16 janeiro 2008

Coisa de Gordo - 359


A Última Esperança da Terra
Vasculhando as lembranças de meu passado sombrio, descendo pelas escarpas tétricas de minha memórias mais recônditas, adentrando os arquivos mofados e pesados de minha existência pretérita, deparei-me com um filme que me marcou os primeiros anos de adolescência. O nome original em inglês era “The Omega Man” (1971), o que não soaria familiar a quem quer que fosse. Mas se eu falar em A ÚLTIMA ESPERANÇA DA TERRA, aí vários de minha geração vão se lembrar. Clássico, clássico, clássico! Filmaço! Estrelado pelo magnífico Charlton Heston (o mesmo de Ben-Hur e Os Dez Mandamentos).
Tudo começa a partir de um livro de Richard Matheson chamado I AM A LEGEND, de 1954, onde o autor apresentava esta história apocalíptica.
A primeira versão para o cinema (li na Zero Hora) foi em 1964 com o filme The Last Man on Earth, onde o ator era o Vincent Price.
A versão mais recente é esta de 2007 que está entrando em cartaz nos cinemas agora, com o Will Smith. Claro que teremos que conferir.
Mas hoje quero falar da versão que embalava minha infância-adolescência. Trata-se desta de 1971, e que passava na Globo com este título: A ÚLTIMA ESPERANÇA DA TERRA. A história se passava numa Los Angeles devastada, onde apenas um cientista tinha sobrevivido a um vírus letal, por aplicar em si mesmo a vacina salvadora. Resultado disso, apenas o cara tinha ficado vivo e perambulava pelas ruas da metrópole sem ter o que fazer, sem ter com quem conversar.
As tomadas externas foram o grande tchan da época, cenas nas quais o ator era filmado sozinho nas avenidas e viadutos da grande cidade. A sensação de solidão era enorme, o medo, as ruas desertas e tudo o mais.
Para não ficar só nisso, de noite o herói era atacado por umas criaturas que tinham ficado a meio caminho de vida e da morte, um bando de zumbis que, ao amanhecer, era morto pela ação do sol. E por isso se escondiam durante o dia.
Todos os filmes e histórias que vieram depois beberam desta fonte! Veja que o tema era novo para a época e esta temática de um vírus, uma epidemia letal, nunca houvera sido citada em filmes.
Essa coisa de filmar nas ruas desertas que todo mundo vem copiando até hoje também foi iniciada ali. Que dizer dos zumbis? Na atualidade, até nos filmes da Sessão da Tarde a gente vê zumbis e outras carnificinas. Esta história lançou esta tendência!
Quem leu o livro do Marcelo Rubens Paiva, BLECAUTE, haverá de lembrar que a trama é exatamente esta. O cara estava no fundo de uma caverna no Rio de Janeiro e, ao sair, descobre que o resto do mundo morreu. O Rubens Paiva é da nossa geração, também estava bebendo da mesma fonte.
Lembro até hoje algumas citações de uma coisa na qual ainda não se falava e que se chama consumismo. Tais cenas faziam a alegria do público. Numa delas o cara vinha andando num carrão e então a gasolina acabava. Você pensa que ele ia abastecer? Nada disso. Ele abandonava o carro, entrava numa concessionária, pegava um carro novo e saía rodando pelas ruas. E a gente se deliciava, imaginando em como seria se pudéssemos fazer igual a ele em nosso dia-a-dia.
Noutro momento tem a tomada dos manequins numa loja. Li na VEJA que na refilmagem do Will Smith os caras refizeram esta cena também. O protagonista andava por uma loja, em meio a manequins, sendo assustado pelas feições deles a cada passo que dava.
Não será tão impossível ver este filme. Nos dias de hoje, creio que a SKY e as locadoras vão correr atrás desta versão original aproveitando o remake nos cinemas. Não vi ainda o do cinema (até porque, está entrando em cartaz justamente agora, por esses dias), mas recomendo como IMPERDÍVEL o filme original de 1971. Até porque, sempre é bom conhecer.... “A Última Esperança da Terra”.
Silvano – nostálgico
Confira o trailer logo abaixo.
17/01/2008

Trailer do Filme

15 janeiro 2008

Conto Curto de Verão


Fim-de-semana chegando, ele botou a família no carro e se dirigiu à praia, indo pela movimentada auto-estrada, a Free-way, até a praia de Tramandaí. No meio do caminho, aquela tranqueira enorme, os carros engarrafando, ele conseguiu chegar até o pedágio. A fila de carros andava lentamente, o calor no asfalto era insuportável. Por estar trancado no trânsito, olhou para o lado e teve sua atenção chamada para um carro preto onde um casal esbravejava. Verdadeira briga de casal. A mulher dava de dedo na cara do homem, ao que ele rosnava impropérios e o carro andava um pouquinho. A curiosidade o fez desligar o ar-condicionado e baixar o vidro um pouquinho para ver se conseguia escutar as falas do exaltado casal. O homem gritou: - Eu já agüentei tudo, tudo, TUDO, poxa vida....mas isso foi demais! E logo com o Júlio! Com o Júlio.
A fila andou, ele avançou um pouquinho, mas o carro preto também avançou e então se ouviu a voz da mulher: - Esta foi a última vez que tu encostou em mim. A ÚLTIMA. Pode escrever. Tu não volta da praia comigo. Tu não vai voltar. Pra ti, é uma viagem só de ida.
A mulher disse isso e verteu a cabeça para o lado, dando de cara com o curioso motorista ao seu lado. Naqueles microssegundos os dois trocaram os olhares, ele meio assustado, a mulher meio envergonhada. Chegou ao pedágio, pagou e se mandou.
Três dias depois ele estava na beira da praia, ouviu uns gritos, uma certa correria, era mais um salvamento dos salva-vidas. Admirado viu a mulher, a mesma mulher do carro preto, de biquíni, saindo da água em prantos, apoiada por um dos salva-vidas. Dentro do mar, o homem que ele vira dias antes brigando com ela dentro do carro, sumia e aparecia dentro das ondas.
Os salva-vidas bem que tentaram, mas o cara sumiu de vez na água.
A mulher chorava, o povo se aglomerava, a confusão estava formada. Aquele pequeno cortejo veio se aproximando, as pessoas comovidas abrindo caminho na areia, até que passaram ao lado dele. Repetindo a cena da estrada, a mulher verteu a cabeça e bateu com o olhar pasmado dele. Num microssegundo, sempre num microssegundo, ela transfigurou suas feições e disse para apenas ele escutar: - Eu avisei que ele não ia voltar!
Caminhou e voltou a chorar.
Ele ficou na beira da praia até o anoitecer, tentando romper a barreira de medo, susto, pavor e covardia que o segurava ali, olhando o mar.
Silvano

10 janeiro 2008

Coisa de Gordo - 358


358 – DEPOIS DAS CORUJAS...ABELHAS
Foi só eu falar da história das corujas e outros seres alados se eriçaram. Falo hoje das ABELHAS. Por uma série de fatores que a minha ignorância desconhece, há uma profusão de ataques de abelhas aqui e ali. Imagino algumas teorias, mas são apenas chutes meus, coisas como o aquecimento global, a destruição das matas, a camada de ozônio e outras possíveis causas. Pois as abelhas já tinham matado um cavalo no Parque da Redenção (Porto Alegre) e agora voltaram a atacar outros animais (alguns cachorros) e principalmente seres humanos.
Veja o que é a ironia da vida! Depois da saraivada de críticas que levei aqui neste espaço e ainda estou levando em outros espaços (Jornal NH – por exemplo), você vai pensar que estou louco em falar de outros bichos. Mas acalme-se. Sou a favor das abelhas. E das corujas. O que me choca apenas é a hipocrisia social que dá destaque a coisas da moda, esquecendo-se do bom e velho ser humano, esse velho preterido.
Destaco, desde já, minha clara posição a favor das abelhas, dos zangões, das colméias e do mel, principalmente do mel.
O que não impede que eu dê asas à imaginação. Guardei algumas das frases, verdadeiras farpas que recebi acerca daquele texto. E as usei para debater esta história das abelhas. Alguns diriam que “é um absurdo que se matem centenas ou milhares de abelhas, esses bichinhos tão indefesos quanto irracionais”. Outro crítico lembraria que “se começa matando uma abelha, depois suas irmãs, depois o enxame, o Lula, o Bin Laden e o Bush, chegando-se por fim ao assassinato do planeta”. Lembrava dos argumentos e percebia que, colocados aqui, eles ficam muito legais!
Mais adiante, um novo debatedor afirmaria que “é medíocre pensar que o ser humano é prioritário em relação às abelhas. E quem será que estabeleceu tal regra?”. Viu que interessante. Ora, se os argumentos valeram para corujas, devem igualmente valer para abelhas.
Seguindo a ladainha, alguém lembraria que “sendo eu médico e, portanto defensor da vida, a mim só caberia a posição de me solidarizar aos pobres insetos adocicados, apesar de eles estarem atazanando a vida de todo mundo”. Que coisa.
Houve um caso mais recente em que uma senhora teve o piso (porão) de sua casa invadido por abelhas, os bombeiros foram chamados e as removeram de lá. Lembrei de novo de meus críticos amigos que talvez alegassem que “ é um absurdo tirar as abelhas da casa, coitadinhas. Deviam é tirar a mulher! A mulher é um ser racional que sabe se defender e, por certo, comprando o carnê do Baú da Felicidade conseguirá comprar outra casa. As pobres abelhinhas não têm ninguém a zelar por elas”.
E assim vim lembrando das pedradas e as fui acomodando na muralha deste singelo texto de hoje.
Sendo este blog chamado de COISA DE GORDO, é óbvio que nos interessa o assunto abelha, até porque a barriga de muito gordo por aí é mantida à custa do mel. Ah,o mel! Isso por si só já devia valer de motivação para que, do alto deste blog (rá,rá,rá – o que são cinco milímetros de altura?) eu defenda aquelas que produzem esta delícia.
No caso este dos bombeiros, foi noticiado que eles tiraram vários favos de mel de dentro do piso da casa. E aí fiquei gordamente intrigado com uma coisa. Onde foi parar este mel?
Foi dado à senhora dona da casa? Foi repartido entre os populares? Foi enviado à FEPAM para degustação e posterior emissão de laudo ambiental? Ou foi simplesmente comido a dedo, enquanto se assistia à estréia do Big Brother na TV? Como dormir com uma dúvida dessas?
Enfim.... vida longa às abelhas. A saúde do planeta começa pelo mel delas. Tomara que os tais fatores que estão causando os ataques apareçam logo para que tudo volte à normalidade. E que o mel continue a rechear nossas mesas.
Não sou fissurado em mel, acho doce demais. Mas ,assentado sobre uma fatia de pão dágua, junto à uma tênue camada de margarina, fica “dos deuses”!
Silvano – além de impossível, abelhudo


SABE QUANTO VOCÊ PAGA DE IMPOSTO....
....quando compra um PERFUME? Segure-se na cadeira! Você paga 80% !!!! Lembra aquele perfume do Boticário, ou da Natura, ou da L’ancome que você está querendo comprar e custa 100,00 ? Você vai pagar 20,00 reais pelo perfume e vai dar 80,00 de imposto para o governo! É mole?


10/01/2008

Sogra é doença?


Lendo o livro do CID (Código Internacional de Doenças) a gente descobre cada coisa... Não, não estou falando grego. Se você já precisou de um Atestado Médico, ou de algum laudo, perícia, etc, certamente precisou colocar ali o CID da doença. Cada doença tem um código, uma letra e dois ou três números. Fui dar uma lida e percebi que há um CID para “problemas nas relações com os pais ou com os sogros”, o código é Z-631 para quem quiser olhar e conferir.
Fazendo um silogismo, se sogra tem CID é porque é doença. Pronto, está provado cientificamente!
Silvano - brincadeirinha, sogrinha....

03 janeiro 2008

Coisa de Gordo - 357


357 – UMA JANELA PARA O NOVO ANO
Não é novidade para quem lê este blog o assunto da JANELA. Sim, aquela parte lateral do boi, que o açougueiro corta inteirona, deixando a costela toda, um tanto do vazio e muito mais. Já citamos isso aqui nesta coluna semanal, creio que foi inclusive no tempo do site.
O que não impede que a gente busque novas experiências, novas oportunidades, novos carvões em brasa. O Professor Zeca, o Papa da Hidroginástica do litoral norte (51 – 36626666) fez mais uma das suas. Para bem abrir o ano que se inicia, ele nos convocou a degustar uma deliciosa Janela. Veja ele ali na foto tratando do negócio.
Disse ao telefone que a colocaria no fogo em torno das cinco da tarde, de tal sorte que poderíamos comê-la a partir das nove da noite. Sim, caro(a) leitor(a), são no mínimo quatro horas de fogo. As churrascarias famosas todas já aderiram a esta especialidade de carne. Alguma inclusive montaram vitrines onde a costela fica girando e assando a partir de uma certa hora da tarde. Na hora que o troço chega ao prato da gente, o osso está se soltando da carne. É uma delícia.
Pois em pleno calor gaúcho, este verão abafado e insuportável, lá se foi o Professor Zeca para a beira do fogo.
A noite esteve agradabilíssima, a companhia dos anfitriões dispensa apresentações, os amigos presentes estavam em estado de graça. A isso tudo se somou uma coisa. Munidos de violão e microfones, os ótimos Clóvis e Margarete cantaram e alegraram a todos, noite adentro. Iniciaram com músicas calmas, depois samba, bossa nova, anos sessenta, românticas, meu Deus, foi tanta música que fica difícil citar uma ou outra. Claro que não me contive e, em uma ou outra música, cometi a ousadia de tentar acompanhá-los ao microfone. Sabe como é, ano-novo, os corações mais desarmados, as pessoas até que me agüentaram pacientemente.
Mas voltemos ao espeto. Já houvera provado tal iguaria com estes mesmos amigos, e em vezes anteriores a coisa esteve deveras deliciosa. Mas esta Janela desta noite em especial estava demais! A carne tenra, saborosa, de fato soltando-se do osso. Provei de lascas de vazio com um gosto insuperável. Em dado momento me vi forçado a abrir mão da etiqueta e me atraquei numa costela de boca mesmo. A Célia Ribeiro e a Glória Khalil me absolveriam, por certo. A gente é tomado de uma força estranha e quando se apercebe está ali, feito um troglodita. É que o sabor...
Enfim, como dizem os oradores da atualidade, foi uma bela largada para o ano que começa. Literalmente uma janela nova se abriu. Mais deliciosa. Saborosa. Prenunciando doze meses de confraternização, alegria, músicas ao luar. Uma janela que o Professor Zeca e sua esposa souberam nos fazer ver e apreciar.
Um baita 2008 para todos nós! Basta abrir esta e outras janelas. Basta querer.
Silvano – o impossível


AS CORUJAS
Acho que foi o Luis Fernando Veríssimo que disse que a pior coisa para um cronista, ou “bloguista”, é ter que explicar o que ele escreveu. É um atestado de incompetência. É o fracasso da comunicação. A gente começa com o clássico “não foi isso que eu quis dizer” a acaba sempre saindo por explicações outras. Tendo isso em mente, não falarei mais do tema das CORUJAS. Deixo ao exame dos leitores. Mas o que está escrito ali, escrito está.


E TEM MAIS
Acho que nunca uma coluna suscitou tantos comentários (doze até agora!), o que me deixa muito feliz. Houve alguns leitores que “sentaram a lenha”, mas entendo isso como o fruto de sua indignação. Tentei responder a todos, agradecendo a opinião (mesmo que em contrário), e enaltecendo o saudável debate de idéias! Era o mínimo que eu podia fazer, diante de tanta deferência.


E DESCOBRI ALGUMAS COISAS SOBRE MIM...
...nos comentários postados. Ali fiquei sabendo que sou “uma pessoa egoísta e de visão estreita”, que eu tenho um “pensamento medíocre”, e que, sendo médico, surpreendo algumas pessoas com minhas idéias. É...vivendo e aprendendo. Já dizia o sábio na antiguidade: - Conhece-te a ti mesmo! Cara, tô começando, tô começando......


TEM UM CARA DA ANTIGUIDADE...
...que se chamava HERÁCLITO, da cidade grega de Éfeso (500 AC). Era um filósofo, um pensador. Seu estilo era baseado em charadas de difícil compreensão, a ponto dele ser conhecido como “o obscuro”. Conta-se que no final de sua vida Heráclito adoeceu, uma doença na pele, e foi até a vila mais próxima procurar um médico. A todos médicos que encontrou, ele só dizia charadas e frases enigmáticas, a ponto de nenhum deles tê-lo entendido. Desanimado, ele enterrou-se num monte de estrume para ver se se curava. O cara morreu ali, literalmente no meio da “merda” (desculpe a palavra grosseira). Onde quero chegar? Isso é o que dá a pessoa ser mal compreendida! Li este relato e lembrei do debate das corujas. Viu, Silvano? Viu, Silvano? Vê se te lembra do Heráclito! – foi uma voz íntima que escutei.


QUEM SABE...
...deixo de me assinar como “o impossível” e assumo minha nova identidade: - Silvano, o obscuro! ?


03/01/2008

02 janeiro 2008

Quando ler o texto das CORUJAS....

...não deixe de ler também os COMENTÁRIOS. É só clicar ali embaixo ("comentários") e ler as opiniões de outras pessoas. Tô de lombo ardido. Mas TÁ MUITO LEGAL!
Silvano

01 janeiro 2008

AS CORUJAS E O REVEILLON


Na virada do ano, quem esteve na praia de Capão da Canoa (RS), pôde assistir a um espetáculo inesquecível na beira do mar. O show de fogos de artifício que a Prefeitura contratara para a meia-noite teve que ser cancelado por causa de um ninho de corujas. Isso mesmo, um ninho de corujas.
Não estive lá, apenas ouvi a notícia no rádio e assisti o tema na TV. Não fui, portanto, diretamente atingido pela ação do Batalhão Ambiental da Brigada Militar. Como entender este tipo de ação?
Trata-se de uma data que as pessoas tornaram especial, a virada do ano. Hora de festas, de encontros, de confraternização entre amigos e familiares. E os municípios litorâneos (tanto rio quanto mar) começaram a incrementar suas atrações, oferecendo ao público presente as tais queimas de fogos de artifício. Uma praia começou, a praia do lado também fez, daqui a pouco surgiu uma interessante competição para ver qual o show mais bonito, o mais demorado (cada minuto de show a mais custa caro, mas enche os olhos das pessoas).
Foi o que se deu em Capão da Canoa. População apinhada na areia, todos em clima festivo, o show todo montado, a prefeitura brindando aos seus munícipes e aos seus turistas com uma bela festa. Que não aconteceu.
Preocupados com um singelo ninho de corujas que estava ali na areia, nas proximidades dos fogos a serem detonados, indivíduos passaram a fazer ligações para a Brigada Militar, denunciando o possível crime ambiental que se cometeria contra os “pobres animaizinhos”. Fosse um tiroteio numa favela e não teria chamado tanta atenção!
A força policial ambiental se fez presente e, após uma série de ires e vires, o show foi cancelado. Azar dos milhares de pessoas que tinham ido até lá. As corujas são mais importantes! Azar da Prefeitura e do dinheiro gasto com as toneladas de fogos de artifício. As corujas valem mais. Azar do prefeito que quer atrair para a sua cidade os turistas! Que eles se dirijam a outras praias na próxima vez! Enfim, as corujas aninhadas na areia valem mais que as pessoas na beira da praia!
Se fosse uma mulher miserável e seus pequenos filhos mendigos...o show teria continuado! O Batalhão Ambiental não parece se importar com isso. Crianças no derredor, passando fome e maus-tratos, não são ecologicamente importantes. As corujas valem mais.
No fechar do clássico Sermão da Montanha (aquele dos bem-aventurados), Jesus alertou aos homens: - Vós sois o sal da Terra. Ou seja, nós, humanos, seríamos os principais, aquilo que dá gosto e prazer ao planeta. No entender do Batalhão Ambiental a coisa não é bem assim.
Não imagino o quanto a vida, a festa e a dignidade humanas valem ao distinto Batalhão. O que eu sei é que, para eles, as corujas valem mais.
Pobre de nós!
Silvano - o impossível

27 dezembro 2007

Coisa de Gordo - 356


356 – A BERINJELA DA COMADRE
Tem coisas que não se consegue mudar. Certos rituais, certas festas, estão firmemente agarrados na cultura de um povo e assim vão se perpetuando. Graças a Deus. Por força disso, caro(a) leitor(a), dentro de alguns dias (ou noites) estaremos comendo Lentilha. Sim, eis que chega o reveillon.
Já levantei esta bandeira aqui, em tempos idos, de que deveríamos comer mais lentilha no resto do ano. Mas Lentilha mesmo. Temperadinha com Lingüiça, salgadinha, saborosa. Pena que só se lembre dela na virada do ano.
Na esteira deste processo, há uma iguaria que faz anos vem recheando nossos fins de ano. Entre o Natal e o Ano-novo, a Comadre sempre nos tem brindado com um delicioso molho de Berinjela. Ano vai, ano vem, após a entrega dos presentes natalinos, a Comadre (estou preservando seu nome por gosto – para evitar a concorrência) surge detrás da árvore de natal com uns potinhos, uns vidrinhos bem lacrados onde ela acondiciona o seu delicioso molho. E vai presenteando um, e outro e mais outro. Todos coletamos os preciosos vidrinhos, levando-os para a intimidade de nossas cozinhas domésticas. Uns dias depois, o panetone já acabando, o Chester já devorado, a gente abre a geladeira e dá de cara com o vidrinho. Uau, há vida após o Natal!
Após colocar aquela Cerveja Líber no congelador, após buscar uns pãezinhos quentinhos na padaria, a gente se senta para o lauto banquete. Parte-se o pão longitudinalmente e se coloca uma porção de Berinjela da Comadre. É um molho saboroso, o gosto é inconfundível. Ali se percebe muita berinjela picada, pimenta, azeite, entre tantas outras iguarias. É uma mistura, um diferencial para se comer com pães ou torradinhas. Uma mordida, um gole na Líber, eis a receita para dias tão quentes e instigantes.
A cada virada de ano é sempre assim. O que fiz no ano que passou? O que pretendo para o próximo ano? Entre uma pergunta íntima e outra, uma mordida no pão, um gole na Líber, parece que as coisas vão ficando mais serenas, mais claras e simples.
Sabe Deus o que a Comadre anda pondo nesta Berinjela. Que alucinógenos ela nos dá ao aproximar-se o reveillon? Que deliciosas “drogas” ela adiciona a este molho que nos faz ficar tão calmos e pensativos?
A nova dieta, aqueles mesmos quilos a perder. Em alguns casos não apenas os quilos do ano passado estão ali (um a zero prá balança), mas outros ainda foram acrescidos (dois a zero prá ela). Você mastiga, faz contas, pensa no seu tênis empoeirado, nas caminhadas, pensa na Lentilha.... “é tudo tão confuso”.
Por isso existe a Berinjela da Comadre. Para nos deixar em estado de graça, nos fazer prometer coisas grandiosas para o novo ano. Para nos darmos conta de que, em meio à crise, ao Lula no governo, ao calorão de dezembro, há uma chance de ser feliz. Basta dar outra mordida, outro gole e deixar rolar...
Silvano – embriagado...de felicidade


OPERAÇÃO CONDOR
Quando a gente pensa que já viu ou leu toda a bobagem do mundo....vem um esquerdista e bate o recorde. O famoso Jair Kriscke, emérito defensor dos Direitos Humanos no Rio Grande do Sul, tomou a si o papel de justiceiro e denunciou ao governo italiano uma série de brasileiros que, segundo ele, teriam matado uns “comunas” de ascendência italiana. Coisa de quase quarenta anos atrás. Até aí tudo bem. Esses caras dos Direitos Humanos só contemplam dois tipos de gente: bandido e comunista! O resto da humanidade que se dane. Agora...se for comuna ou bandido, aí tem que proteger, tem que dar todos os benefícios. Pois bem, como dizia, até aí tudo normal, a baboseira de sempre. Então vem a justiça italiana na pessoa de um juiz que deu ordem de prisão aos brasileiros dedados pelo Jair Krischke e escandaliza todo mundo. Nada como ser o quintal do planeta. Esta terrinha onde qualquer um manda prender quem quiser. Mas quem pensa que é este juizinho italiano? Quem lhe deu autonomia para mandar prender brasileiros? E parto para uma recíproca. Se eles podem fazer isso...qualquer juiz brasileiro pode dar ordem de prisão para os policiais ingleses que mataram o Jean Charles. Por que não? Ah, dirão alguns, mas aqui é a Casa da Mãe Joana. Aqui tudo pode.


ESSES ITALIANOS....
...poderiam lembrar-se da mãozinha que receberam dos brasileiros na Segunda Guerra Mundial. Já ouviram falar da Tomada de Monte Castelo? Lembram eles quantas vidas brasileiras tombaram em solo italiano para correr com os nazistas de lá? Quem sabe o tal juizinho italiano manda prender os nazistas que mataram os brasileiros e manda também prender os italianos que entregaram seu país de mão beijada a Hitler? Que sejam todos os assassinos presos, portanto!


AH, MAS ISSO O KRICHKE NÃO QUER SABER...
...pois como disse antes, só quem tem Direitos Humanos é Bandido e Comunista. O Fidel Castro, por exemplo, jamais foi questionado pelos Direitos Humanos. E nem as FARC, forças terroristas da Colômbia. Matam, seqüestram, torturam, mas....que coisa...são comunistas. Aí pode, aí pode.


27/12/2007

21 dezembro 2007

A Porto Alegre dos Bondes



Recebi de uma amiga que está na Inglaterra (veja só) esta delícia de passeio histórico. Clique no link abaixo, escolha a versão em português e viaje na Porto Alegre de ontem, através da história dos Bondes. Belas fotos, belos fatos relatados, belo documento histórico.

Imperdível!

Silvano - histórico

Acesse:

http://www.tramz.com/br/pa/pa.html

20 dezembro 2007

Coisa de Gordo - 355


355 – AMIGO SECRETO
Tenho levantado aqui neste espaço e em vários outros onde transito uma bandeira contra esta prática que considero danosa e que se convencionou chamar AMIGO-SECRETO. No centro do país eles dizem amigo-oculto. O que era uma brincadeira de crianças em idade escolar ganhou contornos de costume nacional, de tal sorte que nesta época do ano há uma verdadeira profusão desta prática em nosso meio. Amigo-secreto da escola, do trabalho, do inglês, da hidroginástica, da turma de canastra, do clube de tricô, do Centro Espírita, da Igreja, da turma de catequese, do centro comunitário, da cela 415-a do presídio. Sim, todos fazem amigo-secreto.
Ano passado, por esta época, já teci comentários a este respeito e já naquele tempo recebi alguns comentários de solidariedade. Não estou sozinho neste sentimento, portanto.
Mas assim como me escudo de entrar em ritual de tamanha superficialidade, respeito a afeição das pessoas em geral ao se deliciarem com coisinhas de 1,99 ou panetones de última hora. E é claro, com coisas eventualmente bem mais caras. Não é uma posição filosófica minha, apenas uma deficiência. Participar disso me fazia mal, me estressava, quase estragava a festa. Sou fraco em presentear.
A partir do momento que varri isto de minha vida...ufa...os dias ficaram melhores.
Anos idos, certa feita tive que presentear uma senhora de nossa cidade, ninguém menos que a primeira-dama, isto mesmo, a esposa do Prefeito. Tratava-se (e ainda se trata) de senhora respeitável, mãe de família, avó, mas com quem não desfrutava nenhuma espécie de intimidade. Foi duro, foi duro.
Ponderemos enfim, em torno que algumas coisas que você poderia evitar no ato do amigo-secreto. Só algumas dicas.
1) não fale no peso da pessoa: imagine só, você anunciar ao microfone algo como “a minha amiga-oculta é uma pessoa legal, muito querida e que está um pouquinho acima do peso”. E para arrematar você dá de presente uma balança de banheiro. E ao entregá-la você ainda avisa: - Olha, a carga máxima desta é só 130Kg! Amigo(a), você acaba de conquistar uma inimiga para o resto desta e de outras vidas. Mas que coisa mais grosseira. Mas quanta falta de sensibilidade. Prepare-se para o pior. Você vai receber e-mails com PPS da Hello Kitty por um ano a fio. Vai ter seu carro riscado com prego na garagem da firma. Vai sentar sobre percevejos na sua cadeira de trabalho. Vai encontrar dentro de sua bolsa ou pasta um cocô de cachorro. Ou seja, você se ralou! Erro imperdoável.
2) não tente resolver problemas nesta hora: problemas no emprego, na escola, na família terão hora e dia adequados para serem deslindados. Não agora, na frente de todo mundo, com uma taça de champanhe na mão. Nada de ficar dizendo: O meu amigo-secreto é uma pessoa que bem que poderia cumprir mais os seus prazos de entrega, ser mais atento e dedicado, faltar menos nas segundas-feiras após os jogos do Corinthians...e ele é o Marquito aqui presente. Pronto, a briga está feita. O tal do Marcos (não adiantou tê-lo chamado de Marquito, a “cacaca” está feita) estará furibundo com você. Se ele já vinha atrasando as coisas, prepare-se para dormir esperando. Aquilo que você precisava em janeiro, ele prometerá para março e lhe entregará em outubro. E quanto aos jogos do Corinthians, alguns amigos dele são da diretoria da Gaviões da Fiel e vão saber dessa sua falta grave.
3) não vá ao microfone bêbado: por favor, não me vá dar este vexame! Há riscos enormes diante desta situação. Você pode ser indelicado, pode ser demitido do emprego, expulso da escola, pode ser soqueado na hora, ou seja, vai haver confusão! Lembre que, alcoolizado(a), você estará menos envergonhado, menos cuidadoso, menos prudente. Dirá coisas do tipo “a minha amiga-oculta é aquela gostooooosa do quinto andar, que todo mundo vem tentando pegar faz tempo”. Amigo(a), o marido da gostosa está caminhando em sua direção, está sóbrio e é lutador de jiu-jitsu. Prepare seu maxilar.
Por essas e outras, prefiro assistir a tudo de fora. Me divertindo, rindo, gostando. Mas sem correr riscos.
Um Feliz Natal!
Silvano – o impossível


20/12/2007

Filme Fraquinho


É difícil entender como é que um medalhão do cinema mundial como o Nicolas Cage se mete num filmequinho desses. De fato, o filme é muito fraquinho. Trata-se de uma refilmagem de filme anterior (O Homem de Palha) mas que se arrasta o tempo todo. E o pior é que o trailer é delicioso. Você já deve ter visto na SKY ou na NET. O cara (Cage) é um policial rodoviário, está abordando um carro na beira da estrada quando a criança no banco de trás joga um ursinho de pelúcia no asfalto. O policial vai apanhar o bicho e neste momento uma jamanta passa por cima do carro parado. Cara, o trailer é arrasador. Mas é só isso.
O título do filme é O SACRIFÍCIO e cheguei a levar um susto quando li este nome na programação. Achei que era aquele filme do Andrei Tarkovski que tem o mesmo nome. Só que aquele é obra de arte. Este aqui...
O nome original é The Wicker Man (seria “o homem de vime”) e traz todos, mas TODOS os clichês acerca de filmes de suspense. O agente policial vai investigar um desaparecimento numa comunidade fechada que cultua as abelhas e que faz rituais para garantir a fertilidade da safra e a gente já sabe desde o início que os fanáticos vão dar um jeito de botar o mocinho no ritual de sacrifício. Fraco, fraco, fraco. Perdi 102 minutos de minha vida.
Mas como gosto é gosto....se quiser se martirizar, confira. Nota 4,0. Desprezível.
Silvano – mas que coisa

O Sacrifício
Título original: The Wicker Man
Gênero: Suspense,Terror
Ano: 2006
País de origem: Estados Unidos
Duração: 102 min.
Classificação: 14 anos
Diretor: Neil LaBute
Elenco: Nicolas Cage, Ellen Burstyn, Kate Beahan, Frances Conroy

13 dezembro 2007

Coisa de Gordo - 354


354 – NA BRASA
Tem umas coisas que a gente tem que conferir. Fazia tempo, muito tempo que líamos recomendações sobre a Churrascaria Na Brasa, de Porto Alegre. A cada novo Guia da Veja esta churrascaria recebe o título de melhor churrascaria da capital gaúcha. E todo mundo indo lá, e se fartando, e nos contando. Pensávamos em ir...algo aparecia e nos tirava do caminho. E assim o tempo veio passando.
Dia desses, estando na capital de novo, pensei em dar uma conferida. Desta vez deu certo. Muito certo.
Por uma série de fatores, chegamos cedo, era dia de semana. Um vasto estacionamento na esquina da frente se propõe a acomodar todos os carros. Estacionamos.
O ambiente é deliciosamente climatizado, geladinho, uma luz indireta acalma os olhos e permite uma conversa agradável. Não é um lugar acessível no que toca a preço. Para se comer apenas o bufê de saladas, paga-se 31,00. Por mais 8 reais se come as carnes também. Ou seja, não vale a pena comer só as saladas. Pague logo os 39,00 e seja feliz.
O serviço é atencioso, os caras trocam o prato da gente de quando em quando, um garçom fica meio de vigia completando os copos, trazendo bebidas.
E então começa o delicioso festival. Eles trazem Picanhas, Vazios, Costelas, Coração de Frango, Filé, Filé de Avestruz, Carne de Ovelha, Queijo derretido (um vício meu), Cupim, Picanha recheada com queijo, Polentas “grostoladas” (não fritas), entre tantas outras coisas mais.
Tem um detalhe engraçado, como havia vários executivos, homens engravatados e que, sob nenhuma hipótese podem sair do almoço sujos e respingados, a casa oferece uma espécie de babeirão, um pano fininho que é colocado ao redor do pescoço de quem pede. Achei meio engraçado. Pareciam uns bebezões. E para piorar, a maioria dos que usavam eram gordos.
As carnes estavam muito boas, saborosas, suculentas. Mas, como direi...era só isso. Não, não pense que estou desfazendo na qualidade do local, os repetitivos títulos da Revista Veja bastam por si. Mas quem vai a churrascaria vai apreciar carnes e nesta hora podemos ser exigentes. Então repito, as carnes estavam boas, muito boas. Só isso.
O que se dá nesta hora? É inevitável a comparação. E qual é o nosso parâmetro eterno de churrascarias? Óbvio. A Churrascaria Schneider, na rua Bahia. Pois bem...a Schneider é melhor! Por que a Veja não acha isso? Pergunte a eles. Primeiro, o bufê de saladas. Este da Na Brasa era delicioso, ótimo mesmo. Mas se comparado com a outra não chega nem perto. O bufê da Schneider tem tudo que havia neste acrescido de Camarões enormes, Frutos do Mar e Sushis. Achou pouco?Na Schneider há um bufê de sobremesas incluído no preço. Nesta aqui é por fora. Agora a facada derradeira. A carne da Schneider é melhor!
Anyway, no final, bebendo apenas cocas light, somando os dez por cento, etc, a conta chega a 50,00 por pessoa! E com um requinte de perversidade. Estava saindo do estacionamento e o cara veio dizer que custava 1,00! Puxa, por um real não precisava cobrar o troço.
Mas vale a incursão, é claro. Um belo local, atendimento nota dez, conta cara, ambiente gostosamente climatizado. Fica na Ramiro Barcelos, 389, telefone (51) 32252205. Tem página na rede: http://www.churrascarianabrasa.com.br/ , de onde “roubei” a foto ali do começo.
Pronto. Já conferi o troço.
Silvano – o impossível


CPMF
Os analistas políticos ficam tentando juntar os cacos, explicar os eventuais erros de negociação do governo Lula para reaprovar a CPMF. Quanta bobagem. O governo comprou muita gente, barganhou, ofereceu cargos, deu a alma...e graças a uns e outros perdeu! O que acontece é que o povo está de saco cheio de pagar impostos e mais impostos. Já escrevi aqui. Chega de impostos! Chega de impostos! Chega de impostos! Espero que nas próximas eleições todos se lembrem de quem votou a favor da CPMF.


QUE VERGONHA PARA OS GAÚCHOS!!!
Os três senadores gaúchos, Sérgio Zambiasi, Paulo Paim e Pedro Simon votaram a favor da CPMF! Desonra para os gaúchos. Espero vê-los derrotados nas urnas na próxima. Usurpadores da população! Vão aumentar ,criar ou renovar imposto no raio que os parta! Vendilhões!

13/12/2007

11 dezembro 2007

UM LIVRO


Quem quer ser feliz? Todo mundo quer ser feliz. Pois bem a este propósito, chega ao exame de nossos olhos este belo livro de Jerri Roberto Almeida. Trata-se de livro espírita, editado justamente pela Editora da Federação Espírita do RGS e que traz o mesmo autor de FILOSOFIA DA CONVIVÊNCIA, desta vez em um livro chamado O DESAFIO DA FELICIDADE (num mundo em transformação).
Com uma linguagem fácil, ágil, acessível, o autor nos leva a considerações acerca deste tema tão instigante. Coloca a felicidade como um desafio pessoal a cada um. E cita uma idéia a partir da qual a felicidade englobaria três princípios fundamentais: a) a posse do necessário; b) a consciência tranqüila; c) a fé no futuro. Interessante ler e esmiuçar tal concepção, posto que é um exercício a que qualquer um de nós pode se submeter. Buscar as coisas necessárias na vida material, sem abusar e se perder em buscas desnecessárias. Ter a consciência tranqüila, ou seja, trilhar um caminho em nosso dia-a-dia que seja eivado de uma boa conduta, uma camaradagem, um bem viver com os outros. E por fim a fé no futuro. Puxa, num mundo onde há tanta descrença, tanta “depressão”, onde poucos acreditam em Deus, é impressionante o estudo de futuro e da fé nele.
Num certo trecho do texto o autor diz que “ser feliz é uma conquista pessoal, não obstante os desafios do mundo”. De fato, não tem fluoxetina, não tem psicólogo, não tem amigo que consiga levantar alguém à felicidade, se a própria pessoa não quiser. E ele continua adiante dizendo que “a felicidade não caracteriza necessariamente a ausência de sofrimento, mas a forma como vemos e nos relacionamos com a vida em seus múltiplos processos”. Não pude deixar de lembrar os conceitos da Inteligência Emocional onde já se debatia exatamente isso. Ser feliz a partir dos elementos que se possui, sem se perder em lamentações e derrotas.
Mais adiante no texto o autor diz que “a felicidade não depende do prazer, muito embora a psicologia considere que o prazer bem estruturado, saudável, é um direito do ser humano e, sob esse aspecto, poderá, sim , se somar à felicidade”. Muito interessante. Muito interessante.
Já quase no fim do livro, Jerri vem nos dizer que “o grande desafio da felicidade é o desafio do caminho interior, o restante são fatores mesológicos que interferem, mas não determinam, verdadeiramente, aquilo que somos”.
Para arrematar, ele traz no capítulo 10, um item chamado O AMOR E SEUS SIGNIFICADOS (pág 126). É uma pequena aula sobre AMAR, onde o autor desdobra e explicita conceitos e explicações variadas para o amor. Navegando pelos oceanos da Filosofia, ele nos conta que os gregos tinham várias palavras para se referirem ao amor, seriam com que “tipos de amor”. Para o amor do desejo, da atração sexual, eles usavam EROS (daí o termo erótico). Para o amor da afeição familiar, amor pai-filhos, mãe-filhos, eles usavam a palavra STORGÉ. O amor que no casal começara com Eros, agora se ampliava e incorporava o Storgé para assumir os papéis familiares. A seguir eles usavam o termo PHILOS (donde filosofia é o amor à sabedoria) para o amor da amizade, das relações cotidianas, um amor que se dá só a quem lhe dá em troca. Eu ajudo, diz a pessoa, mas tem que ser do meu jeito. Ele impõe condições. Por fim eles usavam a palavra ÁGAPE aludindo ao amor evangélico, uma comunhão fraternal. O amor ágape é o amor da caridade, da docilidade para com o outro.
Por tudo isso e muito mais o livro é imperdível, delicioso, interessante, atual. Fica esta sugestão justamente agora, época de Natal, onde todos parecem querer reforçar suas chances de serem felizes e onde um livro é um baita dum presente. Se não encontrar na sua livraria predileta, acesse a Livraria Virtual da FERGS em http://livraria.fergs.org.br/ e faça o seu pedido. O livro custa a bagatela de 20,00 reais! Contatos com o autor? Mande-me um e-mail que faço chegar até ele.
Silvano – a serviço do Papai Noel, mas antes de mais nada, a serviço da leitura

O DESAFIO DA FELICIDADE
156 páginas
Editora da FERGS
2007
R$ 20,00
http://livraria.fergs.org.br/produtos/produto.php?cd_produto=020901

06 dezembro 2007

Coisa de Gordo - 353


353 – CALDOS E RESCALDOS
Essa coisa de se colocar CALDOS na culinária é recente na história brasileira. Em 1961, foram lançados no Brasil os primeiros caldos e sopas Knorr. Imagine ao tempo de nossos avós se isso fosse disponível. Não era. Tanto que ainda tenho na memória (nas frestas frias, úmidas e estreitas de meu passado sinistro – desculpa, não resisti) uma clássica cena de nossa tia-avó matando uma galinha para o almoço. Depois ela era sapecada com água quente (a galinha, não a tia), depenada e enfim chegava ao ponto desses frangos que a gente busca no supermercado.
Para abreviar esse longo e cruel processo, quando a intenção fosse apenas conseguir aquele gostinho da galinha, o famoso CALDO, a indústria lançou os renomados Caldo de Galinha e ainda o Caldo de Carne. E assim vivemos décadas. Ao lado da tia-avó, não da galinha.
Na surdina, os caras foram acrescentando umas novidadezinhas eventuais, de tal sorte que num belo dia deparamos com um Caldo de Legumes, lançado em 1982, na prateleira do Super. Em 1992 lançaram o Caldo de Bacon. Em 2004 lançaram os caldos de Bacon com Louro, Caldo de Costela, Caldo de Cebola, Caldo de alho, galinha e salsinha. Em 2006 vem o Caldo de Galinha Assada. Em 2007 (ufa) lançaram o Caldo de Bacalhau. E a partir daí a coisa não parou mais. Entraram toques de ervas, misturas inusitadas, Caldo de Picanha (já pensou?) e muito mais. Essa trajetória toda é da marca KNORR, mas há que se lembrar da concorrente MAGGI que é uma divisão dentro da Nestlé, e que tem quase os mesmos produtos. Olhando os sites de ambas as marcas, o da Knorr me pareceu mais genuíno, mais original, até porque ele é uma marca em si. A Maggi é apenas mais uma divisão da Nestlé.
A coisa é ainda melhor. Tem uns cubinhos chamados TOK KNORR, nas versões ALHO, CEBOLA, CAIPIRA e CASEIRO. Para nós que damos o start da arte culinária sempre a partir de uma cebola picada e frita no azeite quente, isso veio facilitar um monte! Não é mais necessário se debater com a cebola de verdade. A gente prepara o arroz, a carne, a massa ou seja lá o que for e no meio do processo coloca um ou dois cubinhos daquilo. Fica igual! O mesmo vale para o alho. Nada de ficar com as mãos cheirando a alho. É só colocar os cubinhos.
Eu, de minha parte, nas raras investidas que dou diante do fogão, não me importo de picar tanto a cebola quanto o alho. Não me importo também com o cheiro residual. Isso faz parte da arte culinária. Negar isso é como querer que um pintor não tenha cheiro de tinta em si. Numa janta mais elaborada, numa ocasião especial, creio que seja mais adequado usar a cebola e o alho de verdade. Mas os tais cubinhos não vieram para tais momentos. Os cubinhos vieram para o dia-a-dia, o corre-corre das segundas e terças-feiras, aquelas curtas horas do dia em que a pessoa não pode perder tempo, mas não quer abrir mão do sabor.
Enfim, as ofertas do mercado são inúmeras. Há gostos os mais variados. Curta, aprecie, aproveite. Faça como a sra Kátia faz por aqui e tenha no armário da cozinha umas caixinhas dos Temperos sempre à mão.
Quando for comer aquele arroz queimadinho no fundo da panela e sentir o sabor do alho e da cebola, você fechará os olhos e perceberá que valeu a pena!
Silvano – o impossível


RENAN CALHEIROS
É, mais uma vez ele foi absolvido pelos seus pares. O belo SENADO FEDERAL! Já citei isso aqui antes. Este Senado não me representa mais!


NATAL, NATAL DAS CRIANÇAS
Enquanto isso, as lojas fervilham de consumidores! É Natal, é Natal, um Feliz Natal... Pobre do saldo bancário. Pobre do seu Cartão de Crédito. Pobre de nós!


06/12/2007

FALEI DOS TEMPEROS...


...olha eles aí, gente!!!

NOSSA LEITORA NAIRA...


...de Rio Grande, manda material promocional sobre FACAS feitas a partir de Avestruzes. Legal, muito legal. o email para comprar é: vendas_cpars@terra.com.br

O CARA É MUITO LEGAL


O nome dele é Jeff Dunham, trata-se de um comediante norte-americano com um diferencial. O cara é ventríloquo, lembra disso? Se quiser ver várias performances acesse o site do cara em http://www.jeffdunham.com/ , com a desvantagem de que ali está tudo sem legenda, óbvio. Mas se quiser uma palhinha dele legendada, veja então no Youtube, o show de Achmed, o terrorista morto. http://www.youtube.com/watch?v=wJ0wLhHq2SU Imperdível. Silvano

CORINTHIANS NA SEGUNDA DIVISÃO


O cara roubou, corrompeu, fez o que pôde...
Aliou-se aos banqueiros para fazer deles os caras mais ricos do país...
Mandou o filho viajar no exterior pagando tudo com dinheiro do povo...
Armou o esquema do mensalão para se perpetuar no poder...
Colocou toda a companheirada prá dentro da máquina pública....
Desmontou o sistema aéreo nacional...
Está tentando aprovar a Lei do Aborto no Brasil....
Está tentando enfiar goela abaixo a CPMF...
E ATÉ AGORA NADA ACONTECEU COM ELE...
Mas pelo menos uma coisa se deu....
O TIME DELE CAIU PRÁ SEGUNDA DIVISÃO!
Valeu, Coringão.
Você vingaram o povo e a nação.
Silvano – mas o cara não dá uma folga...

01 dezembro 2007

CHOPE EM CASA


Uma amiga (Isabel) mandou esta matéria sobre uma maravilhosa geladeira. O texto diz:
Os suecos são os autores desta proeza chamada Asko HomePub, a geladeira dos sonhos para muita gente. A HomePub possui um reservatório destacável de 5 litros para o chope, um compartimento para o gás e a torneira para servir. Fora a mais do que necessária prateleira para mais alguns reservatórios. Isto tudo sem perder espaço: sua capacidade é de 218 litros na geladeira e 83 litros no congelador. Esta obra-prima já está sendo vendida em alguns países da Europa por cerca de mil dólares.”
Olhe e babe, car(a) amigo(a). Um dia, quem sabe, essa coisa aparece nas nossas lojas.
Silvano

Que facilidade!


Olha só que facilidade. Não precisa nem abrir a porta da geladeira.

Por dentro


Dentro, o pequeno reservatório mantido bem gelado. Os caras pensam em tudo....

28 novembro 2007

Coisa de Gordo - 352


352 – ME DIZ O QUE É QUE EU FAÇO...
Por motivos meramente oftalmológicos, estive em consulta com médico que, após me atender, prescreveu-me um certo repouso ocular. Sim, teria que dar uma folga a um de meus olhos, no intento de permitir sua pronta recuperação. A gente não imagina a falta que faz um olho.
Ao detalhar meus poucos dias de cegueira unilateral, foi-me orientado um plano de cuidados que inclui, entre outras coisas, o seguinte: - não poderia LER ; não poderia assistir TV; não poderia sentar diante da tela do COMPUTADOR;
Você se dá conta da extensão das proibições? Consegue aperceber-se do tamanho de minhas limitações? É capaz de dimensionar o tamanho de tantas maldições?
Lembrando do trecho daquela brega música que diz “..me diz o que é que eu faço?..”, quase que entrei em desespero. Perceba minha tortura. Antes que você venha insinuar que dá para fazer sexo, puxa vida, devolvo-lhe a piada lembrando que para tanto não é preciso ter olhos abertos. Isso não fica afetado, portanto.
Proibido de acessar o computador! Proibido de ler. Proibido de ver TV. Os caras querem me matar.
O computador – queira você ou não, é o nosso mais imediato acesso ao mundo. Mundo das notícias, das letras, das poesias da Florbela Espanca, dos e-mails, das notícias, do contato com as pessoas e com as instituições. Como fazer agora? E o saldo no banco? E a conta para pagar on-line? E a programação cultural? E aquela apresentação em Power-point que tem que ser retocada? E o texto em Word? E as fotos no Photoshop? Pânico, pânico, pânico.
A TV – de novo você pode dizer que é dispensável. Mas e o Jornal Nacional? E o Em Cima da Hora do canal 40? E as séries de TV? O Seinfeld (que voltou, graças a Deus), o Desperate Housewifes, o E.R. , entre tantas outras. Como perder isso? E os filmes dos Tele-cines, justo nesta semana que estreou o VOLVER (do Almodóvar) no 61? Desespero, desespero, desespero.
A Leitura – bom, eis o meu ponto fraco. Tenho que ler. É quase como que respirar! Tenho que ler jornais, textos, meus livros de cabeceira, as revistas semanais, os Informativos do Centro Espírita, as notícias da política, do esporte, do mundo, do meio policial. Como ficar sem ler?
Mas não interessa, sou um paciente até que obediente. Estou seguindo, portanto as orientações. Mas acabei criando um subterfúgio, uma saída de emergência. Perceba que foi UM olho o tratado. O outro esteve sempre livre para ver o que quisesse (ah, se ele pudesse). O que fiz?
Lembrando as feições de um pirata, tratei de providenciar um tapa-olho, o que me fez ficar esses últimos dias com metade de minha visão. Só a do lado direito. Mas esse meu olho direito é um verdadeiro herói. Digno de uma medalha. Ele me permitiu fazer as coisas, mesmo que à meia boca, mas o suficiente para sobreviver. Este texto, inclusive, está sendo digitado só com um olho. A imagem ali no início do texto? Não, não sou eu. Mas é assim que estou.
A esquerda, para variar, sempre dando problemas e sendo salva pela direita. Desculpa a brincadeirinha. Não resisti.
Enfim, oremos ao senhor. Minhas horas de tortura se esvaem agora rapidamente, em breve volto a usar ambos os olhos. Ao mesmo tempo.
Preparem-se os impressos e as imagens. Volto com “sede”.
Silvano – além de impossível, zarolho


DICA DE FILME DE LEITOR (3ª vez para o mesmo filme)
Pelo jeito o negócio é de fato bom. Tá todo mundo vendo e recomendando. Desta vez é nosso leitor FLÁVIO ROGÉRIO – litoral norte gaúcho – que manda dica sobre esse filme. Diz ele:
Olá Silvano! Aproveitando o sábado chuvoso, fui assistir "Piaf - Um hino ao amor". É IMPERDÍVEL!!! O filme, um dos melhores do ano, conta a trajetória do ícone da canção francesa, Edit Piaf, interpretada pela atriz Marion Cotillard, de atuação emocionante e arrasadora. Abandonada pela mãe, a cantora foi criada pela avó, dona de um bordel na Normandia. Dos 3 aos 7 anos de idade fica cega, mas acaba recuperando a visão. Mais tarde vive com o pai, contorcionista de circo e alcoólatra, a quem abandona aos 15 anos para cantar nas ruas de Paris. Anos mais tarde é descoberta por Louis Leplée, dono de boate, interpretado por Gérad Depardieu (um dos poucos nomes conhecidos no elenco), e neste mesmo ano grava seu primeiro disco. A vida sofrida é coroada com o sucesso internacional. Tivesse sido produzido no círculo "hollywoodiano", com certeza arrebataria algum Oscar. Apesar de mostrar a vida da cantora recheada de momentos trágicos, o diretor e roteirista Olivier Dahan não faz dele um filme piegas e sim emocionante, um verdadeiro tributo à música de Piaf. Ouvir as interpretações de "La vie en rose", "Je Ne Regrette Rien" e, principalmente, "L’Hymne à l’Amour", esta cantada na última apresentação da artista no Olympia, vale o ingresso do cinema e até mesmo um sacrifício de se deslocar até Porto Alegre para assistir o filme, que dura 140min, mas que de tão bom não se nota o tempo passar. Atualmente ele está em cartaz apenas no Guion Center 2 (Lima e Silva) e no Arcoíris Boulevard 2 (Shopping Boulevard Strip Center, na Assis Brasil). Indico este último, pois além de possuir melhores acomodações, tem estacionamento gratuito. Um abraço. Flávio Rogério.



A ESPOSA DO RENAN CALHEIROS
Tenho pena desta mulher. Primeiro que ela casou com esta coisa chamada Renan Calheiros. Agora, a coitada está às voltas com esses escândalos de amante, filha fora de casa, fotos da amante na Playboy e tudo o mais. Quando a gente imaginava que ela já tinha sido açoitada pela vida, levado todos os bofetões do destino, eis que surge do meio da poeira sórdida o LIVRO da Mônica Veloso, trazendo detalhes das coisas dos amantes. A internet já anda espalhando trechos de mais este livro, com aquelas intimidades de casal. Não , nada de pornografia, na verdade é muito pior. As pequenas gentilezas, os códigos secretos dos amantes, os telefonemas em meio às madrugadas, o bebê na barriga, as declarações recíprocas de amor. Sim, melhor que fosse pornografia. Estas coisinhas todas, estes pequenos detalhes, são muito mais devastadores. E a essas todas, a esposa continua ali, firme. Pobre mulher. Reze por ela!


29/11/2007

ENQUANTO O PT QUER APROVAR O ABORTO...


... a gente vai se posicionando CONTRA esta prática e volta e meia descobre coisas legais. Confira esta bela charge portuguesa sobre o tema. Arrasadora.
Silvano – sempre contra o aborto

DISSE QUE DIVULGARIA E AQUI ESTOU


Comentei que na Festa de colegas de colégio bebêramos um delicioso chope Helles, mas que na época não tinha dados mais concretos do local. Amigo(a), é uma bela cervejaria, chamada ABADESSA. Fui verificar o site na internet e é delicioso. E inclusive há comentários publicados no ESTADÃO falando da Cerceja gaúcha que viaja de avião para abastecer São Paulo. Dê uma olhadinha que vale a pena. O link é: www.abade.com.br .
Endereço? Cervejaria RSW Abadessa - Av. José Gertum, 470 - 91330-450 - Porto Alegre - RS - Fone/Fax: (51) 3026.6789. Celular 84060270.
Sabe quem atende o telefone? Um cara chamado Schumaker. É mole?Aproveite. Silvano

24 novembro 2007

DICA DE FILME NUM SÁBADO CHUVOSO


Num dia desses, não perca tempo em atividades na rua. Busque na locadora mais próxima este ótimo filme e garanto a você uma boa diversão. O nome do filme é OS SEM FLORESTA (Over the Hedge) , mais uma animação da Dreamworks para nos encantar. Pois é, os caras alegam que são filmes feitos para crianças, mas a gente acaba se divertindo junto. Ou será que alguém aí não gostou do Toy Story?
Certo, certo, o filme tem uma série de clichês, mas há casos em que isso funciona. Por exemplo, um dos personagens é um Esquilo destrambelhado análogo àquele de A ERA DO GELO. Há o herói que começa tentando ludibriar seus novos amigos e ao longo do filme vai se rendendo afetivamente, acabando por se converter ao bem. Há humanos estereotipados e outras coisas mais. Mas tudo isso não importa. O filme é muito legal! Está passando na SKY, está passando na NET e está nas locadoras. O enredo? Ao clarear da primavera um guaxinim se vê obrigado a conseguir comida em uma floresta próxima, para pagar uma dívida com um urso predador. Nessa sua empreitada ele conhece os animais da floresta, valendo-se deles para obter suas coisas.
Nota: 8,0
Título no Brasil: Os Sem-Floresta
Título Original: Over the Hedge
País de Origem: EUA
Gênero: Animação
Classificação etária: Livre
Tempo de Duração: 83 minutos
Ano de Lançamento: 2006

Silvano – mas que coisa

DICAS CULTURAIS (enviadas por leitor)


Alô Silvano: Já que o pessoal está dando sugestões culturais para tua coluna, pensei em participar também. Aí vão três:

1) Filme: Os Embalos de Sábado à Noite; para quem nunca viu, é imperdível, pois mudou a cultura mundial e lançou a moda das discotecas. Esta semana os atores se encontraram para comemorar os 30 anos do filme. Veja mátéria na Globo.com .
(Puxa vida! Já faz trinta anos e eu usava calça de preguinhas para imitar o Travolta, isto é, eu entrava em uma calça de preguinhas sem esticá-las! O tempo passa.... a cintura aumenta...e como!)

2) 22ª Feira do Livro: Acontece em Osório-RS com vasta Programação Cultural (clique Aqui e Veja). Haverá uma banca com venda de livros Espíritas pelos nossos amigos da Sociedade Espírita amor e Caridade de Osório. Também vale lembrar que há um Encontro de escritores, Festa da Leitura e sessões de autógrafos como do nosso amigo Jerri Almeida que autografará dois livros.

3) Música: Tafona da Canção Nativa: festival de música que chega a sua 18ª Edição em Osório.Participam Músicos de todo o Estado e da região, como o patrulhense Nilton Júnior. Acontecem bons shows como Enzo& Rodrigo, Pirisca Greco e Tribo Maçambiqueira.

É isto, temos um bom roteiro cultural, aqui pertinho, para o findi. Abraço.
Nelson Cristalino – do portal Litoral Norte (http://www.litoralnorters.com.br)

22 novembro 2007

Coisa de Gordo - 351


351 – URUGUAI ARRASADOR
Quem ler este título vai pensar que estou falando do verdadeiro “baile” que o Uruguai deu no Brasil ontem à noite no Morumbi, pelas eliminatórias da próxima Copa do Mundo. O jogo foi todo deles, correram, marcaram, abafaram, mas acabaram perdendo para o Brasil por 2 a 1. O futebol tem dessas coisas. Mas não, não me aventurarei pelos gramados. Vamos à mesa.
Estando em Porto Alegre, fomos almoçar num agradável lugar ali em Petrópolis, a PARRILA DEL SUR. Trata-se de aprazível lugar com serviço de manobrista na porta, e nesses dias em que o calor começa a se ensaiar, o negócio é deliciosamente climatizado. Uma delícia de ar condicionado!
Já está no nome, o serviço do local é a tradicional Parrila uruguaia. São carnes assadas ou grelhadas, em diversas possibilidades de pedida. Uma coisa que a mim surpreendeu é que o serviço é à la carte. Imaginava eu que se pagasse uma quantia e se comesse de tudo. Nada disso. Há que se fazer os pedidos.
Como fui apenas uma vez, opinarei, portanto, só sobre o que provamos. Em vezes próximas prometo pedir outras coisas para poder aqui opinar.
Há umas entradas...de babar de tão gostosas. Pedimos Queijo Derretido, iguaria na qual sou viciado. Pedimos uma espécie de Quitute de Frango, ou seja, uma trouxinha com carne de frango temperada e mesclada com outras coisas. Delicioso também!
No ir e vir dos garçons, percebi que eles serviam uma coisa dentro de um papel laminado. O que é aquilo? – perguntei. É a Batata Roqueforte. Amigo(a), só essa entrada já valeria a ida lá. Os caras pegam uma batata inglesa grande, partem ao meio com casca e tudo e a recheiam com queijo roqueforte. Enrolam tudo no papel filme e então levam à beira do fogo. Fica “dos deuses”. Uma loucura, uma delícia.
Na parte de carnes pedimos, seguindo sugestão do garçom, um Vazio, uma Costela e uma Maminha. As carnes vieram boas, saborosas, apenas tivemos que dar uma salgadinha nelas. Alguém comentou na mesa que as carnes uruguaias são habitualmente servidas assim. Com menos sal. Mas isto corrigimos com pequenas intervenções do saleiro.
Uma outra coisa a notar foi o ponto das carnes. A Maminha estava entre mal passada e ao ponto. Uns diriam que estava meio crua. Mas acima de tudo a carne esteve deliciosa. Saborosa. Suculenta. Tentaram comparar aquilo com Churrascaria, mas nos demos conta de que a proposta é diferente. É a tal Parrila, que nós gaúchos pronunciamos “parrija”. Churrasco é churrasco.
Li na mídia eletrônica que alguns estabelecimentos ao redor sentiram a presença desse novo restaurante, citando inclusive o tradicional Barranco, ali na Protásio Alves. Mas igualmente acho que são propostas diferentes.
Na parte de bebidas eles servem um chopp mas sucumbimos àquela garrafa de 900ml de Cerveja Pilsen uruguaia. Servida bem gelada, e que na mesa fica repousando dentro de um balde com gelo.
Enfim, o Parrila del Sur é um belo lugar, agradável, com um serviço atencioso. A faixa de preços no cálculo final da conta fica em torno de 25,00 a 30,00 reais por pessoa.
Copiei a ficha técnica de um site turístico da capital gaúcha:
PARRILA DEL SUR
End: Av. Nilópolis, 111 - Petrópolis
Fone: (51) 3012.9167
Aceita: Visa, American, Credicard, Banricompras
Horário:
das 11h30min até o último cliente
das 19:00 até o último cliente (geralmente até 1:30)
Silvano – o impossível


A GOVERNADORA E OS IMPOSTOS (2)
Tenho escutado a governadora Yeda Crusius chorando e se lamentando pela recusa dos deputados em aumentarem os impostos! Tadinha dela, tão chorosa, tão sofrida, voz fraca.... Mas vai enganar outra platéia , governadora! Nós estamos afogados em impostos e taxas espúrias e intermináveis. A sra Kátia teve que renovar sua carteira de motorista e pagou 111,00 reais !! Assalto, assalto, roubo escancarado! Ou seja, neste estado bagual em que vivemos, cada passo que o cidadão dá, cada movimento respiratório, cada investida, ele se vê obrigado a dar um pedacinho de si para o governo.


E JÁ QUE FALAMOS EM TRÂNSITO E DINHEIRO
...cabe lembrar esse escândalo arrasador no Detran gaúcho, onde autoridades se fartaram à custa do contribuinte. E dessa vez tem gente do PP, o glorioso Partido Progressista. Ou seja, a roubalheira não tem partido nem cor. É tudo ladrão! E nós aqui, pagando a conta disso. Por isso tudo, ó querida e chorosa governadora, é que lhe olho dentro dos olhos e a cada vez que a senhora (ou o Lula, ou seja quem for) quiser aumentar ou prolongar impostos, bradarei: - vai prô raio que te parta! Chega de impostos. Chega de impostos. Chega de impostos.


22/11/2007

20 novembro 2007

DESINTOXICAÇÃO




Nos ires e vires da vida, conheci um colega de profissão que se disse budista. Fizemos juntos um agradável plantão, onde pude perquiri-lo acerca das coisas do Budismo, descobri que o que eu sabia até hoje era muito pouco. Um exemplo disso? Os budistas são ATEUS! Essa me fez cair ao solo! Jamais os imaginei assim neste aspecto, e perceba que ao dizê-lo, não os acho nem melhor e nem pior que alguém. Apenas não os sabia ateus! Pois o são!
Lá pelas tantas este novo conhecido me contou de uma DIETA HINDU que ele fizera um tempo atrás, orientado que fora por um terceiro. Sem mais delongas, a dieta consiste em comer apenas duas coisas, além de beber água: - uva e iogurte! Fiquei intrigado. Uva e iogurte? Sim, disse ele, apenas isso. E coca-light? – obviamente interroguei. Ao que ele foi firme: - Não tenta adequar a dieta a ti. Tu tens que te adequar à dieta!
Voltei para casa com aquilo na cabeça. Iogurte e uva. Qualquer iogurte. Não precisa ser diet ou light. E qualquer uva. E outra coisa me martelava. A perda ponderal. Ele afirmou que se perde UM QUILO POR DIA.
Meio que na curiosidade, me propus a fazer a tal dieta, mais como uma desintoxicação. Que é uma das coisas a que ela se propõe. E assim o fiz. Uva e iogurte.
Nos poucos dias que permaneci fazendo, de fato, dá um quilo por dia! Mas também, ele já me alertara de que é uma dieta quase que líquida. Nada a admirar, portanto.
No início a gente fica meio nauseado, começa a ver as uvas como nossas inimigas, imaginei que se beberia um balde de iogurte por refeição, mas nada disso. Dá um enjôo, se beber meio copo já é demais. E aí é claro que se perde um quilo por dia.
Mas, como citei no título, na verdade é uma desintoxicação. No retorno ao comer normal, o gosto das coisas, os cheiros, o sabor, tudo fica mais intenso, mais gostoso, mais admirável.
Se acho que você precisa fazer? Claro que não. Isso é coisa para gordo. E se possível, budista!
Silvano – o impossível



UMA OUTRA DIFICULDADE NESTA ÉPOCA...
...é que só tem Uva Itália e Uva Red Globe nos Supermercados. Não é época de uva! E por ter pouca variedade a gente enjoa mais rápido. Quem sabe no verão...

DOM PEDRO I – abusador de menores


Li estarrecido na Revista VEJA um relato que me fez construir um ídolo e destruir outro. A matéria é sobre os dois imperadores do Brasil, Pedro pai e Pedro filho. Onde está o abuso? Quando o Pedro II tinha apenas UM ANO de idade sua mãe morreu. Certo, até aqui tudo bem (será?). Aí, quando o pitoco estava com apenas CINCO ANOS DE IDADE, seu pai desalmado teve um ataque de bichice e se mandou para Portugal. Isso mesmo, amigo(a), o famoso Dom Pedro I, o herói da independência, o grande “matador” das mulheres, não apenas abandonou a nação que ele recém declarara independente como igualmente abandonou seu filho à própria sorte, com a singela missão de ser o Imperador do novo país. Se isso não é mau trato, não sei o que será! Ou seja, destruí um mito, o do Dom Pedro I. E passei a idolatrar um novo mito, o Dom Pedro II, verdadeiro herói que assumiu a nação e a conduziu décadas afora, fazendo uma transição pacífica para a República. Que coisa...aos cinco anos!!...Que cara desalmado!
Silvano – revirando o passado da nação

DA SÉRIE “PRACAS” EDUCATIVAS


Essa é aqui de Santo Antônio, mesmo. O Bar em questão tem mesa de Snooker (sinuca) sim, senhor(a). Mas na hora de colocar isso na placa...alguém esqueceu daquele N imprescindível. Que coisa. E mesmo assim a placa foi prá parede do bar. É mole?
Silvano – de olho

16 novembro 2007

DICAS DE LEITORA PARA O FIM-DE-SEMANA (filmes)


Silvano, como tu tens falado de dicas de filmes, sugiro que não deixes de ver no cinema,o filme sobre a vida de EDITH PIAF, maravilhoso.
Em locadoras sugiro que vejas PAIS, FILHOS & CIA, uma comédia francesa, de muito bom gosto.
Outro filme que vale a pena ver é MEU CASO COM O IMPERADOR, uma comédia italiana de muito bom gosto também.
Mais um filme muito bonito é aquele do Bethoven (atual, não aquele antigo), quando ele está compondo a Nona Sinfonia. Lindo.
Outro filme muito bom e que passou há pouco no cinema, este um pouco mais pesado, mas muito bom também, é um filme espanhol, chamado PRINCESAS.
Bem só mais um antigo. Chama-se O JANTAR DOS MALAS. É ótimo, mais antigo, já vi há muito tempo, é uma outra comédia francesa.
Desculpa se tomo a liberdade de te dar sugestões sem que me peças, (...)
Um beijo da Amélia - P.Alegre.

DICA DE OUTRA LEITORA PARA O FIM-DE-SEMANA (filme)


Olá amigo! Aqui tudo na mais santa...
Silvano, se ainda não vistes, te aconselho a ver um dos filmes mais bonitos da temporada: PIAF. É de delirar com as músicas (Hymne à l'amour e Non, je ne regrette rien, entre outras ). É uma história muito comovente e o desempenho da atriz é de se tirar o chapéu. É um belo e tocante filme. Um abraço com carinho. Magali - de P.Alegre

15 novembro 2007

Coisa de Gordo - 350


350 – ENCONTRO DE COLEGAS
O tempo é uma coisa louca. Engraçada. E às vezes parece não existir. Fazia tempo que eu e um grupo de colegas houvéramos nos formado no terceiro ano do segundo grau. Após a formatura cada um seguiu seu destino, sua caminhada, sua vida. Tinha o e-mail de um que outro, mas a distância, com o passar do tempo, aumentou.
Até que um ou dois colegas tomaram uma iniciativa e resolveram organizar um almoço, um churrasco, um evento para reencontrarmo-nos após tanto tempo.
A partir da troca inicial de e-mails parece que aquela alegria da juventude veio retornando, as mesmas piadas, as gozações, as coisas foram aos pouquinhos emergindo dos baús de nossas memórias. E então a data foi marcada.
Nosso colega Angonese gentilmente cedeu sua bela casa, situada na Ponta Grossa, Zona Sul de Porto Alegre, para o festivo reencontro. A partir daí enviou mapas e deu trajetos. Outro colega, o Coelho, tomou a si o papel de organizar, comprar carne, carvão , encomendar o chopp.
Como aproximar da data, tive que remexer em fotos antigas, rever as caras dos colegas até para tentar me lembrar deles na hora do reencontro. Sim, amigo(a), faz vinte e sete anos que nos separamos. Faz vinte e sete anos que concluímos o segundo grau (isso que agora chamam ensino médio). Eram, portanto, quase três décadas de distância.
E aí veio a coisa legal, a coisa boa e interessante. À medida que nos íamos abraçando, nos revendo, parece que todos voltávamos no tempo, retrocedíamos em quase três décadas e éramos, de novo, aqueles colegas de Colégio. As risadas voltaram, a alegria do encontro, as notícias de um e de outro.
Para uma turma de noventa e oito alunos, apenas quatro morreram em vinte e sete anos, saldo que considerei bom. Já estive em outras comemorações bem mais curtas no tempo e onde mais gente havia morrido. Quatro saudosos colegas, portanto, morreram.
O combinado era fazer um churrasco, tentaram me colocar de assador, refutei a proposta, quando cheguei ao local o almoço estava meio órfão. Uns colegas fizeram o fogo, outros estavam espetando a carne, mas ninguém assumia de fato a “paternidade da criança”. Com a chegada do Brum isso se amenizou, ele passou a tomar conta do troço até que, com a chegada de outro colega, o Chico Duro, as coisas definitivamente se encaminharam.
Por efeito disso, as primeiras lascas de carne que comemos estavam meio cruas, mal assadas, etc. Com o passar das horas, os caras foram aperfeiçoando o churrasco, até uma ovelha foi espetada e estava suculenta, macia, saborosa. A carne bovina igualmente se aprumou e pudemos curtir um belo almoço entre colegas.
Para dar um toque de sabor, o Coelho trouxe um barril de trinta litros de um delicioso Chopp Helles que ele compra em Porto Alegre. Ainda não me enviou o endereço, telefone, etc, mas já alerto que é delicioso. Um chopp de sabor mais encorpado, saboroso.
Enfim, vinte e sete anos não são nada! Foi como fechar os olhos no dia da formatura e abri-los neste almoço festivo que tivemos.
Os cabelos mais brancos, alguns com menos cabelos, alguns mais gordos, mas todos estavam lá e pareciam felizes pelo momento. Além dos citados, estavam o Alvariz, o Feldens, o Claudinho, o Volney Jr, o Éderson, o Aristides, o Oliveira, o Jairo, o Pedroso, o Rossi e o Dorneles. Lá estando, recebemos três chamadas de colegas pelo telefone viva-voz, o Fonseca (de Brasília), o Enéas (de Lisboa) e um terceiro de Londres.
A partir de agora, pelo menos uma vez por ano, vamos nos rever. Até porque...mais vinte e sete anos é tempo demais para esperar.
Silvano – o impossível


A GOVERNADORA E OS IMPOSTOS
O Rio Grande do Sul já deu sua resposta à nossa governadora, dizendo-lhe que CHEGA DE AUMENTO DE IMPOSTOS! Chega! Chega! Ela tentou aprovar na Assembléia um pacotão que vinha direto na jugular do cidadão, mas desta vez não levou. Deu gosto ver a cara do pessoal do PT, no jornal, festejando a derrota dela. Queria ver a coerência deles na questão da CPMF! Aí, eles mudam de lado. Nada a estranhar!

ENQUANTO ISSO , LÁ EM BRASÍLIA...
...o petezal se organiza para nos enfiar goela abaixo a CPMF! É triste ser governado por esses incompetentes. Paralelo a isso o governo Lula criou de ontem para hoje NOVE MIL CARGOS FEDERAIS sem concurso, aqueles onde eles empregam a “companheirada”. Bom, aí só tendo a CPMF mesmo... Eu morro e não vejo tudo.


15/11/2007

09 novembro 2007

Coisa de Gordo - 349


349 – O CLONE
Por um acaso do destino, uma jogada da sorte, uma distração, sei lá, faz uns anos que dei início a um ritual pessoal que supus, num primeiro momento, sem maiores conseqüências. Do que estou falando? Cada vez que tinha que cortar as unhas, tomava deu meu mega-cortador de unhas e dirigia-me aos fundos da casa, ali, no pequeno pátio, para assim proceder. Após algumas vezes em que assim fiz sem muito me aperceber de nada estranho, eis que num belo dia algo inusitado aconteceu.
Houvera eu cortado algumas unhas iniciais da mão direita quando notei que algumas formigas se apropriavam vorazmente de meus restos corpóreos. Sim, elas andavam atarantadas e excitadas, parece que nunca tinham visto aquilo, iniciaram uma pequena algazarra (claro que só perceptível aos ouvidos de formigas) e se apossaram daqueles pequenos pedaços de mim.
Intrigado, mas igualmente curioso, permiti que aqueles pequenos seres se apropriassem de mim, ou quase isso, tomando-me de um sentimento ecológico. Perceba que eu mesmo estava sendo reaproveitado como uma espécie de “lixo limpo”. Sim, amigo(a), descobri que eu era reciclável!
A partir desse dia comecei a repetir o ritual, só que já com uma consciência amistosa, uma euforia por estar me doando literalmente ao reino animal. Passei a fazer parte da cadeia alimentar das formigas. A onça come o tamanduá. Este come a formiga. E a formiga me degusta. E uma coisa impressionante se estabeleceu. As formigas começaram a controlar o ritmo de crescimento de meus anexos (unha, cabelo, etc..) e já me aguardavam festivas no pátio de trás.
Assim viemos nos relacionando. Até que um novo evento se estabeleceu...
Sentei olhos ao formigueiro e percebi que ele começou a mudar de tamanho. Ficou elevado, arredondado num primeiro momento, mais alongado logo a seguir. Sim, adquiriu um formato de túmulo, de cova, o formato de um corpo humano enterrado. A julgar pelas dimensões, dei-me conta de que as formigas montaram um clone meu, uma cópia, um Silvano alternativo, um outro EU. Mas fique calmo(a). Elas ainda não concluíram seu serviço. Continuo indo ao fundo do pátio cortar as unhas, só que agora o faço ensimesmado. Taciturno. Pensativo.
Como pode terem essas formigas me xerocado desta forma? Imagino que tenham reunido no terreno outros vestígios de minha passagem. Gotas de suor. Cuspe. Espirro. Partículas e lascas de minhas células, contendo meu rude e atrofiado DNA. O que viram em mim estes pequenos seres? Por que comigo? Com tanta gente inteligente, esbelta, magra e instruída no mundo, por que me selecionaram? Imagino que sejam formigas de alguma estatal, que fizeram uma espécie de licitação e tiveram que pegar o mais barato. O mais acessível. O que estava à mão.
Um outro EU, eis o que surge no fundo do meu pátio. Imagine você, estas chuvas estranhas de primavera, raios e trovões a bramir nas madrugadas. Numa bela noite de lua cheia, ali, naquele canto de pátio, um ser levará uma descarga elétrica e em torno da meia-noite levantar-se-á debaixo da terra. Sim, estou pressentindo, ele virá. O novo Silvano. Mais educado, menos desbocado. Com a chance incrível de recomeçar do zero. Sem rusgas com o PT, sem antipatias, sem exageros alimentares. Orientado que será pelas suas genitoras, imagino que vá ser um cara trabalhador, esforçado, com sentimento de comunidade. E vai ter arrepios de tamanduás.
Fique atento(a), portanto. E ao me encontrar na rua, se ficar em dúvida, faça o teste derradeiro. Ofereça-me uma Lata de Leite Moça. Se eu recusar e alegar que não como aquilo, que até acho estranho a pessoa andar com uma lata daquelas na bolsa ou pasta....saia de perto, fuja, chame a polícia. O novo Silvano chegou e tomou conta. É um impostor! Só falta falar mal da Coca-light...bom, aí é a prova cabal! Mande matar! Com Inseticida!
Silvano – o impossível


VEM CÁ, MAS NÃO ERA PARA TER SAÍDO NA QUINTA?
Sim, sim, esta coluna já era para estar on line desde ontem! Mas motivos profissionais me impediram. Desculpe, portanto.


09/11/2007

05 novembro 2007

Dica de Filme (1)


Talvez esta seja uma dica para os usuários da SKY ou da NET, uma vez que o filme já está passando nos Telecines. Mas acredito que ele também esteja nas prateleiras das videolocadoras. Uma pequena e bela surpresa. O David Duchovny, o famoso “agente Mulder” do seriado ARQUIVO X, tomou a si o papel de diretor e cometeu este belo filme. O nome é REFLEXOS DA AMIZADE. A história é narrada em primeira pessoa, por um personagem que é justamente interpretado por ele, o Duchovny. Mas ele aparece só no início do filme, para voltar já lá no finzinho. Tudo gira em torno da vida triste de um adolescente, às voltas com a mãe deprimida, um amigo deficiente mental, tombos e mais tombos ao longo do caminho. Aliás, este personagem do amigo deficiente é bem interpretado por Robin Willians. É um papel complicado, é difícil o cara não escorregar para a canastrice, mas até que o Willians consegue se safar! Volta e meia dá uma escorregadinha, mas nada que comprometa o resultado final. Há uma personagem de uma presidiária que se destaca na história.Uma boa e surpreendente diversão. Uma história bem amarrada. Atores e atrizes bonitos e bem colocados. Vale a pena. Nota: 8,0.
Silvano - crítico contumaz

Reflexos da Amizade (House of D, EUA, 2004)
Gênero: Drama Duração: 96 min.
Diretor: David Duchovny
Roteirista: David Duchovny
Elenco: Anton Yelchin, Robin Williams , Téa Leoni, Erykah Badu, David Duchovny, Frank Langella, Zelda Williams, Magali Amadei, Olga Sosnovska, Orlando Jones, Bernard Sheredy¹, Stephen Spinella, Alice Drummond, Harold Cartier, Mark Margolis

Dica de Filme (2)


Tinha recebido esta dica da nossa agente de viagens (Cristiani – Rodoaéreo) e deixei em stand by. Até que conseguimos apreciar o filme. Sim, muitos já assistiram, mas cabe comentar. É o OBRIGADO POR FUMAR, instigante filme que mostra os embates da indústria do cigarro contra os médicos, os ambientalistas e outros grupos. Diferentemente do que se poderia pensar, não é um filme sobre fumo, cigarro e câncer. O filme na verdade é sobre o debate de idéias. Aí a grande maga da história. O personagem central trabalha como representante das indústrias fumageiras, comparecendo a debates, programas de TV, etc, sempre falando a favor do cigarro. Num certo dia o próprio filho dele o questiona: - Puxa, pai, todo mundo sabe que cigarro faz mal! Como você tem coragem de defender isso? Ao que o cara mata a cobra e mostra o pau, dizendo algo como isto: - Filho, não importa se você tem razão. O que importa é que você tenha argumentos razoáveis e uma boa defesa do seu ponto de vista. Eis a chave do filme. O debate de idéias. O cigarro é na verdade um pano de fundo. A partir disso se entende porque eclodem de tempos em tempos pessoas como Hitler, Lula, Hugo Chavez e outras aberrações. Não importa as idéias que eles defendem. O que vale são os argumentos e a defesa do ponto de vista. Vale a pena! Nota 8,5.
Silvano - crítico

Título Original: Thank You for Smoking
Tempo de Duração: 92 minutos
Ano de Lançamento (EUA): 2006
Site Oficial: www.foxsearchlight.com/thankyouforsmoking
Direção: Jason Reitman
Roteiro: Jason Reitman, baseado em livro de Christopher Buckley
Elenco: Aaron Eckhart (Nick Naylor); Maria Bello (Poll Bailey); Cameron Bright (Joey Naylor); Adam Brody (Jack) ; Sam Elliott (Lorne Lutch); Katie Holmes (Heather Holloway); David Koechner (Bobby Jay Bliss); Rob Lowe (Jeff Megall); William H. Macy (Senador Ortolan K. Finistirre); J.K. Simmons (Budd "BR" Rohrabacher); Robert Duvall (Doak "Capitão" Boykin); Kim Dickens (Jill Naylor); Connie Ray (Pearl); Todd Louiso (Ron Goode)