20 março 2008

Coisa de Gordo - 368


368 – CALCULANDO A PÁSCOA
Uma amiga e leitora (Mara) me faz voltar no tempo, pedindo que eu comente aqui o porquê das diferentes datas de Carnaval. Num ano é mais cedo, noutro é mais tarde. Já escrevi sobre este assunto nos tempos do SITE, o que não impede que eu volte a debater o tema de novo.
Já naquela ocasião me vali do livro do Marcelo Duarte, O GUIA DOS CURIOSOS, verdadeiro manancial de cultura inútil, um dos meus hobbies favoritos. Lá, na página 386 está escrito: Como calcular a Páscoa?
Opa, dirá você, mas a leitora perguntou sobre carnaval. Calma, é que as datas estão intimamente relacionadas. Determinando o dia do domingo de Páscoa, você volta quarenta dias (a quaresma) e tem a quarta-feira de cinzas. Logo, quarenta e três dias antes temos o Carnaval. Esta a dica que está no livro e que gerou uma pequena dúvida em mim. Explicarei logo abaixo.
A palavra Páscoa significa “passagem” e alude àquela famosa travessia que o povo hebreu fez no Mar Vermelho, fugindo da escravidão no Egito.Com este sentido, a Páscoa foi instituída no ano de 1513 A.C. e continua sendo festejada pelos judeus, só que noutra data. Tudo isso está lá neste livro que citei.
A Páscoa cristã significa a ressurreição de Jesus e é festejada noutra data, que foi determinada pelo Papa Gregório XIII no ano de 1582. Ela se dá no primeiro domingo depois da lua cheia que ocorre em 21 de março ou depois disso. De tal sorte que o domingo de páscoa nunca será antes de 22 de março, nem depois de 25 de abril. A quarta-feira de cinzas se dá 46 dias antes da Páscoa, a terça-feira de carnaval se dá 47 dias antes. Isso está no site da UFRGS, na parte de astronomia. Esta conta dá certo!
Mas e o cálculo da data? Vamos aos fatos.
Para calcular o dia da Páscoa, divida o ano por 19, some 1 ao resto da divisão e você terá o chamado “número dourado”. Ele mostra a data da lua cheia pascal. Por exemplo, dividindo o ano de 1995 por 19 dá 105. O resto é zero. Some 1 a este zero e o resultado será 1. Procure a data no número 1 da tabela abaixo, que calcula a Páscoa de 1900 a 2199. A Páscoa é festejada no domingo seguinte.
Ufa, agora entendo o que os padres fazem nas horas vagas. Inventam regras as mais malucas e depois gastam seu tempo calculando o resultado dessas regras.
Ah, sim, a tabela secreta:
Número Data
1.........................................14 de abril
2.........................................3 de abril
3.........................................23 de março
4.........................................11 de abril
5.........................................31 de março
6.........................................18 de abril
7.........................................8 de abril
8.........................................28 de março
9.........................................16 de abril
10.......................................5 de abril
11.......................................25 de março
12.......................................13 de abril
13.......................................2 de abril
14.......................................22 de março
15.......................................10 de abril
16.......................................30 de março
17.......................................17 de abril
18.......................................7 de abril
19.......................................27 de março
Fui testar esta truncada fórmula para a Páscoa deste ano. Impressionante, deu certo. Você acha isso pouco importante? Lembre que todo o Carnaval do Rio de Janeiro, bem como o do resto do mundo, depende deste singelo cálculo. Viu só? Até isso está nas mãos da Igreja. Vejamos este ano.
Pegando 2008 e dividindo por 19 chegamos a 105, sendo o resto 13. Somando 13 com 1, temos o número 14. Olhando na tabela, 14 indica a data de 22 de março (sábado próximo). O domingo seguinte é o domingo de Páscoa (23 de março). Na mosca!
Partindo de 23 de março, fui contando para trás no calendário. Usando a dica do livro do Marcelo Duarte (voltar quarenta dias para chegar à quarta-feira de cinzas) chega-se ao dia 12 de fevereiro , o que está errado. Mas usando a dica da URGS (quarenta e sete dias antes) chega-se ao dia 5 de fevereiro, o que dá certo. Mas o resto da fórmula toda está certo, incluindo a tabela ali acima. Pode guardar, usar e calcular.
Não sei bem para quê.
Silvano – o rei da cultura inútil


NÃO DAVA PRÁ TER FALADO DE BACALHAU?
Claro, claro! Amanhã, dia santo para os católicos, estarei degustando as artes culinárias do Flavinho, meu cunhado, especialista em animais e frutos do mar. Mesmo não sendo católico, entregar-me-ei a este ritual tão difícil de ser cumprido. Mandar bala num peixe frito, destroçar camarões graúdos, abocanhar lascas enormes de bacalhau. Estes católicos......


MAS E COMER CARNE?
Comeria e como com o maior prazer. Aliás, ano passado comemos um delicioso churrasco no litoral gaúcho, num alegre encontro com amigos. Vai ver que é por isso que sou amaldiçoado. A maldição de viver numa boa e tentar ser feliz.


20/03/08

14 março 2008

Coisa de Gordo - 367


367 – Plantão Calórico
Nessas correrias de feriados, andei desbravando certas terras desconhecidas, algumas cidades novas e me dediquei a fazer alguns plantões, aqui e ali. Estando em tais locais de trabalho, mergulhado nas rotinas de Postos de Saúde, Hospitais e congêneres, percebi uma coisa que me soou familiar. Sim, é algo que eu já sabia, mas meio que tinha esquecido.
Fazer plantão engorda!
As horas vão se sucedendo, as situações se apresentando, e as pessoas que trabalham assim buscam certos subterfúgios para ficarem acordadas. Ou pelo menos, mais atentas. Elas passam a comer!
Cena comum no meio de uma madrugada é alguém tirar do bolso um pacote de Bolacha Recheada, um pacotinho de Elma Chips, uma caixa de Bis Lacta e outros recursos mais. Aquela lerdeza das quatro da manhã, aquilo que alguns chamam de “lombeira” é muito bem combatida com coisas calóricas.
De tal sorte que é comum as pessoas que trabalham em ambientes assim (hospitais, clínicas, etc) acabarem por engordar. Perceba então que se o regime de plantão, ou o regime de trabalho noturno já contém em si um quê de insalubridade, dever-se-ia acrescentar a isso esse risco adicional. Comer demais. Comer mal. Comer em excesso.
Ninguém que esteja de plantão pensa em comer alface ou chá de acelga. Não, isso está fora de questão. O que se pede para comer nessas horas é Cheese-Bacon, Prensado reforçado, Batatas Rufles. Tudo isso regado a Coca-cola (que raramente é light). Os funcionários buscam um refri para beber e quase nuna se lembram de trazer um light. Pode ser que alguém da turma não goste. O refrigerante normal, doce, bem calórico, é quase que regra, portanto.
Voltei no tempo, época em que era bem mais jovem e lembrei de quando trabalhava no Pronto Socorro Cruz Azul, em Porto Alegre, ainda como interno. Uns meses depois voltaria para trabalhar com médico. Numa certa noite, movidos por este desejo intenso de comer madrugada adentro, um médico de plantão na Clínica Geral (o Dr. Tita – apelido carinhoso de um atualmente renomado cirurgião de cabeça e pescoço) cumpriu uma coisa que prometera em ocasião anterior. Ele dissera que traria uma forma inteira de Pimentões Recheados, uma especialidade culinária da mãe dele. Altas horas, da noite, o movimento mais calmo, ele foi na casa da mãe e trouxe o prato. Loucura total, delícias a mil no meio da madrugada. Lembro de comer aquele saboroso Pimentão Recheado. E lembro que havia uma euforia no grupo, os médicos, os internos, os funcionários, motoristas, enfim, todos confraternizando no meio da noite.
Isso é uma coisa interessante. Com o passar das horas as classes sociais vão se diluindo, as estranhezas vão sumindo e formam-se bons grupos de trabalho, grupo de parceiros, amigos.
Volto aos tempos atuais, recordo de outro plantão que andei fazendo, vinte e quatro horas, meio de um feriado. Chegada a hora do almoço, os funcionários se reuniram e combinaram de fazer um churrasco. Fizeram uma vaquinha, compraram uma carne simples, mas deliciosa, associaram uma salada de maionese e um arroz. Pronto. Estava feito o banquete. Enquanto atendíamos os pacientes do final da manhã, os vigilantes e motoristas assavam a carne nos fundos do Posto. Foi um dos melhores almoços que lembro em tais locais. De dar água na boca!
Eis a constatação. Fazer plantão engorda! E não pense você que isso se restringe à área médico-hospitalar. Tem muita gente que faz plantão por aí e incorre no mesmo risco. Pessoas de informática, mantenedores de sistemas computadorizados, verdadeiros vigilantes da tecnologia. Também eles comem noite adentro. E por aí afora, temos os vigias, os policiais e tantas outras classes profissionais. Dê uma conferida na circunferência abdominal de tais servidores. Frequentemente estará acima do esperado.
Fazer o quê? Ficar acordado dá trabalho....
Silvano – com sono mas sempre com fome


OS OVOS DE RAPADURA ESTÃO BOMBANDO
Sabe os Ovos de Páscoa feitos de rapadura que citei em linhas abaixo? Viraram mania, estão bombando. Não perca seu tempo, faça uma páscoa diferente. Além dos Sonhos de Valsa e Diamantes Negros, incremente sua festa com Ovos de Rapadura.
Você vai gostar. Como diria o “Seu Creysson”....eu agarântio!


14/03/08

12 março 2008

Receitas On Line


Recebo comunicação de um site muito legal, chamado RECEITAS SIMPLES E RÁPIDAS. É um site de receitas culinárias super-completo, bem variado. Há toda uma série de categorias já na página de abertura, quais sejam: Bebidas, Carnes/Aves, Churrasco, Diet, Doce, Entradas, Lanchonete, Leite e Derivados, Molhos, Pães, Papinhas para bebês, Pastas, Peixes, Risotos, Saladas, Sobremesas, Sucos, Sopas e (UFA!) Vegetarianas. Clicando em qualquer uma delas, você é direcionado para um lista, escolhe o que quer e clicando no título acessa a receita completa. E ainda por cima Simples e Rápida.
Pelo linguajar, cheguei a pensar que se tratasse de um site português, mas entrando em contato com seu mantenedor descobri que o cara é daqui mesmo. O nome do autor é Rodrigo, apelido Kaneda, e ele informa que as receitas são enviadas por internautas. A coisa toda é mantida a partir de Ribeirão Preto-SP.
Está dada a dica, portanto. Vale a pena o passeio.
http://www.receitassimples.com.br/
E numa hora de aperto, jantar marcado de última hora, visitas inesperadas, tentativas de impressionar aquela vizinha...já sabe, é só dar uma clicadinha aqui ao lado e se deliciar.
Vou deixar o LINK na minha lista de imperdíveis aqui ao lado.
Silvano - aprontando

10 março 2008

OVO DE RAPADURA?


A Páscoa se aproximando, você deve estar atarantado(a) atrás de ovos de chocolate, barras da Nestlé e outras coisas mais. Pois sempre há uma novidade para rechear a sua Páscoa! Nossas amigas do ARMAZÉM URBANO, loja aqui de Santo Antônio, estão oferecendo para esta Páscoa uma coisa inédita, inusitada, sensacional.
Acredite, você pode comprar para a Páscoa um OVO DE RAPADURA!
Confesse que esta você nunca tinha visto. Os caras inovaram e estão aproveitando para juntar duas culturas. Santo Antônio é a Terra da Rapadura. E são tempos de Páscoa. Pois agora tais coisas se sobrepuseram.
Os ovos são deliciosos, e vêm em três versões:
- Leite Condensado com Coco;
- Rapadura Especial;
- Pé-de-Moleque com açúcar mascavo.
Todos são de rapadura! O formato é aquele padrão de ovos. Pesam 500g. E agora o preço. Segure-se diante do monitor. Você não vai acreditar. Cada ovo custa 10,00 !
Vá correndo comprar os seus ovos de rapadura. Pessoas de fora podem tentar encomendar por telefone. O número é (51) 36621438. Fale com a Márcia ou a Cléia. E garanta uma páscoa diferente para os seus.
Como diria o Walter Mercado..... “ligue djá!”.
Silvano - adocicado

06 março 2008

Coisa de Gordo - 366


366 – Reticências
A língua portuguesa, essa nossa idolatrada, tem seus encantos e alegorias. Nós que nos dedicamos a ler sabemos bem disso. E se nos dedicamos a conversar também nos defrontamos com isso. Ela oferece palavras as mais variadas, as mais belas, tem verbos e advérbios inigualáveis. E paralelo a isso, essa mesma senhora sedutora (a “última flor do Lácio”) traz algumas armadilhas.
Sim, quem nunca deu uma escorregada no português? Todo mundo já deu!
Quando mais jovem, a gente tropeçava até no uso da crase. Com o tempo os erros ficam mais profundos. Concordâncias e sintaxes mal-feitas passam a nos assombrar. Metáforas mal utilizadas batem à nossa janela.
Modismos vêm e vão, como as ondas da Praia de Garopaba (idéia fixa), de tal sorte que ninguém mais agüenta o “gerundismo” que andou invadindo os textos e conversas telefônicas. “Eu vou estar ENVIANDO o documento amanhã!” Eu pessoalmente vou estar JOGANDO o telefone na cabeça de quem continuar falando assim.
E por fim há as armadilhas da língua. Os desvios, os descaminhos, as vielas úmidas e tortuosas e até as areias movediças estão ali, no cenário de quem fala ou escreve.
Uma dessas armadilhas fazia e faz parte de meu dia-a-dia, coisa que uso muito em meu ambiente de trabalho. E olha que eu nem sabia dos riscos que estava correndo. Estou falando das reticências...sim...esses simpáticos três pontos sucessivos dos quais tanto me sirvo. Imaginava que elas eram usadas como um recurso de preguiça, a gente já tinha escrito a frase toda, faltava uma palavra e aí encerrava com elas, as reticências.
Usei de tal estratagema até o dia em que debati tal assunto com uma amiga minha, psicóloga de muitas luzes, doutorada em Lingüística, que me advertiu dos riscos das reticências. As reticências, alertou-me ela, abrem portas para qualquer coisa. Você escreve uma coisa e ao colocá-las no texto, permite que a pessoa que está lendo preencha o espaço com o que ela bem entender.
Fiquei intrigado com aquilo, mas acabei percebendo a veracidade de tal afirmação. Sim, amigo(a), as reticências são algo como uma areia movediça da língua portuguesa.
No meu labor, ia prescrever uma receita para uma criança com febre, resfriada e colocava assim:
REMÉDIO TAL........................1frasco
Dar 15 gotas via oral de 8/8horas, para resfriado, gripe.....
Percebeu o risco? A mãe do Fulaninho podia preencher a frase com o que ela quisesse. Ela pensaria: “Posso dar esse remédio para gripe, resfriado, visita da sogra e TPM!” Pronto, estaria feita a confusão.
Você deixa um bilhete ou manda um bilhete para seu chefe dizendo: “Romualdo, não pude ficar até a hora da reunião. Não deu....”
Aí o tal do Romualdo pode preencher a frase com “...para agüentar esta tua cara de canalha. Fui embora para casa assistir a Sessão da Tarde”. Viu só o tamanho da confusão?
Sua vizinha de prédio, aquela loura escultural, lhe pede que a auxilie na montagem de um armário novo. No bilhete que ela deixa sob a sua porta está escrito: “Oi, vizinho. Você poderia me ajudar a montar um armário novo que comprei? Traga martelo, chave de fenda e furadeira que o resto eu providencio...
Você enlouquece, uiva virado para a lua, toma uns três banhos, se cobre de perfume, enche o bolso de camisinhas e bate à porta dela. Ela abre a porta com um bebê no colo, mais dois gêmeos fazendo barulho e a avó por perto. E ao vê-lo, diz: “Que bom que você trouxe tudo. Os parafusos e as buchas eu comprei. Pode entrar.”
Viu a confusão na qual você quase se meteu? Disfarce esse volume sob a calça e trate de marcar os buraquinhos na parede. E cuidado para não furar nenhum cano de água! Bonitão, hein, crente que ia dar um malho na louraça. Tudo culpa das reticências, tudo culpa das reticências...(ih, olha elas aí!).
Pelo sim, pelo não, cuidado com o uso delas. Dão um charme ao texto, dão até um certo ar de mistério. Mas abrem porta para as maiores confusões.
Silvano – reticente... (mas vem cá, eu não acabei de avisar?)



BANRISUL – a resposta
Comentei aqui acerca da campanha que deflagrei junto ao Banrisul para que eles abram uma Agência em Garopaba de dezembro a março, que é para a gauchada gastar mais, mas gastar bem. Enviei e-mail ao FALE CONOSCO e veio esta resposta, que, por decência, transcrevo aqui: Prezado(a) Cliente, agradecemos o acesso ao nosso site. Em atenção a sua mensagem, informamos-lhe que O Banrisul disponibiliza durante o período de veraneio diversos equipamentos de auto-atendimento no litoral Gaúcho e Catarinense, neste ano em Garopaba disponibilizamos uma segunda máquina na Feira de Verão, sendo que a do Super Silveira opera o ano todo. Informamos, ainda que, neste período estes equipamentos são totalmente terceirizados não exigindo envolvimento por parte dos empregados da agência Tubarão. Neste ano de 2008 o Banco está pondo em prática Projeto de Expansão para Santa Catarina onde estamos avaliando, tecnicamente e economicamente, os locais a serem contemplados com novos pontos de atendimento. Além disto, o Banco está executando parcerias com estabelecimentos comerciais onde serão disponibilizados correspondentes bancários, locais em que nossos clientes poderão efetuar pagamentos de contas e encargos, saques e depósitos. Leonardo Lucas – Analista Banrisul S/A - Unidade de Gestão Corporativa


A CAMPANHA CONTINUA NO AR
Acesse a página do Banco, vá ao FALE CONOSCO e peça para abrirem uma agência em Garopaba. Quando estiver veraneando lá na próxima temporada, você vai lembrar de mim.


ENQUANTO VOCÊ ESTIVER LENDO ESTE BLOG...
...eu estarei junto ao Mestre da Janela (Costela Bovina assada inteira), o Professor Zeca e sua esposa Sônia. Retorça-se de inveja, morda o lábio de fome, enquanto eu me atraco naquele costelão. Sim, fui convidado. Que janta a me esperar!!


06/03/08

04 março 2008

O Poeta



Você já tem lido algumas poesias dele. Agora associe o texto com a figura humana. E entenda porque o cara é inspirado. Camiseta branca (será que seria Hering?), jaqueta no braço, e a mais bela paisagem do mundo ao fundo, o poeta FLÁVIO TESSER diz a que veio.

Um dia...ainda quero fazer uma foto dessas...será que vai ser nesta vida?

Silvano

Um livro: A DANÇA DO UNIVERSO


Sempre fui um pouco descrente com essas celebridades que vêm a público para falar de seus conhecimentos. Por exemplo, o Dráuzio Varela não é o médico mais ilustrado para falar de medicina. No entanto, ele é quem está na mídia. Acaba que ele é que vai ser ouvido.
Já me disseram o mesmo acerca dos livros do Peninha, essa série de livros sobre História do Brasil que vende aos borbotões. Antes havia todo um preconceito sobre História do Brasil, a gente gostava mesmo é de estudar História Geral. Pois o Peninha (Eduardo Bueno) meio que mudou essa coisa, trazendo interesse e IBOPE aos fatos ocorridos em terras brasilienses. Um amigo meu, historiador, já comentou comigo que no meio especializado o Peninha não é muito considerado. Ele é inscrito naquela classe de jornalistas que adentram a seara dos historiadores. E no entanto, seus livros vendem como água e ele é que está na mídia.
Na esteira deste processo (olha o cacoete de linguagem aí, gente), quero comentar hoje um belo livro do Marcelo Gleiser. O Gleiser é um físico, professor de física e astronomia nos Estados Unidos, que de uma hora para outra ganhou um quadro no Fantástico, passando a ilustrar as noites da rede Globo. Virou celebridade. Está na mídia.
Há outros livros dele, mas quero falar de A DANÇA DO UNIVERSO. Livro instigante, ágil, divertido, e que traz embutido em si algumas preciosidades. Coisas que a gente nem imaginava. A proposta geral do livro é partir de conceitos antigos do Universo e chegar até o conceito atual, sua origem e seu fim. Iniciei, portanto a leitura, imaginando que viajaria por entre nebulosas e galáxias perdidas, volitaria por entre galáxias transversas e estudaria a intimidade de sóis e cometas longínquos. Mas não foi isso que aconteceu.
O livro abre com o Mito da Criação e imediatamente nos leva a um passeio pela história da Filosofia. Claro, o enfoque é sempre esta questão da Terra e do Universo, mas acaba que o autor nos dá um cronograma delicioso sobre a Filosofia ao longo dos tempos. Ele parte lá dos gregos antigos e vem vindo, falando de um por um, descrevendo detalhes.
Aliás, eis outra qualidade deste livro. Quem o lê tem a impressão de uma certa intimidade entre o personagem citado e o autor do livro. O Marcelo Gleiser comenta coisas da grande e da pequena vida dos caras. Fala dos feitos famosos, mas comenta também as picuinhas, as antipatias, os chiliques de ciumeira tão comuns entre gênios e cientistas.
E assim a gente vem aprendendo um monte sobre Filosofia ao longo da História da Humanidade. Com diagramas ilustrativos e tudo o mais.
No passo seguinte ele nos leva, então, aos dados históricos sobre cientistas. E aí vêm aos nossos olhos os dados de Galileus, Copérnicos e gente famosa mais. A história vem vindo, vem vindo, passa por Einstein e chega aos dias de hoje. Mais uma vez, a narrativa é recheada de casos pessoais, impressões maliciosas, disputas territoriais e outras vaidades. Mas acima de tudo paira a ciência humana, o saber da humanidade, numa espécie de desabrochar. As sombras da ignorância sendo retiradas do caminho do homem, passo a passo, projetando-o ao saber e saber e cada vez mais saber.
Não tem como na lembrar daquela frase do pensador que dizia algo como isso: - “Quanto mais sei tanto sei que nada sei!” Sim, esta é a situação da humanidade. A cada página virada, surgem centenas de outras. A cada passo dado em frente, mil caminhos se abrem.
Enfim, um livro dos mais interessantes. Na sua parte final, inevitavelmente o autor desemboca entre prótons e nêutrons, mas creio que isso era inevitável. Gosta-se mais, portanto, do terço inicial do livro, parece mais interessante. A parte final é interessante, mas pode entediar alguns mais distraídos.
Imperdível. Nota: 9,0!
Nas Americanas custa apenas 19,90.
Silvano – com a cabeça nas nuvens e nas estrelas

28 fevereiro 2008

Coisa de Gordo - 365


365 - H2OH e AQUARIUS
Quando do lançamento dessas “águas” com sabor, escrevi aqui que as achava meio sem graça no gosto e no gás. Tanto a H2OH (da pepsi) como a Aquarius Fresh (da Coca-cola) têm essa nuance. Têm menos sabor que as sodas limonadas e menos gás do que qualquer refrigerante. A aceitação do mercado foi impressionante. Virou febre! Onde você estiver comendo, lanchando, etc, sempre haverá alguém bebendo uma delas.
Intrigado, voltei a degustá-las e me surpreendi. De fato, tais bebidas são uma transição ótima entre água e refrigerantes. E aqui eu obtive um ótimo resultado.
Bebedor assíduo de coca-light, buscava me libertar um pouquinho desse vício. Comecei a beber H20H! Aos poucos fui substituindo, trocando, me acostumando. Junto a isso, voltei a beber água gelada, que ainda é a melhor bebida que existe.
Foi a coisa mais engraçada. Dia desses fui beber uma lata de coca-light num almoço de bufê e achei forte. Veja você. Eu achando coca-light forte... Resultado? Não consegui beber toda a lata. Essa foi ótima.
Essa coisa de beber refri é uma loucura. A gente bebe nos fins-de-semana. Começa a beber também na segunda, depois na terça, quando se dá conta está indo ao Super na quarta comprar mais refrigerante. Quando se dá conta, a gente está bebendo todos os dias.
As tais “águas” com gostinho de limão e com menos gás seduzem ao público jovem e de outras faixas com um outro apelo. Elas se vendem como coisas mais, digamos assim, naturais. A gurizada bebe julgando estar sendo “vida ativa”, cara limpa, etc. No rótulo de ambas a gente vê que não é bem assim. Os corantes e edulcorantes e acidulantes estão todos lá. Em menor quantidade, creio eu, mas estão todos lá.
Outra jogada maliciosa deles foi lançar os “litrões” com apenas 1,5 litros. Aí o consumidor vê na prateleira todos os refris de 2 litros e as tais águas ali, do ladinho. Olha o preço e se agrada. Puxa, está mais barato que a coca! Ledo engano! É que tem menos líquido nas garrafas.
Mas vieram, se instalaram e vão muito bem, obrigado. Nas academias e outros ambientes emagrecedores batem ombro a ombro com os gatorades da vida.
Mas comentei a questão de ter voltado ao culto da água gelada. De fato, os tempos de calor são mais convidativos a isso. Beber água. Comecei me brindando com um ritual que considero dos mais deliciosos. Pego a garrafa de água (em geral um Pet vazio de coca-cola) cheia e a coloco no congelador. Sem pressa. Um bom tempo depois volto ali e, antes do congelamento, a retiro da geladeira. O ponto ideal para isso é aquele momento em que já se formaram dentro da garrafa os primeiros cristais do congelamento. A gente saca a garrafa, perto do bocal o líquido já endureceu. Aí se aperta a garrafa por fora e os cristais quebram, formando um líquido misto dentro da garrafa. Uma parte já é cristal, a outra ainda é líquida. Olha, é difícil parar de beber.
Já existe por aí uma legião de adoradores da água, água mesmo. Tem um cunhado meu que programou na tela do computador um aviso, de tal sorte que, de quando em quando, aparece o aviso: - Está na hora de outro copo de água! Ele pára o que está fazendo e vai lá se hidratar.
Fica a sugestão. Beba e se delicie com a Aquarius Fresh (que tem sabor limão e tangerina), com a H20H, mas acima de tudo lembre que no topo dessa pirâmide está a boa e velha água gelada.
Silvano – glacial


CORRUPTO, VIOLENTO E RACISTA
Ninguém desconhece minhas opiniões acerca deste país em que vivemos, o nosso Brasil varonil. Costumo dizer que este é um país de faz-de-conta, onde se rouba e se debocha da cara da população como em nenhum outro lugar. Agora vem a ONU dizer e confirmar isso tudo. Num documento oficial, a ONU declara que o Brasil é “corrupto, violento e racista”. Senão vejamos.
CORRUPTO – ora, como esquecer do Mensalão implantado pelo PT? Como esquecer do escândalo do Detran gaúcho? Como esquecer de Waldomiro Diniz, do José Dirceu, do Maluf, do Sérgio Naia e dos dólares na cueca? Como esquecer da família Sarney? Da família Magalhães (ACM)? Da família Maluf? (de novo). De fato, isto aqui é o antro da corrupção.
VIOLENTO – sim, batemos as mortes do Vietnã todo ano, só nas estatísticas do trânsito. Que dizer dos assassinatos e da bandidagem? Das barbáries cometidas pelo MST? Das invasões? Do truculento assassinato do prefeito Celso Daniel? De fato, isso aqui é a casa da violência.
RACISTA – na mosca! Um país que classifica os vestibulandos pela cor de sua pele merece a medalha de ouro do racismo. Apesar de na Constituição estar escrita uma coisa, o atual sistema de COTAS implantado goela abaixo nas universidades federais confirma o laudo da ONU. Somos racistas, sim!


28/02/08

21 fevereiro 2008

A PIADA DA ZERO HORA


Essa Zero Hora...
Minha mãe é assinante deste brilhante jornal do grupo RBS, a Zero Hora. Ao sair de férias, ela transferiu sua assinatura aqui para minha casa, em Santo Antônio, pelo período de quinze dias. Os caras se enrolaram, ficaram telefonando e alegaram que, no “sistema deles” a minha rua não existe e deve ser em “zona rural”. O mais engraçado de tudo é que moro coração da cidade e, ACREDITE, já fui assinante da mesma Zero Hora por anos. Neste mesmo endereço.
Para arrematar com chave de ouro, recebo agora um e-mail deles me convidando a ser assinante de novo. Mas é muita cara de pau!
Se é de graça....eu moro em zona rural.
Se eu pagar....ops...a casa aparece dentro da cidade.
Quanta idoneidade, quanta transparência, que enorme senso de justiça e equidade.
Há,há,há...essa Zero Hora....
Silvano – sem jornal

UMA FRASE ARREBATADORA
“Justiça é o desejo firme e contínuo de entregar a cada um o que lhe é devido.”
Justiniano – imperador do Oriente

20 fevereiro 2008

Coisa de Gordo - 364


364 – Gostosuras em Garopaba
Você vai dizer que é obsessão, e eu até vou concordar. Quem adentra as salgadas águas de Garopaba fica tomado por um feitiço. Seja como for, trago nesta quinta duas dicas supimpas para se comer bem em Garopaba-SC.
SORVETE DE BUTIÁ – tenho rasgado sedas aqui neste espaço à Gelomel, esta prestigiada sorveteria do litoral catarinense. E dentre todos os sabores de sorvete, o de Butiá me chama uma especial atenção. Não que os outros não sejam deliciosos, e o são, mas é que é fácil se encontrar Picolé ou Sorvete de qualquer sabor por este Brasil afora. O de butiá, não! Isso o torna tão especial. A gente come o de Leite Condensado, o de Brigadeiro, o de Creme, o Natorango (nata + morango) e se delicia. Mas este de butiá é original. Saboroso, encorpado, irresistível. E se você pensa que é só sorvete está enganado. Quando a gente está na beira da praia, ali naquela orla azulada e de mar maravilhoso, por entre guarda-sóis e plastas de Sundown fator 30, eis que surge uma carrocinha de picolé da Gelomel e o cara vende PICOLÉ DE BUTIÁ ao custo de 1,50! Isso mesmo, caro(a) amigo(a), um real e cinqüenta centavos. Agora me responda: - Dá para manter a dieta? Dá para calcular calorias? Não, não dá. Para dar um gostinho, coloco esta imagem do papel do citado picolé. Estava lá, na beira-mar e resgatei o papel como uma lembrança, um doce souvenir daqueles dias tão curtos quanto bons.
PIZZARIA DO ITALIANO – quando se está de férias na praia é comum se gastar bastante para jantar fora. Turista é alvo fácil de contas salgadas. Pois tivemos a sorte de descobrir um lugar que fugiu a esta regra. Naquele pedaço de estrada que fica logo na entrada da cidade, ali entre a Fábrica da Mormaii e a entrada da cidade, paramos na Pizzaria do Italiano. Não sei se é porque os caras estão começando, estão ampliando e se organizando, mas o atendimento foi muito especial. Quase carinhoso. Os garçons e garçonetes estiveram sempre atentos e disponíveis. E o preço esteve normal. Custou 11,90 por pessoa, mais a bebida e os dez por cento. Fomos no único dia em que era rodízio, a quarta-feira. Que sorte. A pizza servida era deliciosa, a massa bem fininha e assadinha. O tempero de cada sabor era por demais agradável ao paladar. Comemos diversos sabores, variados e em número não muito diversificado. Percebi isso. Os caras ficaram dentro de um círculo de dez ou quinze sabores. Mas que estiveram nota dez! Não opino sobre os sabores doces, tenho por regra pessoal não comer pizza doce em rodízio. Prefiro ficar gordo com as fatias salgadas. Mas o pessoal de casa provou e recomendou. Telefones? (48) 32541157 ou 99227056. Peguei um folheto onde os caras anunciam tele-entrega. Nos outros dias, o serviço é à la carte. O endereço é Rodovia SC-434, Km 02.
Enfim, caro(a) leitor(a), você terá que se submeter aos encantos dessa praia catarinense.
Silvano – o impossível



BANRISUL
Já citei isto em texto do ano passado, a gauchada toda invade Garopaba e os clientes do glorioso Banrisul (o banco do Estado do RGS) ficam à mercê de duas maquininhas de auto-atendimento. Uma no Supermercado Silveira, outra naquela feirinha perto da praia. E, acredite, tais maquininhas são da agência Tubarão deste banco. Pobre do funcionário que tem que viajar até lá para manutenção. Só que já está mais do que na hora do Banrisul abrir um posto avançado em Garopaba, de dezembro a março, sei lá. Fica este pedido. Que os clientes Banrisul passem a acessar a página do banco na internet e ali no FALE CONOSCO, solicitem a abertura de um postinho, com um ou dois caixas, mais máquinas, um arzinho condicionado, só isso. Se o banco valoriza seus clientes, terá razões de sobra para nos dar este conforto. O dinheiro da gauchada está todo lá nesta época. Faça a sua parte, portanto. Obrigado pelo favor. www.banrisul.com.br


FIDEL
E o imortal Fidel Castro renunciou. Não se sabe bem o porquê. Mas imagino o seguinte. O cara é tão autoritário, mas tão autoritário que não quis deixar para Deus decidir a hora em que ele sairia de cena. Nada de sair de cena na hora da morte. Saio agora, portanto. Este o Fidel, verdadeiro ícone de toda uma cultura esquerdista, sonho de consumo de metade do Estado do Rio Grande do Sul. Sim, os eleitores do PT todos estarão de luto por esses dias. Seu Deus sai de cena. Mas deixa no seu lugar o seu irmão e ai de quem se arriscar a sugerir um nome alternativo. Quando este ficar velho, por certo virá um sobrinho, um filho, sei lá. Parece uma dinastia britânica. O sangue dos nobres não se mistura e não aceita substituições. Mas o cara é um mito mundial, isso é inegável. Li no jornal uma frase dele no discurso de despedida em que ele cita o brasileiro Oscar Niemayer, dizendo: “Meu dever não é me perpetuar em cargos, ou impedir a passagem de pessoas mais jovens, mas fornecer experiências e idéias cujo modesto valor provém da época excepcional que pude viver. Penso como Oscar Niemayer que é preciso ser conseqüente até o final.
Que frase, amigo(a), ser conseqüente até o final. Bela lição.


21/02/08

17 fevereiro 2008

Cada doido que aparece...



Um amigo (Alexandre) mandou e eu fui lá no site do MARCELO AMBROSIO (do Jornal do Brasil) ler esta pérola. Pérola do mau-gosto, da coisa mórbida. Um padeiro tailandês faz esses pães com aspecto de rostos humanos, para que as pessoas comam. É mole? Já pensou? E o pior é que ele teve esta "brilhante" idéia após o velório do pai dele mesmo. Meu Deus! Chame o psiquiatra forense!

Eu pessoalmente acho um nojo. mas...cada um, cada um...

Silvano - mas que coisa

PS: quer ler a matéria no local de origem? Vai em:

http://blog.jb.com.br/marceloambrosio.php?itemid=110

14 fevereiro 2008

Coisa de Gordo - 363


363 – GAROPABA FOREVER
Já teci comentários os mais favoráveis a Garopaba neste espaço, quem me lê sabe que sou dos adoradores. A idéia estava meio esquecida, o tempo tinha passado, até que dia desses uma leitora mandou aquela mensagem aludindo ao Sorvete de Butiá da Gelomel. A coisa voltou com força.
Em texto anterior já falei que o ICMS de Garopaba devia ser creditado ao Rio Grande do Sul. Em que pese seja uma praia catarinense, o que mais se vê por aqui é gaúcho! No bar, na rua, na calçada, no mar, a gauchada tomou conta.
Para nós gaúchos isso não é apenas uma praia, é um santuário. O mar é delicioso, pela manhã é calmo, verdadeiro “lagoão”, aos poucos vai ganhando força e energia, as ondas ganham corpo, ao fim da tarde tem cada “paredão” dentro d’água que dá gosto. O astral local é uma coisa impressionante. Há toda uma calmaria, as pessoas alegres, curtindo seu veraneio à beira-mar.
A cada esquina se entra numa Sorveteria Gelomel, já citada, onde os sabores confundem os glutões. Um melhor que o outro.
Ao redor daqui há toda uma variedade de passeios em outras praias próximas.
Enfim, quem vem a Garopaba tem que voltar sempre. Vira uma mania, uma agradável “maldição”.
Se a gente parasse para racionalizar a vinda até aqui desistiria. A BR-101 em obras é um desafio à paciência. Na nossa vinda ficamos uma hora e meia parados por força de um desvio e de um acidente. A viagem se tornou bem mais longa. E cansativa. Não é só o tempo que se perde. As condições da estrada não estão nada boas (as tais obras), de tal sorte que muito pneu e suspensão sofrem por ali.
Tudo isso, o calor, a tranqueira, deveriam nos fazer desistir de vir a Garopaba. Só que aí a natureza diz a que veio. A gente se cansa na estrada, se estressa,sua, espera, até que chega aqui. Basta colocar o short de banho, adentrar a água e, subitamente, percebe-se que tudo que se passou valeu a pena. A estrada, os caminhões, os desvios, o calor, tudo isso simplesmente se desmancha no ar e nos registros de nossas memória ao simples adentrar do oceano.
Tem a parte histórica, tem as fotos maravilhosas, tem a Pastelaria perto da Igreja que faz pastéis enormes. Aliás, tenho que ir lá bater cartão-ponto.
A prova cabal disso que estou falando é que até pouco tempo uma das casas mais badaladas daqui era uma enorme mansão na beira-mar, numa ponta, que ficou conhecida como a Casa da Deise Nunes. Sim, a nossa morena miss Brasil. Como entender isso? A mulher é famosa, casada com um empresário, aí vão decidir onde comprar uma casa de praia. Só que ela é gaúcha. Onde compraram? Aqui em Garopaba.
Na esteira deste processo, a casa foi recentemente vendida. Para quem? Dizem as más línguas que quem comprou a casa foi o Dunga, o treinador da Seleção Brasileira. Vale a mesma indagação. O cara é famoso, pode comprar casa em Búzios, em Fortaleza, em Natal, sei lá, mas há o fato de que ele é gaúcho. Onde veio parar? Garopaba!
Amigo(a), se até a Deise Nunes e o Dunga se converteram, não vai ser você que vai resistir. Seja de que estado for, venha conhecer as delícias, as maravilhas, a magia dessa bela praia de Santa Catarina. Prepare-se para ver muito churrasco, gente com camisa do Inter e do Grêmio, muita placa nos carros que são do Rio Grande do Sul. Mas principalmente, abra seus olhos e seu coração para se deleitar nas águas e no espírito de Garopaba. Que loucura!
Silvano – convertido


NAS SEMANAS SEGUINTES....
...prometo relatos mais detalhados das “gostosuras” daqui. Inclusive vou ter que me obrigar a comer aquele Pastel Gigante só para poder comentar com você. O que a gente não faz pelos amigos?...


14/02/08

07 fevereiro 2008

Coisa de Gordo - 362


362 - BUFÊ A QUILO
Verdadeira instituição nacional, prática comum de norte a sul, o Bufê a Quilo veio para ficar, tal a sua versatilidade. Destinado principalmente ao almoço dito comercial, não ao de lazer, o Bufê a Quilo tem seduzido cada vez mais gente. No corre-corre, na função acelerada de segunda a sexta, às vezes é complicado preparar almoço em casa. Vou até mais longe, se você colocar na ponta do lápis, calculando gastos e tempo, nunca mais você vai querer cozinhar em casa.
Os valores são variados, cada lugar tem seu preço, mas posso comentar em cima de valores com os quais lido. Em quatro pessoas, almoçamos ao custo de 16, 17 ou no máximo dezoito reais. Se colocarmos um refri litrão, o custo bate em 20 ou vinte e um. Pergunto-lhe, portanto: - Vale e pena cozinhar em casa, sujar louça, sujar pia e fogão, sujar a mão? Não, não vale!
Adeptos que somos de tal modalidade, arrisco-me aqui a tecer breves orientações para que você bem coma no Bufê a Quilo.
1) Não varie muito o lugar – a idéia é comer apenas o necessário, sem excessos na barriga e na carteira ($), Se você ficar experimentando aqui e ali, tenderá a extrapolar. Gordo não se controla diante de balcão de bufê. A gente vai conhecer um lugar novo e pensa.. olha...banana à milanesa...Ih...tem pastel de goiabada...ops... não vai dar para dispensar essa lasanha de camarão. E assim por diante, o prato vai ficando constrangedor. Cada vez que se chega a um Bufê novo a gente, em nome da curiosidade, comete excessos. Após uma breve seleção permaneça, portanto, entre três ou quatro possibilidades.
2) Jamais atinja o valor do Bufê livre - Em geral há essa regra segundo a qual, acima de um certo valor (9,50 – 10,50) pode-se comer livremente. Não caia nesta armadilha. Um gordo, assim como qualquer pessoa, tem que ter um limite para comer como gente. Se disser que é livre... que liberou geral....pobre das duas balanças. A do bufê (é óbvio) e aquela que tem no seu banheiro, na qual você, peladão(ona), se pesa depois do banho. O engraçado é que a gente vai ficando treinado. Num dia fica um real abaixo do limite. No outro dia fica dois reais. No terceiro dia, a gente roça no limite, ficando apenas doze centavos abaixo. O rapaz do balcão insiste para que você se sirva de mais um pouquinho, para poder comer à vontade. Agradeça gentilmente e vá para a mesa comer.
3) Evite certas comidas muito pesadas – prove, mas tome cuidado com certas comidas que pesam muito na balança. São até boas, gostosas, mas encarecem o seu almoço e, como citado lá no início do texto, você não está almoçando para festejar, ou para curtir com os amigos. Nada disso. Estamos falando só de um mero almoço comercial. Olho vivo, portanto. Cito neste grupo a Lasanha, a Galinha Escabelada, algumas Panquecas, Batatas assadas inteiras e outras coisas mais.
4) Fuja do TF – o TF, caro(a) leitor(a), é o famoso Tranca-Fila. É aquela pessoa que atrasa toda a fila. Os que estavam na frente dele já estão na balança e ele está ali, na frente dos tomates, escolhendo uma rodela. O TF furunga os pratos, futuca, faz cara de nojo, levanta todos os bifes do prato até escolher um, meio contrariado. Diante dos temperos ele põe sal, pimenta, vinagre, azeite, mostarda, maionese e tudo que você imaginar. Atrás dele, a fila em desespero aguarda! Enfim, fuja dos TF.
Essas são, portanto, minhas singelas orientações para seu melhor desempenho diante dos bufês. Nos vemos entre a batata doré e o peixe frito.
Silvano – o impossível


CARTÕES CORPORATIVOS
Mas que encheção de saco! Agora que vem à tona a farra dos cartões corporativos, o PT e o PSDB ficam se alfinetando, aos gritos de “tu também roubava”, e pretendem abrir mais uma inútil, cara, tediosa e tendente à pizza CPI! Mas que saco! Deixa o Ministério Público investigar, pedir diligências à Polícia Federal e enfim entregar a denúncia ao Judiciário. Mas não! Agora começam aquelas intermináveis sessões de confete e serpentina com o Henrique Fontana e a Ideli Salvatti se travestindo de “pitbulls do governo” e os bonecos do PSDB a se ofenderem e resfolegarem. Tudo corrupto. Bando de esquerdistas pervertidos. Gastaram o dinheiro do povo em banheira de hidromassagem e motel, churrascarias e lojas de pneus. Enquanto isso, no Posto de Saúde onde atendo, não tem AMOXICILINA para dar aos pobres.


07/02/08

O TF ataca



O TF, o famoso Tranca Fila, não é uma invenção recente. Veja nesta foto antiga toda uma fila de pessoas com fome, no sol, esperando o TF escolher as azeitonas uma por uma. Mas que cara bem inconveniente....

Silvano

04 fevereiro 2008

Torcendo para o cara errado


Andei vendo alguns filmes na Sky e em dois desses cometi o mesmo erro! Acabei torcendo para o cara errado. Claro que isso tudo é subjetivo, cada um torce para quem achar melhor. Mas se seguirmos aquela velha lógica hollywoodiana na qual o mocinho é o cara que cai, tomba, rasteja o filme todo para ao final levantar-se vitorioso, confesso que tenho errado.

CASO UM: Um Crime de Mestre – o maravilhoso Anthony Hopkins é um empresário velho que é casado com uma bela e jovem mulher. Como não poderia deixar de ser, a mulher arranja um amante mais jovem e encorpado.Aí o velho arma todo um plano para se vingar do casalzinho de adúlteros. Amigo(a), não sei se é por causa do ator, mas desde o início simpatizei com o personagem do Hopkins. Erro meu! O mocinho, para meu desmazelo, era o amante.

CASO DOIS: O Contrato – mais um ator consagrado, desta vez o Morgan Freeman. O cara é um velho agente, já tendo passado por FBI, CIA, etc. No momento, executa missões que o governo não pode admitir que existam, mas que têm que ser feitas. Cabelo esbranquiçado, expressão cansada e endurecida, olhos tristes....como não simpatizar com um cara desses? E para reforçar tal sentimento o personagem dele no filme é perseguido por um praticante de caminhada, pela polícia local, pelo FBI, por seus parceiros de missões sujas e por uma mulher de alto cargo no governo. Sim, todos esses estão no encalço do bom e velho Morgan Freeman. Pois é. Diante disso tudo....como não torcer pelo cara? Como não me solidarizar com suas calejadas mãos? Com seu olhar triste e cansado? Errei de novo. O mocinho era outro!

Diante da efusiva condenação com que a sra Kátia me brindou, argumentei que com atores como esses é difícil deixar de torcer por eles.

Tivessem colocado no papel o John Lighthow, ou aquele loiro que é o Lucius Malfoy na saga do Harry Potter e eu também os condenaria.

Enfim, devo ter adquirido MAIS UMA deformação de caráter.

Silvano – perturbado pelo confete e a serpentina

30 janeiro 2008

Coisa de Gordo - 361


361-TIRANDO O SOFÁ DA SALA
O presidente Lula assinou medida provisória que determina severas punições (multas) aos comerciantes que, em beira de Rodovia Federal, venderem bebida alcoólica. Tal medida passou a valer a partir de 1º de janeiro deste ano.
Lembrei de estabelecimentos famosos como a Churrascaria Schneider em São Leopoldo-RS, o Passoquinha (na mesma BR-116) e outros tantos locais que vivem também disso. De vender bebida à beira da estrada.
A medida do presidente é louvável diante dessa verdadeira catástrofe que se desdobra diante de nossos olhos a cada dia e principalmente a cada fim-de-semana. Mortes e mais mortes. Mas em que pese seu louvor, não pude deixar de lembrar daquela piada em que o marido traído, cansado de ver a esposa no sofá da sala com o amante, toma a intempestiva medida de tirar o sofá da sala. Ora, pensou o marido da piada, se ela me trai no sofá, basta tirá-lo da sala e volto a ter uma esposa honesta.
Como sociedade, percebo que somos hipócritas. Apoiamos leis as mais rígidas para quem for pego bêbado ao volante. Desde que o alcoolizado não seja nosso filho. Ou que não sejamos nós mesmos. Perco a conta de festas e eventos familiares em que participei, onde quase todos beberam e beberam muito, para logo depois saírem rumo às suas casas, dirigindo seus carros. Vamos entender então. Se a pessoa bebe num casamento ou num batizado, aí não será crime. Isto tem lógica?
Neste país de faz-de-conta a polícia é impedida de averiguar o grau de alcoolismo do motorista através de bafômetro ou exame de sangue, caso o mesmo não queira se submeter a isso. Isto tem lógica? A quem estamos protegendo? Aos mocinhos ou aos bandidos?
Nos bárbaros casos em que um motorista alcoolizado causa acidente e mata pessoas com seu tresloucado ato, na remota hipótese de ele ser julgado e condenado, as penas são aquelas brandas, coisas como doar cestas básicas a creches e famílias carentes. Isto tem lógica? Tem sentido?
Nossos filhos adolescentes saem de casa para a “balada” e voltam, às quatro da manhã, trôpegos, com cheiro, aspecto e conduta de quem bebeu. O que fazemos na noite seguinte? Emprestamos o carro, e damos mais dinheiro. Isto é racional? Nossos filhos podem mais? Serão eles imortais?
Há poucos anos atrás, o filho de um Ministro dos Transportes atropelou, abandonou e em função disso matou um pedestre em Brasília. Amigo(a), o homem era o Ministro dos Transportes!!!! O que se deu? Foi absolvido de todas as acusações e o caso se encerrou. Dá para acreditar?
Serão os culpados de todas essas tragédias os donos da Schneider, do Passoquinha e de todos os bares e restaurantes que vendem a bebida? Eles é que devem ser punidos inicialmente?
Repito o que citei antes: - Louvo a medida do Presidente Lula. Tudo que se fizer para diminuir esta catástrofe de hora marcada é válido.
Mas que é inevitável lembrar do marido traído, da esposa e do amante, isso não tem como negar! Por enquanto, me parece que estamos apenas tirando o sofá da sala. Quanto à esposa e seu amante? Ah... deixa prá lá.
Silvano - o impossível, às vésperas de um Carnaval nas estradas

Dica de DVD de leitor


Olá Silvano! Mais um pitaco em matéria de filme. Neste final de semana vi um EXCELENTE: "Escritores da Liberdade".
O filme é baseado numa história real, descrita no livro "The Freedom Writer's Diaries: How a Teacher and 150 Teens Used Writing to Change Themselves and the World Around Them" (algo como "O Diário dos Escritores da Liberdade: Como uma Professora e 150 Adolescentes Usaram a Escrita para Mudá-los e o Mundo ao seu Redor") escrito pela professora do ensino médio Erin Gruwell e seus alunos. No filme, Gruwell (Hilary Swank) é uma jovem professora que tenta inspirar seus alunos-problemas a aprender algo mais do que a escola pode lhes oferecer: a tolerância, valorizar a si mesmos, investir em seus sonhos e principalmente dar continuidade a seus estudos além da escola básica. É um aprendizado que mudará suas vidas, abrirá seus olhos para o mundo e os fará crescer em espírito, contra a ignorância e a incompreensão. O filme é emocionante e retrata um período em que estourava nas ruas a guerra interracial americana, onde para os jovens da classe de Gruwell, conseguir sobreviver o dia-a-dia da guerra entre as raças no meio da rua já era um feito muito grande.
Vale a locação para um dia de sol, de chuva, nublado...
Um abraço.
Flávio

29 janeiro 2008

Leitores a mil...

Alguns leitores mandaram comentários interessantes. O primeiro fala dos manuais Disney e outras coisas. E a segunda, escarafunchou o arquivo deste BLOG e comentou sobre garopaba, a Gelomel e o Sorvete de Butiá. Confira.
Silvano - o impossível

COISAS DA DISNEY
Caro Silvano, queria lembrá-lo da Enciclopédia Disney, onde os personagens nos ensinavam sobre todos os assuntos que tradicionalmente constam em enciclopédias. O primeiro manual foi dos escoteiros. Fico pensando onde estaria a minha número um. Compramos só os quatro primeiros manuais, bem como não conseguimos completar a enciclopédia, pois os produtos Disney eram muito caros na década de setenta. Hoje, vi o último filme do Nicolas Cage, que vai atrás da cidade perdida de Cibola, que conheci quando criança, em um tio Patinhas, na mesma historieta em que o Spielberg copiou a rocha que rola do Indiana Jones. Estas histórias podem ser relidas na recente publicação de As obras completas de Carl Barks da Abril. Abraços, James.
James – de Porto Alegre


SOBRE GAROPABA
Oi Silvano ! Encontrei tua página sem querer quando procurava por receita de sorvete de butiá.Compartilho contigo o sentimento por Garopaba, fui a primeira vez quando adolescente e retornei outras tantas já mais velha, com namorado, com amigos e com meus pais para passar alguns dias de férias, fora isso sempre que estou próximo ou de passagem pela BR101 (brioi) percorro sem preguiça ou lamento algum os 14 quilômetros de ida e depois mais 14 de volta do centrinho de Garopaba só para degustar o sorvete de butiá da Gelomel. Adoro butiá e descobri na juventude a combinação de duas coisas tão boas e que se encontram numa praia adorável como Garopaba. Encontrei sorvete do mesmo sabor próximo a Ingleses, mas não com o mesmo paladar (principalmente o paladar "emocional"). Como já estava tendo síndrome de abstinência de tal iguaria, resolvi este ano passar um pedacinho das minhas férias na boa e velha Garopaba. Vou providenciar na volta para trazer uns potes de sorvete de butiá para deixar no freezer da minha casa, pois me casei há pouco tempo e pretendo engravidar logo e tenho certeza que se por acaso eu tiver algum desejo, certamente será do tal sorvete. Também concordo que para melhorar um pouquinho poderia ser instalado um postinho do Banrisul lá e também que os estabelecimentos aceitassem o nosso Banricompras, assim seria quase a perfeição. Um abraço e desejo que tuas férias sejam bem legais.
Giovana C. Tornquist – Porto Alegre – comentando, agora em janeiro de 2008, o Coisa de Gordo – 307, de janeiro de 2007.

25 janeiro 2008

Coisa de Gordo - 360


360 – Livros e mais livros
Já me declarei aqui neste espaço como um adorador de livros, volto ao tema neste fim de janeiro. Ler, ler, sempre ler, eis meu modus operandi. Leio livros, leio revistas, anúncios entregues nas esquinas, leio receita de bolo em rótulo de Maisena. No ambiente do banheiro, leio rótulos de shampoo, de pasta de dente e advertências de perigo na embalagem do Pinho Sol.
Já li até explicações do fabricante de papel higiênico acerca de porque o papel dele era perfumado, uma vez que as partes do corpo humano atingidas pelo mesmo não possuíam células olfativas. Era para perfumar o banheiro, Silvano. Ah, bom, aí entendi.
Volto no tempo e recordo que, como qualquer guri do meu tempo, lia bastante Quadrinhos Disney. E aí lembro de um divisor de águas. A Abril começou a lançar edições dos MANUAIS da Disney, sendo o primeiro deles o do Tio Patinhas. Na embalagem, vinha a famosa “moeda nº 1”, a que sempre dava sorte ao velho pato. Não consegui ler este manual quando foi lançado. Perdi a chance. Inclusive nunca tive a moeda (o que explicaria algumas coisas, como o Olívio Dutra e o Lula na minha vida).
Quando lançaram o segundo manual, o da MAGA & MIN, meu Pai presenteou-me com aquela edição. Eis onde quero chegar. Os manuais não possuem quadrinhos, eles vêm na verdade com textos. Sim, com muita figura e ilustração, claro, mas o material escrito é só texto. Intuído por este detalhe, o Pai apostou nisso e fez o que fez. Devorei o tal manual, não importando que ele tratasse apenas de magias, feitiços e vassouras. Ali, caro(a) leitor(a), foi dada a largada. Comecei a ler.
Vieram outros manuais, o do MICKEY(sobre detetives, polícias e crimes), o do ZÉ CARIOCA(sobre futebol), o do PENINHA (sobre imprensa e jornalismo), o da VOVÓ DONALDA (cheio de receitas culinárias), o do GASTÃO(sobre sorte, loterias e previsões), um chamado MAGIRAMA (com o Donald ensinando mágicas), um chamado AUTORAMA (com o Pateta falando tudo de carros) e dois manuais do ESCOTEIRO MIRIM (com dicas sobre escotismo, fazer fogo na mata sem fósforo, etc).
Singelos, é fato, mas foram esses pequenos livros que me abriram as “portas da felicidade”, no quesito saber. A partir daí então fui olhar ao redor e ler o Pequeno Príncipe, passando por Polyana Menina e chegando ao 1984 do George Orwel (estou simplificando a caminhada). Aliás, sobre a Polyana, sempre implicava com as pessoas dizendo que depois do primeiro (Polyana Menina) e do segundo (Polyana Moça), os caras deviam ter continuado e publicado um chamado Polyana Mulher – a Devassa. Coisa de adolescente. De quarenta anos.
De lá para cá tenho lido o máximo que posso e já cheguei àquele ponto descrito pelo Veríssimo que um dia se deu conta de que não conseguiria mais ler tudo o que ele queria. Já cheguei aí também. Não vai dar tempo de ler tudo, morrerei antes. Ciente disso, eventualmente faço uma pré-seleção, declinando de certos livros que julgo dispensáveis. Mas o resto....leio de tudo.
Não durmo sem ler algo, o que me faz ter na mesa de cabeceira um monte de livros e revistas. Nos livros sou infiel, não permaneço lendo só um. Levo juntos uns três ou quatro. Mas tem uma coisa. A exemplo de um árabe e suas quatro esposas, sempre tenho um eleito entre os três ou quatro que é o que mais me prende a atenção, mais me seduz, mais me emociona. Este em geral eu carrego para dias na praia, para plantões médicos (naquela hora rara da folga) e acabo falando dele aqui no BLOG. Não que os outros não sejam bons (o mesmo diria o árabe de suas outras esposas), mas um sempre se sobressai.
No assunto manejo do livro, estou em transição. Via de regra, sempre fui respeitador das páginas do livro. Quase nunca marcava, assinalava, sublinhava nada. Preservava o texto, o papel, o visual da obra enfim. Mas após me aprofundar nas obras espíritas aprendi a rabiscar livros. E tenho gostado. Claro que há livros que merecem a marca de um lápis, outros nem tanto. Escrever nas páginas de um livro nos torna mais íntimos dele. Passamos do alpendre e adentramos a sala de estar do próprio livro. Gostei!! – rabiscamos. Mostrar para ela! – colocamos como um lembrete. E assim parece que nos tornamos cúmplices do autor.
Enfim, se quer me ver satisfeito, coloque-me dentro da uma livraria, ou de uma biblioteca, ou de um SEBO, que são esses verdadeiros santuários onde jazem livros e mais livros. Esta foto ali no alto retrata um deles, na Rua Riachuelo, Porto Alegre. Dá uma olhadinha e vê se não vontade de passar a tarde ali.
Eu passava.
Silvano – o impossível



AS FARC
Fico intrigado com o silêncio obsequioso da imprensa a respeito de uma figura ilustre gaúcha nesta história toda das FARC, as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia. Pelo jeito a grande imprensa esqueceu uma coisa que minha cabeça grande e teimosa não esquece. O bigodudo governador OLÍVIO DUTRA, o famoso velho galo missioneiro. Em seu tempo no Palácio Piratini, ele recebeu com honras de Chefe de Estado um desses narco-terroristas das FARC. Recebeu, serviu cafezinho, abraçou, tirou foto e tudo o mais. Me pergunto: - Será que não dá um constrangimento agora? Não dá uma pontinha de remorso? Um pouquinho de vergonha na cara?
Leio estarrecido os relatos das torturas às pessoas seqüestradas, o fato de que eles vivem acorrentados pelo pescoço como cães, o relato desta mulher que foi submetida a uma cesariana no meio do mato, feita com uma faca de cozinha! Barbárie, barbárie, horror!
Pois ninguém vai lá entrevistar o Olívio para saber disso. Perguntar a ele o que ele acha desta nova técnica cirúrgica. Pois é....



DIREITOS HUMANOS
O que me remete direto ao Jair Krichke e seus direitos humanos. Preocupado que ele anda com os efeitos da Operação Condor, onde pereceram em solo brasileiro um ou dois italianos comunistas, ele nada fala sobre a ação criminosa e cruel das FARC. É que, conforme já afirmei em texto anterior, só tem direito aos Direitos Humanos quem for bandido ou comunista. O resto da população que se exploda. Como os bandidos das FARC são as duas coisas, eles podem ser protegidos pelos Direitos Humanos. Já os seus reféns, coitados, são massa de manobra na tomada de poder que o comunismo (na cabeça doente deles) vai fazer com o mundo. Coleira e faca de cozinha não incomodam ao Jair Krichke, portanto!


25/01/2008

Dica de Leitor- DVD


Meu caro Gordo. Sensacional o seu site.
Tenho acompanhado com muito prazer (lógico que, com prazer, é mais caro).
Parabéns mesmo!! Vou me atrever a dar uma palhinha de DVD imperdível : O melhor das aquarelas - Emilio Santiago.
Demais. Um abraço, parabéns.
Joelson

22 janeiro 2008

Dica de DVD (01)


Nossos amigos Karin e Gilson mostraram aos nossos olhos e ouvidos estas duas preciosidades. Estou falando dos dois DVDs acústicos que o grupo ROUPA NOVA lançou, um em 2004 e o outro em 2006 (do qual falarei abaixo). Foi uma maluquice, estávamos na casa deles, aquela música linda na TV, acabei pedindo os dois DVDs emprestados e trouxe para casa para examinar mais de perto.
Vamos por partes (como diria o cara aquele..). O primeiro DVD é este de capa mais branca e que traz uma lista impressionante de músicas de sucesso dos caras. Acontece uma coisa engraçada. A gente fala em Roupa Nova e mal e mal lembra uma música deles. Aí você começa a ouvir as melodias e de cara lembra delas como sucessos. São quase que clássicos do rock nacional anos 80, ou se quiserem, música romântica. Há uma sucessão de baladas imperdíveis, onde fica marcada aquela velha lição de que música não é barulho, é melodia. Letras não são guinchos ou palavrões, na verdade são poesias. Os caras são afinadíssimos, inclusive cantando “à capela” eventualmente. Durante o show perpassa uma emoção muito forte, um carinho entre os integrantes da banda, um carinho com o público. Você vai se emocionar com coisas espirituais do tipo: “Faz tanto tempo que eu deixei você, fui morrendo de saudade...pode crer, eu viajei contra a vontade. O teu amor chamou e eu regressei...” que é aquela música da novela A VIAGEM exatamente sobre este tema (uma pessoa que morreu e canta sua dor). Tem a famosa WHISKY A GO GO, tem CANÇÃO DE VERÃO (“..é verão, bom sinal , já é tempo, de abrir o coração e sonhar..”), tem LINDA DEMAIS (“linda, só você me fascina”), tem CLAREAR (“...um pouco de luz nesta vida..”).
Não podia deixar de ter o clássico SAPATO VELHO que os seis integrantes cantam quase que só em vocal e que por si só já valeria o DVD.
E sobram melodias como o TEMA DO VITÓRIA (a musiquinha do Ayrton Senna), CHUVA DE PRATA, DONA (da viúva Porcina).
Há artistas convidados para o show, como Chitãozinho e Chororó e depois Ed Motta.
Enfim, verdadeiro achado, obra de arte. Compre e lembre-se de que música é uma coisa além das egüinhas Pocotó e outras idiossincrasias mais.
Silvano – véio mas feliz

Dica de DVD (02)


Dois anos depois, eles voltaram ao palco e lançaram este ROUPA ACÚSTICO 2. Mais uma vez surpreendente, este DVD é uma espécie de complemento do anterior. Quando a gente imaginava que já tinha visto tudo de bom dos caras, eles voltam e se superam. Melodias acertadas, músicas emocionantes, o palco servindo como um chafariz de onde brota musicalidade e sentimento. A exemplo do primeiro DVD, o baterista Serginho arrasa neste aqui, sendo um dos raros exemplos na música mundial de grupos onde o baterista é o principal ou pelo menos um dos principais. Isto acontecia no Gênesis (Phill Collins) e em outros raros grupos. O Serginho canta o tempo todo, faz eventuais solos, dá show na bateria e canta com uma emoção poucas vezes vista na tela. Há convidados de novo, então temos a badalada Cláudia Leite (num vestido verde que torna difícil que se olhe para o rosto dela), Toni Garrido, Pedro Mariano e Marjorie Estiano (que não tinha nascido quando do sucesso do grupo nas rádios).
Na seleção musical, o Serginho emociona em COMEÇO, MEIO E FIM (“a vida tem sons que prá gente ouvir , precisa entender..”). Tem CRISTINA, uma quase bolero que convida todos a dançar, tal o seu embalo. E tem as homenagens com o grupo cantando CORAÇÃO DE ÍNDIO, cantando LANÇA PERFUME (com um depoimento da Rita Lee em vídeo), FLAGRA (dela também) e tantas outras coisas lindas mais.
Uma loucura, uma delícia. Infelizmente tento que sentenciar que você está condenado a comprar os dois DVDs. Olhei nas Americanas on line e o capa branca custa só 29,90, já pensou?
Silvano – além de véio, perdulário

16 janeiro 2008

Coisa de Gordo - 359


A Última Esperança da Terra
Vasculhando as lembranças de meu passado sombrio, descendo pelas escarpas tétricas de minha memórias mais recônditas, adentrando os arquivos mofados e pesados de minha existência pretérita, deparei-me com um filme que me marcou os primeiros anos de adolescência. O nome original em inglês era “The Omega Man” (1971), o que não soaria familiar a quem quer que fosse. Mas se eu falar em A ÚLTIMA ESPERANÇA DA TERRA, aí vários de minha geração vão se lembrar. Clássico, clássico, clássico! Filmaço! Estrelado pelo magnífico Charlton Heston (o mesmo de Ben-Hur e Os Dez Mandamentos).
Tudo começa a partir de um livro de Richard Matheson chamado I AM A LEGEND, de 1954, onde o autor apresentava esta história apocalíptica.
A primeira versão para o cinema (li na Zero Hora) foi em 1964 com o filme The Last Man on Earth, onde o ator era o Vincent Price.
A versão mais recente é esta de 2007 que está entrando em cartaz nos cinemas agora, com o Will Smith. Claro que teremos que conferir.
Mas hoje quero falar da versão que embalava minha infância-adolescência. Trata-se desta de 1971, e que passava na Globo com este título: A ÚLTIMA ESPERANÇA DA TERRA. A história se passava numa Los Angeles devastada, onde apenas um cientista tinha sobrevivido a um vírus letal, por aplicar em si mesmo a vacina salvadora. Resultado disso, apenas o cara tinha ficado vivo e perambulava pelas ruas da metrópole sem ter o que fazer, sem ter com quem conversar.
As tomadas externas foram o grande tchan da época, cenas nas quais o ator era filmado sozinho nas avenidas e viadutos da grande cidade. A sensação de solidão era enorme, o medo, as ruas desertas e tudo o mais.
Para não ficar só nisso, de noite o herói era atacado por umas criaturas que tinham ficado a meio caminho de vida e da morte, um bando de zumbis que, ao amanhecer, era morto pela ação do sol. E por isso se escondiam durante o dia.
Todos os filmes e histórias que vieram depois beberam desta fonte! Veja que o tema era novo para a época e esta temática de um vírus, uma epidemia letal, nunca houvera sido citada em filmes.
Essa coisa de filmar nas ruas desertas que todo mundo vem copiando até hoje também foi iniciada ali. Que dizer dos zumbis? Na atualidade, até nos filmes da Sessão da Tarde a gente vê zumbis e outras carnificinas. Esta história lançou esta tendência!
Quem leu o livro do Marcelo Rubens Paiva, BLECAUTE, haverá de lembrar que a trama é exatamente esta. O cara estava no fundo de uma caverna no Rio de Janeiro e, ao sair, descobre que o resto do mundo morreu. O Rubens Paiva é da nossa geração, também estava bebendo da mesma fonte.
Lembro até hoje algumas citações de uma coisa na qual ainda não se falava e que se chama consumismo. Tais cenas faziam a alegria do público. Numa delas o cara vinha andando num carrão e então a gasolina acabava. Você pensa que ele ia abastecer? Nada disso. Ele abandonava o carro, entrava numa concessionária, pegava um carro novo e saía rodando pelas ruas. E a gente se deliciava, imaginando em como seria se pudéssemos fazer igual a ele em nosso dia-a-dia.
Noutro momento tem a tomada dos manequins numa loja. Li na VEJA que na refilmagem do Will Smith os caras refizeram esta cena também. O protagonista andava por uma loja, em meio a manequins, sendo assustado pelas feições deles a cada passo que dava.
Não será tão impossível ver este filme. Nos dias de hoje, creio que a SKY e as locadoras vão correr atrás desta versão original aproveitando o remake nos cinemas. Não vi ainda o do cinema (até porque, está entrando em cartaz justamente agora, por esses dias), mas recomendo como IMPERDÍVEL o filme original de 1971. Até porque, sempre é bom conhecer.... “A Última Esperança da Terra”.
Silvano – nostálgico
Confira o trailer logo abaixo.
17/01/2008

Trailer do Filme

15 janeiro 2008

Conto Curto de Verão


Fim-de-semana chegando, ele botou a família no carro e se dirigiu à praia, indo pela movimentada auto-estrada, a Free-way, até a praia de Tramandaí. No meio do caminho, aquela tranqueira enorme, os carros engarrafando, ele conseguiu chegar até o pedágio. A fila de carros andava lentamente, o calor no asfalto era insuportável. Por estar trancado no trânsito, olhou para o lado e teve sua atenção chamada para um carro preto onde um casal esbravejava. Verdadeira briga de casal. A mulher dava de dedo na cara do homem, ao que ele rosnava impropérios e o carro andava um pouquinho. A curiosidade o fez desligar o ar-condicionado e baixar o vidro um pouquinho para ver se conseguia escutar as falas do exaltado casal. O homem gritou: - Eu já agüentei tudo, tudo, TUDO, poxa vida....mas isso foi demais! E logo com o Júlio! Com o Júlio.
A fila andou, ele avançou um pouquinho, mas o carro preto também avançou e então se ouviu a voz da mulher: - Esta foi a última vez que tu encostou em mim. A ÚLTIMA. Pode escrever. Tu não volta da praia comigo. Tu não vai voltar. Pra ti, é uma viagem só de ida.
A mulher disse isso e verteu a cabeça para o lado, dando de cara com o curioso motorista ao seu lado. Naqueles microssegundos os dois trocaram os olhares, ele meio assustado, a mulher meio envergonhada. Chegou ao pedágio, pagou e se mandou.
Três dias depois ele estava na beira da praia, ouviu uns gritos, uma certa correria, era mais um salvamento dos salva-vidas. Admirado viu a mulher, a mesma mulher do carro preto, de biquíni, saindo da água em prantos, apoiada por um dos salva-vidas. Dentro do mar, o homem que ele vira dias antes brigando com ela dentro do carro, sumia e aparecia dentro das ondas.
Os salva-vidas bem que tentaram, mas o cara sumiu de vez na água.
A mulher chorava, o povo se aglomerava, a confusão estava formada. Aquele pequeno cortejo veio se aproximando, as pessoas comovidas abrindo caminho na areia, até que passaram ao lado dele. Repetindo a cena da estrada, a mulher verteu a cabeça e bateu com o olhar pasmado dele. Num microssegundo, sempre num microssegundo, ela transfigurou suas feições e disse para apenas ele escutar: - Eu avisei que ele não ia voltar!
Caminhou e voltou a chorar.
Ele ficou na beira da praia até o anoitecer, tentando romper a barreira de medo, susto, pavor e covardia que o segurava ali, olhando o mar.
Silvano

10 janeiro 2008

Coisa de Gordo - 358


358 – DEPOIS DAS CORUJAS...ABELHAS
Foi só eu falar da história das corujas e outros seres alados se eriçaram. Falo hoje das ABELHAS. Por uma série de fatores que a minha ignorância desconhece, há uma profusão de ataques de abelhas aqui e ali. Imagino algumas teorias, mas são apenas chutes meus, coisas como o aquecimento global, a destruição das matas, a camada de ozônio e outras possíveis causas. Pois as abelhas já tinham matado um cavalo no Parque da Redenção (Porto Alegre) e agora voltaram a atacar outros animais (alguns cachorros) e principalmente seres humanos.
Veja o que é a ironia da vida! Depois da saraivada de críticas que levei aqui neste espaço e ainda estou levando em outros espaços (Jornal NH – por exemplo), você vai pensar que estou louco em falar de outros bichos. Mas acalme-se. Sou a favor das abelhas. E das corujas. O que me choca apenas é a hipocrisia social que dá destaque a coisas da moda, esquecendo-se do bom e velho ser humano, esse velho preterido.
Destaco, desde já, minha clara posição a favor das abelhas, dos zangões, das colméias e do mel, principalmente do mel.
O que não impede que eu dê asas à imaginação. Guardei algumas das frases, verdadeiras farpas que recebi acerca daquele texto. E as usei para debater esta história das abelhas. Alguns diriam que “é um absurdo que se matem centenas ou milhares de abelhas, esses bichinhos tão indefesos quanto irracionais”. Outro crítico lembraria que “se começa matando uma abelha, depois suas irmãs, depois o enxame, o Lula, o Bin Laden e o Bush, chegando-se por fim ao assassinato do planeta”. Lembrava dos argumentos e percebia que, colocados aqui, eles ficam muito legais!
Mais adiante, um novo debatedor afirmaria que “é medíocre pensar que o ser humano é prioritário em relação às abelhas. E quem será que estabeleceu tal regra?”. Viu que interessante. Ora, se os argumentos valeram para corujas, devem igualmente valer para abelhas.
Seguindo a ladainha, alguém lembraria que “sendo eu médico e, portanto defensor da vida, a mim só caberia a posição de me solidarizar aos pobres insetos adocicados, apesar de eles estarem atazanando a vida de todo mundo”. Que coisa.
Houve um caso mais recente em que uma senhora teve o piso (porão) de sua casa invadido por abelhas, os bombeiros foram chamados e as removeram de lá. Lembrei de novo de meus críticos amigos que talvez alegassem que “ é um absurdo tirar as abelhas da casa, coitadinhas. Deviam é tirar a mulher! A mulher é um ser racional que sabe se defender e, por certo, comprando o carnê do Baú da Felicidade conseguirá comprar outra casa. As pobres abelhinhas não têm ninguém a zelar por elas”.
E assim vim lembrando das pedradas e as fui acomodando na muralha deste singelo texto de hoje.
Sendo este blog chamado de COISA DE GORDO, é óbvio que nos interessa o assunto abelha, até porque a barriga de muito gordo por aí é mantida à custa do mel. Ah,o mel! Isso por si só já devia valer de motivação para que, do alto deste blog (rá,rá,rá – o que são cinco milímetros de altura?) eu defenda aquelas que produzem esta delícia.
No caso este dos bombeiros, foi noticiado que eles tiraram vários favos de mel de dentro do piso da casa. E aí fiquei gordamente intrigado com uma coisa. Onde foi parar este mel?
Foi dado à senhora dona da casa? Foi repartido entre os populares? Foi enviado à FEPAM para degustação e posterior emissão de laudo ambiental? Ou foi simplesmente comido a dedo, enquanto se assistia à estréia do Big Brother na TV? Como dormir com uma dúvida dessas?
Enfim.... vida longa às abelhas. A saúde do planeta começa pelo mel delas. Tomara que os tais fatores que estão causando os ataques apareçam logo para que tudo volte à normalidade. E que o mel continue a rechear nossas mesas.
Não sou fissurado em mel, acho doce demais. Mas ,assentado sobre uma fatia de pão dágua, junto à uma tênue camada de margarina, fica “dos deuses”!
Silvano – além de impossível, abelhudo


SABE QUANTO VOCÊ PAGA DE IMPOSTO....
....quando compra um PERFUME? Segure-se na cadeira! Você paga 80% !!!! Lembra aquele perfume do Boticário, ou da Natura, ou da L’ancome que você está querendo comprar e custa 100,00 ? Você vai pagar 20,00 reais pelo perfume e vai dar 80,00 de imposto para o governo! É mole?


10/01/2008

Sogra é doença?


Lendo o livro do CID (Código Internacional de Doenças) a gente descobre cada coisa... Não, não estou falando grego. Se você já precisou de um Atestado Médico, ou de algum laudo, perícia, etc, certamente precisou colocar ali o CID da doença. Cada doença tem um código, uma letra e dois ou três números. Fui dar uma lida e percebi que há um CID para “problemas nas relações com os pais ou com os sogros”, o código é Z-631 para quem quiser olhar e conferir.
Fazendo um silogismo, se sogra tem CID é porque é doença. Pronto, está provado cientificamente!
Silvano - brincadeirinha, sogrinha....

03 janeiro 2008

Coisa de Gordo - 357


357 – UMA JANELA PARA O NOVO ANO
Não é novidade para quem lê este blog o assunto da JANELA. Sim, aquela parte lateral do boi, que o açougueiro corta inteirona, deixando a costela toda, um tanto do vazio e muito mais. Já citamos isso aqui nesta coluna semanal, creio que foi inclusive no tempo do site.
O que não impede que a gente busque novas experiências, novas oportunidades, novos carvões em brasa. O Professor Zeca, o Papa da Hidroginástica do litoral norte (51 – 36626666) fez mais uma das suas. Para bem abrir o ano que se inicia, ele nos convocou a degustar uma deliciosa Janela. Veja ele ali na foto tratando do negócio.
Disse ao telefone que a colocaria no fogo em torno das cinco da tarde, de tal sorte que poderíamos comê-la a partir das nove da noite. Sim, caro(a) leitor(a), são no mínimo quatro horas de fogo. As churrascarias famosas todas já aderiram a esta especialidade de carne. Alguma inclusive montaram vitrines onde a costela fica girando e assando a partir de uma certa hora da tarde. Na hora que o troço chega ao prato da gente, o osso está se soltando da carne. É uma delícia.
Pois em pleno calor gaúcho, este verão abafado e insuportável, lá se foi o Professor Zeca para a beira do fogo.
A noite esteve agradabilíssima, a companhia dos anfitriões dispensa apresentações, os amigos presentes estavam em estado de graça. A isso tudo se somou uma coisa. Munidos de violão e microfones, os ótimos Clóvis e Margarete cantaram e alegraram a todos, noite adentro. Iniciaram com músicas calmas, depois samba, bossa nova, anos sessenta, românticas, meu Deus, foi tanta música que fica difícil citar uma ou outra. Claro que não me contive e, em uma ou outra música, cometi a ousadia de tentar acompanhá-los ao microfone. Sabe como é, ano-novo, os corações mais desarmados, as pessoas até que me agüentaram pacientemente.
Mas voltemos ao espeto. Já houvera provado tal iguaria com estes mesmos amigos, e em vezes anteriores a coisa esteve deveras deliciosa. Mas esta Janela desta noite em especial estava demais! A carne tenra, saborosa, de fato soltando-se do osso. Provei de lascas de vazio com um gosto insuperável. Em dado momento me vi forçado a abrir mão da etiqueta e me atraquei numa costela de boca mesmo. A Célia Ribeiro e a Glória Khalil me absolveriam, por certo. A gente é tomado de uma força estranha e quando se apercebe está ali, feito um troglodita. É que o sabor...
Enfim, como dizem os oradores da atualidade, foi uma bela largada para o ano que começa. Literalmente uma janela nova se abriu. Mais deliciosa. Saborosa. Prenunciando doze meses de confraternização, alegria, músicas ao luar. Uma janela que o Professor Zeca e sua esposa souberam nos fazer ver e apreciar.
Um baita 2008 para todos nós! Basta abrir esta e outras janelas. Basta querer.
Silvano – o impossível


AS CORUJAS
Acho que foi o Luis Fernando Veríssimo que disse que a pior coisa para um cronista, ou “bloguista”, é ter que explicar o que ele escreveu. É um atestado de incompetência. É o fracasso da comunicação. A gente começa com o clássico “não foi isso que eu quis dizer” a acaba sempre saindo por explicações outras. Tendo isso em mente, não falarei mais do tema das CORUJAS. Deixo ao exame dos leitores. Mas o que está escrito ali, escrito está.


E TEM MAIS
Acho que nunca uma coluna suscitou tantos comentários (doze até agora!), o que me deixa muito feliz. Houve alguns leitores que “sentaram a lenha”, mas entendo isso como o fruto de sua indignação. Tentei responder a todos, agradecendo a opinião (mesmo que em contrário), e enaltecendo o saudável debate de idéias! Era o mínimo que eu podia fazer, diante de tanta deferência.


E DESCOBRI ALGUMAS COISAS SOBRE MIM...
...nos comentários postados. Ali fiquei sabendo que sou “uma pessoa egoísta e de visão estreita”, que eu tenho um “pensamento medíocre”, e que, sendo médico, surpreendo algumas pessoas com minhas idéias. É...vivendo e aprendendo. Já dizia o sábio na antiguidade: - Conhece-te a ti mesmo! Cara, tô começando, tô começando......


TEM UM CARA DA ANTIGUIDADE...
...que se chamava HERÁCLITO, da cidade grega de Éfeso (500 AC). Era um filósofo, um pensador. Seu estilo era baseado em charadas de difícil compreensão, a ponto dele ser conhecido como “o obscuro”. Conta-se que no final de sua vida Heráclito adoeceu, uma doença na pele, e foi até a vila mais próxima procurar um médico. A todos médicos que encontrou, ele só dizia charadas e frases enigmáticas, a ponto de nenhum deles tê-lo entendido. Desanimado, ele enterrou-se num monte de estrume para ver se se curava. O cara morreu ali, literalmente no meio da “merda” (desculpe a palavra grosseira). Onde quero chegar? Isso é o que dá a pessoa ser mal compreendida! Li este relato e lembrei do debate das corujas. Viu, Silvano? Viu, Silvano? Vê se te lembra do Heráclito! – foi uma voz íntima que escutei.


QUEM SABE...
...deixo de me assinar como “o impossível” e assumo minha nova identidade: - Silvano, o obscuro! ?


03/01/2008

02 janeiro 2008

Quando ler o texto das CORUJAS....

...não deixe de ler também os COMENTÁRIOS. É só clicar ali embaixo ("comentários") e ler as opiniões de outras pessoas. Tô de lombo ardido. Mas TÁ MUITO LEGAL!
Silvano

01 janeiro 2008

AS CORUJAS E O REVEILLON


Na virada do ano, quem esteve na praia de Capão da Canoa (RS), pôde assistir a um espetáculo inesquecível na beira do mar. O show de fogos de artifício que a Prefeitura contratara para a meia-noite teve que ser cancelado por causa de um ninho de corujas. Isso mesmo, um ninho de corujas.
Não estive lá, apenas ouvi a notícia no rádio e assisti o tema na TV. Não fui, portanto, diretamente atingido pela ação do Batalhão Ambiental da Brigada Militar. Como entender este tipo de ação?
Trata-se de uma data que as pessoas tornaram especial, a virada do ano. Hora de festas, de encontros, de confraternização entre amigos e familiares. E os municípios litorâneos (tanto rio quanto mar) começaram a incrementar suas atrações, oferecendo ao público presente as tais queimas de fogos de artifício. Uma praia começou, a praia do lado também fez, daqui a pouco surgiu uma interessante competição para ver qual o show mais bonito, o mais demorado (cada minuto de show a mais custa caro, mas enche os olhos das pessoas).
Foi o que se deu em Capão da Canoa. População apinhada na areia, todos em clima festivo, o show todo montado, a prefeitura brindando aos seus munícipes e aos seus turistas com uma bela festa. Que não aconteceu.
Preocupados com um singelo ninho de corujas que estava ali na areia, nas proximidades dos fogos a serem detonados, indivíduos passaram a fazer ligações para a Brigada Militar, denunciando o possível crime ambiental que se cometeria contra os “pobres animaizinhos”. Fosse um tiroteio numa favela e não teria chamado tanta atenção!
A força policial ambiental se fez presente e, após uma série de ires e vires, o show foi cancelado. Azar dos milhares de pessoas que tinham ido até lá. As corujas são mais importantes! Azar da Prefeitura e do dinheiro gasto com as toneladas de fogos de artifício. As corujas valem mais. Azar do prefeito que quer atrair para a sua cidade os turistas! Que eles se dirijam a outras praias na próxima vez! Enfim, as corujas aninhadas na areia valem mais que as pessoas na beira da praia!
Se fosse uma mulher miserável e seus pequenos filhos mendigos...o show teria continuado! O Batalhão Ambiental não parece se importar com isso. Crianças no derredor, passando fome e maus-tratos, não são ecologicamente importantes. As corujas valem mais.
No fechar do clássico Sermão da Montanha (aquele dos bem-aventurados), Jesus alertou aos homens: - Vós sois o sal da Terra. Ou seja, nós, humanos, seríamos os principais, aquilo que dá gosto e prazer ao planeta. No entender do Batalhão Ambiental a coisa não é bem assim.
Não imagino o quanto a vida, a festa e a dignidade humanas valem ao distinto Batalhão. O que eu sei é que, para eles, as corujas valem mais.
Pobre de nós!
Silvano - o impossível