de novo sem falar, dando show de arte cinematográfica. Obra-prima.
Você dificilmente vai se interessar por essas duas relíquias que citei. Mas poderá por certo buscar AS FÉRIAS DE MR BEAN na locadora. Ou ver o filme na SKY. Nota: 8,0. Muito bom!
Silvano – mergulhando no passado

Ficha Técnica
Título Original: Mr. Bean's Holiday
Gênero: Comédia
Tempo de Duração: 90 minutos
Ano de Lançamento (Inglaterra): 2007
Direção: Steve Bendelack
Elenco
Rowan Atkinson (Mr. Bean)
Willem Dafoe (Carson Clay)
Max Baldry (Stepan)
Clint Dyer (Luther)


E QUANTO AO MEU AMIGO SÉRGIO
Pois é, o cara se mudou para Florianópolis e nunca mais deu notícia. Mas deixou encravadas em minha memória muitas coisas de música, cinema, literatura e tantas outras coisas mais.


PARA DEMONSTRAR A ARTE DO TATI..
...coloco aqui abaixo um clipezinho extraído do filme de 1953, AS FÉRIAS DO SR HULOT. Perceba o som ambiente, os trejeitos do cara, a arte vertendo na tela do seu computador. O cara está indo de férias e, por engano ou acidente, cai no meio de um velório. Loucura, loucura...

26/06/2008

As Férias do Sr Hulot - 1953

19 junho 2008

Coisa de Gordo - 381




381 – GUARAH
Este mercado das bebidas é incrível. Quando a gente pensa que os caras estão calmos, já lançaram tudo que o mercado poderia absorver, aparece uma novidade. Na esteira destes produtos com menos gás e mais leves, a Antarctica vem lançar seu guaraná dentro desse mesmo parâmetro.
Li na rede que a campanha de divulgação é da DM9, mas ainda não vi nada na TV. A data de lançamento do novo produto foi 13 de junho. Fui ler a Revista Veja desta semana e ali me deparei com a propaganda de página inteira: GUARAH !
Sem ler nada e sem nada ouvir, de cara pude perceber o que estava chegando. Ficou óbvio que se tratava de mais uma bebida destinada a este segmento da H2OH e da Aquarius. Isso é o que se chama da talento na criação. O cara que bolou este nome sintetizou isso tudo numa curta palavra: - guarah !
Hoje me dediquei a degustar a novidade. Para começar, o detalhe no rótulo da garrafa avisa que é “açúcar zero”. Colocada na taça, é incolor, mais clara que o guaraná tradicional. O aroma é delicioso, levemente adocicado, tem um tênue traço de maçã.
Passo seguinte, chega-se ao gosto. Tem menos gás, tem menos sabor, mas tem tudo para dar certo!
A bebida é deliciosa! O sabor é leve, saudável, pouco encorpado, o que o torna mais atrativo.
A proposta inicial é vender a bebida em garrafas de 500ml e de 1.500ml, ambas PET.
Os caras aproveitaram o lançamento no Dia dos Namorados para dizer que um dia cada um encontra a sua cara-metade. Este é o mote da campanha.
Provei e gostei. Provei e adorei!
Jogada de mestre na Antarctica!
Os concorrentes que se cuidem (H2OH e Aquarius). Este mercado tem estado em expansão, já é cena bem comum ver as pessoas pedindo uma H2OH para garçons e atendentes. Pois que se preparem para repartir esta fatia light do mercado.
Fica uma curiosidade no ar. Quem abriu esta trilha na mata foram os refrigerantes de limão. Lançaram suas versões com menos gás e menos sabor. Agora vem o guaraná dizer que isso também é possível. O que mais nos aguarda neste setor?
Será que um dias as “colas” vão lançar versões menos gaseificadas e mais leves?
E a Fanta e a Sukita? Conseguirão ter suas versões “Fantah” e “Sukitah”?
E a Fanta Uva??..
Bom, por enquanto nos ocupemos desta bela novidade. Eu, de minha parte, terei que fazer meu estoque pessoal para enfrentar o inverno.
Bem se vê que quem fez a campanha publicitária não é gaúcho. Se fosse lançada por aqui, o slogan seria mais ou menos assim:
“Prá quê guaraná? Báh! Prefiro Guarah!”
Silvano – desbravando


LEITOR ANÔNIMO AVISA...
...uma coisa que eu já sabia. Mas que de fato merece destaque. Ele fala do Pastel de Camarão do Régis, no Km 01 da Estrada do Mar (Rio Grande do Sul). De fato, caro leitor (anônimo), o Pastel lá é delicioso e merece uma matéria especial. Vou ter que adquirir máquina fotográfica nova e ir lá provar e documentar. Me aguarde!


19/06/2008

Veja o filme do Guarah da DM9

12 junho 2008

Um clipe muito legal

Não deixe de ver esse clipe dos malucos do Pedra Letícia. IMPERDÍVEL. Persista na audição, até o ponto em que os caras começam a cantar em outra línguas. Muito legal. Para tanto, basta clicar no PLAY aí neste quadro abaixo e relaxar. SILVANO

Pedra Letícia...é demais!!

11 junho 2008

Coisa de Gordo - 380


380 – UM LIVRO NOTÁVEL
Eu nem precisaria comentar nada sobre este livro, afinal ele tem estado na lista dos mais vendidos da Revista Veja faz um tempão. Imagino, portanto, que talvez você já o tenha lido. Trata-se do 1808, de autoria de Laurentino Gomes. Logo abaixo do título, ali na capa, se lê: “Como uma rainha louca, um príncipe medroso e uma corte corrupta enganaram Napoleão e mudaram a História de Portugal e do Brasil.”
Uma bela síntese. O livro é delicioso. É um livro volumoso, largo, grosso, de 351 páginas mais um capítulo só de citações bibliográficas. A letra é grande, a gente progride rápido no texto. Se formos analisar com rigor, na verdade este seria um livro da história de Portugal. Ele traz o relato da vinda da corte portuguesa para o Brasil, e as conseqüências disso. O Brasil, na verdade, é apenas pano de fundo para o que está acontecendo. Mas o livro é interessantíssimo, o texto é ágil, leve, prende a atenção. Para dar idéias de valores, o autor se deu ao trabalho de converter riquezas daquela época para valores atuais. Assim, lá pelas tantas ele diz que o salário do fulano era tantos contos de réis o que daria tantos reais atuais.
Como sempre se dá nesses casos, a gente começa a ler e se desilude com os personagens históricos. Somos descendentes de um imperador português (Dom João VI) que é descrito como um cara gordo, molengão, comilão, indeciso, inseguro, profundamente católico, que morava sozinho em seu palácio. Isso mesmo, a Imperatriz Carlota Joaquina morava em outro palácio. Confirmando coisas já citadas em filmes e minisséries, o cara de fato carregava coxas de galinha assadas na manga do seu casaco, para comer durante seus passeios. E veio para o Brasil fugindo de Napoleão.
Desculpe a expressão, caro(a) leitor(a), mas o cara era um “bosta”.
O povo português que o diga. Diante da ameaça de Napoleão, a corte portuguesa simplesmente embarcou em navios e se mandou para o Brasil em fuga, deixando o povo português entregue à sua própria sorte. Isso mesmo, as tropas de Napoleão entraram em Portugal sem nenhuma resistência. Os nobres deram no pé e fugiram para o lado de cá.
A partir daí ficamos sabendo coisas da vida aqui no Brasil de 1808. Os costumes, as roupas, a sujeira das ruas, a pouca educação e civilidade das pessoas, a violência urbana. É um relato impressionante, recheado de detalhes, de coisas picantes, de histórias intrigantes.
Já no fim do livro o autor conta a história de um certo Luiz Joaquim dos Santos Marrocos. O cara era um graduado funcionário da corte portuguesa, bibliotecário, e que por isso mesmo manteve uma intensa correspondência com seu pai e o resto de sua família que ficaram em Portugal. Esse acervo de 186 cartas é um verdadeiro tesouro histórico, posto que o tal Marrocos narra as coisas da terra, os costumes, suas impressões, seu olhar pensativo. As cartas todas existem até hoje e contêm esta importante fatia da história das duas nações.
Enfim, um livro imperdível. Nota: 9,0!
Eu ganhei de presente de um amigo (Cecatto), mas você pode comprar na Siciliano. Custa 39,00 mas está em oferta por 26,00. Tá esperando o quê?
Silvano – o impossível


LADRÕES À SOLTA
Há uma sucessão de escândalos na política brasileira, a gente mal consegue acompanhar. Quando se está atento a um, aparece logo em seguida outro para chamar a atenção. Quero aqui falar da gravação que o vice-governador Paulo Feijó fez das falas sujas do deputado César Busatto. Uma vergonha, uma desfaçatez, era um corrupto falando abertamente ao vice-governador, propondo suborno abertamente. O tal Busatto deveria sair da vida pública, ser indiciado por corrupção, ser preso, deveria ir para o quinto dos infernos. O pior é que ele vem a público, tendo chiliquitos e ataques de fúria, como se grande coisa fosse. Digo e repito: Busatto, você é corrupto, podre, você envergonha o Rio Grande do Sul, você deveria estar preso, seu grande enganador. Enfim, isso é só uma opinião. Para mim, é mais um ladrão que está solto.


ENQUANTO ISSO, A GOVERNADORA..
...Yeda “Arrogante” Crusius, a exemplo do Lula no mensalão, vai dizer que não sabia de nada! É duro agüentar esta gente.


12/06/2008

08 junho 2008

Morreu o cara da Pringles



Esta saiu publicada na coluna XYZ do Jornal NH (assinada por Guilherme Schmidit e André Moraes). Morreu nos EUA, aos 89 anos de idade, o químico Fredric J. Baur, o inventor da embalagem que perpetuou a característica "crocante" das Batatas Pringles. Sim, aquele tubo cilíndrico, revestido de alumínio e vedado em cima.

Para não deixar de ser original, o cara foi cremado e pediu que colocassem suas cinzas aonde? Claro, dentro de um tubo de Pringles.

Silvano - o impossível

07 junho 2008

Leitoras comentaram mais tarde

Essa coisa de BLOG é uma doideira. A gente escreve uma matéria e, meses, às vezes anos depois, alguém vai lá, lê o troço e posta um comentário. Muito legal. Talvez alguém lembre que em 01/02/2007 escrevi pequena nota sobre a morte do escritor SIDNEY SHELDON. Duas pessoas comentaram o que escrevi, uma em dezembro de 2007 e a outra (chamada SAMANTA) comentou esta semana (07/06/08). O que escrevi está aqui neste link:
http://coisa-de-gordo.blogspot.com/2007/02/sidney-sheldon-010207.html

Eis o que disseram as duas leitoras (ou leitores):

Anônimo disse(07/12/07): Sabe o que é, Se houver amanhã, é uma estória emocionante. E por quê? Porque é bem escrita, porque envolve... O que importa não é o que está escrito, mas como. E Sidney Sheldon era um mestre nessa arte! E como você também sou fã de Jeanie é um gênio, passa na nick todas as noites depois das 22:00h. Dá uns seriados antes (todos muito bons), tipo Alf o é teimoso, Os Monstros, A Família Adams, Vivendo e Aprendendo, A feiticeira...

Samanta disse(07/06/08): Se você queria se impressionar com Sidney Sheldon, escolheu a obra errada. A melhor obra dele, se não a melhor de todos os tempos é "O outro lado da meia-noite", seguido de "Lembranças da meia-noite”. "Um estranho no espelho" também é excelente. Você acertou no comentário a respeito de "A outra face", apesar de prender a atenção, é um romance bastante comum.

05 junho 2008

Coisa de Gordo - 379



379 – LISTA DE CONVIDADOS
Quando você é convidado a uma festa nem de perto imagina o que se passou até aquele dia festivo. O trabalho que deu. Os contatos, os orçamentos, os cálculos. E que bom que isso é assim. Os anfitriões que queimem pestana. Aos convivas, canapés e cerveja gelada.
Imagine um casal apaixonado que resolve casar. Escolhem o mês, o dia, o local da festa. E aí é marcada a REUNIÃO! Esta Reunião é um verdadeiro teste, uma prova de fogo aos pretendentes. Aquilo que no início parece uma coisa amena e terna, aos poucos vai-se transformando em debate, embate e discussão. A Reunião se dá na casa dela, por exemplo, na presença do casal e dos pais dela. Para apimentar a conversa, às vezes uma irmã (cunhada) fica junto opinando.
As idéias são variadas, uns falam em casamento ao ar livre, outros rechaçam: - O padre Ambrósio não aceitaria fazer isso ao ar livre!
O noivo, que até então assistia a tudo calmamente levanta a mão e balbucia: - Vocês fazem questão do casamento na igreja? A casa quase vem abaixo! A sogra engole em seco e faz de conta que vai passar mal. A futura cunhada levanta irritada e vai até a cozinha buscar uma água com açúcar. A noiva com a face corada se aproxima do cara e diz: - Amor, a gente já conversou sobre isso. Para a nossa família, o casamento só vale se for na Igreja. O homem ainda tenta balbuciar: - Mas olha o que isso vai custar!! A taxa da igreja, a decoração, a chuva de pétalas e tudo o mais. O sogro intervém tentando desviar o assunto: - E aí, vai ser churrasco ou strogonoff?
Nessa altura a cunhada volta com o copo de água para a mãe, enquanto toma, ela própria, um uísque sem gelo. Passado o bafafá inicial, todos se reorganizam na sala e então entram na parte mais delicada da organização de uma festa: A LISTA DE CONVIDADOS.
A cunhada – sempre ela – toma de uma planilha com papel e caneta e começa a listar. Para apimentar (que é só o que ela faz) ela abre a lista colocando as palavras: NOSSA FAMÍLIA e do lado... OUTRA FAMÍLIA. O noivo tenta falar alguma coisa sobre isso mas logo é impedido. Começa o debate. Vamos ver, tem que convidar o Tio Nestor e sua família, o que já acrescenta nove pessoas.
- Nove por quê? – a noiva reclama.
- Ah, a Almerinda faz questão de vir ao teu casamento.
- Quem é Almerinda? – diz o noivo.
A noiva envergonhada balbucia:
- É a empregada do Tio Nestor que nos conhece desde que a gente nasceu.
Pronto, o rolo está feito!
Meia hora depois o casal fecha uma briga feia no quesito EX-NAMORADOS(AS). O noivo insiste que vai ser obrigado a convidar a Maristela pois, apesar deles terem namorado doze anos, o motivo pelo qual ela vai estar lá é que ela virou amiga da família.
- Amarildo (este o nome do noivo), você não me provoque! Olha que eu vou convidar o Beto.
- Que Beto? Que Beto? Você nunca me falou de Beto nenhum.
O sogro intervém de novo: - E aí, gente, vai ser churrasco de costela ou de picanha?
A cunhadinha (agora ela está mais íntima) lembra que tem que convidar o Padre Ambrósio.
- O quê!!? O quê!!?? Além de eu ter que me batizar, gastar os tubos na cerimônia da igreja, perder tempo e dinheiro em nome da religião, agora estão me dizendo que vou ter que levar este Pedófilo para a minha festa de casamento. Olha Rochele (este o nome da noiva), a coisa tá ficando difícil. Sei não, sei não...
Depois de passarem pela lista de colegas de colégio, colegas de faculdade, colegas de trabalho, colegas de estágio em São Paulo, colegas do Curso de Dança no CTG Porteira Guasca, o grupo começa a debater e opinar sobre o pessoal do prédio, os amigos do Posto de Gasolina, a turma de tricô, os parceiros da viagem ao Beto Carrero.
Passada a noite, todos estão alguns anos mais velhos, roucos, estressados, a cunhada volta para a Reunião de baby-doll (ela já está ficando mais que íntima, está ficando passada) e enfim a Lista de Convidados está concluída. As ameaças todas ficam impregnadas nas mentes de cada um. As ofensas, as ameaças (se o Valtor não for convidado eu não vou ao seu casamento, minha filha), as rusgas políticas (no meu casamento não entra gente de direita!!) e tudo o mais ficam como um cadáver no meio da sala.
A você, convidado, resta chegar na hora, sentar e levantar o braço: - Garçom, me traz aquela Skol bem gelada.
Aos anfitriões....as batatas.
Silvano – o impossível



NÚMERO EMBLEMÁTICO
Por mera coincidência, este COISA DE GORDO de hoje é o de número 379. No meu tempo de colégio, todos éramos numerados e este era o MEU número. Tanto que muita gente não lembra o meu nome. Mas sabe meu número de cor: - Vem cá 379 ! E lá vou eu. Para quem joga no bicho ou na megassena, eis a dica de aposta. Vai de 379 e tudo se ajeitará.


05/06/2008

Caem as Máscaras


Havia uma ilusão de que os políticos gaúchos eram diferentes daqueles do resto do país. Diziam alguns que aqui o povo seria mais politizado do que em muitos estados da União, que havia mais consciência cidadã e outras coisas mais. Os anos passados vieram nos mostrar que era mera ilusão. E vou mais além. Aqui nasceram e cresceram políticos da pior espécie. Corruptos de estirpe. Falsários. Enganadores. Esse escândalo do DETRAN gaúcho que já vinha se arrastando faz um tempo vem confirmar o que escrevi até aqui. A Polícia Federal indiciou 40 pessoas por desvio de dinheiro público. Ontem, para reavivar a nossa raiva, vieram a público as gravações das escutas telefônicas. Que bando de canalhas! Gente que se sentou lá na CPI e se mostrou ofendida em sua honra. Gente que fez beicinho para mostrar seriedade. E que agora, diante das gravações sonoras, passam a concorrer ao Prêmio Shell de Teatro. Verdadeiros enganadores. Embusteiros. E que dessa vez vieram do PP, ou seria PPB, ou quem sabe PPR, ou então PDS, que antes era ARENA! Claro, há ainda os que vieram do PMDB e uns que vieram do PSDB. Bando de vendilhões. Canalhas da pior espécie! Cada vez que a gente passa num posto de saúde e vê a fila de espera, vê os remédios que não chegaram na farmácia do SUS, vê a espera de cirurgias que nunca acaba...a gente tem que se dar conta de que são esses corruptos que causam isto. Roubam do povo, lesam a pátria e aí vão à CPI depor e negar tudo. Fazem cara de honra, ficam brabos, levantam aqueles dedos imundos em direção às câmeras. Ladrões, canalhas, usurpadores.
Forçado pela lei, renovei minha carteira de motorista recentemente, pagando algo em torno de 100,00 reais. Dinheiro para eles! Quinze dias atrás, paguei o IPVA do carro, algo em torno de 1.000,00 reais! Dinheiro para eles.
Será que a Governadora Yeda Arrogante Crusius não sabia de nada? Foi contaminada pela cegueira do Lula? Será que o Governador Germano Aumenta Impostos Rigotto desconhecia o esquema todo? É, vai ver eles também acreditam em Papai Noel.
Para os desinformados como eu, um amigo lembrou que este Lair Ferst que está no centro das denúncias é o marido da Miss Brasil Deise Nunes. A gente que veraneia em Garopaba olhava aquela mansão à beira-mar e todos diziam: - É a casa da Deise Nunes. Agora sabemos quem mantinha aquela casa! Nós!
Apesar de saber que são palavras ao vento (ou lágrimas na chuva, como diria o andróide do Blade Runner), morrerei bradando: - Cadeia nessa bandidagem! E o povo quer o dinheiro de volta!
Silvano – cadê o passaporte para o Paraguai?