29 maio 2008

Coisa de Gordo - 378


378 – COMENDO NO PÉ
Tem certas coisas que eu não sei dizer, esta é a frase do Lulu Santos naquela sua conhecida música. Pois é. Neste esfriar de estação, época de cítricos, laranjas, bergamotas e seus congêneres, recebemos carinhoso convite de amigos para que fôssemos ao Sítio deles num sábado de outono. A intenção era explícita, as árvores frutíferas estão a mil e eles queriam nos ofertar laranjas e outras coisas amareladas.
Devidamente munido de sacolas de plástico vazias, nos embarafustamos em direção ao interior do município. O local é dos mais agradáveis, bela casa de dois andares, algumas casas acessórias ao redor. Em meio a este cenário a Patrícia e o Rique nos acolheram com sua hospitalidade e sua atenção. A paisagem de beira de estrada, ao cair da tarde, é digna de fotos impressionantes.
Fotos que não pude fazer, por sinal. Logo abaixo explico.
Sem muitos rodeios, até porque chegamos no fim da tarde, fomos prontamente ao pomar no intento de encher as sacolas. Era uma verdadeira gincana. As árvores frondosas esbanjando produtividade, as laranjas caindo ao solo naturalmente. Começamos a colher as frutas direto do pé, e aí dava aquela euforia infantil. Pega daqui, pega dali, puxa um galho, olha aquela outra árvore, e agora...onde pego a próxima laranja? Dava uma dúvida diante de tanta oferta.
E enchemos uma sacola, e outra, e mais outra. Laranja de suco, laranja do céu, laranja de umbigo. Bergamota pequena, bergamota poncã. A variedade era imensa. As crianças deles correndo ao redor, nossa guria junto, davam o clima festivo do momento.
Num certo momento, passada a euforia inicial, as sacolas já abarrotadas, paramos em meio ao arvoredo para dar lugar a uma fantasia de muitos de nós. Comer a fruta ao pé da árvore.
Ali, naquela beira de estrada, com o sol se pondo lento no horizonte, degustamos bergamotas poncã as mais deliciosas, suculentas, doces de arder! E por estarmos ali, em meio ao pomar, os cuidados habitualmente presentes faziam-se desnecessários, ou seja, as cascas iam sendo largadas ali mesmo, as sementes também, enfim, era só comer e partir para a próxima fruta.
São essas coisas que ficam perdidas no tempo, perdidas no imaginário de toda uma população. Cena de filme! Quando se vai ao Supermercado e se pega uma fruta, a gente até pode imaginar de onde ela veio, o longo caminho percorrido, o transporte e tudo o mais. Mas dificilmente se vai além disso, da imaginação. No nosso caso, ali, na casa dos amigos, a cena era real, era forte, era contundente.
Não se está falando apenas de comer e degustar, havia algo maior no ar. Havia o carinho das pessoas que nos receberam, a amizade. Havia a paisagem impressionante. Havia as frutas coloridas e tão variadas. Havia os sabores marcantes, as cores fortes.
Enfim, foi uma pequena viagem ao paraíso. Perceba que não é algo tão inacessível. Há hotéis-fazenda, estações agrícolas e outras coisas mais que oferecem esta possibilidade. No nosso caso, o convite de amigos propiciou o acontecimento.
Se puder, se entregue a tal deleite. Você vai adorar!
O que sei é que desde então temos tomado Suco de Laranja natural, feito na hora, com um sabor inigualável! No café da manhã, no almoço e na janta. O comércio local deve estar estranhando o baixo consumo de Coca-light.
Silvano – o impossível


POR QUE NÃO FIZ FOTOGRAFIAS
A gente vive num mundo de adversidades. Tenho como um dos lemas de minha vida esta frase da Jane Tutikian que coloquei ali ao lado: “NÃO, NINGUÉM TE DISSE QUE SERIA FÁCIL!!..” Dia desses, chegávamos de viagem, as malas sendo descarregadas do carro, toca o telefone e era uma pessoa pedindo atendimento médico a uma criança. Sim, perceba, em cidades pequenas isso ainda é plausível. As coisas por vezes acontecem assim. Parei tudo que fazia, o corpo cansado da viagem, as malas por desfazer. A criança chegou e o atendimento foi procedido. Tratava-se de uma crise de ASMA, o menino estava com uma certa falta de ar. Preocupado com isso, pedi licença à mãe da criança e adentrei a área íntima da casa para, nos remédios que dou aos meus filhos, buscar uma medicação de alívio ao pobre asmático ali presente. Pois bem, amigo(a), nestes segundos em que me ausentei da sala, neste curto espaço de tempo em que saí para socorrer a saúde de uma criança, A MULHER FURTOU MINHA CÂMERA FOTOGRÁFICA DIGITAL! Isso mesmo, a mãe do paciente que eu tentava ajudar! Não me dei conta na hora, apenas fui perceber o ocorrido horas (dias) depois. E quanto mais penso nisso mais chocado fico! Estavam ali presentes a LADRA, seu filho de cerca de oito anos e uma outra filha de uns treze anos! Que exemplo de vida esta pessoa deu a estas duas crianças! Que coisa mais devastadora! Uma mãe que, adentrando o lar de um médico, aproveita-se de um descuido para FURTAR um objeto...... isso tem efeitos assustadores na vida dessas duas crianças. Dois futuros ladrões! Que pena! Na parte legal, não vejo como fazer coisa alguma. Seria a minha palavra contra a dela. A palavra do “hipersuficiente” (EU), contra a palavra da “hiposuficiente” (ELA). Sem fazer fotos, portanto, eis o meu estado atual.


ALÉM DA JANE, LEMBREI DO POETA RUSSO MAIAKOVSKI:
Não estamos alegres,
É certo,
Mas também por que razão
Haveríamos de ficar tristes?
O mar da história
É agitado.


ESTA HISTÓRIA DOS VEREADORES..
...é de ofender a população. Os caras (sim, aqueles pilantras do Congresso Nacional) aprovaram na surdina, o aumento do número de vereadores país afora. Vergonha, vergonha, vergonha! Bando de canalhas, usurpadores dos bens da população. E não me venham dizer que o projeto prevê a redução dos gastos com as Câmaras. Nós sabemos que assim que os novos entrarem, os mesmos caras vão aumentar a grana! Bando de vendilhões! Quer ver o absurdo disso? Aqui, na minha pequena cidade, houve tempo em que eram TREZE vereadores. Para um universo de quase 40.000 habitantes. Veio a reforma e reduziram para NOVE! Está mais do que bom. Tenho para mim que uns seis ou sete dariam conta do recado. Pois agora o número vai voltar a treze! Absurdo, absurdo , absurdo!


ESTA HISTÓRIA DA NOVA CPMF...
...é de dar raiva e vontade de ir embora. Prô Paraguai! A bancada governista, a turma do Presidente LULA, aquele do mensalão, do José Dirceu, do Silvinho, se organiza e volta à carga tentando sugar ainda mais o sangue da população! Querem aprovar MAIS IMPOSTOS! Bando de ladrões! Já bradei isso aqui ao tempo em que a Governadora Yeda Arrogante Crusius tentou aumentar impostos: - CHEGA, CHEGA, CHEGA! Para aumentar minha irritação, leio no jornal que o ex-governador Germano Rigotto é contra aumento de impostos. Mas que cara de pau! Logo ele que aumentou impostos durante o seu governo e suspendeu o aumento no último dia do seu governo! Bando! Bando! Bando!


29/05/2008

21 maio 2008

Coisa de Gordo - 377


377 - PERGUNTA CAPCIOSA
Esta coisa de ATENDER pessoas, este dia-a-dia que preenche a vida de médicos, psicólogos, fisioterapeutas e tantas classes profissionais mais, tem lá os seus mistérios. E as suas armadilhas.
Ficar do lado de lá de uma mesa, levantar o rosto e dizer: - O que há com você? – é a senha para que se escutem coisas as mais loucas possíveis. Inusitadas. Inacreditáveis. Estupendas. Arrasadoras.
Não, não se anime, não pretendo aqui contar segredos que já ouvi. De uma forma mais segura, volto no tempo e falarei de uma vez, eu ainda jovem, quando sentei do lado de lá da mesa e fui consultar. Ainda não era médico. Recém houvera passado no vestibular. A conversa fluindo, as informações postas, eis que o médico de então larga a caneta e me olha fixamente. Sim, naquele tempo os prontuários eram à caneta, guardados em envelopes pardos, que ficavam naqueles arquivos pesadões. Por detrás de seus óculos ele respirou fundo e me disse: - Tem alguma coisa que eu não perguntei mas que tu queiras me dizer?
Passados vinte longos segundos, intrigado que fiquei, respondi negativamente: - Não, não...nada que me ocorra agora.
Pela vida afora, sempre carreguei esta pergunta comigo. Vez que outra, já do outro lado da mesa, arrisquei-me a fazê-la a pacientes. Mas a impressão que tive, independente do lado da mesa em que estivesse, é que esta era a senha, a chave que abriria um portal para abismos de individualidades. Ora, que coisa mais vaga, mais ampla, mais profunda, tudo ao mesmo tempo!
Volta e meia me peguei imaginando que tipo de resposta eu poderia ter dado. O que em nada interessaria a você, leitor (a). Uma vida sem graça como a minha em nada o interessaria. Mas imaginei também o que certas pessoas fictícias responderiam, em consultórios, diante de tal pergunta. E então, tem alguma coisa que não perguntei, mas que você queira falar?
CASO 1: RAPAZ COM CARA DE REBELDE, CHEIO DE PULSEIRAS E CAVEIRAS: - Ahn...o quê? Coisa que eu queira falar? Bom...O negócio é o seguinte. Tô de saco cheio dessa minha mãe! Ela fica me levando a médicos, psicólogos, terapeutas alternativos, sempre inventando que eu estou cheio de problemas! Cara, tô enlouquecendo!!! A veia tá descompensada! Desde que meu irmão largou a mulher, o emprego, a casa, o carro e os cachorros e se mudou para uma pousada em Ubatuba para viver feliz com o dentista dele, nunca mais ela se ajeitou! Fica me levando a consultas com motivos absurdos, inventa dores que não tenho, coisas que não fiz. Já disse a ela: - Mãe, eu sou homem e vou ficar em casa ainda muito tempo. Tira esse grilo todo da cabeça!...... (silêncio na sala de consultas...a mãe com os olhos esbugalhados se levanta e vai em direção à porta...o médico..atordoado.....permanece congelado).
CASO 2: MULHER LOIRA, QUARENTA ANOS, MUITO MAQUIADA: - Você quer saber se eu tenho alguma coisa para falar? ALGUMA COISA (ela grita)? Cara, eu tenho o mundo todo para falar. E não é porque este banana do meu marido está aqui que vou perder esta chance. Esse cara não me enxerga, não me quer mais, faz tempo que vive comigo num enorme sacrifício. Olha o jeito dele, esse olhar disperso para a janela...é assim que ele me trata! Eu faço de tudo...TUDO....e ele nem me olha. Já fui com ele a boates de swing, a cabarés, acredita que até em boate gay ele já me levou? E tudo isso para quê? Para NADA! Ele não quer mais nada comigo e fica inventando coisas e pessoas dentro da nossa relação. Aliás, nem sei se ainda existe relação. O que sei é que me esforço, ma rasgo, me dou o tempo todo e ele NADA! NADA!!!! ...(o grito ecoa na sala de espera da Psicóloga, a secretária e os outros pacientes se entreolham encabulados).
CASO 3: HOMEM DE TRINTA E CINCO ANOS, TODO PERFUMADINHO, DE TERNO: - Alguma coisa para falar? Deixa ver...ih, olha só, acho que vou aproveitar a chance e tirar este peso de meus ombros. Sei lá, não estou conseguindo segurar mais. Olha, acontece o seguinte. Eu sei que ela me pegou na pior, me tirou do negativo no Banco, me deu casa, comida, viagens à Paris, me pagou a faculdade, me deu o carro do ano em todos esses anos. Mas cheguei ao meu limite. O Senhor olhe para ela e veja se tem cabimento um cara como eu estar casado com essa senhora de sessenta e cinco anos!! Cara, tô ficando constrangido. Ela de fato passou a ser um peso em minha vida. Sei, sei, ela logo vai começar a chorar, ela sempre me chantageia assim, olha só, olha só, já começou. Pois atingi o meu limite! Chega! Chega! Já tenho meu apartamento, meu carro, uma profissão estável, quero viver a minha vida e não a dela! Olha, foi muito bom ter vindo aqui. Quero resolver isso logo, pois tenho um curso de línguas em Londres semana que vem e já quero viajar livre disso tudo. Livre dela! ...( a senhora grisalha seca discretamente uma lágrima, abraça-se à bolsa de couro em seu colo e engole em seco....mais tarde o zelador do prédio escuta um estampido dentro do elevador, ao chegar encontra aquele homem, de terno, com um tiro na cabeça...a polícia nunca identificou o “assaltante”).
E você aí, tem alguma coisa que não lhe perguntei, mas você quer falar?
Silvano – se expondo a perigos


LEITOR COMENTA OS ALAFAJORES E BOCADITOS
Caro Silvano, aSra. Delonir é velha conhecida dos Alfajores e Bocaditos da marca Punta Balena. Eventualmente, é encontrado em Porto Alegre, sendo que uma vez tinha até no Bourbon, mas em todos esses lugares que já os achamos em Porto Alegre, nunca os conseguimos uma segunda vez. Felizmente, nossos padrinhos e amigos Rômulo e Rose vão à fronteira com freqüência e trazem para a Sra Delonir uma caixa destes regalos, e às vezes, sobra um para mim, que aprecio muito, também. Não provamos os brancos a que te referes. Já em Buenos Aires, na tradicional Havana, a griffe do alfajor em terras portenhas, tem o branco, mas não é chocolate, e sim um tipo de merengue. Eu, particularmente, gosto. Na Medialuna Café, Rua Dr Timóteo com Vinte e Quatro de Outubro, além das próprias medialunas, que adoramos, tem também um pequeno alfajor, sem cobertura de chocolate e com um coquinho ralo e ralado por cima, que é uma delícia e uma fortuna. Em Buenos Aires, este mesmo pequeno Alfajor tem em qualquer padaria, esquina ou café e por um vigésimo do que custa em Porto Alegre. Parece que a bolachinha é de maisena... Segundo a Sra Delonir, Alfajores, independente de seu formato e receita, fazem o maior sucesso!! Na mesma quadra do café Medialuna, tem a tradicional Primavera, assim como os Afajores, lá em B.Aires, tem aqueles sanduichinhos maravilhosos por todo parte... e um Alfajor de sobremesa, completa o tudo de bom! Se eu começar a falar de comida e Buenos Aires... não paro mais. Abraços, James e Delonir.


22/05/2008

DICA DE FILME: A LENDA DE BEOWULF


Não entendo muito esses diretores de cinema. O Robert Zemeckis já tinha feito um filme assim (O Expresso Polar) e agora vem de novo com esta história. Fez um filme, A LENDA DE BEOWULF, todo em animação, valendo-se do formato, da ação, dos gestos e trejeitos de atores de verdade. Me pergunto: - Para quê? Eu prefiro um filme real, onde apareçam o Anthony Hopkins, a Angelina Jolie, o John Malkovich entre outros. Pois o cara se valeu de toda esta gente e fez um filme animado. Claro que os efeitos são lindos, as tomadas estupendas, mas é tudo artificial. A história é bem tramada mas termina onde começou. O ciclo se fecha. Num vilarejo viking, o povo vive às voltas com um monstro, meio gigante, até que uma espécie de herói aparece, luta com o monstro, sucede o Rei, ganha a Rainha de brinde e a matança continua. Sei lá. Acho que há filmes melhores na locadora. Nota: 6,0.
Silvano

Ficha Técnica
Título Original: Beowulf
Gênero: Animação
Tempo de Duração: 113 minutos
Ano de Lançamento (EUA): 2007
Direção: Robert Zemeckis

15 maio 2008

Coisa de Gordo - 376



376 – ALFAJORES E BOCADITOS
Você por certo sabe o que é um Alfajor. Ora, alfajores são aquelas delícias uruguaias que sempre se come quando lá se vai a passeio. Trata-se daquela bolacha, na verdade uma bolachona, recheada de doce de leite e recoberta com chocolate. Os caras fazem história fabricando estas coisinhas deliciosas.
Uma de minhas comadres, e veja que elas são muitas, é especialista neste assunto. Declara-se viciada em Alfajores. Que são o seu doce favorito. De fato os Alfajores têm um certo charme. Eles mesclam coisas fortemente doces como o chocolate e o “dulce de leche” – doce de leite – uruguaio, conseguindo quebrar o peso de tanto açúcar com a bolacha mais amena. A combinação fica deliciosa. E forte. E pesada.
Mas falava desta comadre e lembro que ela certa feita advertiu-me que a melhor marca de Alfajores é a Punta Ballena. Esta indústria (cujo nome alude a uma praia e a uma bela paisagem uruguaias) fabrica o Alfajor Negro, marca tradicional do produto ao sul da América do Sul. Negro, pois é de chocolate escuro. Há os similares feitos com chocolate branco.
Perambulando por cidades fronteiriças, o que mais se vê à venda nos free-shops e afins são caixas deste delicioso doce à venda. Quem vai a Rivera, Chuy, Rio Branco e similares sabe do que estou falando. A gente fica ali zanzando entre perfumes e vinhos, mas sempre esbarra numas caixas pretas repletas de tais doces.
Adentramos solo uruguaio, você bem o sabe, para uma rápida incursão consumista, recentemente. Por uma certa distração minha, ou mesmo por uma grosseira falta de informação, tratei de adquirir uma ou duas caixas de Alfajores do tipo Negro, sabedor de que na volta me lambuzaria os dedos ao comê-los. Fosse pelo intenso movimento de clientes nas lojas, fosse por uma crescente falta de vista que acomete as pessoas acima dos quarenta, não percebi que havia, nas caixas um diferencial crucial. Os caras lançaram um produto diferente e não me avisaram. E o pior é que a novidade, para mim, pareceu melhor que o original.

O nome do troço é BOCADITO e consiste no seguinte. Os caras mantiveram a bolacha de baixo, mantiveram o doce de leite acima dela, só que ao invés de botarem outras bolacha por cima, apenas cobriram com chocolate e deram o serviço por concluído. Amigo(a), ficou delicioso.
Sabe aquele peso do Alfajor original, aquela massa toda? Aqui ela não existe mais. O doce fica mais leve, mais atraente, menos forte, irresistível.
Ao invés de ter trazido caixas de Alfajores, deveria ter trazido, isto sim, algumas Caixas de Bocaditos.
Não falei com a comadre sobre isso, ela por certo me dará uma aula sobre ambas as iguarias, lançando sobre mim toda sua cultura, sua verve, sua sabedoria nesta área. Quando um dia, cruzar fronteira com Santa Catarina e for visitar a cidade de Jaraguá do Sul, terei que bater à porta dela para conversarmos sobre tais novidades. Óbvio é que não poderei chegar de mãos abanando. Para que as teses sejam delineadas, as teorias sejam explicadas, as repostas sejam alcançadas, teremos que nos lançar a um duelo cruel de gastronomia, provando inúmeros espécimes de ambas as modalidades, até que cheguemos a um consenso em assunto tão pertinaz. Sei não, a julgar pela experiência da comadre nesta área, tendo a ser vencido em meus propósitos. Ela vai acabar me convencendo que o Alfajor é melhor. Mas não interessa. A mim sobra a missão de tentar e cada vez mais tentar convencê-la do contrário, após a ingestão de dezenas de Bocaditos uruguaios. Pelo sim, pelo não, vou ter que começar a fazer os estoques. Dos dois.
Que dureza.
Silvano – intoxicado de dulce de leche


NÃO COSTUMO FALAR DE FUTEBOL....
...isso que sou colorado, Campeão do Mundo, Campeão Gaúcho e outras coisas mais. Mas esse jogo de ontem, Inter x Sport Recife, pela Copa do Brasil, teve um placar injusto! A julgar pelo “baile” que os caras do Sport deram no nosso time, a julgar pelo fato de que o Inter não jogou NADA no segundo tempo, a julgar pelas defesas heróicas do nosso goleiro Clemer, o placar era para ter sido uns 6 x 1. Vão jogar mal assim lá no raio que os parta!


15/05/2008

LEITOR RECOMENDA FILME


Caríssimo Doutor... Assisti hoje à tarde, por indicação da própria locadora, o filme "1408" com Samuel L. Jackson e John Cusack, entre outros. Suspense com uma seqüência muito interessante e (pode acreditar) NÃO TEM a "ruptura" que geralmente acompanha a grande maioria dos filmes "Hollywoodianos". O filme segue a mesma linha do início ao fim. Acontecem alguns fatos que quase levam o filme para o lado policial, mas em seguida retorna ao estilo do início. Gostei... Um abraço . Conrado Ramos Caletti

08 maio 2008

Coisa de Gordo - 375


1 - Alemanha: Família Melander de Bargteheide.Despesa com alimentação em 1 semana: 375.39 Euros / $500,07 dólares


375 - O QUE SE COME NUMA SEMANA
Já vi isso em alguns canais da SKY, nestes programas de dieta. Trata-se de uma estratégia para fazer a pessoa se conscientizar do quanto ela come numa semana. Por ser uma coisa em geral exagerada, aquilo tudo dá um susto no gordo candidato a emagrecer e assim começa a dieta. De fato isto funciona.
Para você ter uma idéia, faça o mesmo em relação aos seus gastos! Isso mesmo, gastos com dinheiro! Quando alguém lhe telefona oferecendo uma TV por assinatura, um plano de saúde, uma linha telefônica, calcule não o quanto você vai pagar por mês, mas coloque isso no ano todo. O vendedor lhe dirá: - A mensalidade da SKY sairá por apenas 150,00! Aí você colocará isso no ano, e dar-se-á conta de que vai pagar 1.800,00 reais por ano! Ah, você dá um berro, mas que coisa cara!
De uns tempos para cá, tenho me safado de várias armadilhas neste setor, apenas fazendo esta conta. Ora, o Imposto de Renda não leva em conta o que você ganha num mês, ele (o Leão) quer saber o que você ganhou em um ano! Pois é, aprendi com o Leão.
Colocar sobre uma mesa toda a comida de uma semana é qualquer coisa de cruel. Amigo(a), você nem imagina o quanto come! E tudo isso em apenas sete dias.
Certa feita, uma amiga nos pediu cascos vazios de refri (os famosos litrões PET) ao que nós começamos a juntar as garrafas vazias sobre um armário da cozinha! Foi assustador! Em muito pouco tempo o armário estava lotado de garrafas e ao levar a encomenda na casa dela fiquei vexado! Tudo isso? – ela se admirou. Tudo isso – reconheci. Ou seja, estávamos bebendo refri demais!
Veja você, se juntar aquele café com leite do amanhecer, já são sete xícaras. Aí vem o pãozinho com margarina e frios. Serão sete pãezinhos, sete colheres de chá de margarina e quatorze fatias de frios (queijo + mortadela). Perceba que estamos apenas nos primeiros dez minutos do que você come no dia. Prosseguindo tal cálculo pelo dia afora, e colocando este total todo numa mesa, multiplicado por sete, você vai cair da cadeira. Verá que somos muito exagerados, superlativos, abusados.
Pois os caras fizeram um comparativo do consumo semanal não apenas por pessoa, mas por toda uma família. Variam as caras das pessoas em cada país, varia o número de pessoas que comem naquela casa, varia a qualidade, a quantidade e o custo em dólar das dietas variadas.
Enfim, as imagens e os valores são bem interessantes. Este material me foi enviado pela amiga Sônia, a gloriosa esposa do Professor Zeca, aquela que faz bandejas de SUSHI por encomenda!
Deixo ao seu deleite!
Silvano – exagerado e jogado aos seus pés


08/05/2008

Estados Unidos e Itália


2 - Estados Unidos da América: Família Revis da Carolina do Norte Despesa com alimentação em 1 semana: $341,98 dolares

Ô, americanada...quanta pizza e carbohidrato! E veja que são apenas quatro bocas na mesa.






3 - Italia: Família Manzo da SecíliaDespesa com alimentação em 1 semana: 214.36 Euros / $260,11 dolares

Olha o amor dos italianos pelos pães! Que vício! E será que eles jantam diante daquela TV arredondada?

México e Polônia



4 - México: Família Casales de Cuernavaca Despesa com alimentação em 1 semana: 1,862.78 Pesos / $189,09 dólares

Olha os mexicanos aí, gente! Veja que há bastante fruta, verdura, mas veja também o braço roliço deste guri de vermelho. É, tá sobrando Coca-cola.






5 - Polônia: Família Sobczynscy de Konstancin-Jeziorna Despesa com alimentação em 1 semana: 582.48 Zlotys / $151,27 dólares

Dá-lhe, polacada! Tão comendo bem, hein? Também, é pouca gente para a mesa..

Egito e Equador



6 - Egito: Família Ahmed do Cairo Despesa com alimentação em 1 semana: 387.85 Egyptian Pounds / $68,53 dólares
Olha a cara desse bebê gorducho de verde, olhando para a ração semanal e pensando:...tá pouco!!...







7 - Equador: Família Ayme de Tingo Despesa com alimentação em 1 semana: $31,55 dólares

Veja a cara de alegre do pai da família, a dentadura do indivíduo. Perceba ainda que o número de bocas é grande, e a comida nem é tanta assim...



Butão e Chade



8 - Butão: Família Namgay da vila de Shingkhey Despesa com alimentação em 1 semana: 224.93 ngultrum / $5,03 dólares

Vejam o que é a miséria, a frugalidade, a vida dedicada a coisas menos materiais. Cara...tá dando uma fome...





9 - Chade: Família Aboubakar do campo de refugiados de BreidjingDespesa com alimentação por semana: 685 Francos / $1,23 dólares
Amigo(a), este imagem e este valor são de arrasar. Lembre que estamos falando da comida que se come numa SEMANA, não numa refieção! Que dureza.
Silvano




02 maio 2008

Coisa de Gordo - 374



374 – PARAR NA ESTRADA = PASTEL
Certo, certo, tudo na vida são questões de gosto e atitude. O que vale para um nem sempre vale para os outros. Mas nessa questão específica, a frase aí do título para mim é lei. Quando estou em viagem, sempre que paramos em algum lugar, restaurante, bar, seja lá o que for, vejo-me obrigado, coagido, intimamente forçado a comer um pastel de carne.
Sim, amigo(a), um pastel. Há pessoas que pedem pão de queijo, os que pedem rosquinhas, há os fissurados em Massa Folhada (Mil Folhas). No meu específico caso, em viagem, tem que ser pastel de carne.
Perceba que as coisas não são estanques (como diziam aqueles estudantes do PT e do PC do B, de minha juventude universitária). O fato de se comer um pastel de carne não impede que se comam outras coisas. Mas a pedida inicial sempre é o pastel de carne. Aliás, em certos botecos por este país afora, nem precisa dizer o sabor. É só dizer: - Me dá um Pastel! E ele é prontamente servido.
A sra Kátia tem lá os seus cuidados. Diz que comer fritura já é prejudicial, e que comer fritura de viagem, num lugar desconhecido, é mais prejudicial ainda. Pode ser. Mas é delicioso.
Munido desta característica, ando por aí, quilômetros e mais quilômetros, sempre desbravando o sabor dos pastéis. Não importa muito o local visitado.
Lembro de uma propaganda da Teem, aquele refri sabor de limão da Pepsi, onde o cara dizia para provocar a sede até não agüentar mais. Aí aparecia o cara chegando num bar de faroeste, todo empoeirado, e para piorar pedia um saco de batatas fritas. Ato contínuo ele emborcava uma garrafa de Teem bem gelada. Pois bem.
Cada vez que paro o carro nas viagens, ao descer e me aproximar do balcão, lembro do cara da Teem. Só que, ao contrário dele, eu chego com a voz rouca, bato no balcão e digo: - Me dá......um pastel.
E então me dedico a provar.
Tenho comido cada pastel! Cada sabor! Cada viagem!


Quer ter uma idéia? Estávamos a caminho da fronteira Brasil- Uruguai, saíramos da cidade de Rio Grande e íamos de vento em popa até o Chuí. No meio do nada, naquela distância de 230Km que separa as duas cidades, no município de Santa Vitória do Palmar, paramos para um café. Quer dizer, os outros queriam café. Eu estava a serviço de meus leitores. Queria testar e aprovar mais um pastel por este Brasil afora.
As fotos mostram o quilate do lugar.Uma pequena (ou média) birosca, empoeirada, envelhecida. Os banheiros eram pequenas pocilgas, reboco à mostra nas paredes, iluminação precária.
Tudo isso era apenas um disfarce, um obstáculo entre mim e os pastéis. Mas não se preocupe, tais adversidades superficiais não dobram um gordo ávido por um pastel. Ao contrário. A gente fica imaginando: - O que esses caras estão escondendo por trás disso tudo? Resposta óbvia: - Só pode ser um pastel.
Amigo(a), que delícia de pastel! Bem fritinho, salgadinho, saboroso. De fato, a tosca aparência do lugar era apenas uma fachada a esconder uma delícia de pastel. Nesse momento esquecem-se as dificuldades da viagem. A distância, o asfalto, os caminhões, o lugar simples para lanchar, a aparência deste lugar.
E aí a gente se concentra na textura e no sabor desta coisa tão deliciosa chamada Pastel de Carne.
A busca continua, companheiro(a). Terei que comer muitos pastéis ainda por aí. Este dado estatístico eu já posso dar. Lá no sul do Brasil, pertinho do Uruguai, no município de Santa Vitória do Palmar, há um pastel que merece ser consumido. É na Lancheria Alvorada, ao lado de um Posto de Gasolina.
Quer a maior prova de que a coisa é boa? Na volta da viagem, cansados e extenuados, paramos para comer outro pastel.
Que loucura.
Reafirmando: - Parar na estrada = pastel! E ponto final.
Silvano - itinerante


02/05/2008

29 abril 2008

Dica de Filme: INVASÃO DE DOMICÍLIO


Às vezes a gente tem uma surpresa na TV por assinatura. Zapeando nos canais, encontramos um belo e desconhecido filme. O nome é este aí em cima, Invasão de Domicílio. Reunindo um pequeno elenco, o diretor Anthony Minguella (o mesmo de O Paciente Inglês) fez um filme terno, instigante, sensível por demais. Encabeçando o elenco temos Jude Law e Juliette Binoche. Só por isso o filme já vale a pena. Reunir na mesma tela duas feras desse porte é algo notável. E o engraçado é que ela é mais velha do que o Jude Law. Lembro de filmes bem antigos onde esta bela atriz já brilhava, tempos em que o Law deveria ser criança. Mas tal diferença não se mostra abertamente, muito antes pelo contrário. Os dois fazem um par perfeito. Will (Jude Law) é um próspero arquiteto e tem sua empresa atacada por ladrões de computador. Uma gurizada invade a empresa e leva o notebook do cara. Indignado, ele segue um dos ladrões até sua casa, passando a conhecer a mãe dele, Amira (Juliette Binoche), uma refugiada bósnia na Inglaterra.
O que era para ser uma contenda policial, transforma-se rapidamente num embate de emoções. Quando Will enxerga Amira, é como se já a conhecesse, como se fossem destinados, a vida dele entra num turbilhão afetivo.
Com uma atuação impecável do Jude Law, incluindo um sotaque inglês bem característico, o filme vai crescendo a cada minuto transcorrido. E aí surge e mais uma vez se reafirma a linda Juliette Binoche, atriz que verte emoção em cada passo que dá diante do expectador. Linda, charmosa, atraente, misteriosa, mãe zelosa, a cada novo take ela diz a que veio e não decepciona a ninguém.
Não entendo como este filme não foi famoso, não concorreu a Oscar em nenhuma categoria, fomos vê-lo por acaso no HBO, numa noite de semana.
Imperdível. Filmaço. Nota: 10 !
Silvano – cinéfilo de meia tigela.

Ficha Técnica
Título Original: Breaking and Entering
Gênero: Drama
Tempo de Duração: 120 minutos
Ano de Lançamento (EUA / Inglaterra): 2006
Direção: Anthony Minghella
Roteiro: Anthony Minghella


Elenco
Jude Law (Will)
Juliette Binoche (Amira)
Robin Wright Penn (Liv)
Martin Freeman (Sandy)
Ray Winstone (Bruno)
Vera Farmiga (Oana)
Rafi Gavron (Miro)

24 abril 2008

Coisa de Gordo - 373



373 – MERCADO DAS GASOSAS
Num exercício de volta ao passado, vivências da infância, já declarei aqui neste espaço meu apreço gustativo aos refrigerantes de POMELO. Para quem não lembra, o pomelo é uma fruta cítrica, algo entre uma laranja e uma lima, com um gosto amarguinho característico. Cito que é uma volta à infância pois só bebíamos o tal refrigerante em nossas idas à Rivera (Uruguai). Ao cruzarmos a fronteira de volta ao Brasil, deixávamos do lado de lá aquele sabor inigualável (amargo no fundo) por lá, para nunca mais provar.
Anos mais tarde, desta vez em território argentino, pude mais uma vez degustar o delicioso sabor do Paso de los Toros, um dos refrigerantes desta estirpe. E aí veio uma pergunta: - Por que não se vende isso no Brasil? Por que nunca lançaram isso por aqui? Num país que já teve Mountain Dew e Crush, não seria de admirar.
Dia desses cruzamos de novo a fronteira uruguaia e eu, em plena crise de abstinência, pedi um refri de pomelo. Passados anos e anos, pude sorver de novo esta maravilha. E aí fui defrontado com uma revelação. Deste vez o nome do refrigerante era Quatro, e trazia no pé da lata descartável aquela clássica inscrição: “Un producto de Coca-cola Company”.
Puxa!!.. – pensei eu – até isto é da Coca-cola. Mas se é da Coca, por que eles não lançam no Brasil? Conversamos na mesa e deduzimos que há coisas neste mercado que parecemos desconhecer. A mesma Coca-cola é dona do Guaraná Kuat, e nem por isso o lança nos países vizinhos. É como se houvessem nichos de mercado, reservas, regras obscuras que determinam o que vai ser bebido e aonde.
Sem laivos de novidade, mas até com certo enfado, fui depois perceber que o Paso de los Toros é propriedade da Pepsi Company. Que coisa, os caras são donos de tudo.


A mim, eterno admirador, só resta lamentar e tentar entender os meandros deste lúgubre e refrigerado mercado.
Há uma teoria mais simples. Alguém na mesa alertou que talvez os caras não tenham lançado isso no Brasil pois só haveria uma pessoa na fila de compra: - EU! De fato, não é uma bebida para muitos. Tem um gosto amargo incomparável, mas que é delicioso. Quem toma Campari talvez me entenda melhor. E veja que não gosto de Campari.
É um cítrico agradável, delicioso, saboroso, encorpado, de cor parda, um bege claro característico. Como demoro a voltar ao exterior, tratei de trazer um pequeno estoque, embalagens de 1,5litro na versão light. Trouxe dois fardos de seis garrafas. Estou bebendo com um conta-gota. Não sofro grande concorrência doméstica, posto que os paladares caseiros ainda estranhem tal sabor.
Se alguém for ao exterior, Uruguai, Argentina, Paraguai, já sabe o que me trazer de presente. Nada de quinquilharias e espelhos coloridos. Traga-me um fardo do Paso de los Toros, versão light, e eu, a exemplo da Branca de Neve, viverei feliz para sempre.
Silvano – com gosto amargo na boca


QUE PENA
Desde que o governo Fernando Henrique criou o Pecúlio Comunista, esta bolada de dinheiro que os supostos perseguidos da ditadura amealham do contribuinte, um carnaval foi começado. Às custas de nosso suor e trabalho. No dia que o Carlos Heitor Cony se declarou um perseguido da ditadura, parei de ler qualquer coisa escrita por ele (inclusive ele nem dorme mais por causa disso!). Achei ofensivo, achei um absurdo, uma pouca vergonha. Para desmazelo meu, li que o Ziraldo e o Jaguar, dois mitos do Pasquim, enveredaram pelo mesmo caminho. Vão ganhar uma boladinha de um milhão, e depois um salário vitalício entre cinco e dez mil reais por mês. Amigo(a), estou ficando sem referenciais. Como dizia o Cazuza, meus heróis estão morrendo de overdose. Overdose de pouca vergonha na cara! Que pena.


24/04/2008

16 abril 2008

Coisa de Gordo - 372


372 – INVASÃO DE PRIVACIDADE
Muito se tem falado desse traficante que está preso, o Juan Carlos Abadia. E no caso dele os juízes, seguindo uma tendência já consagrada, disponibilizam os bens do condenado ao deleite da sociedade. É uma filosofia bem interessante esta. Não entendo bem a lógica disso, mas acho ela mais do que justificável.
O que pensam os juízes? Quando eles prendem e condenam traficantes, logo que podem, colocam os bens dos bandidos a serviço da polícia. Ou da comunidade. Ou de hospitais, etc. Isso é inquestionável. Tidos como os verdadeiros cânceres da sociedade, nada mais justo que sejam os traficantes constrangidos a isso. Como que devolver à sociedade aquilo que dela roubaram. Compensar os estragos.
Quando digo que não entendo a lógica disso quero dizer que não apenas concordo com isso como gostaria que tal filosofia se espraiasse em outras situações. Por que não aplicar a mesma lógica com o Collor? Com o Maluf? Com o Lalau? Com esses caras do escândalo do Detran gaúcho? Mas não. Até o momento os juízes só aplicam tal expediente junto aos traficantes de drogas. Bom, já é um começo.
Resultado disso, certa vez na praia, em conversa com um delegado, ele me explicou que na delegacia dele havia um ou dois carros expropriados de traficantes. E que agora estavam a serviço da lei. Ontem a Globo mostrou toda orgulhosa um helicóptero que a polícia está usando no Nordeste e que era de um rei do tráfico.
O que isso tudo tem a ver com o título deste texto? A imprensa toda está badalando esse verdadeiro leilão que está sendo feito das coisas do traficante Abadia. O cara é um criminoso internacional. A exemplo do Ministro José Dirceu, fez cirurgia plástica para mudar de feições. Transgrediu, abusou, foi pego e agora amarga suas condenações. Décadas de cadeia para cá, transferências para lá, apreensão de bens, carros, lanchas e outras coisas mais, tudo isso vem acossando o tal Abadia.
Em meio a essa indesejada celebridade, talvez a pior punição que esteja ele sofrendo seja justamente este leilão. A justiça mandou colocar tudo que o cara tinha à venda, dos sapatos luxuosos às camisas de seda. Da meia preta à coleção de gravatas. Da cadeira de praia às bicicletas importadas.
E aí os noticiários se esbaldam em expor esta verdadeira gincana. O povão escolhendo os objetos, fazendo rancho de cuecas, montando balaio de meias e outras coisas mais. As pessoas transitam pela casa, experimentam as coisas, apalpam as camisas, esticam as meias, verificam as condições das cuecas, vasculham as panelas, as xícaras, as almofadas.
Esse verdadeiro circo montado em nome da justiça social, em que pese seja correto, reveste-se de uma grande violência. Violência contra a privacidade da pessoa.
Certo, certo - deve pensar o Abadia- apreendam o avião e as motos. Mas precisava fazer liquidação da coleção de tampinhas de refri? Precisava mexerem nos panos de prato? Nos álbuns fotográficos?
Imagine-se você numa situação dessas. O povão remexendo as suas coisas. A sua coleção de Playboy. O seu conjunto de panelas Tramontina. Sua caixa de maquiagens (no caso feminino). Os seus espetos de churrasco que você ganhou de sua esposa quando ainda eram solteiros. Sua caixa de tintas, com os potinhos e pincéis que você juntou durante toda uma vida. Aquele canivete meio enferrujado, mas que nunca o deixou na mão. Sua vara de pescar. A mala que você comprou naquele viagem a Portugal. Os cartões de Dia dos Pais e Dia das Mães que seus filhos sempre lhe deram e que você colecionava como jóia. Aquela xícara grande, lascadinha num cantinho, na qual você tomava chocolate quente. Enfim, toda sua intimidade ali, devassada. Já pensou?
Sou abertamente contra o uso, a venda, a distribuição, o tráfico e qualquer coisa que se relacione a DROGAS. Pau neles! Mas de todas as sanções aplicadas aos meliantes, essa de rifar a vida pessoal deles me parece a maior. E a pior. Parabéns ao judiciário. Que tortura!
Silvano – em nome do pudor


LISTA PARCIAL DOS OBJETOS DO CARA EM LEILÃO
(retirada da internet, página da Gazeta On Line)
Aspirador de pó
Caderno de culinária
Cooler da marca Budwiser
Fantasia de caveira
Geladeira HELLO KITTY
Mapa (no quadro)
Tapete de pele de vaca 2X3 e 1 cama de cachorro
Garrafas de bebidas alcoólicas diversas
Camisas pólos e camisetas adultos
Óculos de grife
Aparelhos de ar condicionado
Livros e 20 revistas
Banco de bar redondo branco com pé prateado
Bicicleta do super-homem
Bicicleta TREK DCLV CARBON 9.8 prata e azul
Bicicleta TREK MADONE 5.9 vermelha e preta
Cofre cinza
Guitarra
Home theater MX2600, 1 cifão e 2 caixas de lâmpadas pequenas
Itens Hello Kitty
Kit de pesca - PLANO
Par de patins
Pé de cabra
Televisão SONY 61" Wide Screen LCD
Televisão tubo 62"
TV 29" PHILLIPS - tela plana
Tv 42" lcd panasonic
Tv lcd 26"
Tv lcd 71" samsung
Tv lg 21"
Tv panasonic 29"
Tv phillips 34"
Tv samsung 42"
Tv sony 20"
Tvs LCD 42" PHILLIPS


DEU NA COLUNA DO CLÁUDIO HUMBERTO
O Governo Lula sacou 40.000,00 por dia! Os titulares de cartões corporativos do Governo Lula sacaram, em média, quase 40 mil reais por dia, em dinheiro vivo, de 2003 a 2007. No total, R$ 72,5 milhões foram sacados na boca do caixa em 1825 dias corridos


E VOCÊ AÍ TRABALHANDO E SE ESFALFANDO...
...enquanto os caras sacaram 40 mil reais por dia. Desde o início do governo! Antes que alguém diga que o Fernando Henrique fazia igual, lembro que o escândalo é o mesmo. Cadeia nessa esquerdagem toda. Com devolução do dinheiro ao contribuinte. Ou então, no mínimo, um leilão das cuecas do Silvinho.


17/04/2008

14 abril 2008

Leitor comenta minissérie da Globo



Nosso amigo e leitor JAMES manda instigante comentário sobre a minisséris QUERIDOS AMIGOS que acabou de passar na Globo. Muito legal! Valeu, James.

Silvano

Diz o James: Recentemente, foi exibida pela Rede Globo uma minissérie, Queridos Amigos, de Maria Adelaide Amaral, baseada em um livro seu e que tratava da reunião de amigos em torno de um que está para morrer. Tema recorrente em filmes americanos, no Brasil, soa como alguma novidade. É ambientada em 1989, na véspera de primeiro turno das eleições presidenciais, as primeiras depois da ditadura. A maioria do grupo é de militantes de esquerda, que lutaram contra a ditadura, sendo alguns exilados e outros, até torturados. Este é outro tema, ainda pouco recorrente na TV país, podendo ser rememorados a ótima minissérie Anos Rebeldes (1992, de Gilberto Braga), a novela Roda de Fogo (1986, de Lauro César Muniz), com Tarcísio Meira, Bruna Lombardi, Eva Vilma, cuja personagem era uma torturada pela repressão. Tem também aquele programa Linha Direta, com um episódio sobre o frei Tito (2006)... Mas mesmo assim, a TV brasileira pouco aborda esse assunto, ao contrário do cinema. Acredito que, com o tempo, deverá abordar ainda menos esse tema. E talvez, isso explique porque estou escrevendo essas linhas. Gostei da minissérie. Rever uma época muito importante na minha vida foi bom e muito emocionante. (Coincidentemente, 1989, foi nesse ano que conheci vossa senhoria, nosso primeiro ano da residência). A minissérie foi pouco comentada. Uma prévia no caderno de TV da Zero Hora, uma opinião sobre duas personagens feita pela Ministra Dilma e uma paulada da Veja. Esta, até dá para entender, afinal, mocinhos de esquerda... mas me fez pensar, o por que de o tema ser pouco explorado. Afinal, os perdedores e as minorias não são notícia, não são atraentes, não chama atenção. A História é escrita pelos vencedores. Aquele grupo que fez oposição ativa contra o regime militar era minoria e realmente nunca chegou ao poder. A própria minissérie mostra a expectativa da vitória da esquerda nas eleições de 89, mas até hoje, esta esquerda não conseguiu galgar ao poder em condições de transformar o país. Fernando Henrique, um exilado, pediu para esquecer o seu passado. Lula, preso pela ditadura, está abraçado nos próceres desta há cinco anos. Ouvir os discursos da minissérie fez me lembrar de mim mesmo. Nos anos de chumbo, eu era criança, mas ouvia os relatos, em casa, do meu pai, tios, primos, presos, cassados, torturados. Ouvia vidrado, achava que a luta armada, a revolução socialista, seria a solução para tudo. Ao entrar na faculdade, em 79, já em plena anistia, apesar das recomendações de casa para não meter em política, pelos perigos que representava, militei no movimento estudantil, fui dirigente do centro acadêmico, mas, aos poucos, fui oPTando por ser o que eu sou hoje e não político profissional. Estive muito perto de mudar para este outro rumo e fico pensando aonde eu estaria hoje... Não, eu não estaria no poder, eu não teria negado o que minha família tinha vivido, o que eu sempre defendi. Estaria num partido de esquerda, defendendo a revolução socialista pelo voto. Eu e uma minoria, que talvez nem tivesse votos. A minoria que sempre perdeu a disputa pelo poder neste país, e também, em todo o mundo. Uma minoria que sempre quis que a educação e saúde fossem iguais para todos, que isso seja um direito de todos, que isso fosse a base para que a pessoas se diferenciassem. As pessoas seriam diferentes depois de ter estudo e saúde, e não como hoje e sempre, em que as pessoas se diferenciam porque tiveram acesso à saúde e educação. E por pensar assim, nesse país, pessoas foram presas, torturadas e mortas. Muitos desses, hoje estão no poder, abraçados nos torturadores, tão corruptos quantos aqueles que sempre foram. Pensar num mundo melhor e igualitário é ser chamado de dinossauro, afinal isso é um menosprezo por parte de quem sempre foi contra isso, seja através de que meio for, pois esta maioria sempre esteve no poder, seja pelo voto censitário, pelo voto de cabresto, pelas ditaduras do estado novo e do regime militar, pela repressão e pela tortura, seja através poder econômico e a dominação sobre os meios de comunicação. Na minissérie, diferentemente do cinemão americano, a personagem que tinha sido vítima da tortura não procura vingança, a confrontação com seu torturador a apavora, só as lembranças a faz sofrer permanentemente, como é a realidade, vide o exemplo do frei Tito. No cinema, num enredo previsível, o torturado, depois de passar pelas maiores atrocidades possíveis, mata o torturador, com um único tiro ou numa grande explosão involuntária. Uma exceção é o filme da Sigourney Weaver, onde ela bate um monte em um Ben Kingsley amarrado, em um país latino qualquer (A morte e a donzela, 1994, de Roman Polanski). Na minissérie, o que temos é um desabafo candente da Fernanda Montenegro, mãe da torturada, ao algoz e um tapa na cara deste. Ao final, há uma denúncia pública dos fatos. Mas voltando ao mundo político, estes esquerdistas, não conseguiram e nem conseguirão mudar o mundo. São minoria, não enchem uma van, e só se unem quando estão na cadeia. Mas os sonhos, estes estão vivos, talvez apenas nos discursos. Nós seguimos frustrados com aqueles que chegam ao poder com seus falsos programas, ideologicamente de esquerda. As promessas eram ótimas, os resultados são pífios. Diminuiu a fome, diminuiu o desemprego, aumentou o consumo, talvez nunca tanto como agora. Lula talvez termine o seu governo como o melhor presidente de todos os tempos, mas a saúde, a educação nunca estiveram tão ruins. Eu queria que meus filhos fossem a pé para escola do bairro, que seria igual em qualidade a de outro bairro, onde tivessem professores capazes como os americanos, bem pagos como os suecos, respeitados como os mestres japoneses. Queria que eles fossem acompanhados em sua saúde no posto do bairro, tratados por profissionais como os professores da escola do bairro. Querer isso, com exemplos de países capitalistas e não o de algum país chamado de comunista, é apenas ser de esquerda. Mas quando neste país, os governos usaram os impostos para se ter educação e saúde. Bom, a assunto era a minissérie. Os mocinhos eram gente de verdade. Eles não venceram os vilões, não ganharam eleições, não ficaram ricos, passavam por mazelas comuns da vida afetiva e familiar. Alguns se perderam pelo caminho, alguns ainda sonham em silêncio por um mundo justo. Ver isso na TV, com o coração apertado, da vontade de gritar: No passarán!

10 abril 2008

Coisa de Gordo - 371


371 – HIPOCRISIA MUNDIAL
Tenho acompanhado pela imprensa esta confusão toda em torno dos Jogos Olímpicos na China, a briga com o Tibet e as confusões advindas disso. Os “chinas” devem estar se maldizendo: - Quem foi que deu esta idéia de fazer Olimpíada aqui, com todos os diabos?
O fato é que o conflito China x Tibet é antigo, estava esquecido da mídia e agora, em função dos jogos a coisa veio à baila de novo. Resultado disso, a famosa viagem da Tocha Olímpica mundo afora deixou de ser um momento de congraçamento entre os povos, para se transformar em dor de cabeça para os anfitriões da tocha. E para os chineses, é claro.
Do quase nada que entendo de História, percebo que ao longo dos tempos sempre foi assim. Impérios surgindo, crescendo, e engolindo territórios menores. A China é o verdadeiro bicho-papão da atualidade. O país mais populoso, o maior mercado consumidor, cuidado com eles, portanto. Ao quererem anexar o território do Tibet ao seu vasto império, os chineses apenas repetem o que sempre se fez. Ou já esquecemos do Napoleão Bonaparte?
Que fique claro neste ponto do texto, sou a favor da libertação do Tibet. Apenas fico intrigado com o silêncio da mídia em relação a atos imperialistas similares. Senão vejamos.
Você lembra do Havaí? Sim, aquele estado americano situado no meio do Oceano Pacífico. Vou até a Wikipédia onde leio o seguinte: O Havaí é um dos 50 Estados dos Estados Unidos da América. O Havaí localiza-se em um arquipélago no meio do Oceano Pacífico, podendo ser considerado o Estado americano mais isolado em relação ao resto do país. Sua capital e maior cidade, Honolulu, localiza-se a mais de 3,1 mil quilômetros de qualquer outro Estado americano. O arquipélago havaiano era povoado por polinésios, sendo que a região era governada por vários chefes polinésios locais, até 1810, quando Kamehameha I centralizou o governo do arquipélago, e instituiu uma monarquia. O Havaí é o único Estado americano cujos nativos utilizaram-se da monarquia como forma de governo. Em 1894, o arquipélago tornou-se uma república, e quatro anos depois, em 1898, foi invadido militarmente e anexado pelo império dos Estados Unidos, tornando-se um território norte-americano em 1900.
É disso que quero falar. Assim como os chineses, os americanos quiseram se espalhar, adentraram o oceano em três mil quilômetros e foram lá se apossar do Havaí. Está escrito. O território era habitado por polinésios, tinha seu Rei, sua história, seu povo, seu território. Aí vieram os americanos e comeram tudo. Por que, então, nas olimpíadas de Los Angeles não houve queixa disso? Por que o mundo não protestou contra os americanos? No Oceano Pacífico pode e na Ásia não pode? Eis aí a hipocrisia de todos nós.
Você lembra das Malvinas? Sim, aquele pequeno fim de mundo situado ali, na costa da Argentina. O que houve? Os ingleses foram lá e engoliram igualmente. Voltemos à Wikipédia: No século XVIII, em 1764, Louis Antoine de Bougainville fundou uma base naval em Port Louis (Malvinas Oriental). O francês chamou-a de Îles Malouines. Ignorando a presença francesa na ilha, em 1765, John Byron (Britânico) estabeleceu uma base em Egmont (Malvina Ocidental). Em 1766 a França vendeu sua base para a Espanha, que declara guerra à presença inglesa nas ilhas, mas a disputa se acalmou no ano seguinte, decidindo-se que a parte oriental seria controlada pela Espanha e a parte ocidental pelos britânicos.
A ilha permaneceu praticamente instável até o século XIX. A Argentina montou uma colônia penal nas ilhas em 1820, e em 1829 nomeou Luis Vernet governador da ilha para colonizá-la. O Reino Unido invadiu as ilhas em 1833, mas a Argentina manteve sua reivindicação. Essas tensões levaram a uma invasão argentina em 1982. O conflito ficou conhecido como a Guerra das Malvinas. Mais tarde as ilhas foram retomadas pelos britânicos.
Viu só? Também os britânicos deram das suas. Oprimiram, usurparam, invadiram, ignoraram direitos humanos. Jamais esquecerei da Dama de Ferro, a Margareth Tatcher (essa beldade aí da foto), primeira-ministra britânica, que no fim da guerra contra a Argentina sobrevoou as Malvinas num Caça britânico, para deleite de seu orgulho, de sua beligerância, de sua crueldade pessoal. E aí? Ninguém vai fazer protesto pela libertação das Malvinas?
Repito: - sou a favor da libertação do Tibet. Apenas me incomoda esta hipocrisia mundial. Se os outros podem, por que os chinas também não podem? Não consigo entender.
Silvano – só assim gordo fala de Olimpíada


10/04/2008

03 abril 2008

Coisa de Gordo - 370


370 – A COMIDA DA CRISE
Vez que outra conversava com a turma, em casa, acerca de um tipo de comida que consumíamos na infância. É um tipo de comida que eu denomino A COMIDA DA CRISE. Sim, os tempos eram outros, vivia-se em piores condições e, resultado disso, a comida era diferente.
Só para ilustrar isso deixei as crianças intrigadas, um dia, quando comentei que fui conhecer os frios, essa variedade de queijos e mortadelas que enriquecem nossas refeições, apenas no entrar da adolescência. Eles ficaram intrigados. Como é que pode? Pois podia. Comentei que em nossas infâncias o café da noite era mais simples. O que não quer dizer que se passasse fome, nada disso. Comia-se muito bem. Mas comiam-se menos coisas.
Lembro que se bebia leite quente, no bule, e que se fazia necessária a presença de uma coisa chamada coador. Ao se ferver o leite (naquele tempo se fervia o leite), surgia em sua superfície a nata, a gordura do leite que ninguém queria beber. Para tanto, o leite era despejado nas xícaras através do citado coador. Em algumas casas de avós, a nata recolhida era separada num pote, para depois virar manteiga ou então bolachinha de nata. Coisa que Avós sabiam fazer.
Ato contínuo, colocávamos Nescafé e açúcar, ou então Nescau e açúcar. Essa era a bebida. E para acompanhar comia-se pão d’água (de meio ou de quarto), devidamente fatiado e temperado apenas com margarina. Ou manteiga. Isso era o café da noite. Às vezes variava-se com uma geléia. E só.
Sentando olhos no almoço, recordo de uma série de recursos que nossa mãe usava para nos alimentar naqueles longínquos dias. O guisado. Num dia era guisado com batata. Noutro dia, guisado com milho. Dia seguinte, guisado com ervilha. A isso se somavam arroz e feijão e estava feito o banquete. Daqueles tempos.
Outro recurso era o suflê. Num dia suflê de milho verde. Noutro dia suflê de outro sabor. Gostoso e barato.
Comentei isso em casa dia desses, citei a expressão “Comida da Crise”, e brinquei com eles que ia fazer um Guisado com Batata para matar a saudade. Os ânimos se eriçaram, a curiosidade aumentou, fizemos o tal prato. A turma adorou e viciou. Temos repetido eventualmente. Hoje me dei ao luxo de deixar a água secar na panela e o guisado ficar com um setor de “queimadinhos”. Quase deu briga na hora da mesa. De tão bom que ficou!
Voltando mais uma geração no tempo, lembro de minha Avó materna tomando café preto engrossado com farinha de mandioca. Sabe que era gostoso? Um verdadeiro pirão. Mas era barato e gostoso. Eram tempos de pobreza, os da Vó, e imagino que este fosse um recurso considerável.
Eu e a sra Kátia temos em nossa trajetória matrimonial a “Semana do Ovo”. Recém-casados, o salário da residência ainda ia demorar uns dias, tomamos de uma ou duas dúzias de ovos e passamos a semana. Num dia ovo cozido, noutro dia ovo frito, no terceiro omelete, assim fomos respirando curto até o salário chegar.
Bom, já lancei a moda, agora é só ir testando em casa. Comida da Crise. Vou fazê-los comer Guisadinho com Couve, depois Guisadinho com Repolho, deixar ver, tem ainda Beterraba...ih, a lista é interminável. Gostosa. E barata.
Silvano – pão duro


03/04/2008

COISAS DO DESIGN


A palavra soa estranha a alguns, mas os profissionais (artistas) da área do design dão aulas de criatividade, inventividade, trazendo a nós, meros mortais, uma vida mais agradável, mais ágil, mais prática, melhor, enfim. Recebi um e-mail com alguns exemplos de produtos que foram inventados, adaptados, melhorados. E fiquei impressionado com alguns deles. De fato, tem coisas ali que eu queria ter na minha casa. Ou em casa onde vou jantar. Perceba nessa foto inicial a solução dada àquela refeição em que você fica sem mão para o copo. Supimpa. Os caras criaram um prato onde se encaixa a taça. Pronto, já dá para comer e beber em paz.
Silvano

Design


Já pensou? Uma escada com gavetas embutidas. Nossa, vai dar para guardar todas aquelas quinquilharias. Sua coleção de tampinhas. Seus rótulos de cerveja. Seus livros de receitas...

Design


Alça para puxar o livro...esta é boa. Para não ter que ficar furungando a prateleira toda atrás do livro que se está lendo, basta deixá-lo com a alça dentro.