24 julho 2008

Coisa de Gordo - 386


386 – NEGRINHO DE MICROONDAS
Há um certo tipo de receitas culinárias que são praticamente de domínio público. Todo mundo conhece, todo mundo sabe, mas na hora que você quer pôr em prática.... como é que se faz mesmo? Munido desta convicção, trago aos seus olhos, caro(a) leitor(a), a receita do NEGRINHO DE MICROONDAS. Ora, dirão alguns, mas quem é que vai querer fazer Negrinho (Brigadeiro) num forno de microondas, quando se sabe que o mais gostoso é aquele feito na panela. A resposta é simples: - Um gordo vai querer! Um gordo ou uma criança.
Tanto gordos quanto crianças têm uma certa simpatia por fazerem receitas rápidas, deliciosas e que não atrapalhem o andamento daquele filme que está na TV. Ou o daquele jogo de futebol. Ou sei lá eu mais o quê! Ou seja, eles às vezes querem coisas para fazerem logo e poderem voltar ao que se estava fazendo antes. Comendo do bom e do melhor. Na esteira deste processo é que inventaram a Pipoca de Microondas. Não foi para servir num banquete. Nem para preparar pipoca para duzentas pessoas. Ao contrário, esta pipoca se destina ao consumo de grupos pequenos (uma, duas, no máximo três pessoas – senão dá briga!) e que estão ocupados com outros “que fazeres”. Ou você já pensou em colocar uma centena de pacotes delas na potência alta do “micro” para vender na Festa Junina? Claro que não, neste caso você faria pipoca num panelão.
O mesmo se aplica ao nosso já citado NEGRINHO DE MICROONDAS, doravante denominado simplesmente de NM.


Você não vai querer impressionar seu novo namorado com um prato de NM! Fuja disso. Se você quer dar a entender que é prendada em doces, faça uma Torta Melhor do Mundo, ou um Rei Alberto, uma Montanha Russa, algo assim. Aliás, que sirva de lição a futuros pretendentes. Se você está de olho naquela gata ou naquele cara, foi na casa dele(a) e já na primeira visita sua lhe serviram NM....sinto muito, mas você não é considerado um candidato! Você já está no estágio seguinte. Virou amigo(a). Só isso! Oferecer NM para alguém requer um tanto de intimidade!
É uma iguaria para ser comida de pijama, na sala de casa, com os pés sobre o sofá. Com pantufas nos pés. Sem nada de formalidades! Sem qualquer cerimônia! Até porque há uma regra básica no NM, ele não é colocado em forminhas, na verdade ele é comido dentro do prato onde foi feito, às colheradas, literalmente pelas bordas. Você vai ver na receita, logo aqui abaixo, o troço é preparado num prato redondo, uma travessa dessas que se pode levar ao forno de microondas. Este prato além de redondo deve ser alto, para que se possa correr a colher pela sua, digamos assim, “cratera” interna, no ato de se comer o NM. Uma vez preparado, o autor da obra tem um grande desafio. Convencer aos outros e a si mesmo que tem que esperar um pouco para comer, senão a gente queima a língua. E é difícil. As pessoas em volta, cada uma munida de uma colher média, começam a fazer pedidos, súplicas e mesmo ameaças. Bradam para poder dar uma catucada com sua colher na “lava” quente do NM.
Não esmoreça! Controle a turba. O gosto dele fica melhor mais morno. Por isso é que citei que se come pelas beiras. A gente vai rodeando a colher e pegando apenas lascas, pequenas porções do preparado. Como se fosse um mingau! É de babar de tão gostoso.
Sem mais rodeios, passo a listar o preparo do negócio, devidamente trazido a mim pelo meu GURI! Que é quem faz isso aqui em casa!
Ingredientes: uma lata de LEITE MOÇA; quatro colheresde sopa de Nescau ou similar; uma colher de sopa de manteiga.
Onde preparar: num prato fundo (travessa) porque senão transborda. Este que está aqui na foto do início do texto não é dos mais indicados, é muito raso!
Modo de preparar: Coloque os ingredientes no prato e os misture bem, até ficar homogêneo. Ponha no Forno de Microondas por dois minutos na potência alta. Dê uma mexida! Mais dois minutos! Mexa de novo! Dessa vez, deixe mais dois minutos, porém tomando cuidado para não transbordar! Ou seja, nesse estágio final, a massa tende a transbordar, borbulhar, e querer sair do prato. Dê um tiro curto (trinta segundos), interrompa, analise, mais um tiro de trinta ou quarenta segundos, e assim faça completar seis minutos no todo. Retire do microondas, mexa de novo e aguarde esfriar para comer.
Lembre que é aqui neste ponto que você vai ter que brigar com algumas pessoas da casa. Tudo bem, pode xingar. Depois que eles provarem o seu Negrinho de Microondas eles vão jurar que te amam!
Silvano – o impossível


24/07/2008

17 julho 2008

Coisa de Gordo - 385


385 - TERÇA INSANA
Na esteira de nossas investidas às artes teatrais, fomos novamente ao Teatro do Bourbon Country para nos deliciarmos numa quente noite do inverno gaúcho. Desta vez, já mais acostumado aos ingressos do local, comprei duas poltronas na Platéia Alta. O show da noite era o consagrado TERÇA INSANA.
Já conhecia esta turma da Greice Gianucas quando, um ou dois anos atrás, uma amiga me emprestou um DVD deles. Delicioso, humor dos mais refinados, até hoje lembro de algumas performances contidas lá. Inclusive, naquele DVD tem esquetes de gente que já saiu do TERÇA INSANA, como o cara aquele que fazia a FREIRA. Atualmente o grupo é liderado pela Greice e conta com mais quatro artistas: Roberto Camargo, Agnes Zuliani, Guilherme Uzeda e Marco Luque.
Cada um desses malucos faz performances de tipos variados, coisas as mais divertidas. Há clássicos já bastante conhecidos, como alguns que a Greice faz: Cinderela, uma traficante de drogas ; a Adolescente, em crise com seu pai porque quer fazer uma tatuagem; a Advogada do Diabo;
Acessando a página do troço na rede a gente fica sabendo que “Mais que apenas um show, a Terça Insana é um projeto que visa fomentar e amparar a produção artística de humor contemporâneo. O Projeto Terça Insana, mantém há sete anos uma central de criação teatral dedicada à comédia, em constante atividade, buscando sempre novas idéias; Os textos e personagens podem ser criações coletivas, mas geralmente são criados pelos próprios atores que os interpretam. A renovação do formato e elenco a cada temporada de shows em São Paulo, a participação de artistas convidados, também é uma característica do projeto e colabora para manter sempre “ligado” este “liquidificador de talentos”. É a variedade de estilos, os mil modos de fazer humor elegante e crítico, todos talentos reunidos e harmonizados pela estética da direção, que fazem a Terça Insana ser o que é: um dos projetos teatrais mais comentados e respeitados dos últimos anos. Tamanha aceitação acabou rompendo as 4 paredes do palco e ampliando o alcance do projeto para outras mídias como DVD, Rádio e TV. Nestes sete anos de existência coube à direção exercer um rígido controle de qualidade para manter a idéia original do Terça Insana, que é:
• Manter um espaço aberto para criadores, capaz de fomentar idéias contemporâneas para produzir um humor refinado, inusitado, que respeite a inteligência do público sem deixar de ser popular;
• Instalar um humor anti-preconceitos, onde o personagem, ao invés de rir do outro para se auto-afirmar, ria de si mesmo;
• Orientar atores para que se tornem autores dos próprios textos.
"
Não costumo transcrever tanto texto para cá, mas neste caso julguei por demais elucidativo. Já quando assistira ao DVD houvera dado gargalhadas as mais fartas diante das apresentações.
Neste show em especial a coisa não foi diferente.
E veja que os caras esbanjam talento. O palco fica vazio, sem cenário, sem outro recurso qualquer, apenas um microfone! E ali, apenas sendo iluminado, cada um dos atores faz a platéia vir abaixo com tanto humor!
De fato, não lembro de ter rido tanto nos último anos, numa apresentação teatral! Foi uma verdadeira terapia, uma catarse. Parece que eles estão organizando outro DVD, esperemos atentos, portanto.
Como é um espetáculo itinerante, fique atento ao link AGENDA que está lá no site deles. Talvez estejam passando por perto de sua cidade. Aproveite. Se tenho nota para dar? Claro: NOTA DEZ!
Silvano – o cara não sai mais do teatro?


SOBRE O TEATRO DO BOURBON COUNTRY (Porto Alegre)
Já havia comentado sobre a nossa investida neste mesmo teatro, quando ficamos de pá na pista do show do Roupa Nova. Desta vez não quis arriscar a comprei poltronas numeradas na PLATÉIA ALTA. Amigo(a), pobre de nossos joelhos. O espaço entre as fileiras é ínfimo, tive que ficar ali, entalado entre as duas fileiras de poltronas, com os joelhos literalmente esmagados contra o encosto da frente. Pensei que era só comigo mas aí vi que a sra Kátia também estava apertada! E todo o resto da fileira! E toda a Platéia Alta! Alô fiscalização da Prefeitura! Peguem uma régua e confiram isso, é escandaloso. Ao final do show, saí todo doído. Um dia depois ainda estava com os joelhos ressentidos.


MAR DE LAMA
Neste país de meia tigela em que vivemos, não é a primeira vez que isso acontece. Alguém da Polícia Federal vai lá e flagra alguém cometendo um crime. Passam-se os dias e todas as críticas são para os métodos da Polícia Federal, as algemas, etc....enquanto o delinqüente fica na boa. Uns dias depois os delegados são afastados da investigação! Que paisinho de meia tigela! Isso se dava ao tempo do Sarney, depois na era FH, agora nos tempos do Lula. E os Maluf, Cacciola, Abi Ackel, Zés Dirceus tudo rindo da nossa cara.


17/07/2008

11 julho 2008

Charge da semana

10 julho 2008

Coisa de Gordo - 384



384 - DIA DA PIZZA
Escuto na mídia que hoje é o Dia da Pizza, que tudo teria começado uns anos atrás no setor de gastronomia de São Paulo, e que a coisa teria se estendido a outras terras e outros tempos. Ficou, portanto convencionado que 10 de julho é o Dia da Pizza. Pessoalmente sou meio descrente dessa coisa de DIA DISSO, DIA DAQUILO, mas homenagear a Pizza não deixa de ser interessante. Na parte das pessoas homenageadas, tem uma tese do Moacir Scliar que versa sobre isso. Uma vez alguém perguntou por que não tinha dia do homem, já que tem dia da mulher? Por que não tem dia do adulto, já que tem um dia da criança? O Moacir, do alto de sua perspicácia, matou a charada. Teorizou ele que os dias são criados para homenagear pessoas, grupos, etnias, etc..que são historicamente injustiçados. Oprimidos. Fustigados. Assim, sendo o homem o opressor, não tem por que se festejar um dia dele. Festeje-se, portanto, o dia da mulher. O mesmo para as crianças e assim por diante.
Por uma livre associação, busco nos escaninhos de minha memória uma frase da poeta ANA CRISTINA CÉSAR que diz:
- As mulheres e as crianças são as últimas que pensam em afundar navios!
Anos atrás, quando escutei esta frase da boca de meu sumido amigo Sérgio (agora dei para falar no cara, veja só), rasteiro que sou em minha burrice, fiquei uns trinta segundos olhando para ele com olhos de ignorância. Suspiroso, ele pacientemente me lembrou que nas cenas de naufrágio, sempre tem aquela frase chavão que é dita na hora de se socorrerem as pessoas: - Mulheres e crianças primeiro. Ou seja, os homens que afundem junto com o barco, ora raios! Assim, continuou meu paciente amigo, tal frase se justifica pois “as mulheres e as crianças são as últimas que pensam em afundar navios!”.
Aaaaahhhhh – disse eu grotescamente. Agora entendi. Excetuando-se a Margareth Tatcher, ao tempo da Guerra das Malvinas, de fato não me ocorre nenhuma mulher que pense em afundar navios. Homenagens a elas, portanto.
Partindo desse raciocínio, por que hoje seria o Dia da Pizza? Sim, sim , já comentei, tudo se deu no ano de 1986, na capital paulista, houve um concurso, bastante promoção, a partir dali se passou a festejar esta data. Disso já sabemos. O que estou filosofando é acerca do motivo de se homenagear a Pizza. Seria a Pizza um alimento marginalizado? Coisa de gentinha? Seria esta italiana iguaria um prato de classe inferior? Seria um prato fustigado pelos grandes chefs e os Restaurantes de luxo? Por que, com todos os diabos, os caras pensaram em homenagear logo a Pizza?
Será que existe o Dia do Sushi? O Dia da Lagosta? O Dia do Strogonoff? Existe no calendário o Dia do Petit Gateau?
Solidário que sou com as classes oprimidas, a mim só me resta homenagear e reverenciar as Pizzas, tratando de degustá-las. Quem resiste a uma Calabresa Forte? A uma Siciliana? Ou uma Quatro Queijos? Amigo, só de lembrar do Calzone de Quatro Queijos do Pizzaiolo (Porto Alegre, infelizmente não existe mais, era ali ao lado do Barranco), acabo de babar no teclado. Será que o seguro da Dell cobre isso? Salivação causada por memória extremamente prazerosa do passado danificando o teclado? Vivam as minorias oprimidas nos fornos aquecidos! Salvem as porções de massa cobertas de orégano e especiarias e imersas em queijos. Vida longa às porções de gorgonzola que dão cheiro, cor e sabor ao que se come nas Pizzarias.
Viva o Dia da Pizza. Eu já a estou homenageando. Faça você também a sua homenagem.
Silvano – flambado no forno à lenha


A JUSTIÇA DO STF
Eu, que não entendo nada de Justiça, fiquei escandalizado ao ver o Presidente do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes, indignado por terem algemado o pobrezinho do Daniel Dantas. O Dantas é este mega-criminoso, espoliador da nação, usurpador do dinheiro dos pobres que estão à míngua nas filas do SUS. O cara vem roubando (ou furtando) desde o Governo Collor, nunca se afastou do podeR presidencial, estava solto até então e foi preso pela gloriosa Polícia Federal. Aí o presidente do STF ficou de fato escandalizado por terem detido o coitadinho. Fosse um negro das favelas cariocas, tudo bem. Fosse alguém da periferia de qualquer metrópole nordestina, nada teria sido feito. Fosse alguém que trabalha cedo indo de ônibus em qualquer cidade brasileira, azar do cara. Mas é que, perceba, neste caso era o Daniel Dantas. O mega-banqueiro brasileiro. O ladrão de todos os ladrões. O maioral. Cara para botar Zé Dirceu e Silvinho no chinelo. Ah, então tá bom, caro ministro Gilmar, agora a gente entendeu os seus critérios de justiça. Me vê uma passagem prô Paraguai! Tô embarcando daqui a pouco.... Como diria o cantor: - Que país é este????

LEITOR QUE ESTÁ MORANDO EM SÃO PAULO...
...manda foto de um balcão repleto de Rapaduras da marca DA COLÔNIA, expostas num Supermercado da Capital paulista! Sim, senhores, é produto fabricado aqui em Santo Antônio da Patrulha. Valeu, Paulo Luiz, quando a rapadura acabar por aqui já sei onde posso ir buscar.












OUTRO LEITOR MANDA FOTO DE AMEAÇA TERRORISTA
Amigo(a) o tal do Ricardo desta vez vai caminhar sobre brasas! Que enrascada, meu amigo. Que tensão. Que stress até a hora do SIM derradeiro. Vai que é tua, Ricardão!













10/07/2008

03 julho 2008

Coisa de Gordo - 383




383 – NA PISTA COM ROUPA NOVA
Gente da minha idade tem dessas coisas. Às vezes se atrapalha com informações dadas ao telefone. Mas, alto lá, tenho apenas quarenta e cinco. Talvez o cansaço esteja pesando mais que a idade. Ocorre o seguinte. Para variar um pouquinho, para sair do marasmo local, para transpor as fronteiras de nossa pequena cidade e ir à metrópole em busca de cultura e entretenimento, fiz uma surpresa à Sra Kátia no dia dos namorados. Comprei-lhe dois ingressos para um show do ROUPA NOVA, no Teatro do Bourbon Country, em Porto Alegre. O show aconteceu dia 29 de junho. Comprei os ingressos por telefone através da Opus Promoções. Os caras facilitam tudo, entregam os ingressos em casa e tudo o mais. Na hora de comprar, depois de muito “digite um” e “digite dois”, chega-se ao atendimento de um humano. Aí a moça me falou que eram poucos os ingressos disponíveis, que só tinha ingresso de PISTA! Como assim, na pista? – perguntei. Ali, meu senhor, grudado no palco. E onde a gente senta? – continuei. Ao que ela explicou que na pista tinham apenas cadeiras, não poltronas, e que não eram numeradas. Por isso era o que tinha sobrado para venda. Fazer o quê? Comprei os ingressos.
Na noite aprazada, lá nos fomos. Ficamos na fila, conhecemos umas parceiras, até que entramos no teatro. Sim, estávamos na pista. E não havia cadeira alguma! Teríamos que ficar de pé.
Acredito que a guria que informou não o fez mal intencionada. Vai ver que ela foi em algum show onde havia cadeiras. Mas naquele ali, em especial, teríamos que ficar de pé.
Foi uma coisa maluca e inusitada. Nunca houvera assistido a um show tão próximo dos artistas, creio eu. Ficamos a uns cinco ou seis metros dos caras. Uma doideira só!
Digamos que não é uma coisa que eu vá repetir. Mas já que aconteceu...foi muito legal!
O ROUPA NOVA é um fenômeno de sensibilidade, musicalidade, harmonia. As letras são emocionantes, as melodias marcantes. A linguagem da música me atinge profundamente, em que pese seja eu apenas um reles batucador que não sabe diferenciar um dó de um fá. O ritmo me é mais afável, as artes da percussão me são mais apropriadas. Mas as melodias e os tons me seduzem sobremaneira! Literalmente, vou às lágrimas num show com este.
Os caras são pura arte, ótimos músicos, conseguem conciliar uma certa docilidade romântica com laivos de roqueiros endiabrados. Sem perder a continuidade entre uma coisa e outra.
Show magnífico! Nota dez! Como já tenho os dois DVDs, sei bem do que estou falando.
Ali, portanto, nas excelentes acomodações do Teatro do Bourbon Country, pudemos curtir a noite. De pé. Mas magnetizados. Com dor nas pernas. Mas enlevados.
Para não perder a oportunidade, já tratei de comprar ingressos para o TERÇA INSANA, comédia de sketches trash famosa pelo país. Já vi o DVD delas. Agora verei o show ao vivo, dia 12 de julho. Na pista? Claro que não. Desta vamos de platéia alta, poltrona e lugar marcado. Tem coisas que só se faz uma vez na vida. Na vida após os quarenta. Que dureza...
Silvano – com dor nas pernas


DICA DE LEITOR (primo) PARA FABRICAR AQUARIUS OU H2OH
Meu querido primo, ando meio pelas sombras ultimamente, pois tenho sido procurado por representantes da Coca e Pepsi, tendo em vista que descobri a fórmula das águas com limão (Aquarius e H2OH). Já que falaste nelas em teu site, gostaria de dividir esse segredo contigo. Compre uma Sprite 2 litros (mais barato que 1,5 litros de Aquarius), acrescente 1 litro de água potável (a velha e tradicional), divida em duas garrafas Pet e terá 3 litros de Aquarius. Tenho usado com muito gosto e muitos são meus seguidores. Daí a implicância das multinacionais, afinal, segundo seu último balanço, suas vendas vem caindo drasticamente.
DÉCO – dono de confeitaria


DICA DE LEITOR SOBRE DVD
Caríssimo Doutor... assisti, nessa última quinta-feira, esse belíssimo filme (apesar de ser um drama) que tem como tema principal o "dom da música". Como o senhor mesmo diz: "Nota - 9,0"... hehehehe... Um abração. Conrado Caletti


O Som do Coração - Um jovem que cresceu em um orfanato possui um grande dom musical, usando-o para tentar reencontrar seus pais. Com Freddie Highmore, Robin Williams, Keri Russell, Jonathan Rhys Meyers e Terrence Howard.





OUTRA DICA DO MESMO LEITOR
Doutor...Outro filme bem interessante é "O Gangster". Assisti ontem e aprovei. Baseado em história real, conta a trajetória de um gangster "negro", desenrolando-se num típico filme policial. Show...!! Conrado Caletti



O Gangster - O empresário negro Frank Lucas assume o controle do jogo na Nova Iorque corrupta do início dos anos 70, aproveitando a morte repentina do chefe para construir seu próprio império, inundando as ruas de Nova Iorque com um produto mais puro e barato. Lucas supera importantes grupos criminais e torna-se um dos maiores bandidos – e astros – da cidade. Mas, quando o implacável policial Richie Roberts sente que o controle do tráfico de drogas mudou de mãos, os destinos desses dois homens vivendo em lados diferentes do "sonho americano" acabam interligados, mudando também o futuro de toda uma geração da cidade de Nova Iorque.


03/07/2008

26 junho 2008

Coisa de Gordo - 382



382 – AS FÉRIAS DE MR. BEAN
Fomos ver esse delicioso filme na SKY e não pude deixar de voltar ao passado. Ao meu singelo e tosco passado e ao passado glorioso do cinema. O filme é bem previsível, mas nem por isso deixa de ser interessante. O clássico personagem Mr. Bean, criação do ator britânico Rowan Atkinson, sai de férias e por aí já se pode imaginar a série de confusões nas quais irá se meter.
A linguagem desse tipo de filme é bem interessante, talvez você não tenha percebido. Praticamente não há falas do protagonista. As poucas falas do filme são exclusividade dos outros atores. E aí é que me vejo jogado ao passado.
Tinha um amigo meu de nome Sérgio, que me apresentou, entre tantas coisas, ao doce toque do cinema francês. E dentro desse universo, me mostrou alguns filmes de um gênio chamado JACQUES TATI. Vi dois filmes dele, um em preto e branco (AS FÉRIAS DO SR HULOT – 1953) e outro colorido (MEU TIO – 1956). O estilo do cara era exatamente este do Mr Bean da atualidade. Os filmes não eram mudos, mas neles só se escutava o som ambiente, o barulho dos carros, as coisas caindo. A gente praticamente não conhece a voz do ator. Perceba que no filme do Mr Bean isso também se dá. Ele apenas balbucia coisas desconexas, em momento algum dá um discurso ou levanta a voz. Eis a magia desse tipo de filme.
No clássico AS FÉRIAS DO SR HULOT, a ação se passa numa colônia de férias, um local de veraneio onde o tal Hulot vai se divertir. Todas as cenas mostram os outros hóspedes, suas coisas, suas manias, seus trejeitos engraçados. Hulot chega para se hospedar e começam as confusões. Você está lá pelo meio do filme quando se dá conta de que – OPS! – ainda não aconteceu nenhum diálogo! E nem por isso o filme deixa de ser interessante.
Volto às férias de Mr Bean. Seguem exatamente este padrão. Certo, ele não chega a se hospedar e lugar algum, na verdade ele se mete em tantas confusões, tantos desencontros, que não consegue chegar a lugar algum. Mas a temática de fundo é a mesma! Coisas do cotidiano, pequenas confusões que desencadeiam grandes acontecimentos. O filme do Mr Bean é ágil, alegre, a gente não percebe o tempo passar.
Do presente ao passado. O outro filme que vi do Tati foi um chamado MEU TIO (Mon Oncle – 1956). Verdadeiro marco do psicodelismo, do choque do homem comum com as coisas e formas arquitetônicas de um mundo em transição. Imperdível para estudantes de Arquitetura. E em meio a isso, lá está o Tati, de novo em cena, de novo sem falar, dando show de arte cinematográfica. Obra-prima.
Você dificilmente vai se interessar por essas duas relíquias que citei. Mas poderá por certo buscar AS FÉRIAS DE MR BEAN na locadora. Ou ver o filme na SKY. Nota: 8,0. Muito bom!
Silvano – mergulhando no passado

Ficha Técnica
Título Original: Mr. Bean's Holiday
Gênero: Comédia
Tempo de Duração: 90 minutos
Ano de Lançamento (Inglaterra): 2007
Direção: Steve Bendelack
Elenco
Rowan Atkinson (Mr. Bean)
Willem Dafoe (Carson Clay)
Max Baldry (Stepan)
Clint Dyer (Luther)


E QUANTO AO MEU AMIGO SÉRGIO
Pois é, o cara se mudou para Florianópolis e nunca mais deu notícia. Mas deixou encravadas em minha memória muitas coisas de música, cinema, literatura e tantas outras coisas mais.


PARA DEMONSTRAR A ARTE DO TATI..
...coloco aqui abaixo um clipezinho extraído do filme de 1953, AS FÉRIAS DO SR HULOT. Perceba o som ambiente, os trejeitos do cara, a arte vertendo na tela do seu computador. O cara está indo de férias e, por engano ou acidente, cai no meio de um velório. Loucura, loucura...

26/06/2008

As Férias do Sr Hulot - 1953

19 junho 2008

Coisa de Gordo - 381




381 – GUARAH
Este mercado das bebidas é incrível. Quando a gente pensa que os caras estão calmos, já lançaram tudo que o mercado poderia absorver, aparece uma novidade. Na esteira destes produtos com menos gás e mais leves, a Antarctica vem lançar seu guaraná dentro desse mesmo parâmetro.
Li na rede que a campanha de divulgação é da DM9, mas ainda não vi nada na TV. A data de lançamento do novo produto foi 13 de junho. Fui ler a Revista Veja desta semana e ali me deparei com a propaganda de página inteira: GUARAH !
Sem ler nada e sem nada ouvir, de cara pude perceber o que estava chegando. Ficou óbvio que se tratava de mais uma bebida destinada a este segmento da H2OH e da Aquarius. Isso é o que se chama da talento na criação. O cara que bolou este nome sintetizou isso tudo numa curta palavra: - guarah !
Hoje me dediquei a degustar a novidade. Para começar, o detalhe no rótulo da garrafa avisa que é “açúcar zero”. Colocada na taça, é incolor, mais clara que o guaraná tradicional. O aroma é delicioso, levemente adocicado, tem um tênue traço de maçã.
Passo seguinte, chega-se ao gosto. Tem menos gás, tem menos sabor, mas tem tudo para dar certo!
A bebida é deliciosa! O sabor é leve, saudável, pouco encorpado, o que o torna mais atrativo.
A proposta inicial é vender a bebida em garrafas de 500ml e de 1.500ml, ambas PET.
Os caras aproveitaram o lançamento no Dia dos Namorados para dizer que um dia cada um encontra a sua cara-metade. Este é o mote da campanha.
Provei e gostei. Provei e adorei!
Jogada de mestre na Antarctica!
Os concorrentes que se cuidem (H2OH e Aquarius). Este mercado tem estado em expansão, já é cena bem comum ver as pessoas pedindo uma H2OH para garçons e atendentes. Pois que se preparem para repartir esta fatia light do mercado.
Fica uma curiosidade no ar. Quem abriu esta trilha na mata foram os refrigerantes de limão. Lançaram suas versões com menos gás e menos sabor. Agora vem o guaraná dizer que isso também é possível. O que mais nos aguarda neste setor?
Será que um dias as “colas” vão lançar versões menos gaseificadas e mais leves?
E a Fanta e a Sukita? Conseguirão ter suas versões “Fantah” e “Sukitah”?
E a Fanta Uva??..
Bom, por enquanto nos ocupemos desta bela novidade. Eu, de minha parte, terei que fazer meu estoque pessoal para enfrentar o inverno.
Bem se vê que quem fez a campanha publicitária não é gaúcho. Se fosse lançada por aqui, o slogan seria mais ou menos assim:
“Prá quê guaraná? Báh! Prefiro Guarah!”
Silvano – desbravando


LEITOR ANÔNIMO AVISA...
...uma coisa que eu já sabia. Mas que de fato merece destaque. Ele fala do Pastel de Camarão do Régis, no Km 01 da Estrada do Mar (Rio Grande do Sul). De fato, caro leitor (anônimo), o Pastel lá é delicioso e merece uma matéria especial. Vou ter que adquirir máquina fotográfica nova e ir lá provar e documentar. Me aguarde!


19/06/2008

Veja o filme do Guarah da DM9

12 junho 2008

Um clipe muito legal

Não deixe de ver esse clipe dos malucos do Pedra Letícia. IMPERDÍVEL. Persista na audição, até o ponto em que os caras começam a cantar em outra línguas. Muito legal. Para tanto, basta clicar no PLAY aí neste quadro abaixo e relaxar. SILVANO

Pedra Letícia...é demais!!

11 junho 2008

Coisa de Gordo - 380


380 – UM LIVRO NOTÁVEL
Eu nem precisaria comentar nada sobre este livro, afinal ele tem estado na lista dos mais vendidos da Revista Veja faz um tempão. Imagino, portanto, que talvez você já o tenha lido. Trata-se do 1808, de autoria de Laurentino Gomes. Logo abaixo do título, ali na capa, se lê: “Como uma rainha louca, um príncipe medroso e uma corte corrupta enganaram Napoleão e mudaram a História de Portugal e do Brasil.”
Uma bela síntese. O livro é delicioso. É um livro volumoso, largo, grosso, de 351 páginas mais um capítulo só de citações bibliográficas. A letra é grande, a gente progride rápido no texto. Se formos analisar com rigor, na verdade este seria um livro da história de Portugal. Ele traz o relato da vinda da corte portuguesa para o Brasil, e as conseqüências disso. O Brasil, na verdade, é apenas pano de fundo para o que está acontecendo. Mas o livro é interessantíssimo, o texto é ágil, leve, prende a atenção. Para dar idéias de valores, o autor se deu ao trabalho de converter riquezas daquela época para valores atuais. Assim, lá pelas tantas ele diz que o salário do fulano era tantos contos de réis o que daria tantos reais atuais.
Como sempre se dá nesses casos, a gente começa a ler e se desilude com os personagens históricos. Somos descendentes de um imperador português (Dom João VI) que é descrito como um cara gordo, molengão, comilão, indeciso, inseguro, profundamente católico, que morava sozinho em seu palácio. Isso mesmo, a Imperatriz Carlota Joaquina morava em outro palácio. Confirmando coisas já citadas em filmes e minisséries, o cara de fato carregava coxas de galinha assadas na manga do seu casaco, para comer durante seus passeios. E veio para o Brasil fugindo de Napoleão.
Desculpe a expressão, caro(a) leitor(a), mas o cara era um “bosta”.
O povo português que o diga. Diante da ameaça de Napoleão, a corte portuguesa simplesmente embarcou em navios e se mandou para o Brasil em fuga, deixando o povo português entregue à sua própria sorte. Isso mesmo, as tropas de Napoleão entraram em Portugal sem nenhuma resistência. Os nobres deram no pé e fugiram para o lado de cá.
A partir daí ficamos sabendo coisas da vida aqui no Brasil de 1808. Os costumes, as roupas, a sujeira das ruas, a pouca educação e civilidade das pessoas, a violência urbana. É um relato impressionante, recheado de detalhes, de coisas picantes, de histórias intrigantes.
Já no fim do livro o autor conta a história de um certo Luiz Joaquim dos Santos Marrocos. O cara era um graduado funcionário da corte portuguesa, bibliotecário, e que por isso mesmo manteve uma intensa correspondência com seu pai e o resto de sua família que ficaram em Portugal. Esse acervo de 186 cartas é um verdadeiro tesouro histórico, posto que o tal Marrocos narra as coisas da terra, os costumes, suas impressões, seu olhar pensativo. As cartas todas existem até hoje e contêm esta importante fatia da história das duas nações.
Enfim, um livro imperdível. Nota: 9,0!
Eu ganhei de presente de um amigo (Cecatto), mas você pode comprar na Siciliano. Custa 39,00 mas está em oferta por 26,00. Tá esperando o quê?
Silvano – o impossível


LADRÕES À SOLTA
Há uma sucessão de escândalos na política brasileira, a gente mal consegue acompanhar. Quando se está atento a um, aparece logo em seguida outro para chamar a atenção. Quero aqui falar da gravação que o vice-governador Paulo Feijó fez das falas sujas do deputado César Busatto. Uma vergonha, uma desfaçatez, era um corrupto falando abertamente ao vice-governador, propondo suborno abertamente. O tal Busatto deveria sair da vida pública, ser indiciado por corrupção, ser preso, deveria ir para o quinto dos infernos. O pior é que ele vem a público, tendo chiliquitos e ataques de fúria, como se grande coisa fosse. Digo e repito: Busatto, você é corrupto, podre, você envergonha o Rio Grande do Sul, você deveria estar preso, seu grande enganador. Enfim, isso é só uma opinião. Para mim, é mais um ladrão que está solto.


ENQUANTO ISSO, A GOVERNADORA..
...Yeda “Arrogante” Crusius, a exemplo do Lula no mensalão, vai dizer que não sabia de nada! É duro agüentar esta gente.


12/06/2008

08 junho 2008

Morreu o cara da Pringles



Esta saiu publicada na coluna XYZ do Jornal NH (assinada por Guilherme Schmidit e André Moraes). Morreu nos EUA, aos 89 anos de idade, o químico Fredric J. Baur, o inventor da embalagem que perpetuou a característica "crocante" das Batatas Pringles. Sim, aquele tubo cilíndrico, revestido de alumínio e vedado em cima.

Para não deixar de ser original, o cara foi cremado e pediu que colocassem suas cinzas aonde? Claro, dentro de um tubo de Pringles.

Silvano - o impossível

07 junho 2008

Leitoras comentaram mais tarde

Essa coisa de BLOG é uma doideira. A gente escreve uma matéria e, meses, às vezes anos depois, alguém vai lá, lê o troço e posta um comentário. Muito legal. Talvez alguém lembre que em 01/02/2007 escrevi pequena nota sobre a morte do escritor SIDNEY SHELDON. Duas pessoas comentaram o que escrevi, uma em dezembro de 2007 e a outra (chamada SAMANTA) comentou esta semana (07/06/08). O que escrevi está aqui neste link:
http://coisa-de-gordo.blogspot.com/2007/02/sidney-sheldon-010207.html

Eis o que disseram as duas leitoras (ou leitores):

Anônimo disse(07/12/07): Sabe o que é, Se houver amanhã, é uma estória emocionante. E por quê? Porque é bem escrita, porque envolve... O que importa não é o que está escrito, mas como. E Sidney Sheldon era um mestre nessa arte! E como você também sou fã de Jeanie é um gênio, passa na nick todas as noites depois das 22:00h. Dá uns seriados antes (todos muito bons), tipo Alf o é teimoso, Os Monstros, A Família Adams, Vivendo e Aprendendo, A feiticeira...

Samanta disse(07/06/08): Se você queria se impressionar com Sidney Sheldon, escolheu a obra errada. A melhor obra dele, se não a melhor de todos os tempos é "O outro lado da meia-noite", seguido de "Lembranças da meia-noite”. "Um estranho no espelho" também é excelente. Você acertou no comentário a respeito de "A outra face", apesar de prender a atenção, é um romance bastante comum.

05 junho 2008

Coisa de Gordo - 379



379 – LISTA DE CONVIDADOS
Quando você é convidado a uma festa nem de perto imagina o que se passou até aquele dia festivo. O trabalho que deu. Os contatos, os orçamentos, os cálculos. E que bom que isso é assim. Os anfitriões que queimem pestana. Aos convivas, canapés e cerveja gelada.
Imagine um casal apaixonado que resolve casar. Escolhem o mês, o dia, o local da festa. E aí é marcada a REUNIÃO! Esta Reunião é um verdadeiro teste, uma prova de fogo aos pretendentes. Aquilo que no início parece uma coisa amena e terna, aos poucos vai-se transformando em debate, embate e discussão. A Reunião se dá na casa dela, por exemplo, na presença do casal e dos pais dela. Para apimentar a conversa, às vezes uma irmã (cunhada) fica junto opinando.
As idéias são variadas, uns falam em casamento ao ar livre, outros rechaçam: - O padre Ambrósio não aceitaria fazer isso ao ar livre!
O noivo, que até então assistia a tudo calmamente levanta a mão e balbucia: - Vocês fazem questão do casamento na igreja? A casa quase vem abaixo! A sogra engole em seco e faz de conta que vai passar mal. A futura cunhada levanta irritada e vai até a cozinha buscar uma água com açúcar. A noiva com a face corada se aproxima do cara e diz: - Amor, a gente já conversou sobre isso. Para a nossa família, o casamento só vale se for na Igreja. O homem ainda tenta balbuciar: - Mas olha o que isso vai custar!! A taxa da igreja, a decoração, a chuva de pétalas e tudo o mais. O sogro intervém tentando desviar o assunto: - E aí, vai ser churrasco ou strogonoff?
Nessa altura a cunhada volta com o copo de água para a mãe, enquanto toma, ela própria, um uísque sem gelo. Passado o bafafá inicial, todos se reorganizam na sala e então entram na parte mais delicada da organização de uma festa: A LISTA DE CONVIDADOS.
A cunhada – sempre ela – toma de uma planilha com papel e caneta e começa a listar. Para apimentar (que é só o que ela faz) ela abre a lista colocando as palavras: NOSSA FAMÍLIA e do lado... OUTRA FAMÍLIA. O noivo tenta falar alguma coisa sobre isso mas logo é impedido. Começa o debate. Vamos ver, tem que convidar o Tio Nestor e sua família, o que já acrescenta nove pessoas.
- Nove por quê? – a noiva reclama.
- Ah, a Almerinda faz questão de vir ao teu casamento.
- Quem é Almerinda? – diz o noivo.
A noiva envergonhada balbucia:
- É a empregada do Tio Nestor que nos conhece desde que a gente nasceu.
Pronto, o rolo está feito!
Meia hora depois o casal fecha uma briga feia no quesito EX-NAMORADOS(AS). O noivo insiste que vai ser obrigado a convidar a Maristela pois, apesar deles terem namorado doze anos, o motivo pelo qual ela vai estar lá é que ela virou amiga da família.
- Amarildo (este o nome do noivo), você não me provoque! Olha que eu vou convidar o Beto.
- Que Beto? Que Beto? Você nunca me falou de Beto nenhum.
O sogro intervém de novo: - E aí, gente, vai ser churrasco de costela ou de picanha?
A cunhadinha (agora ela está mais íntima) lembra que tem que convidar o Padre Ambrósio.
- O quê!!? O quê!!?? Além de eu ter que me batizar, gastar os tubos na cerimônia da igreja, perder tempo e dinheiro em nome da religião, agora estão me dizendo que vou ter que levar este Pedófilo para a minha festa de casamento. Olha Rochele (este o nome da noiva), a coisa tá ficando difícil. Sei não, sei não...
Depois de passarem pela lista de colegas de colégio, colegas de faculdade, colegas de trabalho, colegas de estágio em São Paulo, colegas do Curso de Dança no CTG Porteira Guasca, o grupo começa a debater e opinar sobre o pessoal do prédio, os amigos do Posto de Gasolina, a turma de tricô, os parceiros da viagem ao Beto Carrero.
Passada a noite, todos estão alguns anos mais velhos, roucos, estressados, a cunhada volta para a Reunião de baby-doll (ela já está ficando mais que íntima, está ficando passada) e enfim a Lista de Convidados está concluída. As ameaças todas ficam impregnadas nas mentes de cada um. As ofensas, as ameaças (se o Valtor não for convidado eu não vou ao seu casamento, minha filha), as rusgas políticas (no meu casamento não entra gente de direita!!) e tudo o mais ficam como um cadáver no meio da sala.
A você, convidado, resta chegar na hora, sentar e levantar o braço: - Garçom, me traz aquela Skol bem gelada.
Aos anfitriões....as batatas.
Silvano – o impossível



NÚMERO EMBLEMÁTICO
Por mera coincidência, este COISA DE GORDO de hoje é o de número 379. No meu tempo de colégio, todos éramos numerados e este era o MEU número. Tanto que muita gente não lembra o meu nome. Mas sabe meu número de cor: - Vem cá 379 ! E lá vou eu. Para quem joga no bicho ou na megassena, eis a dica de aposta. Vai de 379 e tudo se ajeitará.


05/06/2008

Caem as Máscaras


Havia uma ilusão de que os políticos gaúchos eram diferentes daqueles do resto do país. Diziam alguns que aqui o povo seria mais politizado do que em muitos estados da União, que havia mais consciência cidadã e outras coisas mais. Os anos passados vieram nos mostrar que era mera ilusão. E vou mais além. Aqui nasceram e cresceram políticos da pior espécie. Corruptos de estirpe. Falsários. Enganadores. Esse escândalo do DETRAN gaúcho que já vinha se arrastando faz um tempo vem confirmar o que escrevi até aqui. A Polícia Federal indiciou 40 pessoas por desvio de dinheiro público. Ontem, para reavivar a nossa raiva, vieram a público as gravações das escutas telefônicas. Que bando de canalhas! Gente que se sentou lá na CPI e se mostrou ofendida em sua honra. Gente que fez beicinho para mostrar seriedade. E que agora, diante das gravações sonoras, passam a concorrer ao Prêmio Shell de Teatro. Verdadeiros enganadores. Embusteiros. E que dessa vez vieram do PP, ou seria PPB, ou quem sabe PPR, ou então PDS, que antes era ARENA! Claro, há ainda os que vieram do PMDB e uns que vieram do PSDB. Bando de vendilhões. Canalhas da pior espécie! Cada vez que a gente passa num posto de saúde e vê a fila de espera, vê os remédios que não chegaram na farmácia do SUS, vê a espera de cirurgias que nunca acaba...a gente tem que se dar conta de que são esses corruptos que causam isto. Roubam do povo, lesam a pátria e aí vão à CPI depor e negar tudo. Fazem cara de honra, ficam brabos, levantam aqueles dedos imundos em direção às câmeras. Ladrões, canalhas, usurpadores.
Forçado pela lei, renovei minha carteira de motorista recentemente, pagando algo em torno de 100,00 reais. Dinheiro para eles! Quinze dias atrás, paguei o IPVA do carro, algo em torno de 1.000,00 reais! Dinheiro para eles.
Será que a Governadora Yeda Arrogante Crusius não sabia de nada? Foi contaminada pela cegueira do Lula? Será que o Governador Germano Aumenta Impostos Rigotto desconhecia o esquema todo? É, vai ver eles também acreditam em Papai Noel.
Para os desinformados como eu, um amigo lembrou que este Lair Ferst que está no centro das denúncias é o marido da Miss Brasil Deise Nunes. A gente que veraneia em Garopaba olhava aquela mansão à beira-mar e todos diziam: - É a casa da Deise Nunes. Agora sabemos quem mantinha aquela casa! Nós!
Apesar de saber que são palavras ao vento (ou lágrimas na chuva, como diria o andróide do Blade Runner), morrerei bradando: - Cadeia nessa bandidagem! E o povo quer o dinheiro de volta!
Silvano – cadê o passaporte para o Paraguai?

29 maio 2008

Coisa de Gordo - 378


378 – COMENDO NO PÉ
Tem certas coisas que eu não sei dizer, esta é a frase do Lulu Santos naquela sua conhecida música. Pois é. Neste esfriar de estação, época de cítricos, laranjas, bergamotas e seus congêneres, recebemos carinhoso convite de amigos para que fôssemos ao Sítio deles num sábado de outono. A intenção era explícita, as árvores frutíferas estão a mil e eles queriam nos ofertar laranjas e outras coisas amareladas.
Devidamente munido de sacolas de plástico vazias, nos embarafustamos em direção ao interior do município. O local é dos mais agradáveis, bela casa de dois andares, algumas casas acessórias ao redor. Em meio a este cenário a Patrícia e o Rique nos acolheram com sua hospitalidade e sua atenção. A paisagem de beira de estrada, ao cair da tarde, é digna de fotos impressionantes.
Fotos que não pude fazer, por sinal. Logo abaixo explico.
Sem muitos rodeios, até porque chegamos no fim da tarde, fomos prontamente ao pomar no intento de encher as sacolas. Era uma verdadeira gincana. As árvores frondosas esbanjando produtividade, as laranjas caindo ao solo naturalmente. Começamos a colher as frutas direto do pé, e aí dava aquela euforia infantil. Pega daqui, pega dali, puxa um galho, olha aquela outra árvore, e agora...onde pego a próxima laranja? Dava uma dúvida diante de tanta oferta.
E enchemos uma sacola, e outra, e mais outra. Laranja de suco, laranja do céu, laranja de umbigo. Bergamota pequena, bergamota poncã. A variedade era imensa. As crianças deles correndo ao redor, nossa guria junto, davam o clima festivo do momento.
Num certo momento, passada a euforia inicial, as sacolas já abarrotadas, paramos em meio ao arvoredo para dar lugar a uma fantasia de muitos de nós. Comer a fruta ao pé da árvore.
Ali, naquela beira de estrada, com o sol se pondo lento no horizonte, degustamos bergamotas poncã as mais deliciosas, suculentas, doces de arder! E por estarmos ali, em meio ao pomar, os cuidados habitualmente presentes faziam-se desnecessários, ou seja, as cascas iam sendo largadas ali mesmo, as sementes também, enfim, era só comer e partir para a próxima fruta.
São essas coisas que ficam perdidas no tempo, perdidas no imaginário de toda uma população. Cena de filme! Quando se vai ao Supermercado e se pega uma fruta, a gente até pode imaginar de onde ela veio, o longo caminho percorrido, o transporte e tudo o mais. Mas dificilmente se vai além disso, da imaginação. No nosso caso, ali, na casa dos amigos, a cena era real, era forte, era contundente.
Não se está falando apenas de comer e degustar, havia algo maior no ar. Havia o carinho das pessoas que nos receberam, a amizade. Havia a paisagem impressionante. Havia as frutas coloridas e tão variadas. Havia os sabores marcantes, as cores fortes.
Enfim, foi uma pequena viagem ao paraíso. Perceba que não é algo tão inacessível. Há hotéis-fazenda, estações agrícolas e outras coisas mais que oferecem esta possibilidade. No nosso caso, o convite de amigos propiciou o acontecimento.
Se puder, se entregue a tal deleite. Você vai adorar!
O que sei é que desde então temos tomado Suco de Laranja natural, feito na hora, com um sabor inigualável! No café da manhã, no almoço e na janta. O comércio local deve estar estranhando o baixo consumo de Coca-light.
Silvano – o impossível


POR QUE NÃO FIZ FOTOGRAFIAS
A gente vive num mundo de adversidades. Tenho como um dos lemas de minha vida esta frase da Jane Tutikian que coloquei ali ao lado: “NÃO, NINGUÉM TE DISSE QUE SERIA FÁCIL!!..” Dia desses, chegávamos de viagem, as malas sendo descarregadas do carro, toca o telefone e era uma pessoa pedindo atendimento médico a uma criança. Sim, perceba, em cidades pequenas isso ainda é plausível. As coisas por vezes acontecem assim. Parei tudo que fazia, o corpo cansado da viagem, as malas por desfazer. A criança chegou e o atendimento foi procedido. Tratava-se de uma crise de ASMA, o menino estava com uma certa falta de ar. Preocupado com isso, pedi licença à mãe da criança e adentrei a área íntima da casa para, nos remédios que dou aos meus filhos, buscar uma medicação de alívio ao pobre asmático ali presente. Pois bem, amigo(a), nestes segundos em que me ausentei da sala, neste curto espaço de tempo em que saí para socorrer a saúde de uma criança, A MULHER FURTOU MINHA CÂMERA FOTOGRÁFICA DIGITAL! Isso mesmo, a mãe do paciente que eu tentava ajudar! Não me dei conta na hora, apenas fui perceber o ocorrido horas (dias) depois. E quanto mais penso nisso mais chocado fico! Estavam ali presentes a LADRA, seu filho de cerca de oito anos e uma outra filha de uns treze anos! Que exemplo de vida esta pessoa deu a estas duas crianças! Que coisa mais devastadora! Uma mãe que, adentrando o lar de um médico, aproveita-se de um descuido para FURTAR um objeto...... isso tem efeitos assustadores na vida dessas duas crianças. Dois futuros ladrões! Que pena! Na parte legal, não vejo como fazer coisa alguma. Seria a minha palavra contra a dela. A palavra do “hipersuficiente” (EU), contra a palavra da “hiposuficiente” (ELA). Sem fazer fotos, portanto, eis o meu estado atual.


ALÉM DA JANE, LEMBREI DO POETA RUSSO MAIAKOVSKI:
Não estamos alegres,
É certo,
Mas também por que razão
Haveríamos de ficar tristes?
O mar da história
É agitado.


ESTA HISTÓRIA DOS VEREADORES..
...é de ofender a população. Os caras (sim, aqueles pilantras do Congresso Nacional) aprovaram na surdina, o aumento do número de vereadores país afora. Vergonha, vergonha, vergonha! Bando de canalhas, usurpadores dos bens da população. E não me venham dizer que o projeto prevê a redução dos gastos com as Câmaras. Nós sabemos que assim que os novos entrarem, os mesmos caras vão aumentar a grana! Bando de vendilhões! Quer ver o absurdo disso? Aqui, na minha pequena cidade, houve tempo em que eram TREZE vereadores. Para um universo de quase 40.000 habitantes. Veio a reforma e reduziram para NOVE! Está mais do que bom. Tenho para mim que uns seis ou sete dariam conta do recado. Pois agora o número vai voltar a treze! Absurdo, absurdo , absurdo!


ESTA HISTÓRIA DA NOVA CPMF...
...é de dar raiva e vontade de ir embora. Prô Paraguai! A bancada governista, a turma do Presidente LULA, aquele do mensalão, do José Dirceu, do Silvinho, se organiza e volta à carga tentando sugar ainda mais o sangue da população! Querem aprovar MAIS IMPOSTOS! Bando de ladrões! Já bradei isso aqui ao tempo em que a Governadora Yeda Arrogante Crusius tentou aumentar impostos: - CHEGA, CHEGA, CHEGA! Para aumentar minha irritação, leio no jornal que o ex-governador Germano Rigotto é contra aumento de impostos. Mas que cara de pau! Logo ele que aumentou impostos durante o seu governo e suspendeu o aumento no último dia do seu governo! Bando! Bando! Bando!


29/05/2008

21 maio 2008

Coisa de Gordo - 377


377 - PERGUNTA CAPCIOSA
Esta coisa de ATENDER pessoas, este dia-a-dia que preenche a vida de médicos, psicólogos, fisioterapeutas e tantas classes profissionais mais, tem lá os seus mistérios. E as suas armadilhas.
Ficar do lado de lá de uma mesa, levantar o rosto e dizer: - O que há com você? – é a senha para que se escutem coisas as mais loucas possíveis. Inusitadas. Inacreditáveis. Estupendas. Arrasadoras.
Não, não se anime, não pretendo aqui contar segredos que já ouvi. De uma forma mais segura, volto no tempo e falarei de uma vez, eu ainda jovem, quando sentei do lado de lá da mesa e fui consultar. Ainda não era médico. Recém houvera passado no vestibular. A conversa fluindo, as informações postas, eis que o médico de então larga a caneta e me olha fixamente. Sim, naquele tempo os prontuários eram à caneta, guardados em envelopes pardos, que ficavam naqueles arquivos pesadões. Por detrás de seus óculos ele respirou fundo e me disse: - Tem alguma coisa que eu não perguntei mas que tu queiras me dizer?
Passados vinte longos segundos, intrigado que fiquei, respondi negativamente: - Não, não...nada que me ocorra agora.
Pela vida afora, sempre carreguei esta pergunta comigo. Vez que outra, já do outro lado da mesa, arrisquei-me a fazê-la a pacientes. Mas a impressão que tive, independente do lado da mesa em que estivesse, é que esta era a senha, a chave que abriria um portal para abismos de individualidades. Ora, que coisa mais vaga, mais ampla, mais profunda, tudo ao mesmo tempo!
Volta e meia me peguei imaginando que tipo de resposta eu poderia ter dado. O que em nada interessaria a você, leitor (a). Uma vida sem graça como a minha em nada o interessaria. Mas imaginei também o que certas pessoas fictícias responderiam, em consultórios, diante de tal pergunta. E então, tem alguma coisa que não perguntei, mas que você queira falar?
CASO 1: RAPAZ COM CARA DE REBELDE, CHEIO DE PULSEIRAS E CAVEIRAS: - Ahn...o quê? Coisa que eu queira falar? Bom...O negócio é o seguinte. Tô de saco cheio dessa minha mãe! Ela fica me levando a médicos, psicólogos, terapeutas alternativos, sempre inventando que eu estou cheio de problemas! Cara, tô enlouquecendo!!! A veia tá descompensada! Desde que meu irmão largou a mulher, o emprego, a casa, o carro e os cachorros e se mudou para uma pousada em Ubatuba para viver feliz com o dentista dele, nunca mais ela se ajeitou! Fica me levando a consultas com motivos absurdos, inventa dores que não tenho, coisas que não fiz. Já disse a ela: - Mãe, eu sou homem e vou ficar em casa ainda muito tempo. Tira esse grilo todo da cabeça!...... (silêncio na sala de consultas...a mãe com os olhos esbugalhados se levanta e vai em direção à porta...o médico..atordoado.....permanece congelado).
CASO 2: MULHER LOIRA, QUARENTA ANOS, MUITO MAQUIADA: - Você quer saber se eu tenho alguma coisa para falar? ALGUMA COISA (ela grita)? Cara, eu tenho o mundo todo para falar. E não é porque este banana do meu marido está aqui que vou perder esta chance. Esse cara não me enxerga, não me quer mais, faz tempo que vive comigo num enorme sacrifício. Olha o jeito dele, esse olhar disperso para a janela...é assim que ele me trata! Eu faço de tudo...TUDO....e ele nem me olha. Já fui com ele a boates de swing, a cabarés, acredita que até em boate gay ele já me levou? E tudo isso para quê? Para NADA! Ele não quer mais nada comigo e fica inventando coisas e pessoas dentro da nossa relação. Aliás, nem sei se ainda existe relação. O que sei é que me esforço, ma rasgo, me dou o tempo todo e ele NADA! NADA!!!! ...(o grito ecoa na sala de espera da Psicóloga, a secretária e os outros pacientes se entreolham encabulados).
CASO 3: HOMEM DE TRINTA E CINCO ANOS, TODO PERFUMADINHO, DE TERNO: - Alguma coisa para falar? Deixa ver...ih, olha só, acho que vou aproveitar a chance e tirar este peso de meus ombros. Sei lá, não estou conseguindo segurar mais. Olha, acontece o seguinte. Eu sei que ela me pegou na pior, me tirou do negativo no Banco, me deu casa, comida, viagens à Paris, me pagou a faculdade, me deu o carro do ano em todos esses anos. Mas cheguei ao meu limite. O Senhor olhe para ela e veja se tem cabimento um cara como eu estar casado com essa senhora de sessenta e cinco anos!! Cara, tô ficando constrangido. Ela de fato passou a ser um peso em minha vida. Sei, sei, ela logo vai começar a chorar, ela sempre me chantageia assim, olha só, olha só, já começou. Pois atingi o meu limite! Chega! Chega! Já tenho meu apartamento, meu carro, uma profissão estável, quero viver a minha vida e não a dela! Olha, foi muito bom ter vindo aqui. Quero resolver isso logo, pois tenho um curso de línguas em Londres semana que vem e já quero viajar livre disso tudo. Livre dela! ...( a senhora grisalha seca discretamente uma lágrima, abraça-se à bolsa de couro em seu colo e engole em seco....mais tarde o zelador do prédio escuta um estampido dentro do elevador, ao chegar encontra aquele homem, de terno, com um tiro na cabeça...a polícia nunca identificou o “assaltante”).
E você aí, tem alguma coisa que não lhe perguntei, mas você quer falar?
Silvano – se expondo a perigos


LEITOR COMENTA OS ALAFAJORES E BOCADITOS
Caro Silvano, aSra. Delonir é velha conhecida dos Alfajores e Bocaditos da marca Punta Balena. Eventualmente, é encontrado em Porto Alegre, sendo que uma vez tinha até no Bourbon, mas em todos esses lugares que já os achamos em Porto Alegre, nunca os conseguimos uma segunda vez. Felizmente, nossos padrinhos e amigos Rômulo e Rose vão à fronteira com freqüência e trazem para a Sra Delonir uma caixa destes regalos, e às vezes, sobra um para mim, que aprecio muito, também. Não provamos os brancos a que te referes. Já em Buenos Aires, na tradicional Havana, a griffe do alfajor em terras portenhas, tem o branco, mas não é chocolate, e sim um tipo de merengue. Eu, particularmente, gosto. Na Medialuna Café, Rua Dr Timóteo com Vinte e Quatro de Outubro, além das próprias medialunas, que adoramos, tem também um pequeno alfajor, sem cobertura de chocolate e com um coquinho ralo e ralado por cima, que é uma delícia e uma fortuna. Em Buenos Aires, este mesmo pequeno Alfajor tem em qualquer padaria, esquina ou café e por um vigésimo do que custa em Porto Alegre. Parece que a bolachinha é de maisena... Segundo a Sra Delonir, Alfajores, independente de seu formato e receita, fazem o maior sucesso!! Na mesma quadra do café Medialuna, tem a tradicional Primavera, assim como os Afajores, lá em B.Aires, tem aqueles sanduichinhos maravilhosos por todo parte... e um Alfajor de sobremesa, completa o tudo de bom! Se eu começar a falar de comida e Buenos Aires... não paro mais. Abraços, James e Delonir.


22/05/2008

DICA DE FILME: A LENDA DE BEOWULF


Não entendo muito esses diretores de cinema. O Robert Zemeckis já tinha feito um filme assim (O Expresso Polar) e agora vem de novo com esta história. Fez um filme, A LENDA DE BEOWULF, todo em animação, valendo-se do formato, da ação, dos gestos e trejeitos de atores de verdade. Me pergunto: - Para quê? Eu prefiro um filme real, onde apareçam o Anthony Hopkins, a Angelina Jolie, o John Malkovich entre outros. Pois o cara se valeu de toda esta gente e fez um filme animado. Claro que os efeitos são lindos, as tomadas estupendas, mas é tudo artificial. A história é bem tramada mas termina onde começou. O ciclo se fecha. Num vilarejo viking, o povo vive às voltas com um monstro, meio gigante, até que uma espécie de herói aparece, luta com o monstro, sucede o Rei, ganha a Rainha de brinde e a matança continua. Sei lá. Acho que há filmes melhores na locadora. Nota: 6,0.
Silvano

Ficha Técnica
Título Original: Beowulf
Gênero: Animação
Tempo de Duração: 113 minutos
Ano de Lançamento (EUA): 2007
Direção: Robert Zemeckis

15 maio 2008

Coisa de Gordo - 376



376 – ALFAJORES E BOCADITOS
Você por certo sabe o que é um Alfajor. Ora, alfajores são aquelas delícias uruguaias que sempre se come quando lá se vai a passeio. Trata-se daquela bolacha, na verdade uma bolachona, recheada de doce de leite e recoberta com chocolate. Os caras fazem história fabricando estas coisinhas deliciosas.
Uma de minhas comadres, e veja que elas são muitas, é especialista neste assunto. Declara-se viciada em Alfajores. Que são o seu doce favorito. De fato os Alfajores têm um certo charme. Eles mesclam coisas fortemente doces como o chocolate e o “dulce de leche” – doce de leite – uruguaio, conseguindo quebrar o peso de tanto açúcar com a bolacha mais amena. A combinação fica deliciosa. E forte. E pesada.
Mas falava desta comadre e lembro que ela certa feita advertiu-me que a melhor marca de Alfajores é a Punta Ballena. Esta indústria (cujo nome alude a uma praia e a uma bela paisagem uruguaias) fabrica o Alfajor Negro, marca tradicional do produto ao sul da América do Sul. Negro, pois é de chocolate escuro. Há os similares feitos com chocolate branco.
Perambulando por cidades fronteiriças, o que mais se vê à venda nos free-shops e afins são caixas deste delicioso doce à venda. Quem vai a Rivera, Chuy, Rio Branco e similares sabe do que estou falando. A gente fica ali zanzando entre perfumes e vinhos, mas sempre esbarra numas caixas pretas repletas de tais doces.
Adentramos solo uruguaio, você bem o sabe, para uma rápida incursão consumista, recentemente. Por uma certa distração minha, ou mesmo por uma grosseira falta de informação, tratei de adquirir uma ou duas caixas de Alfajores do tipo Negro, sabedor de que na volta me lambuzaria os dedos ao comê-los. Fosse pelo intenso movimento de clientes nas lojas, fosse por uma crescente falta de vista que acomete as pessoas acima dos quarenta, não percebi que havia, nas caixas um diferencial crucial. Os caras lançaram um produto diferente e não me avisaram. E o pior é que a novidade, para mim, pareceu melhor que o original.

O nome do troço é BOCADITO e consiste no seguinte. Os caras mantiveram a bolacha de baixo, mantiveram o doce de leite acima dela, só que ao invés de botarem outras bolacha por cima, apenas cobriram com chocolate e deram o serviço por concluído. Amigo(a), ficou delicioso.
Sabe aquele peso do Alfajor original, aquela massa toda? Aqui ela não existe mais. O doce fica mais leve, mais atraente, menos forte, irresistível.
Ao invés de ter trazido caixas de Alfajores, deveria ter trazido, isto sim, algumas Caixas de Bocaditos.
Não falei com a comadre sobre isso, ela por certo me dará uma aula sobre ambas as iguarias, lançando sobre mim toda sua cultura, sua verve, sua sabedoria nesta área. Quando um dia, cruzar fronteira com Santa Catarina e for visitar a cidade de Jaraguá do Sul, terei que bater à porta dela para conversarmos sobre tais novidades. Óbvio é que não poderei chegar de mãos abanando. Para que as teses sejam delineadas, as teorias sejam explicadas, as repostas sejam alcançadas, teremos que nos lançar a um duelo cruel de gastronomia, provando inúmeros espécimes de ambas as modalidades, até que cheguemos a um consenso em assunto tão pertinaz. Sei não, a julgar pela experiência da comadre nesta área, tendo a ser vencido em meus propósitos. Ela vai acabar me convencendo que o Alfajor é melhor. Mas não interessa. A mim sobra a missão de tentar e cada vez mais tentar convencê-la do contrário, após a ingestão de dezenas de Bocaditos uruguaios. Pelo sim, pelo não, vou ter que começar a fazer os estoques. Dos dois.
Que dureza.
Silvano – intoxicado de dulce de leche


NÃO COSTUMO FALAR DE FUTEBOL....
...isso que sou colorado, Campeão do Mundo, Campeão Gaúcho e outras coisas mais. Mas esse jogo de ontem, Inter x Sport Recife, pela Copa do Brasil, teve um placar injusto! A julgar pelo “baile” que os caras do Sport deram no nosso time, a julgar pelo fato de que o Inter não jogou NADA no segundo tempo, a julgar pelas defesas heróicas do nosso goleiro Clemer, o placar era para ter sido uns 6 x 1. Vão jogar mal assim lá no raio que os parta!


15/05/2008

LEITOR RECOMENDA FILME


Caríssimo Doutor... Assisti hoje à tarde, por indicação da própria locadora, o filme "1408" com Samuel L. Jackson e John Cusack, entre outros. Suspense com uma seqüência muito interessante e (pode acreditar) NÃO TEM a "ruptura" que geralmente acompanha a grande maioria dos filmes "Hollywoodianos". O filme segue a mesma linha do início ao fim. Acontecem alguns fatos que quase levam o filme para o lado policial, mas em seguida retorna ao estilo do início. Gostei... Um abraço . Conrado Ramos Caletti

08 maio 2008

Coisa de Gordo - 375


1 - Alemanha: Família Melander de Bargteheide.Despesa com alimentação em 1 semana: 375.39 Euros / $500,07 dólares


375 - O QUE SE COME NUMA SEMANA
Já vi isso em alguns canais da SKY, nestes programas de dieta. Trata-se de uma estratégia para fazer a pessoa se conscientizar do quanto ela come numa semana. Por ser uma coisa em geral exagerada, aquilo tudo dá um susto no gordo candidato a emagrecer e assim começa a dieta. De fato isto funciona.
Para você ter uma idéia, faça o mesmo em relação aos seus gastos! Isso mesmo, gastos com dinheiro! Quando alguém lhe telefona oferecendo uma TV por assinatura, um plano de saúde, uma linha telefônica, calcule não o quanto você vai pagar por mês, mas coloque isso no ano todo. O vendedor lhe dirá: - A mensalidade da SKY sairá por apenas 150,00! Aí você colocará isso no ano, e dar-se-á conta de que vai pagar 1.800,00 reais por ano! Ah, você dá um berro, mas que coisa cara!
De uns tempos para cá, tenho me safado de várias armadilhas neste setor, apenas fazendo esta conta. Ora, o Imposto de Renda não leva em conta o que você ganha num mês, ele (o Leão) quer saber o que você ganhou em um ano! Pois é, aprendi com o Leão.
Colocar sobre uma mesa toda a comida de uma semana é qualquer coisa de cruel. Amigo(a), você nem imagina o quanto come! E tudo isso em apenas sete dias.
Certa feita, uma amiga nos pediu cascos vazios de refri (os famosos litrões PET) ao que nós começamos a juntar as garrafas vazias sobre um armário da cozinha! Foi assustador! Em muito pouco tempo o armário estava lotado de garrafas e ao levar a encomenda na casa dela fiquei vexado! Tudo isso? – ela se admirou. Tudo isso – reconheci. Ou seja, estávamos bebendo refri demais!
Veja você, se juntar aquele café com leite do amanhecer, já são sete xícaras. Aí vem o pãozinho com margarina e frios. Serão sete pãezinhos, sete colheres de chá de margarina e quatorze fatias de frios (queijo + mortadela). Perceba que estamos apenas nos primeiros dez minutos do que você come no dia. Prosseguindo tal cálculo pelo dia afora, e colocando este total todo numa mesa, multiplicado por sete, você vai cair da cadeira. Verá que somos muito exagerados, superlativos, abusados.
Pois os caras fizeram um comparativo do consumo semanal não apenas por pessoa, mas por toda uma família. Variam as caras das pessoas em cada país, varia o número de pessoas que comem naquela casa, varia a qualidade, a quantidade e o custo em dólar das dietas variadas.
Enfim, as imagens e os valores são bem interessantes. Este material me foi enviado pela amiga Sônia, a gloriosa esposa do Professor Zeca, aquela que faz bandejas de SUSHI por encomenda!
Deixo ao seu deleite!
Silvano – exagerado e jogado aos seus pés


08/05/2008

Estados Unidos e Itália


2 - Estados Unidos da América: Família Revis da Carolina do Norte Despesa com alimentação em 1 semana: $341,98 dolares

Ô, americanada...quanta pizza e carbohidrato! E veja que são apenas quatro bocas na mesa.






3 - Italia: Família Manzo da SecíliaDespesa com alimentação em 1 semana: 214.36 Euros / $260,11 dolares

Olha o amor dos italianos pelos pães! Que vício! E será que eles jantam diante daquela TV arredondada?

México e Polônia



4 - México: Família Casales de Cuernavaca Despesa com alimentação em 1 semana: 1,862.78 Pesos / $189,09 dólares

Olha os mexicanos aí, gente! Veja que há bastante fruta, verdura, mas veja também o braço roliço deste guri de vermelho. É, tá sobrando Coca-cola.






5 - Polônia: Família Sobczynscy de Konstancin-Jeziorna Despesa com alimentação em 1 semana: 582.48 Zlotys / $151,27 dólares

Dá-lhe, polacada! Tão comendo bem, hein? Também, é pouca gente para a mesa..

Egito e Equador



6 - Egito: Família Ahmed do Cairo Despesa com alimentação em 1 semana: 387.85 Egyptian Pounds / $68,53 dólares
Olha a cara desse bebê gorducho de verde, olhando para a ração semanal e pensando:...tá pouco!!...







7 - Equador: Família Ayme de Tingo Despesa com alimentação em 1 semana: $31,55 dólares

Veja a cara de alegre do pai da família, a dentadura do indivíduo. Perceba ainda que o número de bocas é grande, e a comida nem é tanta assim...



Butão e Chade



8 - Butão: Família Namgay da vila de Shingkhey Despesa com alimentação em 1 semana: 224.93 ngultrum / $5,03 dólares

Vejam o que é a miséria, a frugalidade, a vida dedicada a coisas menos materiais. Cara...tá dando uma fome...





9 - Chade: Família Aboubakar do campo de refugiados de BreidjingDespesa com alimentação por semana: 685 Francos / $1,23 dólares
Amigo(a), este imagem e este valor são de arrasar. Lembre que estamos falando da comida que se come numa SEMANA, não numa refieção! Que dureza.
Silvano




02 maio 2008

Coisa de Gordo - 374



374 – PARAR NA ESTRADA = PASTEL
Certo, certo, tudo na vida são questões de gosto e atitude. O que vale para um nem sempre vale para os outros. Mas nessa questão específica, a frase aí do título para mim é lei. Quando estou em viagem, sempre que paramos em algum lugar, restaurante, bar, seja lá o que for, vejo-me obrigado, coagido, intimamente forçado a comer um pastel de carne.
Sim, amigo(a), um pastel. Há pessoas que pedem pão de queijo, os que pedem rosquinhas, há os fissurados em Massa Folhada (Mil Folhas). No meu específico caso, em viagem, tem que ser pastel de carne.
Perceba que as coisas não são estanques (como diziam aqueles estudantes do PT e do PC do B, de minha juventude universitária). O fato de se comer um pastel de carne não impede que se comam outras coisas. Mas a pedida inicial sempre é o pastel de carne. Aliás, em certos botecos por este país afora, nem precisa dizer o sabor. É só dizer: - Me dá um Pastel! E ele é prontamente servido.
A sra Kátia tem lá os seus cuidados. Diz que comer fritura já é prejudicial, e que comer fritura de viagem, num lugar desconhecido, é mais prejudicial ainda. Pode ser. Mas é delicioso.
Munido desta característica, ando por aí, quilômetros e mais quilômetros, sempre desbravando o sabor dos pastéis. Não importa muito o local visitado.
Lembro de uma propaganda da Teem, aquele refri sabor de limão da Pepsi, onde o cara dizia para provocar a sede até não agüentar mais. Aí aparecia o cara chegando num bar de faroeste, todo empoeirado, e para piorar pedia um saco de batatas fritas. Ato contínuo ele emborcava uma garrafa de Teem bem gelada. Pois bem.
Cada vez que paro o carro nas viagens, ao descer e me aproximar do balcão, lembro do cara da Teem. Só que, ao contrário dele, eu chego com a voz rouca, bato no balcão e digo: - Me dá......um pastel.
E então me dedico a provar.
Tenho comido cada pastel! Cada sabor! Cada viagem!


Quer ter uma idéia? Estávamos a caminho da fronteira Brasil- Uruguai, saíramos da cidade de Rio Grande e íamos de vento em popa até o Chuí. No meio do nada, naquela distância de 230Km que separa as duas cidades, no município de Santa Vitória do Palmar, paramos para um café. Quer dizer, os outros queriam café. Eu estava a serviço de meus leitores. Queria testar e aprovar mais um pastel por este Brasil afora.
As fotos mostram o quilate do lugar.Uma pequena (ou média) birosca, empoeirada, envelhecida. Os banheiros eram pequenas pocilgas, reboco à mostra nas paredes, iluminação precária.
Tudo isso era apenas um disfarce, um obstáculo entre mim e os pastéis. Mas não se preocupe, tais adversidades superficiais não dobram um gordo ávido por um pastel. Ao contrário. A gente fica imaginando: - O que esses caras estão escondendo por trás disso tudo? Resposta óbvia: - Só pode ser um pastel.
Amigo(a), que delícia de pastel! Bem fritinho, salgadinho, saboroso. De fato, a tosca aparência do lugar era apenas uma fachada a esconder uma delícia de pastel. Nesse momento esquecem-se as dificuldades da viagem. A distância, o asfalto, os caminhões, o lugar simples para lanchar, a aparência deste lugar.
E aí a gente se concentra na textura e no sabor desta coisa tão deliciosa chamada Pastel de Carne.
A busca continua, companheiro(a). Terei que comer muitos pastéis ainda por aí. Este dado estatístico eu já posso dar. Lá no sul do Brasil, pertinho do Uruguai, no município de Santa Vitória do Palmar, há um pastel que merece ser consumido. É na Lancheria Alvorada, ao lado de um Posto de Gasolina.
Quer a maior prova de que a coisa é boa? Na volta da viagem, cansados e extenuados, paramos para comer outro pastel.
Que loucura.
Reafirmando: - Parar na estrada = pastel! E ponto final.
Silvano - itinerante


02/05/2008

29 abril 2008

Dica de Filme: INVASÃO DE DOMICÍLIO


Às vezes a gente tem uma surpresa na TV por assinatura. Zapeando nos canais, encontramos um belo e desconhecido filme. O nome é este aí em cima, Invasão de Domicílio. Reunindo um pequeno elenco, o diretor Anthony Minguella (o mesmo de O Paciente Inglês) fez um filme terno, instigante, sensível por demais. Encabeçando o elenco temos Jude Law e Juliette Binoche. Só por isso o filme já vale a pena. Reunir na mesma tela duas feras desse porte é algo notável. E o engraçado é que ela é mais velha do que o Jude Law. Lembro de filmes bem antigos onde esta bela atriz já brilhava, tempos em que o Law deveria ser criança. Mas tal diferença não se mostra abertamente, muito antes pelo contrário. Os dois fazem um par perfeito. Will (Jude Law) é um próspero arquiteto e tem sua empresa atacada por ladrões de computador. Uma gurizada invade a empresa e leva o notebook do cara. Indignado, ele segue um dos ladrões até sua casa, passando a conhecer a mãe dele, Amira (Juliette Binoche), uma refugiada bósnia na Inglaterra.
O que era para ser uma contenda policial, transforma-se rapidamente num embate de emoções. Quando Will enxerga Amira, é como se já a conhecesse, como se fossem destinados, a vida dele entra num turbilhão afetivo.
Com uma atuação impecável do Jude Law, incluindo um sotaque inglês bem característico, o filme vai crescendo a cada minuto transcorrido. E aí surge e mais uma vez se reafirma a linda Juliette Binoche, atriz que verte emoção em cada passo que dá diante do expectador. Linda, charmosa, atraente, misteriosa, mãe zelosa, a cada novo take ela diz a que veio e não decepciona a ninguém.
Não entendo como este filme não foi famoso, não concorreu a Oscar em nenhuma categoria, fomos vê-lo por acaso no HBO, numa noite de semana.
Imperdível. Filmaço. Nota: 10 !
Silvano – cinéfilo de meia tigela.

Ficha Técnica
Título Original: Breaking and Entering
Gênero: Drama
Tempo de Duração: 120 minutos
Ano de Lançamento (EUA / Inglaterra): 2006
Direção: Anthony Minghella
Roteiro: Anthony Minghella


Elenco
Jude Law (Will)
Juliette Binoche (Amira)
Robin Wright Penn (Liv)
Martin Freeman (Sandy)
Ray Winstone (Bruno)
Vera Farmiga (Oana)
Rafi Gavron (Miro)

24 abril 2008

Coisa de Gordo - 373



373 – MERCADO DAS GASOSAS
Num exercício de volta ao passado, vivências da infância, já declarei aqui neste espaço meu apreço gustativo aos refrigerantes de POMELO. Para quem não lembra, o pomelo é uma fruta cítrica, algo entre uma laranja e uma lima, com um gosto amarguinho característico. Cito que é uma volta à infância pois só bebíamos o tal refrigerante em nossas idas à Rivera (Uruguai). Ao cruzarmos a fronteira de volta ao Brasil, deixávamos do lado de lá aquele sabor inigualável (amargo no fundo) por lá, para nunca mais provar.
Anos mais tarde, desta vez em território argentino, pude mais uma vez degustar o delicioso sabor do Paso de los Toros, um dos refrigerantes desta estirpe. E aí veio uma pergunta: - Por que não se vende isso no Brasil? Por que nunca lançaram isso por aqui? Num país que já teve Mountain Dew e Crush, não seria de admirar.
Dia desses cruzamos de novo a fronteira uruguaia e eu, em plena crise de abstinência, pedi um refri de pomelo. Passados anos e anos, pude sorver de novo esta maravilha. E aí fui defrontado com uma revelação. Deste vez o nome do refrigerante era Quatro, e trazia no pé da lata descartável aquela clássica inscrição: “Un producto de Coca-cola Company”.
Puxa!!.. – pensei eu – até isto é da Coca-cola. Mas se é da Coca, por que eles não lançam no Brasil? Conversamos na mesa e deduzimos que há coisas neste mercado que parecemos desconhecer. A mesma Coca-cola é dona do Guaraná Kuat, e nem por isso o lança nos países vizinhos. É como se houvessem nichos de mercado, reservas, regras obscuras que determinam o que vai ser bebido e aonde.
Sem laivos de novidade, mas até com certo enfado, fui depois perceber que o Paso de los Toros é propriedade da Pepsi Company. Que coisa, os caras são donos de tudo.


A mim, eterno admirador, só resta lamentar e tentar entender os meandros deste lúgubre e refrigerado mercado.
Há uma teoria mais simples. Alguém na mesa alertou que talvez os caras não tenham lançado isso no Brasil pois só haveria uma pessoa na fila de compra: - EU! De fato, não é uma bebida para muitos. Tem um gosto amargo incomparável, mas que é delicioso. Quem toma Campari talvez me entenda melhor. E veja que não gosto de Campari.
É um cítrico agradável, delicioso, saboroso, encorpado, de cor parda, um bege claro característico. Como demoro a voltar ao exterior, tratei de trazer um pequeno estoque, embalagens de 1,5litro na versão light. Trouxe dois fardos de seis garrafas. Estou bebendo com um conta-gota. Não sofro grande concorrência doméstica, posto que os paladares caseiros ainda estranhem tal sabor.
Se alguém for ao exterior, Uruguai, Argentina, Paraguai, já sabe o que me trazer de presente. Nada de quinquilharias e espelhos coloridos. Traga-me um fardo do Paso de los Toros, versão light, e eu, a exemplo da Branca de Neve, viverei feliz para sempre.
Silvano – com gosto amargo na boca


QUE PENA
Desde que o governo Fernando Henrique criou o Pecúlio Comunista, esta bolada de dinheiro que os supostos perseguidos da ditadura amealham do contribuinte, um carnaval foi começado. Às custas de nosso suor e trabalho. No dia que o Carlos Heitor Cony se declarou um perseguido da ditadura, parei de ler qualquer coisa escrita por ele (inclusive ele nem dorme mais por causa disso!). Achei ofensivo, achei um absurdo, uma pouca vergonha. Para desmazelo meu, li que o Ziraldo e o Jaguar, dois mitos do Pasquim, enveredaram pelo mesmo caminho. Vão ganhar uma boladinha de um milhão, e depois um salário vitalício entre cinco e dez mil reais por mês. Amigo(a), estou ficando sem referenciais. Como dizia o Cazuza, meus heróis estão morrendo de overdose. Overdose de pouca vergonha na cara! Que pena.


24/04/2008