26 fevereiro 2009

Coisa de Gordo - 417


417 – CHORIPAN
Nessas épocas de praia e veraneio, a gente vivencia coisas as mais curiosas ali, na beira-mar. Os passeios, os banhos deliciosos, as coisinhas gostosas de se provar debaixo do guarda-sol. Estando mais uma vez em Garopaba-SC, rota inevitável de nossas últimas férias, pudemos de novo colher coisas novas na beira da praia.
Era um quente dia de verão e de veraneio. Houvéramos nos instalado na areia com o firme propósito de não precisar sair dali para almoçar. O que a praia nos trouxesse estaria bom.
Começamos por umas espigas de milho-verde. Passamos por pães de queijo. Depois demos um tapinha discreto numas iscas de peixe e até um espetinho de camarão andamos cutucando.
As horas tinham se passado, devia ser algo em torno de uma ou duas da tarde, a fome se instalara e deixara de ser crítica. Após essas horas sob o efeito do sol, do mar, do abafamento, algumas coisas da civilidade vão se perdendo. Aquela cocada que antes parecera meio mofada começa a ficar interessante.
Assim estabelecidos, eis que sentimos um cheiro delicioso no ar. Meu Deus – pensamos – quem é que está fazendo churrasco à beira-mar? Não era churrasco. Mas o cheiro lembrava as delícias da carne assada em brasas.
Fomos averiguar a fonte de todo aquele aroma, de onde será que emergia aquela fumaça enfeitiçada? Para nossa alegria, aproximava-se do grupo acampado um Carrinho com os dizeres CHORIPAN escritos do lado. Sim, os caras (eram dois) vinham vendendo Choripan ao povo da praia.
O Choripan é uma instituição nacional, é um quase churrasco. É aquilo que você vai improvisar na sua casa quando chegar uma turma grande para o almoço de domingo e no açougue mais próximo você só encontrar “lingüicinha” (para os gaúchos = salsichão). Aí você vai voltar prá casa com um monte delas, um saco de carvão e um monte de pão. Pronto. Você vai assar aquilo tudo na brasa e servir dentro dos pães. Será fácil, rápido e barato.
Voltemos à Garopaba. Os caras chegaram com a tal carrocinha deles e se propuseram a atender os pedidos de nosso grupo de amigos e familiares. Olha, deu até fila na areia.
Quero um, quero dois...eram os gritos esfomeados do grupo.
Obviamente pedimos um, e dois e vários, o que nos fez curtir o prazer daquela improvisada refeição.
Os ingredientes são simples. Abre-se o pãozinho ao meio, e ali, na fresta panina (inventei esta palavra agora) o cozinheiro vai deitando uma “lingüicinha” (salsichão), rodelas de tomate e rodelas de cebola. Até aí você por certo já se contentaria. Pronto – basta – já dá para comer.
Mas aí vem a magia.
O que dá o toque final, o diferencial, é o molho que os caras despejam sobre o preparado. O cozinheiro pegava um tubo desses de catchup e lavava o recém formado sanduíche com o tal molho. Era um líquido amarelado com pequenos grumos pretos (pimenta do reino?). Para ironia, na hora em que ele estava nos atendendo acabou o molho no tal tubo. Ele rapidamente virou para o auxiliar e disse: - Mais molho.
O cara então abriu uma portinha da carrocinha e ali dentro pegou um litrão PET cheio do tal molho. A garrafa era torta, gordurosa é claro, mas trazia dentro de si o molho mágico. Nossos convivas tentaram colher informações acerca daquele molho soberbo, mas o dono da carrocinha não falou nada sobre o assunto. Segredo industrial.
O que sei é que o tal CHORIPAN estava delicioso, saboroso, suculento, forte, bem temperado. Diria assim: - imperdível!
A foto ali ao lado mostra rudimentarmente as delícias dessa iguaria. Mas nela você perceberá a rusticidade e a consistência do tal sanduíche.
Maravilha. Já ficou na agenda para, a cada volta, pedir de novo.
Simples, rude, forte, “encorpado”. Delicioso.
Silvano – com os pés na areia

26/02/2009

Joelho de Porco


Lembra o EISBEIN, o tal joelho de porco que citei semana passada? Eis uma foto real do prato. Sim, nesse dia estava munido de máquina e registrei o troço. Favor não babar no teclado.
Silvano

21 fevereiro 2009

Coisa de Gordo - 416


416 – NA FOLIA?
Não, não pense que caí na Folia do Carnaval. Você até pode estar se preparando para a noitada, ou para ver o Desfile das Escolas na TV. O seu blog COISA DE GORDO não faz feriado. Sempre atento às exigências de seus leitores, o blog caiu na estrada.
Já tinha ouvido falar mas tive que ver com meus próprios olhos. Subindo a estrada em direção ao norte catarinense, pela BR-101, a gente se dá conta de que há vida inteligente ao norte de Florianópolis. Calma, é óbvio que estava brincando.
Eu, que na minha infância/juventude vivi em cidades variadas do Brasil, sempre soube da diversidade deste país nosso. Mas passam-se os anos, a gente vai se acomodando, nas férias vai sempre aos mesmos lugares, por isso é que tive EU esta impressão. “Gente...quanta coisa bonita aqui para cima!”
O nome da cidade é Jaraguá do Sul, situa-se ao norte de Santa Catarina, fica a uns quarenta minutos do litoral, é ali pertinho de Blumenau. Falando em Jaraguá do Sul talvez você não associe muita coisa , que cidade será esta?
Mas se eu falar que é a terra da WEG (motores elétricos), da MARISOL (malhas), da MALWEE (malhas de novo), do time de Fut-Sal da Malwee, aí você vai dizer que já tinha ouvido falar.
Para mim que moro numa pequena cidade, ela se configura como uma pequena metrópole, tem algo em torno de 140.000 habitantes. Cidade grande, próspera, industrial, trabalhadora.
Diferente da colonização das praias catarinenses (Florianópolis, Garopaba, Imbituba, Laguna, adjacências e praias mais ao sul) que foi toda açoriana, o norte catarinense (assim como o rico Oeste) foi colonizado por alemães, e isso fez toda a diferença.
O povo alemão trouxe o trabalho, o desenvolvimento, a seriedade, o esforço, o trabalho, a organização, mais trabalho...enfim....tudo que os açorianos não fizeram. Resultado disso, esta região toda é o que é. A cidade de Blumenau é uma potência regional, Joinvile é a cidade mais populosa de Santa Catarina e Jaraguá do Sul, situada ali, no coração disso tudo, acaba acompanhando essa onda toda.
Claro que os alemães trouxeram outras coisas também. Uma delas é a CERVEJA. Que é uma especialidade aqui da região. E a outra é a culinária germânica.
Estando nós aqui em Jaraguá, nesta árdua missão informativa, tratando de enriquecer sua leitura enquanto você se fantasia para o Carnaval, fomos levados por familiares a um belo recanto aqui da cidade. Trata-se do Parque da Malwee, uma extensa área verde, com lagos, passeios, caminhadas, verde, muito verde. A Malwee mantém esta extensa área privada aberta ao público, como se pública fosse. É uma das atrações da cidade. E lá dentro desse parque está o RESTAURANTE TÍPICO PARQUE MALWEE. Servem um extenso bufê de gostosuras alemãs, com chope da Eisenbahn. Ali pudemos degustar Chucrute, um outro preparado com repolho só que roxo e meio adocicado (delicioso), Carne de Porco assada, Carne de Marreco, Peixe Frito com Camarões, Saladas variadas. Em meio a isso o garçom traz lascas de Picanha assadas, detalhe que foge das tradições alemãs, mas satisfaz a gauchada. O dia era de calor, o ar condicionado fez toda a diferença. Nos drinques, nossos acompanhantes pediram aquele copão da Cerveja Erdinger, delicioso.
Nessas iguarias todas, óbvio que não poderia faltar o Joelho de Porco, aquilo a que chamam de EISBEIN. Já tinha provado esse prato no Restaurante Romanus, de Gramado-RS, e pude confirmar a delícia nesse almoço ali em Jaraguá feito.
O telefone deste restaurante é (47) 33760182, os gerentes são o Carlos e a Marlise, fica na Rua Wolfgang Weege, 770. Preço do bufê livre? Apenas 15,00 reais por pessoa.
Um belo passeio, uma cidade impressionante, uma cultura rica e diversificada. Isso é o que os visitantes encontrarão em Jaraguá do Sul.
Silvano – queimando quilômetros no asfalto


LEMBRA DO BANRISUL EM GAROPABA?
Ano passado, veraneando em Garopaba, senti falta de uma melhor estrutura do Banrisul, o banco dos gaúchos, lá naquela praia. Acontece que noventa por cento dos que veraneiam lá são gaúchos. Naquela época, mandei um email ao FALE CONOSCO do Banrisul, pedindo que eles abrissem uma pequena agência temporária de dezembro a fevereiro, que aquelas arcas maquininhas de extrato e saque que eles tinham posto lá eram insuficientes, etc, etc. Os caras me responderam alegando que tal não se fazia necessário, que não havia queixas no atendimento. POIS BEM. Chego este ano por lá e não apenas não abriram a tal mini-agência como também pioraram o serviço. O quiosque que existia no Supermercado Silveira foi fechado, sendo substituído por uma maquininha que foi colocada no supermercado concorrente, o Althof. Nas três vezes que tentei fazer alguma coisa nela, em duas ela tava desligada. PIOROU! A outra maquininha fica na feira de verão, nesta consegui alguns saques. Mas o serviço piorou de vez. Também, com o banco lucrando cada vez mais a cada ano, que importância tem o cliente, esta reles figura? O que importa se a gauchada fica toda desassistida em seu veraneio? O que isso influi nos lucros do banco? Pelo jeito....influi em nada! Quando regressar ao lar, escreverei de novo OUTRO EMAIL aos incompetentes do Banrisul. Pode ser que, antes de morrer, eu consiga que eles melhorem o serviço lá em Garopaba no veraneio. Por enquanto, têm sido palavras jogadas ao vento..... Que droga.
Silvano – indignado


21/02/2009

12 fevereiro 2009

Coisa de Gordo - 415

415 – NEGÓCIO DA CHINA
Sempre que querem dar um certo ar de erudição a alguém, dizem que a pessoa é adepta das Palavras Cruzadas. O Barak Obama que o diga. Dentre tudo que se falou sobre ele, uma das coisas que a mim chamou a atenção foi o hábito de fazer Palavras Cruzadas. Sim, o Barak gosta de se entregar ao deleite das Palavras Cruzadas.
Longe de ser um erudito, perdido que ando na minha ignorância, sou fã de Palavras Cruzadas desde jovem. Gosto de brincar com as palavras, descobrir novos significados, averiguar curiosidades e excrescências.
Freqüentemente sou visto dentro de bancas de revistas e, ali, naquele espaço abençoado, uma das coisas que mais compro são esses livrinhos do Coquetel, com Palavras Cruzadas diretas.
Aqui surge uma diferenciação. Será que o Barak gosta de diretas ou indiretas?
Todo o meu hobby se prende às Palavras Diretas. As indiretas acho meio monótonas. Assim, sou cliente milenar dos produtos do Coquetel, preferindo sempre as palavras diretas.
Você que não curte essas coisas nem imagina o quanto de diversão há dentro de um simples Coquetel desses, ao preço de 3,40 ou algo perto disso.
Há o caça-palavras, um prazer que minha avó curtia e que não acho lá essas coisas. Há o Dominox, tanto de letras quanto de números, que consiste em encaixar palavras pelo número de suas letras e pela variedade das mesmas. Há o Criptograma, onde se resolve uma coisa e se chega a outra. Há o Silabox, onde a gente resolve uma série de perguntas e forma uma palavra-chave. Há o Torto, que é aquele conjunto de dezoito letras a partir do qual a gente tem que montar tantas palavras quantas conseguir.
Ufa, deixa, ver...tem o Duplex, onde a gente responde umas coisas e acaba preenchendo um outro diagrama que está do lado. Tem a Sem Diagonal, onde não é dito onde se deve colocar a diagonal da palavra, ou seja, uma dificuldade a mais. Há sempre um Problema de Lógica, que faz a pessoa jogar com algumas variáveis para solucionar o problema.
Tem umas coisas novas que nem eu conhecia, um troço chamado Autodefinida, a Embaralhada, uma palavra-cruzada em que todas as letras já são mostradas, apenas que estão fora de ordem. Parecida com o Dominox, tem uma novidade chamada Gêmeos, que são dois diagramas paralelos. O negócio parece ser bem difícil.
Viu só, por apenas três ou quatro reais, você tem toda essa diversão garantida.
O hábito de fazer Palavras Cruzadas previne o Alzheimer, renova e mantém o bom vocabulário, traz cultura geral, amplia horizontes, e pode, pelo visto, conduzir você á Presidência dos Estados Unidos.
Trata-se de hábito barato, fácil, acessível a todas as faixas etárias e classes sociais.
Sim, o livrinho mais fácil, que é aquele feito para você iniciar o seu filho nesta irmandade é o Picolé. Depois tem outras, caa vez mais difíceis.
Consigo resolver o DIFÍCIL, é verdade, mas para prazer e diversão, prefiro sempre o MÉDIO. É um lazer sem ofensa, sem stress, sem complicação. Já percebi que os jornais que têm Palavras Cruzadas sempre colocam as de nível médio. É para que atinjam mais gente. Como disse no início do texto, neste grande grupo me situo eu.
Um mistério que a mim ocorreu. Será que há palavras DIRETAS mundo afora, ou isso é só aqui no Brasil? Digo isso pois sempre que apareceu isso em filmes, etc, eram palavras indiretas.
Outro mistério que vejo e que justifica o título do texto de hoje. Com toda a tecnologia existente, como é que ninguém lançou um jogo para computador com palavras DIRETAS? Seria um verdadeiro negócio da China. Entrei na página do Coquetel na Internet e nada, só um desfile de produtos. Fui buscar no Google e também não achei. As Indiretas tem bastante. É só querer. Mas como é que ninguém lembrou de digitalizar as DIRETAS?
Me pareceu meio uma reserva de mercado, acho que o Coquetel tem medo de lançar on line e perder as vendas nas bancas.
De qualquer forma está lançado o desafio.
Lance um software com Palavras Cruzadas Diretas e fique rico. Eu serei o primeiro a querer comprar.
Silvano – viciado nas letras


12/02/2009

06 fevereiro 2009

Relato Escrachado

Sou fã e seguidor do blog FEBRICITANTE, minha amiga a autora dele sentou o pau no David Coimbra, o todo queridinho colunista da RBS. Para ilustrar seu ódio sobre ele, ela colocou três links de vídeos dele. Fui ver os vídeos e um é hilário. Não pude deixar de colocar aqui.
Mas não se contente com isso. Depois de rir com as bobagens do David Coimbra, vá ao Febricitante (o link tá ali na minha lista).
Silvano

05 fevereiro 2009

Coisa de Gordo - 414


414 – FILÉ SOTERRADO
Já havia provado e enviado aos leitores locais deste blog uma dica da gastronomia imperdível. Com o passar dos dias, retornamos ao mesmo local e, novamente impressionados com a qualidade, resolvi trazer o relato ao grupo todo que aqui me lê.
Sim, você não virá da Inglaterra para provar. Nem de Portugal. Nem de Jundiaí. Talvez nem mesmo de Porto Alegre. Mas isso não impede o relato. O endereço é aqui mesmo, em Santo Antônio.
O Nelinho tinha um pequeno restaurante onde servia refeições comerciais. E já fazia sucesso. Por uma dessas coisas do destino, pediram-lhe o prédio, ele teve que se mudar. Ousando, edificou um belo prédio na rua Santo Antônio, nº 176. O telefone é (51) 36625198.
Neste novo local o Nelinho continuou a servir almoços comerciais. Com uma qualidade ainda melhor do que antes. Assim, ao meio-dia, a gente pode provar um suculento bufê a quilo, com várias possibilidades. Deliciosas e variadas saladas, com um certo refinamento não tão comum neste ramo. Nas carnes há peixe, gado, frango, churrasco saboroso. Para arrematar, uma sobremesa. Temos ido e conferido.
Não satisfeito com isso o Nelinho, devidamente apoiado pelo Cheff Gabriel, decidiu abrir a casa também de noite. Assim, de quartas a domingos, a cidade conta com mais esta possibilidade gastronômica. Claro que, de noite, a coisa é a la carte. E é aqui que quero chegar.
Com um cardápio variado, mas enxuto, o Nelinho oferece então variedades de Picanhas Grelhadas, Filés, Frangos e Peixes. Aliás, o prato mais caro da casa é o Côngrio ao Molho Nelo. Custa 45,00 e serve bem duas pessoas. Mas esse ainda não provamos.
Provamos o Filé à Parmegiana, sensacional. Custa 24,00 e serve bem duas pessoas.
E por fim degustamos o motivo deste texto de hoje. O FILÉ AO MOLHO NELO. Custa os mesmos 24,00 e serve mais que duas pessoas. Pelo menos foi isso que sentimos.
Vem acompanhado de Arroz. Quando ele chega à mesa, a gente não consegue visualizar o Filé. Onde está a carne? Será que esqueceram? Será que vem num prato separado? Nada disso. O Filé vem ali mesmo, soterrado pelos vegetais.
Esta montanha de vegetais compõe-se de Ervilhas, Cenouras, Aspargos, Palmitos, Brócolis, Alcaparras, Vagens e Cogumelos.
A gente começa a escavar aquela pequena montanha e aos poucos o tesouro vai aparecendo. Comem-se os brócolis, uns cogumelos, e nada dele aparecer. Aí a gente se serve de vagens tenras, alcaparras temperadas, uns palmitos e então ele começa a dar as caras. Sim, amigo(a), o Filé vem soterrado, vem coberto por esses “escombros” todos.
Aí a mistura se mostra perfeita. Tendo preparado o nosso paladar com essa rica variedade de vegetais, eis que ele está apto a saborear a carne que quase que se desmancha. Tendo alertado o nosso estômago sobre o que viria....é chegada a hora.
Imagine você um estômago de gordo recebendo aquelas lautas porções de vegetais. Ué – pensa ele, será que o cara vai começar OUTRA dieta? Mas aí ele percebe que tem muito azeite de oliva, e garfadas de arroz. O estômago começa a estranhar: - Deve estar vindo algo bom por aí. E então o astro da festa aparece.
O Filé é delicioso, suculento, tenro, dizendo enfim a que veio o Cheff Gabriel. Tentamos consumir o prato em duas pessoas e não conseguimos dar cabo. Pedimos “socorro” a um amigo que sentara-se conosco e ele deu uns tapas nos brócolis e palmitos. Mesmo assim não esvaziamos o prato.
Imperdível, saboroso, barato, delicioso!
Eu, desde então, bato cartão-ponto lá e me farto. A você que mora longe, deixo as imagens postadas aqui abaixo. Mas um dia, quem sabe....você vem e prova essa maravilha. O endereço é: Planeta Terra ; Brasil; Rio Grande do Sul; Santo Antônio da Patrulha....e aí pergunta prá qualquer cusco onde fica o Nelinho. Nos vemos lá.
Silvano – o impossível

05/02/2009

Na chegada


Você olha desconfiado, namora o Arroz com o canto do olho. Será que isso aqui é a Salada? Mas eu não pedi Salada. Estranho....

Logo adiante


Após ter removido alguns escombros, você então percebe o Filé ali, soterrado nessa montanha de gostosuras. Olá, Senhor Filé... vamos dar uma palavrinha?

Não acaba nunca...


Você rema, rema, e não consegue dar cabo do negócio...

04 fevereiro 2009

Ah, a testosterona......


O que não se faz por uma transadinha??...
Sai logo daí, cachorro!
O tigrão deve estar por perto!..

29 janeiro 2009

Coisa de Gordo - 413


413 - MEU NOVO ANIVERSÁRIO
Sabe-se que a violência anda a galope, as estatísticas não escondem o que já se sabe. Vivemos num estado de guerra. Crimes bárbaros pululam, atrocidades são cometidas. Os desajustes sociais transbordam da taça da coletividade, causando dor e revolta nas vítimas dos crimes.
Antes éramos leitores. Agora passamos a estatística.
Madrugada de sábado para domingo, minutos após a meia-noite, ousamos sair de uma casa de familiar, Bairro Petrópolis, na capital gaúcha.
Um carrão prata passou devagarinho ao nosso lado, nos trancou a frente logo em seguida. Dele desceram quatro meliantes armados, prontos para o “abate”. Nessas horas não se pensa em nada, os segundos vão se sucedendo, tudo parece um filme. Apenas me concentrei em tirar minha guria do banco de trás do carro, simultaneamente ao ato de sair do carro perpetrado pela Sra Kátia.
Outra familiar nossa saíra junto conosco para, com sua filha, entrarem em seu carro que estava estacionado atrás do nosso, mesma calçada.
Pânico geral. Pavor, a morte desfilando por entre nós. Será que chegou nossa hora?
O fato de você estar lendo esta coluna atesta o final do evento. Ninguém se machucou fisicamente, restaram apenas o roubo do nosso carro, das bolsas, carteiras, documentos, a vida burocrática da gente se vai ali, numa fração de segundos.
Quantos não serão os leitores deste espaço que já enfrentaram a mesma situação? Provavelmente vários. Aliás, isto é fato. Com cada pessoa que converso, relatando o ocorrido, mais histórias escuto. De gente que foi levada junto com os bandidos, que foi espancada, que sofreu barbaramente nas mãos delinqüentes.
Passados os dias e as horas, a Polícia já encontrou nosso carro de volta, está lá na revisão, parece que tiraram apenas o rádio. Até o estepe deixaram.
Por onde terá andado o nosso carro nessas horas distantes de nós? A quantos assaltos terá ele testemunhado?
Temos perdidos nossos dias faltando ao trabalho para providenciar as segundas vias dos documentos. Engraçado isso. O Governo não nos dá segurança suficiente, nos deixa ser vítimas da violência e aí cobra para emitir as carteiras que nos tiraram.
Passado o susto, lembro do cano frio do revólver e começo a filosofar. E se aquela fosse a minha hora da partida? E se tivessem me matado. E se isso...e se aquilo? Tais devaneios fazem parte duma espécie de “síndrome pós-trauma”. A gente repensa tudo várias vezes.
Terei eu comido todos os churrascos que podia? Terei bebido todas as Cocas-light possíveis? E o que dizer das latas de Leite Moça....quantas ainda me faltam antes da morte?
Na crise atual de consumo em que vivemos, minha morte precoce (será?) abalaria o mercado gastronômico do sul do país. Os caras ficariam atarantados com a diminuição do consumo. O que terá acontecido? – eles se perguntariam. Por que está sobrando Picanha no açougue? Mal saberiam os analistas que a causa do abalo estaria ali, perdida no anonimato da capital gaúcha.
Pois bem, agora temos um novo aniversário, é no dia 25 de janeiro, dia em que nascemos de novo!
E você leitor? Que bela chance perdeu de se ver livre dessas colunas das quintas-feiras. Já pensou? Nunca mais cultura inútil. Chega de abobrinhas. Chega daquela implicância com o MST, com o PT, com os critérios perversos do Tarso Genro, chega disso tudo. O blog COISA DE GORDO silenciaria para nunca mais falar.
Blog fala? Pensei que escrevesse...Anyway....
Por precaução, tratarei de deixar minha senha de acesso para alguém aqui de casa para que esta pessoa faça a última postagem. Apesar de não ter muitos cabelos brancos (até porque os tenho em reduzido número), nesta última postagem deixaria um pedacinho de Guilherme de Almeida, dizendo...:

E se, olhando atrás, da extrema curva
da estrada, vires, esbatida e turva,
tremer a alvura dos cabelos meus;

Irás pensando, pelo teu caminho,
que essa pobre cabeça de velhinho
é um lenço branco que te diz ADEUS!

E tenho dito.
Silvano – o impossível

29/01/2009

22 janeiro 2009

Coisa de Gordo - 412


412 – POUCA VERGONHA
Há certas empresas de comunicação no Brasil que viraram verdadeiros dinossauros, instituições grandes e mal conduzidas, e que acabam irritando o usuário. Você teria mais dez nomes, mas me deterei apenas em exemplos mais próximos. Vamos a eles:
REVISTA VEJA: sou assinante da Veja (ganhei de presente, aliás, presentaço). Me delicio lendo as matérias, as notícias, as novidades semanais. Chega o domingo e já começo a cuidar para ver se a revista já chegou. Tem a página do Millôr Fernandes, a coluna do Mainardi, a página quinzenal da Lya Luft e tantas outras coisas mais. Importante delinear aqui estes detalhes, para você saber que quem vai falar de Veja é uma pessoa que gosta dela. Pois bem. Minha mãe também é assinante da revista. Ano passado, ela estranhava que recebia dois números a cada entrega. Um dia lhe alertei: - Eles devem ter te vendido duas assinaturas. Na época ela não fez grande coisa, o ano passou. Este ano, lá vieram eles e, antes de fechar doze meses, já lançaram no cartão de crédito dela a renovação. Ano passando, lá pelas tantas ela passou a receber DE NOVO, dois números por entrega. Foi verificar e percebeu que os caras mais uma vez lhe estavam empurrando DUAS assinaturas. Desde então ela tenta falar, escrever, registrar sua indignação. Quer cancelar a segunda assinatura, quer reaver o dinheiro indevidamente cobrado. Mas não consegue! E aí você vai ler os editoriais, as páginas de opinião e se perde com tanta honestidade e retidão. Os autores criticam a truculência de quem usurpa a população, acham um descalabro o abuso contra idosos, mas e revista em que eles escrevem é a primeira e atentar contra o cidadão. Pouca vergonha.
REVISTA ISTO É: aí pensei em escrever a uma concorrente e denunciar a maracutaia. Vou relatar tudo para a Isto É! Ledo engano. Um ex-cunhado meu, assinante fundador da Isto É, cliente fiel da Editora Três desde o número um desta revista, foi alvejado pelo mesmo mal. Foi cobrado precocemente na renovação (isso todos fazem – canalhas, renovam após oito ou nove meses). E a seguir passou a ter debitada em seu cartão de crédito OUTRA assinatura. A partir daí ele gritou, telefonou, escreveu, protestou, falou com o Cartão de Crédito e nada! As mensalidades indevidas continuam saindo da fatura do seu cartão! O cara tá à beira de um ataque de nervos, não consegue interromper a roubalheira! E aí repete-se a cantilena. Os articulistas da Isto É escrevem matéria sobre honestidade, respeito e consideração. Hipocrisia! Canalhas igualmente. Putz – concluí – o concorrente também é do mal, não dá para denunciar.
JORNAL ZERO HORA: o mais qualificado e renomado jornal do sul do país. Leio prazerosamente a Zero Hora, sua qualidade é inominável. Ao tempo em que fui assinante, passei pela surpresa antes descrita, quiseram renovar antes de fechar o ano. Por uma série de maus atendimentos, desisti de ser assinante. Minha assinatura era debitada de minha conta bancária. Fui ao banco e pedi que bloqueassem a Zero Hora, que não mais autorizava os saques deles em minha conta. Ao que a funcionária do banco riu amarelo e sentenciou: - É melhor o senhor pedir isso para a Zero Hora, porque enquanto eles continuarem mandando a ordem, nós debitaremos o dinheiro de sua conta. Mas a conta é minha!! – protestei. Não adiantou. Assim, fiquei à mercê da boa vontade da Zero Hora. Até que ela parou de debitar.
Você pensa que é dono de sua conta bancária. Não é!
Você pensa que é dono do seu cartão de crédito. Não é!
Esses caras são uma máfia de exploradores. Reaja, Batman, reaja!
Minhas singelas sugestões:
a) para tais produtos, coisas que são eventualmente renovadas, JAMAIS forneça o número do seu cartão de crédito. Peça para pagar com Boleto Bancário! O vendedor vai tentar intimidá-lo, vai dizer que sai mais caro, mas conclua dizendo que ou é por boleto ou você não vai assinar.
b) o mesmo vale para o número de sua conta bancária.
c) passe a infernizar os colunistas da própria revista (ou jornal) com cartas e e-mails alertando sobre a falcatrua. Mande para um, para dois, para todos, repita, peça ajuda a eles. Talvez os caras encham o saco da sua cara e intercedam junto ao departamento comercial da revista onde escrevem.
Que mundo, esse em que vivemos! Chama o Barak!
Silvano – revoltado

22/01/2009

21 janeiro 2009

Leitor Comenta Filme


O Dia Em Que a Terra Parou (DQTP)
Há uma semana entrou em cartaz nacionalmente a refilmagem (remake) de um preto e branco homônimo, de 1951, dirigido por Robert Wise. Assisti este, junto com meu pai, entre os anos 60-70, e depois outras tantas. Até um VHS eu tenho gravado lá na casa da minha mãe, do lado da minha coleção de vinis. Ainda hoje, nas madrugadas, procuro no controle remoto, uma reprise.
Não vou dizer o que alguns entendidos dizem em relação a 2001, sobre divisor de águas ou a ficção científica antes e depois (o que eu discordo, falando de 2001 ).
DQTP inaugura um dos ramos da ficção científica, aquele que relaciona a Terra e os humanos com seres alienígenas iguais ou superiores com a perspectiva de um futuro melhor para a humanidade. Bebem dessa vertente: Contatos Imediatos do 3º. Grau, o Contato com Jodie Foster e toda a série Jornada Nas Estrelas e seus apêndices, entre outros. Lembro inclusive que Robert Wise, multi-oscarizado, com Noviça Rebelde, West Side Story, dirigiu o primeiro Star Trek para o cinema.
Os outros ramos da Ficção Científica, a saber, são os dos alienígenas belicosos e monstruosos, tais como a Guerra dos Mundos e seu remake, Aliens e Predadores, Tropas Estelares, etc.;
Tem o ramo do futuro apocalíptico com os seus Mad Max, WaterWorld, Planeta dos Macacos e etc; há aquele ramo dos sem vínculo nenhum com a Terra, em uma galáxia longínqua, como Star Wars, Duna.
E tem o ramo tecnológico, em que o enredo se baseia em aspectos científicos, aí entra a onipresente viagem no tempo, a invisibilidade, seres robóticos, criação de vida. Este ramo pode ser associado aos outros ou isolado, como no clássico Frankenstein, Eu o Robô, A Mosca, etc., etc..
Mas o DQTP original é maravilhoso, e a versão com o Keanu é bem boa para uma refilmagem, vide o recente fracasso, minha opinião, de a Guerra dos Mundos, da parceria Spielberg-Cruise. A atualização do tema, destruição da Terra pelo esgotamento versus a Guerra Fria e o holocausto nuclear é interessante; a permanente paranóia americana, antes, o comunismo e os espiões, agora, os terroristas, bem como a idéia de poder dominar e controlar tudo. As novidades boas são a adaptação do alienígena à condição humana e a muito bem bolada, e pelo que me lembro, inédita, capacidade de um ser vivo se conectar aos meios de transmissão de energia-comunicação. De mais fraco, o alienígena ser convencido apenas pela mocinha, Jennifer Conolly e seu enteado, Jaden Smith, filho do Will, enquanto no original, Klaatu, o “ET”, passava uma temporada no meio dos humanos, conhecendo as coisas mais comezinhas da humanidade.
Também a pequena participação de Jonh Cleese, como o cientista, enquanto Sam Jaffe (Gunga Dim, Ben-Hur) tem uma presença decisiva e marcante no clássico. Embora o primeiro tenha um certo aspecto místico, no segundo, esta nuance é fraquinha, com referências a dilúvio e arca, e a explícita “praga” destruidora.
Gostei do filme, Keanu está bem, lembrando Schwarzenegger em o Exterminador 2 e 1. Mas se puder, veja O Dia em Que a Terra Parou de 1951 se você gosta de cinema e o de 2008, que não irá se arrepender.
JAMES – de Porto Alegre

15 janeiro 2009

Fala EVA MENDES


"Não gosto da minha versão magrela. Quando ganho peso, ele vai diretamente para as partes mais interessantes do meu corpo."
Eva Mendes, atriz americana de origem cubana, na revista Elle de janeiro
Apoiado, Eva, apoiado.....
Silvano - mas que cara....

14 janeiro 2009

Coisa de Gordo - 411


411 – EU ODEIO MUSICAIS
Sim, eu odeio musicais, aqueles filmes em que, do nada, alguém pede um rolo de papel higiênico cantando uma ária em fá maior. A cultura americana idolatra este tipo de obra, principalmente no teatro e no cinema. Adoram, amam musicais. Eu acho um tédio.
Faço este preâmbulo para poder falar de um filme emocionante que assistimos no DVD. O nome: MAMMA MIA!
As pessoas que nasceram antes de 1970 conheceram um grupo musical chamado ABBA, verdadeiro ícone da idolatria musical. Os caras eram um grupo sueco, idolatrados na Austrália, amados no resto do mundo. Suas músicas embalaram as nossas infâncias – juventudes. Passam-se mais de trinta anos, as músicas deste grupo ainda tocam nos MP3, nos filmes, no imaginário da população mundial.
Ciente disso, alguém pensou em fazer um filme, um MUSICAL, onde seriam inseridas as principais músicas do ABBA. Imagine você, leitor(a), escrever um roteiro onde inseriria as músicas do Roberto Carlos. Ou do Paralamas do Sucesso. Pois é, os caras fizeram essa verdadeira homenagem, uma ode ao ABBA. Mais que merecida.
Passo seguinte, onde situar essa idéia maluca? Ora, onde fazer isso dar certo já na paisagem? Resposta: Ilhas Gregas. Pimba! Outro tiro certo!
Agora, um derradeiro detalhe: - quem vai estrelar esta idéia maluca? Quem em sã consciência aceitaria essa empreitada? Aí os caras fizeram o golaço do ano. Numa palavra: MERYL STREEP! Juntando atores convencionais, como essa magnífica estrela, o ex-007 Pierce Brosnan, o sempre britânico Colin Firth (o namorado da Bridget Jones), entre outros.
Pois bem, tudo pronto, vamos fazer o filme. A história é um roteirinho comum, de reencontros e desenlaces emocionantes. Uma mulher vai festejar o casamento de sua filha numa Ilha da Grécia e nem imagina que estarão presentes na boda seus três ex-namorados de juventude. Pronto, eis toda a história.
A partir daí a gente se encanta vendo essa gente a cantar e coreografar as coisas mais engraçadas. O pessoal ao redor não entendia, mas eu caía na gargalhada vendo esses medalhões cantando “Mamma Mia”, “Dancing Queen” e muitas músicas mais.
Derrubando um preconceito pessoal meu, tive que me render e permitir me emocionar vendo este filme. Não adiantei a cena em momento algum no controle remoto, pois me deliciei vendo a arte de todos os atores, mas principalmente dessa deusa da dramaturgia chamada Meryl Streep. A mulher encanta, alegra, canta como ninguém (!!!!), diz a que veio. E aí a gente começa a lembrar dela em filmes como “O Diabo Veste Prada” e quase não acredita se tratar da mesma pessoa. Lembrei dela como a judia sofrida na série de TV chamada Holocausto fazendo o papel de Inga Weiss ao lado do James Woods. Logo depois, a mãe dividida de “A Escolha de Sofia”. Linda em “Kramer versus Kramer”. Maravilhosa ao lado do Clint Eastwood em “As Pontes de Madison”. Meu Deus, são incontáveis as glórias desta diva da sétima arte!
Pois ela despe-se de toda a pompa e a circunstância para entrar de cabeça nesse papel, dando a ele uma força e uma dramaticidade impressionantes. Há um diálogo cantado quase ao final do filme em que ela canta para o Brosnan o clássico “The Winner Takes it All”, começando por dizer a ele.. “I don’t wanna talk...”, num cenário de uma escadaria de pedras, tendo por fundo o Mediterrâneo. Impossível conter as lágrimas. E ela dança nos tons e sobretons, chega ao limiar da afinação, parecendo que vai cair, mas segura-se com perfeição dentro da melodia, levando-a eloquentemente até o final!
Deusa! Divina! Soberba! Inigualável! Mito de mulher!
E dizer que ela passa o filme todo vestindo um macacão jeans, cabelos escorridos, pé no chão. Não importa, está mágica. Diáfana. Sagrada!
Abri o texto afirmando que odeio musicais. Continuo os odiando. Mas este filme é obrigatório a quem gosta de cinema, de arte, de interpretação, de emoção e, é claro, para quem é fã do ABBA (qualquer pessoa, como citei antes, nascida antes de 1970). Abra seu coração, vá à locadora buscar o DVD e emocione-se no embalo desta pequena obra de arte.
Imperdível.
Nota: 9,0
Silvano – you can dance...



14/01/2009

Leitor (Aldabe) manda tijolaço


Todos que me conhecem sabem que considero o tal de hamburger como uma das grandes abominações cometidas pela civilização ocidental. Tirante o gosto de gordura reciclada e, no caso do "xis", a mistura com aquela outra imundície chamada queijo Cheddar (um misto de provável derivado do leite bovino com corante amarelo-fezes e muito sal), sobra o pãozinho, uma lamentável massinha doce que só piora a sensaborona iguaria. Tem ainda alguns gourmets mais refinados que jogam por cima desse pútrido angu, mais uma refinada porcaria importada dos americanos, chamada catchup, resultando o todo numa mistureba repugnante a qualquer vertebrado que não tenha um estomago de abutre.
Bão: agora a revista médica Annals of Diagnostic Pathology publica um trabalho conduzido por patologistas da Laurel School e da Cleveland Clinic Foundation, em que os autores analisam, do ponto de vista anátomo-patológico, o bife de carne moída componente do repulsivo sanduíche de oito marcas diferentes:
Algumas conclusões:
1 - O conteúdo de água variou de 37,7 a 62,4% ( média de 49%);
2 - O conteúdo de carne (músculo) variou de 2,1 a 14,8% ( média de 12,1%);
3 - O restante do bolinho "de carne" constituiu-se de uma mistura de nervos periféricos, cartilagem, gordura, tecido conjuntivo, osso moído, vegetais variados e parasitas do gênero Sarcocystis.
ISSO, EM HAMBURGER AMERICANO - AGORA IMAGINEM O NOSSO, COM A FISCALIZAÇÃO TUPINIQUIM ........
Em conclusão: Em vez de gastarem seus preciosos reais enriquecendo o McDonald's, sigam o sábio conselho do Aparício Torelly, o nosso Barão do Itararé: "Coma merda: 200 bilhões de moscas não podem estar enganadas!!!"
Aldabe – de Porto Alegre - chutando o pau da barraca

*se alguém quiser ler o trabalho original, o Aldabe me enviou em PDF. Basta pedir que envio.
Silvano

08 janeiro 2009

Coisa de Gordo - 410


410 – BEM FEITO
Tem certas fantasias da gente que eventualmente a sétima arte realiza. Em minhas toscas falas nas conversas com amigos, vez que outra eu comentava que sempre imaginava uma situação maluca. Por que – dizia eu aos meus pobres ouvintes – nesses filmes de serial killer, o bandido não pega alguém pior que ele? Por que o estuprador não ataca uma campeã de karatê? Por que o pedófilo não ataca aquela menina Samara do filme “O Chamado”?
Pois é, com todas essas tolices eu enchia os ouvidos de amigos e pessoas próximas. Até que aconteceu...
Comecei a ver na SKY um filme que se iniciava. O nome: MENINA MÁ.COM .
Valendo-se de um elenco reduzido, mas apoiando-se num ótimo roteiro, o diretor David Slade dá aulas de prazer ao espectador. O enredo parece ser previsível, mas fica longe disso. Um cara adulto, maduro, fotógrafo, se aproxima furtivamente de uma menina de catorze anos através da internet, marca um encontro e o perigo começa.
O cara, pedófilo maldito, propõe irem até a casa dele para fazerem umas fotos. E a gente vai assistindo a começa a prever o cruel destino da menina. Mas aí a gente se dá conta: - Peraí, o nome do filme é Menina Má, essa guriazinha deve ter uma carta na manga. Amigo(a), ela tem um baralho!
A partir dum dado momento o jogo se inverte. O cara passa de caçador à caça, sendo confrontado com a frieza e a crueldade que ele, provavelmente, usava contra as meninas de quem abusava.
Num dado momento do embate, o cara em situação inferior, ele suplica à menina, oferecendo-lhe dinheiro para que ela termine tudo. A menina então devolve: - Você já ouviu isso de alguma de suas vítimas? O cara congela. Mas adiante ele, assustado, pede que ela não o machuque, não o mutile. Lá volta ela com a mesma lógica: - Você lembrou disso quando estava com as meninas?
Sensacional. Sei que soa meio vingativo, mas não se trata disso. É que a gente cansa de ver triunfar a bandidagem. Enfara-se de ver rirem os malvados. Observa os Dirceus e Jéfersons triunfarem sobre o povo comum.
Na esteira desse enfado, abro parêntesis para dizer que ao ver o último filme do Batman, cansado e nauseado de vê-lo perder TODAS as disputas, bradei “Van Damme” na sala. Era saudade de ver um mocinho ganhar alguma coisa. E o último Homem-morcego não ganhou nada! Apesar do Oscar que o ator vai ganhar. Mas voltemos ao filme em questão.
A atriz que faz o papel principal dá aulas de interpretação. Como conciliar o rostinho de uma menina de catorze anos com tanta astúcia e maldade? Como acomodar no mesmo rostinho o bem o mal? Pois Ellen Page faz isso com maestria. No site ADORO CINEMA, na parte das curiosidades, está escrito que os caras filmaram tudo em dezoito dias, um verdadeiro recorde. E a julgar pelo escasso elenco, imagina-se que o filme deve ter sido bem barato.
É aquilo que a gente por vezes comenta. Não é necessário explodir a galáxia para fazer um filme legal. Basta um roteiro bem escrito, atores aptos e um diretor capaz.
Tudo isso está reunido aqui neste filme. Não perca!
Nota: 9,0.
Silvano – vingativo


Ficha Técnica
Título Original: Hard Candy
Gênero: Suspense
Tempo de Duração: 103 minutos
Ano de Lançamento (EUA): 2005
Site Oficial: http://hardcandymovie.com
Direção: David Slade
Roteiro: Brian Nelson


08/01/2009

31 dezembro 2008

Coisa de Gordo - 409


409 – HÁ VIDA FORA DOS SHOPPINGS
Os dias violentos e os tempos turbulentos em que vivemos meio que nos empurraram para dentro de certos lugares, supostamente mais seguros. Por força disso, temos ficado mais dentro de nossas casas, só vamos na Academia de carro, caminhar até lá nem pensar. E passamos a comprar em Shoppings. E comprar muito em Shoppings. Esquecendo que dá para sair dali.
Nesses dias de feriado do Natal, estando na capital porto-alegrense, nos dedicamos a fazer coisa que só turista faz. Isso mesmo, a gente que já morou naquela bela cidade, e que está sempre indo lá, perde de aproveitar certas coisas que paulista e baiano talvez já conheçam. Faz um tempo, a Prefeitura instituiu o Passeio Turístico pela capital, num daqueles ônibus de dois andares, sendo o de cima aberto. Na manhã do dia 26 de dezembro, dia supostamente útil, nos besuntamos com protetor solar, colocamos bonés e máquinas fotográficas. Por cautela, telefonamos para agendar o passeio, ao que fomos informados pelo atendente que o ônibus estava estragado. Puxa... no meio do feriado...estragado?? Nos pareceu mais uma greve branca, acho que os funcionários se deram o feriado. Daqui a dois dias talvez tentemos repetir o feito. Se estiver estragado DE NOVO, bom aí tá confirmado. É corpo mole dos funcionários.
Sem poder fazer o passeio, mas longe de nos deixar abater, fomos em comitiva ao MERCADO PÚBLICO de Porto Alegre.
Ponto mais tradicional da cidade, verdadeira testemunha da história da cidade, o Mercado tem em si as marcas do tempo, as lágrimas, os sorrisos, as dores que por ali passaram. Ao adentrarem-se aquelas portas, percebe-se que ali há mais coisa do que os olhos conseguem enxergar. O Mercado Público é vivo, ele pulsa, tem alma.
Num espaço não tão grande (se comparado ao ocupado pelos Shoppings), o Mercado oferece inúmeras possibilidades. As bancas nos levam a um passeio de cores, cheiros, barulhos que só lá se consegue sentir, ver, escutar. Há temperos, iguarias, frios, carnes, farinhas, literalmente os secos e molhados. Fomos até a Banca do Holandês comprar um peso de Mortadela Ceratti fatiada. Deliciosa, saborosa, as fatias bem fininhas. Vinda de São Paulo, essa mortadela merece uma página deste blog só para si. Voltarei a ela, portanto. Depois compramos um charque lasqueado, muzzarela de búfala, o pessoal se diversificou comprando peixe e outras coisas.
Num ritual inevitável, sentamos nas mesinhas seculares da Banca 40, para sorver Salada de Fruta com Sorvete. Sucos de frutas. Bomba Royal. E aqueles copos de água que eles servem na “bica”. Imperdível!
Subindo a escada rolante (sim, lá tem isso também) a gente tem diante dos olhos uma infinidade de restaurantes, cafés, etc. Vimos um que serve Doces de Pelotas, vimos um Restaurante japonês, outro com Bufê comercial. Nas mesas de mármore, as taças de chopp bem gelado. Nos corredores, venda de LPs (discos de vinil) antigos. E tem dias em que há feira de Revistas de Quadrinhos.
Só isso? Claro que não, tem muito mais!
Enfim, há vida sim fora dos shopings, e vida alegre, agitada, diferente, charmosa, misteriosa e sensacional. Numa hora dessas, mude de caminho. Mergulhe nesta singular viagem.
Silvano – inebriado


ÚLTIMA DO ANO
Sim, mais um ano se acaba. Parabéns a nós todos que aqui permanecemos. Vivos. Um desejo de um 2009 estupendo. Com muita bobagem e cultura inútil. Muita abobrinha e diversão. Muito filme e DVD. Onde você terá tudo isso? Aqui, óbvio! Apareça, caro leitor. Apareça...


MAS VEM CÁ.....
...esse troço sai sempre às quintas. Aí a coisa andou atrasando e saiu num sábado. Agora pula para antes, na quarta? Calma, é que amanhã já é 2009 e queria deixar a postagem de semana ainda em 2008.


31/12/2008

28 dezembro 2008

Leitor ressuscita as Corujas


Querido Silvano, você deve se lembrar do episódio "Show Pirotécnico x Corujas nas Dunas" há uns dois, três anos atrás em Capão da Canoa. Virou manchete nos noticiários locais e nacionais. Duraram semanas as reportagens e debates sobre o assunto.
Este final de semana passei por lá, um espaço delimitado por uma faixa amarela e preta, uma placa identificando a espécie e outra proibindo a entrada. E sobre uma delas, ...uma coruja pousada.
Fiquei olhando a poucos metros e sou capaz de jurar que o animalzinho me dispensou apenas uma pequena e rápida mirada, com aquele ar de altivez que só as corujas possuem.
Na época dividiram-se opiniões, surgiram os mais elocubrativos argumentos de todos os lados incluindo defesa civil, prefeitura municipal, Ministério Público, moradores, turistas, ecologistas e, ....até quem não tinha sequer opinião formada a respeito. (Até você ganhou pedradas! rsrsrsr)
Grande parte dos que se opuseram às corujas defendeu o exagero da proteção enquanto não se observava o mesmo movimento em defesa das crianças de rua, excluídos sociais, etc...
Estes demonstraram maior desconhecimento das inúmeras ações e projetos sociais governamentais e não-governamentais destinados à população carente e maior desconhecimento ainda da quase inexistência de projetos destinados à preservação das espécies e ao meio ambiente.
Na época, sabendo que elas estavam judicialmente protegidas, inclusive com policiamento ostensivo, não participei dos debates por considerá-los sensacionalistas. Fiquei apenas esperando que nascessem os filhotes.
Bueno, este reveillon, antes da meia noite, quero levar meus sobrinhos para mostrar as corujas que lá continuam (afinal, eles só conhecem corujas pelos filmes do Harry Potter). E mesmo que, com aquele certo ar de desdém característico da espécie, sequer nos dispensem uma mirada, vamos desejar mais um "Feliz Ano Novo".
Abraços
Edimílson