29 janeiro 2009

Coisa de Gordo - 413


413 - MEU NOVO ANIVERSÁRIO
Sabe-se que a violência anda a galope, as estatísticas não escondem o que já se sabe. Vivemos num estado de guerra. Crimes bárbaros pululam, atrocidades são cometidas. Os desajustes sociais transbordam da taça da coletividade, causando dor e revolta nas vítimas dos crimes.
Antes éramos leitores. Agora passamos a estatística.
Madrugada de sábado para domingo, minutos após a meia-noite, ousamos sair de uma casa de familiar, Bairro Petrópolis, na capital gaúcha.
Um carrão prata passou devagarinho ao nosso lado, nos trancou a frente logo em seguida. Dele desceram quatro meliantes armados, prontos para o “abate”. Nessas horas não se pensa em nada, os segundos vão se sucedendo, tudo parece um filme. Apenas me concentrei em tirar minha guria do banco de trás do carro, simultaneamente ao ato de sair do carro perpetrado pela Sra Kátia.
Outra familiar nossa saíra junto conosco para, com sua filha, entrarem em seu carro que estava estacionado atrás do nosso, mesma calçada.
Pânico geral. Pavor, a morte desfilando por entre nós. Será que chegou nossa hora?
O fato de você estar lendo esta coluna atesta o final do evento. Ninguém se machucou fisicamente, restaram apenas o roubo do nosso carro, das bolsas, carteiras, documentos, a vida burocrática da gente se vai ali, numa fração de segundos.
Quantos não serão os leitores deste espaço que já enfrentaram a mesma situação? Provavelmente vários. Aliás, isto é fato. Com cada pessoa que converso, relatando o ocorrido, mais histórias escuto. De gente que foi levada junto com os bandidos, que foi espancada, que sofreu barbaramente nas mãos delinqüentes.
Passados os dias e as horas, a Polícia já encontrou nosso carro de volta, está lá na revisão, parece que tiraram apenas o rádio. Até o estepe deixaram.
Por onde terá andado o nosso carro nessas horas distantes de nós? A quantos assaltos terá ele testemunhado?
Temos perdidos nossos dias faltando ao trabalho para providenciar as segundas vias dos documentos. Engraçado isso. O Governo não nos dá segurança suficiente, nos deixa ser vítimas da violência e aí cobra para emitir as carteiras que nos tiraram.
Passado o susto, lembro do cano frio do revólver e começo a filosofar. E se aquela fosse a minha hora da partida? E se tivessem me matado. E se isso...e se aquilo? Tais devaneios fazem parte duma espécie de “síndrome pós-trauma”. A gente repensa tudo várias vezes.
Terei eu comido todos os churrascos que podia? Terei bebido todas as Cocas-light possíveis? E o que dizer das latas de Leite Moça....quantas ainda me faltam antes da morte?
Na crise atual de consumo em que vivemos, minha morte precoce (será?) abalaria o mercado gastronômico do sul do país. Os caras ficariam atarantados com a diminuição do consumo. O que terá acontecido? – eles se perguntariam. Por que está sobrando Picanha no açougue? Mal saberiam os analistas que a causa do abalo estaria ali, perdida no anonimato da capital gaúcha.
Pois bem, agora temos um novo aniversário, é no dia 25 de janeiro, dia em que nascemos de novo!
E você leitor? Que bela chance perdeu de se ver livre dessas colunas das quintas-feiras. Já pensou? Nunca mais cultura inútil. Chega de abobrinhas. Chega daquela implicância com o MST, com o PT, com os critérios perversos do Tarso Genro, chega disso tudo. O blog COISA DE GORDO silenciaria para nunca mais falar.
Blog fala? Pensei que escrevesse...Anyway....
Por precaução, tratarei de deixar minha senha de acesso para alguém aqui de casa para que esta pessoa faça a última postagem. Apesar de não ter muitos cabelos brancos (até porque os tenho em reduzido número), nesta última postagem deixaria um pedacinho de Guilherme de Almeida, dizendo...:

E se, olhando atrás, da extrema curva
da estrada, vires, esbatida e turva,
tremer a alvura dos cabelos meus;

Irás pensando, pelo teu caminho,
que essa pobre cabeça de velhinho
é um lenço branco que te diz ADEUS!

E tenho dito.
Silvano – o impossível

29/01/2009

22 janeiro 2009

Coisa de Gordo - 412


412 – POUCA VERGONHA
Há certas empresas de comunicação no Brasil que viraram verdadeiros dinossauros, instituições grandes e mal conduzidas, e que acabam irritando o usuário. Você teria mais dez nomes, mas me deterei apenas em exemplos mais próximos. Vamos a eles:
REVISTA VEJA: sou assinante da Veja (ganhei de presente, aliás, presentaço). Me delicio lendo as matérias, as notícias, as novidades semanais. Chega o domingo e já começo a cuidar para ver se a revista já chegou. Tem a página do Millôr Fernandes, a coluna do Mainardi, a página quinzenal da Lya Luft e tantas outras coisas mais. Importante delinear aqui estes detalhes, para você saber que quem vai falar de Veja é uma pessoa que gosta dela. Pois bem. Minha mãe também é assinante da revista. Ano passado, ela estranhava que recebia dois números a cada entrega. Um dia lhe alertei: - Eles devem ter te vendido duas assinaturas. Na época ela não fez grande coisa, o ano passou. Este ano, lá vieram eles e, antes de fechar doze meses, já lançaram no cartão de crédito dela a renovação. Ano passando, lá pelas tantas ela passou a receber DE NOVO, dois números por entrega. Foi verificar e percebeu que os caras mais uma vez lhe estavam empurrando DUAS assinaturas. Desde então ela tenta falar, escrever, registrar sua indignação. Quer cancelar a segunda assinatura, quer reaver o dinheiro indevidamente cobrado. Mas não consegue! E aí você vai ler os editoriais, as páginas de opinião e se perde com tanta honestidade e retidão. Os autores criticam a truculência de quem usurpa a população, acham um descalabro o abuso contra idosos, mas e revista em que eles escrevem é a primeira e atentar contra o cidadão. Pouca vergonha.
REVISTA ISTO É: aí pensei em escrever a uma concorrente e denunciar a maracutaia. Vou relatar tudo para a Isto É! Ledo engano. Um ex-cunhado meu, assinante fundador da Isto É, cliente fiel da Editora Três desde o número um desta revista, foi alvejado pelo mesmo mal. Foi cobrado precocemente na renovação (isso todos fazem – canalhas, renovam após oito ou nove meses). E a seguir passou a ter debitada em seu cartão de crédito OUTRA assinatura. A partir daí ele gritou, telefonou, escreveu, protestou, falou com o Cartão de Crédito e nada! As mensalidades indevidas continuam saindo da fatura do seu cartão! O cara tá à beira de um ataque de nervos, não consegue interromper a roubalheira! E aí repete-se a cantilena. Os articulistas da Isto É escrevem matéria sobre honestidade, respeito e consideração. Hipocrisia! Canalhas igualmente. Putz – concluí – o concorrente também é do mal, não dá para denunciar.
JORNAL ZERO HORA: o mais qualificado e renomado jornal do sul do país. Leio prazerosamente a Zero Hora, sua qualidade é inominável. Ao tempo em que fui assinante, passei pela surpresa antes descrita, quiseram renovar antes de fechar o ano. Por uma série de maus atendimentos, desisti de ser assinante. Minha assinatura era debitada de minha conta bancária. Fui ao banco e pedi que bloqueassem a Zero Hora, que não mais autorizava os saques deles em minha conta. Ao que a funcionária do banco riu amarelo e sentenciou: - É melhor o senhor pedir isso para a Zero Hora, porque enquanto eles continuarem mandando a ordem, nós debitaremos o dinheiro de sua conta. Mas a conta é minha!! – protestei. Não adiantou. Assim, fiquei à mercê da boa vontade da Zero Hora. Até que ela parou de debitar.
Você pensa que é dono de sua conta bancária. Não é!
Você pensa que é dono do seu cartão de crédito. Não é!
Esses caras são uma máfia de exploradores. Reaja, Batman, reaja!
Minhas singelas sugestões:
a) para tais produtos, coisas que são eventualmente renovadas, JAMAIS forneça o número do seu cartão de crédito. Peça para pagar com Boleto Bancário! O vendedor vai tentar intimidá-lo, vai dizer que sai mais caro, mas conclua dizendo que ou é por boleto ou você não vai assinar.
b) o mesmo vale para o número de sua conta bancária.
c) passe a infernizar os colunistas da própria revista (ou jornal) com cartas e e-mails alertando sobre a falcatrua. Mande para um, para dois, para todos, repita, peça ajuda a eles. Talvez os caras encham o saco da sua cara e intercedam junto ao departamento comercial da revista onde escrevem.
Que mundo, esse em que vivemos! Chama o Barak!
Silvano – revoltado

22/01/2009

21 janeiro 2009

Leitor Comenta Filme


O Dia Em Que a Terra Parou (DQTP)
Há uma semana entrou em cartaz nacionalmente a refilmagem (remake) de um preto e branco homônimo, de 1951, dirigido por Robert Wise. Assisti este, junto com meu pai, entre os anos 60-70, e depois outras tantas. Até um VHS eu tenho gravado lá na casa da minha mãe, do lado da minha coleção de vinis. Ainda hoje, nas madrugadas, procuro no controle remoto, uma reprise.
Não vou dizer o que alguns entendidos dizem em relação a 2001, sobre divisor de águas ou a ficção científica antes e depois (o que eu discordo, falando de 2001 ).
DQTP inaugura um dos ramos da ficção científica, aquele que relaciona a Terra e os humanos com seres alienígenas iguais ou superiores com a perspectiva de um futuro melhor para a humanidade. Bebem dessa vertente: Contatos Imediatos do 3º. Grau, o Contato com Jodie Foster e toda a série Jornada Nas Estrelas e seus apêndices, entre outros. Lembro inclusive que Robert Wise, multi-oscarizado, com Noviça Rebelde, West Side Story, dirigiu o primeiro Star Trek para o cinema.
Os outros ramos da Ficção Científica, a saber, são os dos alienígenas belicosos e monstruosos, tais como a Guerra dos Mundos e seu remake, Aliens e Predadores, Tropas Estelares, etc.;
Tem o ramo do futuro apocalíptico com os seus Mad Max, WaterWorld, Planeta dos Macacos e etc; há aquele ramo dos sem vínculo nenhum com a Terra, em uma galáxia longínqua, como Star Wars, Duna.
E tem o ramo tecnológico, em que o enredo se baseia em aspectos científicos, aí entra a onipresente viagem no tempo, a invisibilidade, seres robóticos, criação de vida. Este ramo pode ser associado aos outros ou isolado, como no clássico Frankenstein, Eu o Robô, A Mosca, etc., etc..
Mas o DQTP original é maravilhoso, e a versão com o Keanu é bem boa para uma refilmagem, vide o recente fracasso, minha opinião, de a Guerra dos Mundos, da parceria Spielberg-Cruise. A atualização do tema, destruição da Terra pelo esgotamento versus a Guerra Fria e o holocausto nuclear é interessante; a permanente paranóia americana, antes, o comunismo e os espiões, agora, os terroristas, bem como a idéia de poder dominar e controlar tudo. As novidades boas são a adaptação do alienígena à condição humana e a muito bem bolada, e pelo que me lembro, inédita, capacidade de um ser vivo se conectar aos meios de transmissão de energia-comunicação. De mais fraco, o alienígena ser convencido apenas pela mocinha, Jennifer Conolly e seu enteado, Jaden Smith, filho do Will, enquanto no original, Klaatu, o “ET”, passava uma temporada no meio dos humanos, conhecendo as coisas mais comezinhas da humanidade.
Também a pequena participação de Jonh Cleese, como o cientista, enquanto Sam Jaffe (Gunga Dim, Ben-Hur) tem uma presença decisiva e marcante no clássico. Embora o primeiro tenha um certo aspecto místico, no segundo, esta nuance é fraquinha, com referências a dilúvio e arca, e a explícita “praga” destruidora.
Gostei do filme, Keanu está bem, lembrando Schwarzenegger em o Exterminador 2 e 1. Mas se puder, veja O Dia em Que a Terra Parou de 1951 se você gosta de cinema e o de 2008, que não irá se arrepender.
JAMES – de Porto Alegre

15 janeiro 2009

Fala EVA MENDES


"Não gosto da minha versão magrela. Quando ganho peso, ele vai diretamente para as partes mais interessantes do meu corpo."
Eva Mendes, atriz americana de origem cubana, na revista Elle de janeiro
Apoiado, Eva, apoiado.....
Silvano - mas que cara....

14 janeiro 2009

Coisa de Gordo - 411


411 – EU ODEIO MUSICAIS
Sim, eu odeio musicais, aqueles filmes em que, do nada, alguém pede um rolo de papel higiênico cantando uma ária em fá maior. A cultura americana idolatra este tipo de obra, principalmente no teatro e no cinema. Adoram, amam musicais. Eu acho um tédio.
Faço este preâmbulo para poder falar de um filme emocionante que assistimos no DVD. O nome: MAMMA MIA!
As pessoas que nasceram antes de 1970 conheceram um grupo musical chamado ABBA, verdadeiro ícone da idolatria musical. Os caras eram um grupo sueco, idolatrados na Austrália, amados no resto do mundo. Suas músicas embalaram as nossas infâncias – juventudes. Passam-se mais de trinta anos, as músicas deste grupo ainda tocam nos MP3, nos filmes, no imaginário da população mundial.
Ciente disso, alguém pensou em fazer um filme, um MUSICAL, onde seriam inseridas as principais músicas do ABBA. Imagine você, leitor(a), escrever um roteiro onde inseriria as músicas do Roberto Carlos. Ou do Paralamas do Sucesso. Pois é, os caras fizeram essa verdadeira homenagem, uma ode ao ABBA. Mais que merecida.
Passo seguinte, onde situar essa idéia maluca? Ora, onde fazer isso dar certo já na paisagem? Resposta: Ilhas Gregas. Pimba! Outro tiro certo!
Agora, um derradeiro detalhe: - quem vai estrelar esta idéia maluca? Quem em sã consciência aceitaria essa empreitada? Aí os caras fizeram o golaço do ano. Numa palavra: MERYL STREEP! Juntando atores convencionais, como essa magnífica estrela, o ex-007 Pierce Brosnan, o sempre britânico Colin Firth (o namorado da Bridget Jones), entre outros.
Pois bem, tudo pronto, vamos fazer o filme. A história é um roteirinho comum, de reencontros e desenlaces emocionantes. Uma mulher vai festejar o casamento de sua filha numa Ilha da Grécia e nem imagina que estarão presentes na boda seus três ex-namorados de juventude. Pronto, eis toda a história.
A partir daí a gente se encanta vendo essa gente a cantar e coreografar as coisas mais engraçadas. O pessoal ao redor não entendia, mas eu caía na gargalhada vendo esses medalhões cantando “Mamma Mia”, “Dancing Queen” e muitas músicas mais.
Derrubando um preconceito pessoal meu, tive que me render e permitir me emocionar vendo este filme. Não adiantei a cena em momento algum no controle remoto, pois me deliciei vendo a arte de todos os atores, mas principalmente dessa deusa da dramaturgia chamada Meryl Streep. A mulher encanta, alegra, canta como ninguém (!!!!), diz a que veio. E aí a gente começa a lembrar dela em filmes como “O Diabo Veste Prada” e quase não acredita se tratar da mesma pessoa. Lembrei dela como a judia sofrida na série de TV chamada Holocausto fazendo o papel de Inga Weiss ao lado do James Woods. Logo depois, a mãe dividida de “A Escolha de Sofia”. Linda em “Kramer versus Kramer”. Maravilhosa ao lado do Clint Eastwood em “As Pontes de Madison”. Meu Deus, são incontáveis as glórias desta diva da sétima arte!
Pois ela despe-se de toda a pompa e a circunstância para entrar de cabeça nesse papel, dando a ele uma força e uma dramaticidade impressionantes. Há um diálogo cantado quase ao final do filme em que ela canta para o Brosnan o clássico “The Winner Takes it All”, começando por dizer a ele.. “I don’t wanna talk...”, num cenário de uma escadaria de pedras, tendo por fundo o Mediterrâneo. Impossível conter as lágrimas. E ela dança nos tons e sobretons, chega ao limiar da afinação, parecendo que vai cair, mas segura-se com perfeição dentro da melodia, levando-a eloquentemente até o final!
Deusa! Divina! Soberba! Inigualável! Mito de mulher!
E dizer que ela passa o filme todo vestindo um macacão jeans, cabelos escorridos, pé no chão. Não importa, está mágica. Diáfana. Sagrada!
Abri o texto afirmando que odeio musicais. Continuo os odiando. Mas este filme é obrigatório a quem gosta de cinema, de arte, de interpretação, de emoção e, é claro, para quem é fã do ABBA (qualquer pessoa, como citei antes, nascida antes de 1970). Abra seu coração, vá à locadora buscar o DVD e emocione-se no embalo desta pequena obra de arte.
Imperdível.
Nota: 9,0
Silvano – you can dance...



14/01/2009

Leitor (Aldabe) manda tijolaço


Todos que me conhecem sabem que considero o tal de hamburger como uma das grandes abominações cometidas pela civilização ocidental. Tirante o gosto de gordura reciclada e, no caso do "xis", a mistura com aquela outra imundície chamada queijo Cheddar (um misto de provável derivado do leite bovino com corante amarelo-fezes e muito sal), sobra o pãozinho, uma lamentável massinha doce que só piora a sensaborona iguaria. Tem ainda alguns gourmets mais refinados que jogam por cima desse pútrido angu, mais uma refinada porcaria importada dos americanos, chamada catchup, resultando o todo numa mistureba repugnante a qualquer vertebrado que não tenha um estomago de abutre.
Bão: agora a revista médica Annals of Diagnostic Pathology publica um trabalho conduzido por patologistas da Laurel School e da Cleveland Clinic Foundation, em que os autores analisam, do ponto de vista anátomo-patológico, o bife de carne moída componente do repulsivo sanduíche de oito marcas diferentes:
Algumas conclusões:
1 - O conteúdo de água variou de 37,7 a 62,4% ( média de 49%);
2 - O conteúdo de carne (músculo) variou de 2,1 a 14,8% ( média de 12,1%);
3 - O restante do bolinho "de carne" constituiu-se de uma mistura de nervos periféricos, cartilagem, gordura, tecido conjuntivo, osso moído, vegetais variados e parasitas do gênero Sarcocystis.
ISSO, EM HAMBURGER AMERICANO - AGORA IMAGINEM O NOSSO, COM A FISCALIZAÇÃO TUPINIQUIM ........
Em conclusão: Em vez de gastarem seus preciosos reais enriquecendo o McDonald's, sigam o sábio conselho do Aparício Torelly, o nosso Barão do Itararé: "Coma merda: 200 bilhões de moscas não podem estar enganadas!!!"
Aldabe – de Porto Alegre - chutando o pau da barraca

*se alguém quiser ler o trabalho original, o Aldabe me enviou em PDF. Basta pedir que envio.
Silvano

08 janeiro 2009

Coisa de Gordo - 410


410 – BEM FEITO
Tem certas fantasias da gente que eventualmente a sétima arte realiza. Em minhas toscas falas nas conversas com amigos, vez que outra eu comentava que sempre imaginava uma situação maluca. Por que – dizia eu aos meus pobres ouvintes – nesses filmes de serial killer, o bandido não pega alguém pior que ele? Por que o estuprador não ataca uma campeã de karatê? Por que o pedófilo não ataca aquela menina Samara do filme “O Chamado”?
Pois é, com todas essas tolices eu enchia os ouvidos de amigos e pessoas próximas. Até que aconteceu...
Comecei a ver na SKY um filme que se iniciava. O nome: MENINA MÁ.COM .
Valendo-se de um elenco reduzido, mas apoiando-se num ótimo roteiro, o diretor David Slade dá aulas de prazer ao espectador. O enredo parece ser previsível, mas fica longe disso. Um cara adulto, maduro, fotógrafo, se aproxima furtivamente de uma menina de catorze anos através da internet, marca um encontro e o perigo começa.
O cara, pedófilo maldito, propõe irem até a casa dele para fazerem umas fotos. E a gente vai assistindo a começa a prever o cruel destino da menina. Mas aí a gente se dá conta: - Peraí, o nome do filme é Menina Má, essa guriazinha deve ter uma carta na manga. Amigo(a), ela tem um baralho!
A partir dum dado momento o jogo se inverte. O cara passa de caçador à caça, sendo confrontado com a frieza e a crueldade que ele, provavelmente, usava contra as meninas de quem abusava.
Num dado momento do embate, o cara em situação inferior, ele suplica à menina, oferecendo-lhe dinheiro para que ela termine tudo. A menina então devolve: - Você já ouviu isso de alguma de suas vítimas? O cara congela. Mas adiante ele, assustado, pede que ela não o machuque, não o mutile. Lá volta ela com a mesma lógica: - Você lembrou disso quando estava com as meninas?
Sensacional. Sei que soa meio vingativo, mas não se trata disso. É que a gente cansa de ver triunfar a bandidagem. Enfara-se de ver rirem os malvados. Observa os Dirceus e Jéfersons triunfarem sobre o povo comum.
Na esteira desse enfado, abro parêntesis para dizer que ao ver o último filme do Batman, cansado e nauseado de vê-lo perder TODAS as disputas, bradei “Van Damme” na sala. Era saudade de ver um mocinho ganhar alguma coisa. E o último Homem-morcego não ganhou nada! Apesar do Oscar que o ator vai ganhar. Mas voltemos ao filme em questão.
A atriz que faz o papel principal dá aulas de interpretação. Como conciliar o rostinho de uma menina de catorze anos com tanta astúcia e maldade? Como acomodar no mesmo rostinho o bem o mal? Pois Ellen Page faz isso com maestria. No site ADORO CINEMA, na parte das curiosidades, está escrito que os caras filmaram tudo em dezoito dias, um verdadeiro recorde. E a julgar pelo escasso elenco, imagina-se que o filme deve ter sido bem barato.
É aquilo que a gente por vezes comenta. Não é necessário explodir a galáxia para fazer um filme legal. Basta um roteiro bem escrito, atores aptos e um diretor capaz.
Tudo isso está reunido aqui neste filme. Não perca!
Nota: 9,0.
Silvano – vingativo


Ficha Técnica
Título Original: Hard Candy
Gênero: Suspense
Tempo de Duração: 103 minutos
Ano de Lançamento (EUA): 2005
Site Oficial: http://hardcandymovie.com
Direção: David Slade
Roteiro: Brian Nelson


08/01/2009

31 dezembro 2008

Coisa de Gordo - 409


409 – HÁ VIDA FORA DOS SHOPPINGS
Os dias violentos e os tempos turbulentos em que vivemos meio que nos empurraram para dentro de certos lugares, supostamente mais seguros. Por força disso, temos ficado mais dentro de nossas casas, só vamos na Academia de carro, caminhar até lá nem pensar. E passamos a comprar em Shoppings. E comprar muito em Shoppings. Esquecendo que dá para sair dali.
Nesses dias de feriado do Natal, estando na capital porto-alegrense, nos dedicamos a fazer coisa que só turista faz. Isso mesmo, a gente que já morou naquela bela cidade, e que está sempre indo lá, perde de aproveitar certas coisas que paulista e baiano talvez já conheçam. Faz um tempo, a Prefeitura instituiu o Passeio Turístico pela capital, num daqueles ônibus de dois andares, sendo o de cima aberto. Na manhã do dia 26 de dezembro, dia supostamente útil, nos besuntamos com protetor solar, colocamos bonés e máquinas fotográficas. Por cautela, telefonamos para agendar o passeio, ao que fomos informados pelo atendente que o ônibus estava estragado. Puxa... no meio do feriado...estragado?? Nos pareceu mais uma greve branca, acho que os funcionários se deram o feriado. Daqui a dois dias talvez tentemos repetir o feito. Se estiver estragado DE NOVO, bom aí tá confirmado. É corpo mole dos funcionários.
Sem poder fazer o passeio, mas longe de nos deixar abater, fomos em comitiva ao MERCADO PÚBLICO de Porto Alegre.
Ponto mais tradicional da cidade, verdadeira testemunha da história da cidade, o Mercado tem em si as marcas do tempo, as lágrimas, os sorrisos, as dores que por ali passaram. Ao adentrarem-se aquelas portas, percebe-se que ali há mais coisa do que os olhos conseguem enxergar. O Mercado Público é vivo, ele pulsa, tem alma.
Num espaço não tão grande (se comparado ao ocupado pelos Shoppings), o Mercado oferece inúmeras possibilidades. As bancas nos levam a um passeio de cores, cheiros, barulhos que só lá se consegue sentir, ver, escutar. Há temperos, iguarias, frios, carnes, farinhas, literalmente os secos e molhados. Fomos até a Banca do Holandês comprar um peso de Mortadela Ceratti fatiada. Deliciosa, saborosa, as fatias bem fininhas. Vinda de São Paulo, essa mortadela merece uma página deste blog só para si. Voltarei a ela, portanto. Depois compramos um charque lasqueado, muzzarela de búfala, o pessoal se diversificou comprando peixe e outras coisas.
Num ritual inevitável, sentamos nas mesinhas seculares da Banca 40, para sorver Salada de Fruta com Sorvete. Sucos de frutas. Bomba Royal. E aqueles copos de água que eles servem na “bica”. Imperdível!
Subindo a escada rolante (sim, lá tem isso também) a gente tem diante dos olhos uma infinidade de restaurantes, cafés, etc. Vimos um que serve Doces de Pelotas, vimos um Restaurante japonês, outro com Bufê comercial. Nas mesas de mármore, as taças de chopp bem gelado. Nos corredores, venda de LPs (discos de vinil) antigos. E tem dias em que há feira de Revistas de Quadrinhos.
Só isso? Claro que não, tem muito mais!
Enfim, há vida sim fora dos shopings, e vida alegre, agitada, diferente, charmosa, misteriosa e sensacional. Numa hora dessas, mude de caminho. Mergulhe nesta singular viagem.
Silvano – inebriado


ÚLTIMA DO ANO
Sim, mais um ano se acaba. Parabéns a nós todos que aqui permanecemos. Vivos. Um desejo de um 2009 estupendo. Com muita bobagem e cultura inútil. Muita abobrinha e diversão. Muito filme e DVD. Onde você terá tudo isso? Aqui, óbvio! Apareça, caro leitor. Apareça...


MAS VEM CÁ.....
...esse troço sai sempre às quintas. Aí a coisa andou atrasando e saiu num sábado. Agora pula para antes, na quarta? Calma, é que amanhã já é 2009 e queria deixar a postagem de semana ainda em 2008.


31/12/2008

28 dezembro 2008

Leitor ressuscita as Corujas


Querido Silvano, você deve se lembrar do episódio "Show Pirotécnico x Corujas nas Dunas" há uns dois, três anos atrás em Capão da Canoa. Virou manchete nos noticiários locais e nacionais. Duraram semanas as reportagens e debates sobre o assunto.
Este final de semana passei por lá, um espaço delimitado por uma faixa amarela e preta, uma placa identificando a espécie e outra proibindo a entrada. E sobre uma delas, ...uma coruja pousada.
Fiquei olhando a poucos metros e sou capaz de jurar que o animalzinho me dispensou apenas uma pequena e rápida mirada, com aquele ar de altivez que só as corujas possuem.
Na época dividiram-se opiniões, surgiram os mais elocubrativos argumentos de todos os lados incluindo defesa civil, prefeitura municipal, Ministério Público, moradores, turistas, ecologistas e, ....até quem não tinha sequer opinião formada a respeito. (Até você ganhou pedradas! rsrsrsr)
Grande parte dos que se opuseram às corujas defendeu o exagero da proteção enquanto não se observava o mesmo movimento em defesa das crianças de rua, excluídos sociais, etc...
Estes demonstraram maior desconhecimento das inúmeras ações e projetos sociais governamentais e não-governamentais destinados à população carente e maior desconhecimento ainda da quase inexistência de projetos destinados à preservação das espécies e ao meio ambiente.
Na época, sabendo que elas estavam judicialmente protegidas, inclusive com policiamento ostensivo, não participei dos debates por considerá-los sensacionalistas. Fiquei apenas esperando que nascessem os filhotes.
Bueno, este reveillon, antes da meia noite, quero levar meus sobrinhos para mostrar as corujas que lá continuam (afinal, eles só conhecem corujas pelos filmes do Harry Potter). E mesmo que, com aquele certo ar de desdém característico da espécie, sequer nos dispensem uma mirada, vamos desejar mais um "Feliz Ano Novo".
Abraços
Edimílson

25 dezembro 2008

Coisa de Gordo - 408


408- FELIZ NATAL
Pronto. Passou. Se você está lendo este texto é porque resistiu ao tsunami do Natal. Passou a grande onda e você está vivo. Respirando. Sim, o Natal, virou isso, uma grande onda. Ninguém escapa aos seus efeitos. O comércio fica enlouquecido, as estradas ficam cheias, os Shoppings fervilham, as ruas das capitais pulsam. Tudo isso converge para um ponto, um momento, um ápice: - a noite de Natal! Aquele pedacinho de tempo situado ali, das 21horas do dia 24 de dezembro até as 03:00h da madrugada do 25.
Você correu, se preparou, se muniu, se armou e enfim foi para a batalha. O calor insuportável, a roupa bonita (mas quente) e um pouco apertada, tudo isso compôs o cenário do campo de luta. Para amenizar o combate, o delicioso cheiro de Chester Assado, a bebida bem gelada e as rodelas de abacaxi vigiando o Lombo de Porco Assado. Para completar, o alarido das crianças, os presentes sendo vorazmente consumidos, os papéis jogados pela sala, os brinquedos competindo em inovação e tecnologia.
Sim, você sobreviveu ao Natal. Na mão esquerda o copo cheio e na mão direita a sacola com os presentes que recebeu. Mais um ano passou e você sobreviveu ao Natal.
Fazendo uma breve análise, você verifica se falhou com o presente de alguém, se alguma roupa dos afilhados não serviu, pondera a quantia de bebida servida, lembra das primeiras cervejas meio quentes e das últimas já meio congeladas. Lembra da correria até a confeitaria em busca das guloseimas, a Torta que você achou que fosse desandar por causa do calor. Lembra dos empanados que foram tão caros e agora estão todos ali, na mesa, sem que ninguém os tenha apreciado.
Silente, sua mente controladora já planejou o que vai fazer com as sobras, afinal tem o almoço do dia 25, mas tem outra festa daqui a uma semana. E cerveja é coisa que dá para aproveitar. Panetone também. E até os tais empanados, se forem congelados e adequadamente temperados na hora do degelo, podem sim ser re-oferecidos. Até porque, o público do Réveillon será outro, o outro lado da família, os outros amigos, e eles não saberão que aquelas gororobas já tinham estado na mesa do Natal.
Se pudesse você faria uma lista com erros e acertos para que no Natal de 2009 você consiga se esmerar ainda mais e enfim ficar satisfeito(a) com mais um Natal.
Respire fundo. Cuide para não melar o DVD da Madonna que você recebeu com suas mãos ainda cansadas da comezaina. Você sobreviveu a outro Natal! Tanta gente que morreu na estrada, na enchente, na UTI, na sala de casa, no elevador, na fila da cirurgia do SUS. Mas você, não. Você sobreviveu a mais este Natal!
Pronto. Ponha os presentes em local seco e seguro. Não se incomode se ainda não sabe mexer no I-phone que ele(a) lhe deu. Você tem um ano para aprender! Tome de um copão cheio de gelo, complete até a borda com Coca-light, ligue o ar condicionado da sala, sorva a bebida e lembre disso. Você é um vitorioso. Você passou por mais esta prova!
Parabéns!
Ah, sim, já ia esquecendo. Antes de sentar de novo na mesa para comer, faça um brinde e lembre do aniversariante. Quem? Ele mesmo. O tal Jesus. O cara que bolou toda esta coisa de árvores, renas, fitinhas vermelhas, amigos-secretos, perus temperados, champanhes e engovs. Não foi ele? Ah, mas poderia ter sido. Lembre dele!
Um Feliz Natal!
Silvano – a um passo da eternidade


25/12/2008

23 dezembro 2008

Um filme: Queime Depois de Ler


Esses Irmãos Cohen.. quando a gente pensa que já viu tudo, eles vêm com outra preciosidade. Partindo da clássica frase de filmes de espionagem, nos quais o Mocinho recebia as instruções de sua missão e depois tinha que queimá-las para não revelar o conteúdo, os diretores-roteiristas nos levam a um passeio divertido. Ironicamente, o que menos têm neste filme são missões secretas, códigos e senhas. Na verdade, os personagens são envolvidos numa série de confusões e mal-entendidos, o que constitui a trama do filme. Há curiosidades imperdíveis. Os galãs Brad Pitt e George Clooney, completamente desglamurizados, encarnam personagens os mais estranhos, coisa difícil de se ver na filmografia deles. As mulheres do filme são rápidas, ágeis, fortes, determinadas, quase cruéis. Aos trancos e barrancos, são elas que desencadeiam a maior parte das confusões.
Os diálogos com o chefe da CIA são antológicos! Coisa para se gravar e deixar para a posteridade!
Mais detalhes não dou que é para não tirar a graça!
Nota 8,0!
Irmãos Cohen de carteirinha! Filme imperdível! Diversão garantida.
Por enquanto está no cinema. Vimos no Bourbon Country de Porto Alegre, no Unibanco Arteplex.
Silvano – depois de ler esta resenha, não queime seu computador. O culpado não é ele, é o Silvano


Ficha Técnica
Título Original: Burn After Reading
Gênero: Comédia
Tempo de Duração: 96 minutos
Ano de Lançamento (EUA / Inglaterra / França): 2008
Site Oficial: http://www.burnafterreading.com/
Direção: Joel Coen e Ethan Coen
Roteiro: Joel Coen e Ethan Coen

Elenco
George Clooney (Harry Pfarrer)
Frances McDormand (Linda Litzke)
John Malkovich (Osbourne Cox)
Tilda Swinton (Katie Cox)
Brad Pitt (Chad Feldheimer)
Richard Jenkins (Ted Treffon)
Elizabeth Marvel (Sandy Pfarrer)

20 dezembro 2008

Coisa de Gordo - 407


CG 407 – MAGRO QUE IRRITA
Há personagens do cotidiano que eventualmente invadem as páginas dos textos, momento no qual são descritos em prosa e verso. Já comentei neste espaço a expressão “Come e não Engorda” que o Luis Fernando Veríssimo cunhou anos atrás, aludindo àquele infeliz que come três vezes mais que você mas cujo número da calça é quase a metade do seu. Este é só um exemplo, haveria muitos outros a citar. Já cunhei eu mesmo o famoso TRANCA FILA, aquele outro fariseu que, na fila do Bufê, retarda todo o andamento do almoço por causa de uma folha de alface. E vira, e revira a alface, e nada de andar, e a fila ali, atrás dele, suspirando.
Trago hoje ao vosso exame mais um desses folclóricos seres da vida diária. Hoje falarei do MAGRO QUE IRRITA. Daqui por diante, citado no texto pela sigla MQI.
Estávamos no local de trabalho, alguém farejou que no segundo andar estava rolando um convescote, um rápido coquetel em que havia salgadinhos, docinhos, tortas, etc. Uma colega nossa, infelizmente magra, ofereceu-se para ir até lá buscar uns docinhos. Ela disse exatamente isso: - Vou lá buscar uns docinhos. Minutos passados, ela volta de mãos abanando e sentencia: - Os docinhos tinham acabado. Só sobrou salgadinhos e uma tortas. Não trouxe nada! Quase matamos a mulher. Isso é uma demonstração de MQI.
O MQI não nasceu magro apenas nesta vida. Nada disso. Ele fez uma regressão a vidas passadas e descobriu que sua encarnação mais “gorda” foi como trapezista num circo italiano. Fora essa, desde o tempo das pirâmides ele veio nascendo com aquela estatura franzina.
O MQI tem um IMC baixo, em geral em torno de 16 ou 17. O tamanho de suas roupas gira em torno do 38, máximo de 40. Você encontrará exemplares do MQI em todos os sexos, ele não tem predileção de gênero.
Dentro da área médica, o MQI tende a fazer a especialidade de Endocrinologia. Não que não existam endocrinologistas normais ou mesmo gordos. Mas se o estudante de medicina é um MQI ele se interessa pelo estudo das glândulas e dos hormônios. E passa e sentar olhos sobre os males que afligem a humanidade de hoje, a obesidade e o PT (desculpa, não resisti à piada – tomara não tenha perdido amigos). E ali, no sair do curso médico, o MQI dedica-se a fazer sua especialização justamente nesta área. E doravante, em sua labuta diária, ele vai conviver com gordos que o buscam para saber como emagrecer. E na hora da entrevista médica, após o pobre paciente ter delineado toda a sua maratona alimentar diária, o MQI largará sua caneta, tirará o óculos do rosto e lançará aquele olhar de desdém. Feito isso, ele emitirá um longo suspiro, seguido de uma pergunta irritante. Por isso o nome dele é Magro que Irrita. Diz ele: - Por que você tem esta mania de comer arroz junto com lasanha?
Impressionante a crueldade do MQI ! Ele por vezes não mede suas palavras.
Você trabalha numa empresa de comércio, nesta época do ano os pedidos se avolumam, as turmas de trabalho se revezam fazendo turnos. Lá pelas tantas você tem um intervalinho, reúne seu grupo de trabalho e pergunta: - E aí, vamos almoçar pastel ou churrasquinho? Antes que alguém responda, o MQI do grupo se adianta e sacramenta: - Prá que almoçar? A gente podia jogar uma canastra ou mesmo dar uma sesteadinha. O grupo todo silencia ao redor dele, um dos gordos mais exaltados se aproxima para tentar dar uma chave de braço, mas é contido pelos outros. A rodinha se dissipa, cada um vai buscar seu próprio almoço resmungando. Sem se dar por vencido, o MQI se oferece então para ir junto com todos até a lancheria da esquina.
Já na Lancheria do Vadão (o rei do Pastelão), o MQI começa a buscar sociedade com alguém para comer um terço de pastel de carne. Mais que isso me incha o estômago – ele explica com cara de dor enquanto massageia a barriga. Como todos se esquivam, pois pedem dois ou três pastéis cada um, o MQI desiste de comprar e começa então a pedir só uma lasquinha do pastel de alguém. O gordo aquele da chave de braço agora tem que ser levado para a rua! Quase que a coisa engrossa.
No seu dia-a-dia você deve conviver com algum desta espécie. É daqueles que pára a uma hora da tarde e lhe pergunta, na maior cara de pau: - Você lembra se eu já almocei hoje?
No amigo-secreto de fim-de-ano ele ganha de presente um passaporte para comer DEZ vezes na Pizzaria mais badalada da cidade. Aí ele olha o presente, faz aquela cara de desmazelo, passa a mão na barriga, sacode a cabeça negativamente e senta desolado.
Que coisa mais irritante, esse MQI ! Que cara mais auto-suficiente! Que cara mais magro!
Pois é, a nós, mortais, resta ver e sofrer.
Me passa a Rabanada!
Silvano – o impossível

12 dezembro 2008

Coisa de Gordo - 406


406 - REPOUSO NA SERRA GAÚCHA
Quando se fala em Serra Gaúcha, as pessoas pensam reflexamente em Gramado e Canela. E há motivos de sobra para isso. Essas duas cidades são duas potências turísticas inigualáveis. Prova disso é que, conforme me informou uma dona de Hotel, as reservas para estas duas cidades estão completamente LOTADAS desde o segundo fim-de-semana de novembro até o final de fevereiro de 2009! Já pensou? Para conseguir se hospedar, só chegando no dia e chuleando alguma eventual desistência por parte de quem reservou.
Esse ritmo frenético todo por vezes cansa, e aí a gente parte em busca de outros ares. E que são ali do ladinho. Reunindo um pequeno grupo familiar, nos embarafustamos Serra acima, buscando pouso na cidade de São Francisco de Paula. São Chico, para os íntimos. O lugar escolhido foi o HOTEL DAS ARAUCÁRIAS. De fácil acesso, fica bem na entrada da cidade. Você acaba de passar pelo trevo da chegada, está numa avenida duplicada e ali mesmo, à direita, visualiza o enorme outdoor que o convida e entrar no Hotel.
Trata-se de uma área de sete hectares, situada em meio ao verde e à paz, e obviamente ornada de Araucárias. São aqueles pinheiros altos, característicos da região, e de onde se extraem as pinhas, que dão origem ao pinhão que você comeu na Festa Junina.
Apesar de ser dentro da cidade, a sensação que se tem é de estar no meio do campo. O ar puro, o vento balançando as árvores, tudo compõe um ambiente delicioso de descanso. O Hotel fica no centro de treze edificações. Cada edificação possui dois chalés que perfazem, portanto, vinte e seis acomodações. O chalé é em estilo colonial, uma pequena sala de entrada que serve de quarto para duas ou três pessoas ( um sofá cama e uma cama). Há frigobar, um banheiro espaçoso com banho quente de caldeira, TV colorida do quarto. O quarto possui cama de casal box. Na verdade o chalé se propõe a acomodar bem quatro pessoas. Nesta época, o custo desta diária sai por 240,00 com direito a um magnífico café da manhã, que é servido no corpo do hotel.
Para quem vai lá no verão, há uma piscina a céu aberto. No dia que lá ficamos um casal se deliciou na água e no sol. O preço da diária inclui um passeio a cavalo pelo pasto do hotel. O atendimento é atencioso, amigável, o ambiente é muito acolhedor.
Como citei no início do texto, se você quer ficar perto do frisson de Gramado-Canela, mas pretende também descansar um pouquinho, este Hotel das Araucárias é um achado. A cidade de São Francisco de Paula ainda não foi contaminada pelo turismo em escala industrial, é pequena, provinciana, quase rudimentar. Você pode se deliciar caminhando pelas pacatas ruas, almoçando no Restaurante Pasta Nostra (já citado neste blog repetidas vezes). Tem o ar da serra, o silêncio, o vento, a paisagem que possibilita belas fotos. Enfim, um paraíso aqui ao lado.
Silvano – precisando de repouso


SERVIÇO
O endereço na internet: http://hoteldasaraucarias.com.br/
Contatos: (54) 3244.1395 - 3244.1701


12/12/2008

Obrigado, Corinthians!



Valeu, Timão! Dar emprego a um GORDO, nesta altura do campeonato...é muita consideração! Tem que ter peito prá encarar essa e o Corinthians teve! Sim, senhores Magros, também os gordos sabem bater bola. Não é o meu caso, esclareço, mas há vários gordos que dão banho de bola. Um gordo em campo, portanto, é o que teremos! Valeu!

Silvano

HANNIBAL – A ORIGEM DO MAL


O tema é por demais interessante, quem travou conhecimento com este personagem lá no SILÊNCIO DOS INOCENTES teve sua atenção chamada para as profundezas da alma humana. Se aquele psiquiatra assassino, brilhantemente interpretado por Anthony Hopkins, causou arrepios em todos nós, é óbvio que qualquer filme sobre ele vai nos despertar no mínimo a curiosidade. Este filme se propõe a explicar a origem do serial killer, sua infância, seu desabrochar. Parte de uma lúgubre história da Segunda Guerra Mundial, no front russo, na Lituânia. Um grupo de nazistas toma e assalto uma casa onde estão duas crianças, o pequeno Hannibal e sua irmã. Os dias passam a comida acaba, a neve regela a todos...o que fazer? Os facínoras nazistas então decidem matar a menina para dela se alimentar! Isso mesmo, canibalismo mesclado a nazismo e terror da guerra. O menino assiste a tudo e, mais que isso, inadvertidamente, também come de sua própria irmã (sem saber o que comia).
A partir daí o filme busca a lógica da vingança. A exemplo daqueles filmes de faroeste onde matavam a família do Mocinho no início da história e a conseqüente vingança, neste aqui o roteirista seguiu a mesma lógica. O menino foge, parte em busca de sua redenção, é acolhido por uma sedutora Tia (a bela Gong Li). Esta tia lhe dá noções de artes, ciências, cultura, misticismo e artes marciais. Isso acaba dando consistência ao que já se tinha visto nos outros filmes, onde o cara já era adulto. Ah, pensamos nós, então o maluco teve a sua “academia”.
E então ele busca minuciosamente, um a um, todos os caras que o expuseram à barbárie do início do filme. Algumas coisas são muito toscas, resumidas. Há o personagem de um detetive que, já no primeiro confronto com Hannibal deduz, simplesmente pelo uso de um detector de mentiras, que o cara é “monstruoso”. Simplista demais!
Pelo sim, pelo não, o roteiro acaba pondo o sentimento do espectador ao lado do pobre menino barbarizado, e a partir daí a gente literalmente torce pelo assassino.
Os cenários são soturnos, escuros, mas belos. A reconstituição de época é convincente. Os atores estão ótimos. A música é de boa qualidade. Para quem acompanha a saga, é imperdível!
Nota: 8,0.
Silvano - patológico



Ficha Técnica
Título Original: Hannibal Rising
Gênero: Suspense
Tempo de Duração: 117 minutos
Ano de Lançamento (EUA / Inglaterra / França): 2007
Site Oficial: www.hannibal.com.br
Direção: Peter Webber
Roteiro: Thomas Harris, baseado em livro de Thomas Harris

Elenco
Gaspard Ulliel (Hannibal Lecter)
Gong Li (Murasaki Shikibu)
Jos Houben (Serge)
Nancy Bishop (Marielle)
Charles Maquignon (Paul Momund)
Dominic West (Inspetor Popil)
Helena Lia Tachovska (Mischa)
Michele Wade (Nanny)

04 dezembro 2008

Coisa de Gordo - 405


405 – PIMENTA, MAS NEM TANTO
Já me declarei aqui neste espaço como um adorador de pimentas, você há de lembrar. O que por vezes suscita alguma confusão. Quando a gente diz para alguém que gosta de pimenta, este alguém imagina potes de pimenta malagueta, pimentas assassinas, temperos os mais fortes. O que não é o meu caso.
Gosto de pimenta pelo sabor da pimenta. Passei a cultuar o uso do Molho de Pimenta na mesa, este vidrinho geralmente de rótulo vermelho que custa em torno de 1,00 ou 1,50 reais. E que adicionado ao prato já servido da gente dá um tempero delicioso.
Na esteira desse processo, estou sempre em busca de novas pimentas, novas cores, novos sabores.
Numa faixa de preço um pouco acima, comprei no Supermercado um vidrinho de Pimenta da marca TABASCO. Você já deve ter visto na prateleira do Super, é um vidrinho menor (60ml contra os 150ml da convencional) e de cor verde. No rótulo diz que é um produto importado, fabricado nos Estados Unidos. É uma pimenta saborosa, um pouquinho mais ácida.
Esta marca Tabasco tem outras cores e sabores de pimentas, ao gosto do freguês. Seus diferenciais são o tamanho três vezes menor, o preço três vezes maior, o fato de ser importada e o sabor. Mas cabe lembrar que os vidrinhos comuns são igualmente deliciosos. Você decidirá na hora de escolher na prateleira.
Por força da agenda social, nossa amiga Cristine nos prestou um belo serviço, fornecendo canapés, tortas e uma salada de maionese incomparável. Nesse dia, provamos nessas coisas que ela nos trouxe uma pimentinha vermelha deliciosa, colocada sobre sanduíches e comida prazerosamente. Longe de assustar paladares, a tal pimenta mostrou-se um sucesso. Inquirindo a Cristine, ela nos revelou tratar-se de uma variedade chamada PIMENTA BIQUINHO, indicando-nos onde comprar. Lógico, no Supermercado. A marca desta que conseguimos é Serra Azul, mas na internet consegui a foto de uma outra de nome Carolina. No rótulo da Carolina diz assim: “É saborosa e não arde!”. De qual ardência será que eles estão falando? Pois é...talvez das duas. Na que compramos, esta da marca Serra Azul, está assim escrito no vidro: “O sabor exótico da pimenta sem ardência. Ideal para petiscos e cocktails, pratos quentes e frios.” Pois é, mais uma vez a tal ardência.
Pois esta tal PIMENTA BIQUINHO é uma delícia, um pequeno petisco, quase uma doçura. Na sua próxima ida ao Supermercado, na hora de comprar o palmito, os pepinos, as azeitonas (obviamente recheadas), lembre de provar esta vermelha iguaria. Vai enriquecer suas saladas, sanduíches. Vai surpreender seus convidados. Vai impressionar você.
Na hora de comer....faça biquinho!
Silvano – será que esse cara ganha prá fazer essa propaganda toda?


04/12/2008

JOGO PARA MATAR TORCEDOR DO CORAÇÃO: INTER CAMPEÃO!


Que jogo de bola! Como é que as coronárias agüentaram tanta pressão? Mas ao final, o INTERNACIONAL sagrado Campeão da Copa Sul-Americana, tudo virou festa! Que noite! Que noite!
Silvano

30 novembro 2008

Coisa de Gordo - 404


404 – PIZZARIA MÓVEL
O mundo da gastronomia tem suas peculiaridades, a criatividade nesta área é fator de diferenciação. Trago esta breve consideração a partir de uma agradável experiência que tivemos noite dessas em Porto Alegre.
Já citei em texto anterior que esta época do ano é pródiga em festas e despedidas. Por força disso, fomos em mais uma festividade da família da sra Kátia, brindar com aquela italianada toda mais um ano que se vai.
O festejo se deu na sede de um belo condomínio da Zona Sul, todos estavam animados, eufóricos. A comissão organizadora, que em eventos anteriores já nos fez ir a Bento Gonçalves e Pinto Bandeira, dessa vez inovou. Os caras chamaram a PIZZARIA MÓVEL, um serviço de uma pizzaria da capital gaúcha.
O nome da pizzaria é TACO PUB, o endereço é na Avenida Getúlio Vargas, 989, Bairro Menino Deus. O telefone para tele-entrega é (51) 30613035. Até aí tudo normal, é uma boa Pizzaria como qualquer outra da cidade. Onde aparece o diferencial?
Eles têm a PIZZARIA MÓVEL. Uma equipe de funcionários, verdadeiros soldados prontos para uma batalha, vai a qualquer lugar onde se queira, para fazer a festa. Ou as pizzas. No folder que distribuem eles dizem: “Levamos garçons e pizzaiolos e montamos a pizzaria do Taco na sua casa, salão de festas ou empresa.”
De fato, eles chegam com uma parafernália toda, no princípio as pessoas ficam meio desconfiadas. Ihh...será que esse troço vai ficar bom? Será que não vai faltar pizza?
Na hora marcada, as pessoas da festa são enfim acomodadas em mesas, e começa o desfile de delícias. Impressionante! Dá a impressão que a gente está sentado lá na sede deles, na avenida Getúlio Vargas. As pizzas se sucedem, trazendo uma riqueza de sabores os mais variados. Começam nas clássicas QUATRO QUEIJOS, STROGONOFF, VEGETARIANA, e depois vão migrando para sabores mais diversificados, trilhando seu caminho por fatias de pizza ALHO E ÓLEO, CALABRESA, BASCA, PORTUGUESA, CORAÇÃO, FRANGO COM CATUPIRY, BACON, BRÓCOLIS, PRESUNTO, PALMITO, SICILIANA dentre outras. Essas as que eu lembro agora. Os caras são ágeis, servis, deslizam por entre os convidados, preenchendo tanto o quesito qualidade como o quesito sabor diferenciado.
Quando se pensava que tinham apresentado tudo...vieram as Pizzas Doces. Que loucura! Até isso os caras levaram!
Delícia de pizzaria! Maravilha de serviço! Muito boa idéia!
Mais detalhes: www.tacopub.com.br
Como disse no início, nesta disputada fatia do mercado gastronômico, às vezes um detalhe como este é que acaba fazendo a diferença. Levar a confecção das pizzas até onde você quiser.
Nós adoramos!
Resta saber onde é que esta italianada vai me levar no próximo encontro de família. Até agora, os caras arrasaram, foi só coisa boa. Portanto, é viver para aproveitar.
Silvano – além de não ser da família, garanto que foi quem mais comeu no evento. Mas que cara inconveniente


VEM CÁ, ESSE TROÇO NÃO TINHA QUE SAIR NAS QUINTAS-FEIRAS?
Pois é, a correria tem sido grande. Não, desta vez não foi culpa de poste nenhum, nem da Companhia de Luz ou da Companhia Telefônica. Foi, na verdade, excesso de trabalho. Mas que não sirva de exemplo. Seriedade, Silvano, seriedade!


A GOVERNADORA YEDA “arrogante” CRUSIUS .....
...me fez lembrar dos tempos do Olívio Dutra diante desta Greve do Magistério gaúcho. Não digo que eu seja a favor da greve neste momento. Apenas o que se percebeu foi um ódio, um ressentimento só visto em tempos de PT no poder. Tomou medidas antipáticas, comprou brigas desnecessárias, curtiu com crueldade o desfecho da greve. Pois é,vai ver se inspirou no bigodudo. Mas ficou essa impressão de implicância, uma espécie de perseguição.

21 novembro 2008

Coisa de Gordo - 403


403 – CAROÇO?
Você por certo estava vivo(a) na virada do milênio e deve lembrar das coisas que se falou por aquela época. Uma clássica expressão é aquela que diz.. “em pleno século 21....blá....blá....blá”. Sim, deu-se a virada do ano, do século, do milênio. E de fato é inadmissível que certas coisas ainda permaneçam entre nós.
Gente de Deus!
Dia desses fomos comer uma Pizza em casa, dessas que se compram já montadas. Aspecto delicioso, queijo derretendo, e bem no meio dela uma linda azeitona. Após ter servido a turma, tomei daquela azeitona e lasquei o dente! Uau! Quase quebrei o dente! Sim, o troço ainda tinha caroço dentro de si.
Inadmissível! No ano de 2008 isso é inadmissível!
Sim, ninguém teve a chance de conhecer azeitona no pé. Todo mundo que conheço travou conhecimento com esse delicioso fruto da Oliveira já devidamente engarrafado e temperado. No ritual de se comer azeitona, aprendemos a comer cuidadosamente a fruta (será que é assim que se chama?), já sabendo que restaria dentro da boca o caroço. Aquilo sempre gerou uma série de pequenos embaraços. Num evento, quem mais comia, era identificado pela montanha de caroços ao redor. Alguns não se davam ao trabalho de juntar os caroços, jogando os pequenos detritos em vasos, por cima do muro do vizinho, na orquídea da Vovó, no vaso sanitário, no cinzeiro, na casa do cachorro, na mesa de centro.
Quem servia azeitona para alguém já sabia dessa nojeira toda e providenciava receptáculos, pratinhos, pires, para que as pessoas colocassem os viscosos caroços após seu deleite.
Enfim, como diria minha amiga Caroline, era uma função desproporcional!
Aí os caras se deram conta e começaram a industrializar a azeitona sem caroço, igualmente temperada, bem salgadinha, e sem o quebra-dentes inconveniente. E para arrematar, ali, naquele pequeno espaço vazio, naquele pequeno útero em seu pós-parto, acomodaram lascas de pimentão, tomate, etc. Além do contraste da cor, o gosto ficou muito bom.
Lembro que comer azeitona recheada era um luxo em nossa juventude. Fazia parte dos eventos de Natal, justamente por vir em cestas de coisas importadas. A gente guardava aquele vidrinho até março, quando então, numa data especial, abria o vidro e servia a deliciosa iguaria. Hoje isso se popularizou!
Há azeitonas recheadas a preços bem acessíveis, a granel no balcão do Supermercado, em armazéns e mercados. Tornou-se um produto barato, comum, acessível!
Por que, então, meu amigo, colocar uma traiçoeira azeitona encaroçada numa pizza que se vai saborear na intimidade do lar? Para que fazer isso? Por que este descaso? Será que o custo de UMA azeitona (que é o que tinha naquela mortífera pizza) é significativo para quem a prepara e vende? Não será um diferencial bem fácil de colocar? Pois é! Por que o caroço?
Pensei em algumas estratégias neste sentido. Passei por idéias terroristas, táticas de guerrilha para cercar e invadir fábricas de conservas. Depois pensei em recrutar o Daniel Dantas para, com sua influência, decretar a extinção do caroço em território nacional. Mais tarde lembrei dos ecologistas, pensando em convencê-los de que o caroço jogado fora a esmo seria prejudicial ao ecossistema. Me passou pela cabeça deflagrar uma daquelas correntes pela internet, convocando todos a espalharem e-mails com a campanha: “Não é bicho nem tem osso – mas é uma droga o tal do caroço!”. Desisti de todas essas estratégias.
Aí lembrei da uma lei, a boa e velha LEI DO MERCADO. Ora, caro(a) amigo(a), basta que se faça uma coisa. Vamos parar de comprar, consumir, vender, encomendar azeitonas com caroço. Vamos nos dedicar a comprar, consumir, presentear, preparar pizzas e bacalhau APENAS com azeitona descaroçada! Na hora que os donos das fábricas se derem conta, retirarão do mercado estas verdes armadilhas, deixando à nossa disposição apenas as suculentas azeitonas recheadas.
Pense nisso. Seu dente pré-molar vai agradecer. E a grama do vizinho também.
Silvano – sem recheio


O POSTE QUE CAIU
Pois é, com toda tecnologia disponível no mundo moderno, basta que caia um POSTE e a gente se vê de volta a cinco séculos atrás. Sem geladeira. Sem forno de microondas. Sem internet. Após o evento ocorrido (o poste que caiu espontaneamente na frente de nossa casa), acionamos a CEEE que em seis horas tirou o poste podre, desligou os fios todos, colocou um poste novo no local e religou os fios e a corrente elétrica. E os fios de telefone? – perguntei aos caras. Isso é com a Brasil Telecom, chama eles que eles arrumam esta parte – responderam.
Acionamos então a Brasil Telecom, após a sra Kátia ter ficado uns vinte minutos discando UM, discando DOIS, etc...até que conseguiu falar com um ser humano que disse que em vinte e quatro horas o problema estaria solucionado. Fizeram em menos tempo do que isso. Que bom, voltamos a ter luz, telefone e internet. A partir de agora passarei pelo poste novo, darei bom dia, serei um amigo. Já percebi que ele tem poderes sobre nossa casa e, por conseguinte, nossas vidas.
Enfim, voltei! Chato, enfadonho, inútil. Mas de poste novo!
Silvano – não foi dessa vez...


22/11/2008

Curtindo nosso momento OUT BACK



Aproveitando a falta de tecnologia em casa, migramos a um Shopping na capital onde fomos degustar as coisas do famoso OUT BACK. na foto rudimentar feita no celular, uma Costela de Porco Assada e a Batata Recheada. Loucura..loucura..

Silvano