20 fevereiro 2008

Coisa de Gordo - 364


364 – Gostosuras em Garopaba
Você vai dizer que é obsessão, e eu até vou concordar. Quem adentra as salgadas águas de Garopaba fica tomado por um feitiço. Seja como for, trago nesta quinta duas dicas supimpas para se comer bem em Garopaba-SC.
SORVETE DE BUTIÁ – tenho rasgado sedas aqui neste espaço à Gelomel, esta prestigiada sorveteria do litoral catarinense. E dentre todos os sabores de sorvete, o de Butiá me chama uma especial atenção. Não que os outros não sejam deliciosos, e o são, mas é que é fácil se encontrar Picolé ou Sorvete de qualquer sabor por este Brasil afora. O de butiá, não! Isso o torna tão especial. A gente come o de Leite Condensado, o de Brigadeiro, o de Creme, o Natorango (nata + morango) e se delicia. Mas este de butiá é original. Saboroso, encorpado, irresistível. E se você pensa que é só sorvete está enganado. Quando a gente está na beira da praia, ali naquela orla azulada e de mar maravilhoso, por entre guarda-sóis e plastas de Sundown fator 30, eis que surge uma carrocinha de picolé da Gelomel e o cara vende PICOLÉ DE BUTIÁ ao custo de 1,50! Isso mesmo, caro(a) amigo(a), um real e cinqüenta centavos. Agora me responda: - Dá para manter a dieta? Dá para calcular calorias? Não, não dá. Para dar um gostinho, coloco esta imagem do papel do citado picolé. Estava lá, na beira-mar e resgatei o papel como uma lembrança, um doce souvenir daqueles dias tão curtos quanto bons.
PIZZARIA DO ITALIANO – quando se está de férias na praia é comum se gastar bastante para jantar fora. Turista é alvo fácil de contas salgadas. Pois tivemos a sorte de descobrir um lugar que fugiu a esta regra. Naquele pedaço de estrada que fica logo na entrada da cidade, ali entre a Fábrica da Mormaii e a entrada da cidade, paramos na Pizzaria do Italiano. Não sei se é porque os caras estão começando, estão ampliando e se organizando, mas o atendimento foi muito especial. Quase carinhoso. Os garçons e garçonetes estiveram sempre atentos e disponíveis. E o preço esteve normal. Custou 11,90 por pessoa, mais a bebida e os dez por cento. Fomos no único dia em que era rodízio, a quarta-feira. Que sorte. A pizza servida era deliciosa, a massa bem fininha e assadinha. O tempero de cada sabor era por demais agradável ao paladar. Comemos diversos sabores, variados e em número não muito diversificado. Percebi isso. Os caras ficaram dentro de um círculo de dez ou quinze sabores. Mas que estiveram nota dez! Não opino sobre os sabores doces, tenho por regra pessoal não comer pizza doce em rodízio. Prefiro ficar gordo com as fatias salgadas. Mas o pessoal de casa provou e recomendou. Telefones? (48) 32541157 ou 99227056. Peguei um folheto onde os caras anunciam tele-entrega. Nos outros dias, o serviço é à la carte. O endereço é Rodovia SC-434, Km 02.
Enfim, caro(a) leitor(a), você terá que se submeter aos encantos dessa praia catarinense.
Silvano – o impossível



BANRISUL
Já citei isto em texto do ano passado, a gauchada toda invade Garopaba e os clientes do glorioso Banrisul (o banco do Estado do RGS) ficam à mercê de duas maquininhas de auto-atendimento. Uma no Supermercado Silveira, outra naquela feirinha perto da praia. E, acredite, tais maquininhas são da agência Tubarão deste banco. Pobre do funcionário que tem que viajar até lá para manutenção. Só que já está mais do que na hora do Banrisul abrir um posto avançado em Garopaba, de dezembro a março, sei lá. Fica este pedido. Que os clientes Banrisul passem a acessar a página do banco na internet e ali no FALE CONOSCO, solicitem a abertura de um postinho, com um ou dois caixas, mais máquinas, um arzinho condicionado, só isso. Se o banco valoriza seus clientes, terá razões de sobra para nos dar este conforto. O dinheiro da gauchada está todo lá nesta época. Faça a sua parte, portanto. Obrigado pelo favor. www.banrisul.com.br


FIDEL
E o imortal Fidel Castro renunciou. Não se sabe bem o porquê. Mas imagino o seguinte. O cara é tão autoritário, mas tão autoritário que não quis deixar para Deus decidir a hora em que ele sairia de cena. Nada de sair de cena na hora da morte. Saio agora, portanto. Este o Fidel, verdadeiro ícone de toda uma cultura esquerdista, sonho de consumo de metade do Estado do Rio Grande do Sul. Sim, os eleitores do PT todos estarão de luto por esses dias. Seu Deus sai de cena. Mas deixa no seu lugar o seu irmão e ai de quem se arriscar a sugerir um nome alternativo. Quando este ficar velho, por certo virá um sobrinho, um filho, sei lá. Parece uma dinastia britânica. O sangue dos nobres não se mistura e não aceita substituições. Mas o cara é um mito mundial, isso é inegável. Li no jornal uma frase dele no discurso de despedida em que ele cita o brasileiro Oscar Niemayer, dizendo: “Meu dever não é me perpetuar em cargos, ou impedir a passagem de pessoas mais jovens, mas fornecer experiências e idéias cujo modesto valor provém da época excepcional que pude viver. Penso como Oscar Niemayer que é preciso ser conseqüente até o final.
Que frase, amigo(a), ser conseqüente até o final. Bela lição.


21/02/08

17 fevereiro 2008

Cada doido que aparece...



Um amigo (Alexandre) mandou e eu fui lá no site do MARCELO AMBROSIO (do Jornal do Brasil) ler esta pérola. Pérola do mau-gosto, da coisa mórbida. Um padeiro tailandês faz esses pães com aspecto de rostos humanos, para que as pessoas comam. É mole? Já pensou? E o pior é que ele teve esta "brilhante" idéia após o velório do pai dele mesmo. Meu Deus! Chame o psiquiatra forense!

Eu pessoalmente acho um nojo. mas...cada um, cada um...

Silvano - mas que coisa

PS: quer ler a matéria no local de origem? Vai em:

http://blog.jb.com.br/marceloambrosio.php?itemid=110

14 fevereiro 2008

Coisa de Gordo - 363


363 – GAROPABA FOREVER
Já teci comentários os mais favoráveis a Garopaba neste espaço, quem me lê sabe que sou dos adoradores. A idéia estava meio esquecida, o tempo tinha passado, até que dia desses uma leitora mandou aquela mensagem aludindo ao Sorvete de Butiá da Gelomel. A coisa voltou com força.
Em texto anterior já falei que o ICMS de Garopaba devia ser creditado ao Rio Grande do Sul. Em que pese seja uma praia catarinense, o que mais se vê por aqui é gaúcho! No bar, na rua, na calçada, no mar, a gauchada tomou conta.
Para nós gaúchos isso não é apenas uma praia, é um santuário. O mar é delicioso, pela manhã é calmo, verdadeiro “lagoão”, aos poucos vai ganhando força e energia, as ondas ganham corpo, ao fim da tarde tem cada “paredão” dentro d’água que dá gosto. O astral local é uma coisa impressionante. Há toda uma calmaria, as pessoas alegres, curtindo seu veraneio à beira-mar.
A cada esquina se entra numa Sorveteria Gelomel, já citada, onde os sabores confundem os glutões. Um melhor que o outro.
Ao redor daqui há toda uma variedade de passeios em outras praias próximas.
Enfim, quem vem a Garopaba tem que voltar sempre. Vira uma mania, uma agradável “maldição”.
Se a gente parasse para racionalizar a vinda até aqui desistiria. A BR-101 em obras é um desafio à paciência. Na nossa vinda ficamos uma hora e meia parados por força de um desvio e de um acidente. A viagem se tornou bem mais longa. E cansativa. Não é só o tempo que se perde. As condições da estrada não estão nada boas (as tais obras), de tal sorte que muito pneu e suspensão sofrem por ali.
Tudo isso, o calor, a tranqueira, deveriam nos fazer desistir de vir a Garopaba. Só que aí a natureza diz a que veio. A gente se cansa na estrada, se estressa,sua, espera, até que chega aqui. Basta colocar o short de banho, adentrar a água e, subitamente, percebe-se que tudo que se passou valeu a pena. A estrada, os caminhões, os desvios, o calor, tudo isso simplesmente se desmancha no ar e nos registros de nossas memória ao simples adentrar do oceano.
Tem a parte histórica, tem as fotos maravilhosas, tem a Pastelaria perto da Igreja que faz pastéis enormes. Aliás, tenho que ir lá bater cartão-ponto.
A prova cabal disso que estou falando é que até pouco tempo uma das casas mais badaladas daqui era uma enorme mansão na beira-mar, numa ponta, que ficou conhecida como a Casa da Deise Nunes. Sim, a nossa morena miss Brasil. Como entender isso? A mulher é famosa, casada com um empresário, aí vão decidir onde comprar uma casa de praia. Só que ela é gaúcha. Onde compraram? Aqui em Garopaba.
Na esteira deste processo, a casa foi recentemente vendida. Para quem? Dizem as más línguas que quem comprou a casa foi o Dunga, o treinador da Seleção Brasileira. Vale a mesma indagação. O cara é famoso, pode comprar casa em Búzios, em Fortaleza, em Natal, sei lá, mas há o fato de que ele é gaúcho. Onde veio parar? Garopaba!
Amigo(a), se até a Deise Nunes e o Dunga se converteram, não vai ser você que vai resistir. Seja de que estado for, venha conhecer as delícias, as maravilhas, a magia dessa bela praia de Santa Catarina. Prepare-se para ver muito churrasco, gente com camisa do Inter e do Grêmio, muita placa nos carros que são do Rio Grande do Sul. Mas principalmente, abra seus olhos e seu coração para se deleitar nas águas e no espírito de Garopaba. Que loucura!
Silvano – convertido


NAS SEMANAS SEGUINTES....
...prometo relatos mais detalhados das “gostosuras” daqui. Inclusive vou ter que me obrigar a comer aquele Pastel Gigante só para poder comentar com você. O que a gente não faz pelos amigos?...


14/02/08

07 fevereiro 2008

Coisa de Gordo - 362


362 - BUFÊ A QUILO
Verdadeira instituição nacional, prática comum de norte a sul, o Bufê a Quilo veio para ficar, tal a sua versatilidade. Destinado principalmente ao almoço dito comercial, não ao de lazer, o Bufê a Quilo tem seduzido cada vez mais gente. No corre-corre, na função acelerada de segunda a sexta, às vezes é complicado preparar almoço em casa. Vou até mais longe, se você colocar na ponta do lápis, calculando gastos e tempo, nunca mais você vai querer cozinhar em casa.
Os valores são variados, cada lugar tem seu preço, mas posso comentar em cima de valores com os quais lido. Em quatro pessoas, almoçamos ao custo de 16, 17 ou no máximo dezoito reais. Se colocarmos um refri litrão, o custo bate em 20 ou vinte e um. Pergunto-lhe, portanto: - Vale e pena cozinhar em casa, sujar louça, sujar pia e fogão, sujar a mão? Não, não vale!
Adeptos que somos de tal modalidade, arrisco-me aqui a tecer breves orientações para que você bem coma no Bufê a Quilo.
1) Não varie muito o lugar – a idéia é comer apenas o necessário, sem excessos na barriga e na carteira ($), Se você ficar experimentando aqui e ali, tenderá a extrapolar. Gordo não se controla diante de balcão de bufê. A gente vai conhecer um lugar novo e pensa.. olha...banana à milanesa...Ih...tem pastel de goiabada...ops... não vai dar para dispensar essa lasanha de camarão. E assim por diante, o prato vai ficando constrangedor. Cada vez que se chega a um Bufê novo a gente, em nome da curiosidade, comete excessos. Após uma breve seleção permaneça, portanto, entre três ou quatro possibilidades.
2) Jamais atinja o valor do Bufê livre - Em geral há essa regra segundo a qual, acima de um certo valor (9,50 – 10,50) pode-se comer livremente. Não caia nesta armadilha. Um gordo, assim como qualquer pessoa, tem que ter um limite para comer como gente. Se disser que é livre... que liberou geral....pobre das duas balanças. A do bufê (é óbvio) e aquela que tem no seu banheiro, na qual você, peladão(ona), se pesa depois do banho. O engraçado é que a gente vai ficando treinado. Num dia fica um real abaixo do limite. No outro dia fica dois reais. No terceiro dia, a gente roça no limite, ficando apenas doze centavos abaixo. O rapaz do balcão insiste para que você se sirva de mais um pouquinho, para poder comer à vontade. Agradeça gentilmente e vá para a mesa comer.
3) Evite certas comidas muito pesadas – prove, mas tome cuidado com certas comidas que pesam muito na balança. São até boas, gostosas, mas encarecem o seu almoço e, como citado lá no início do texto, você não está almoçando para festejar, ou para curtir com os amigos. Nada disso. Estamos falando só de um mero almoço comercial. Olho vivo, portanto. Cito neste grupo a Lasanha, a Galinha Escabelada, algumas Panquecas, Batatas assadas inteiras e outras coisas mais.
4) Fuja do TF – o TF, caro(a) leitor(a), é o famoso Tranca-Fila. É aquela pessoa que atrasa toda a fila. Os que estavam na frente dele já estão na balança e ele está ali, na frente dos tomates, escolhendo uma rodela. O TF furunga os pratos, futuca, faz cara de nojo, levanta todos os bifes do prato até escolher um, meio contrariado. Diante dos temperos ele põe sal, pimenta, vinagre, azeite, mostarda, maionese e tudo que você imaginar. Atrás dele, a fila em desespero aguarda! Enfim, fuja dos TF.
Essas são, portanto, minhas singelas orientações para seu melhor desempenho diante dos bufês. Nos vemos entre a batata doré e o peixe frito.
Silvano – o impossível


CARTÕES CORPORATIVOS
Mas que encheção de saco! Agora que vem à tona a farra dos cartões corporativos, o PT e o PSDB ficam se alfinetando, aos gritos de “tu também roubava”, e pretendem abrir mais uma inútil, cara, tediosa e tendente à pizza CPI! Mas que saco! Deixa o Ministério Público investigar, pedir diligências à Polícia Federal e enfim entregar a denúncia ao Judiciário. Mas não! Agora começam aquelas intermináveis sessões de confete e serpentina com o Henrique Fontana e a Ideli Salvatti se travestindo de “pitbulls do governo” e os bonecos do PSDB a se ofenderem e resfolegarem. Tudo corrupto. Bando de esquerdistas pervertidos. Gastaram o dinheiro do povo em banheira de hidromassagem e motel, churrascarias e lojas de pneus. Enquanto isso, no Posto de Saúde onde atendo, não tem AMOXICILINA para dar aos pobres.


07/02/08

O TF ataca



O TF, o famoso Tranca Fila, não é uma invenção recente. Veja nesta foto antiga toda uma fila de pessoas com fome, no sol, esperando o TF escolher as azeitonas uma por uma. Mas que cara bem inconveniente....

Silvano

04 fevereiro 2008

Torcendo para o cara errado


Andei vendo alguns filmes na Sky e em dois desses cometi o mesmo erro! Acabei torcendo para o cara errado. Claro que isso tudo é subjetivo, cada um torce para quem achar melhor. Mas se seguirmos aquela velha lógica hollywoodiana na qual o mocinho é o cara que cai, tomba, rasteja o filme todo para ao final levantar-se vitorioso, confesso que tenho errado.

CASO UM: Um Crime de Mestre – o maravilhoso Anthony Hopkins é um empresário velho que é casado com uma bela e jovem mulher. Como não poderia deixar de ser, a mulher arranja um amante mais jovem e encorpado.Aí o velho arma todo um plano para se vingar do casalzinho de adúlteros. Amigo(a), não sei se é por causa do ator, mas desde o início simpatizei com o personagem do Hopkins. Erro meu! O mocinho, para meu desmazelo, era o amante.

CASO DOIS: O Contrato – mais um ator consagrado, desta vez o Morgan Freeman. O cara é um velho agente, já tendo passado por FBI, CIA, etc. No momento, executa missões que o governo não pode admitir que existam, mas que têm que ser feitas. Cabelo esbranquiçado, expressão cansada e endurecida, olhos tristes....como não simpatizar com um cara desses? E para reforçar tal sentimento o personagem dele no filme é perseguido por um praticante de caminhada, pela polícia local, pelo FBI, por seus parceiros de missões sujas e por uma mulher de alto cargo no governo. Sim, todos esses estão no encalço do bom e velho Morgan Freeman. Pois é. Diante disso tudo....como não torcer pelo cara? Como não me solidarizar com suas calejadas mãos? Com seu olhar triste e cansado? Errei de novo. O mocinho era outro!

Diante da efusiva condenação com que a sra Kátia me brindou, argumentei que com atores como esses é difícil deixar de torcer por eles.

Tivessem colocado no papel o John Lighthow, ou aquele loiro que é o Lucius Malfoy na saga do Harry Potter e eu também os condenaria.

Enfim, devo ter adquirido MAIS UMA deformação de caráter.

Silvano – perturbado pelo confete e a serpentina

30 janeiro 2008

Coisa de Gordo - 361


361-TIRANDO O SOFÁ DA SALA
O presidente Lula assinou medida provisória que determina severas punições (multas) aos comerciantes que, em beira de Rodovia Federal, venderem bebida alcoólica. Tal medida passou a valer a partir de 1º de janeiro deste ano.
Lembrei de estabelecimentos famosos como a Churrascaria Schneider em São Leopoldo-RS, o Passoquinha (na mesma BR-116) e outros tantos locais que vivem também disso. De vender bebida à beira da estrada.
A medida do presidente é louvável diante dessa verdadeira catástrofe que se desdobra diante de nossos olhos a cada dia e principalmente a cada fim-de-semana. Mortes e mais mortes. Mas em que pese seu louvor, não pude deixar de lembrar daquela piada em que o marido traído, cansado de ver a esposa no sofá da sala com o amante, toma a intempestiva medida de tirar o sofá da sala. Ora, pensou o marido da piada, se ela me trai no sofá, basta tirá-lo da sala e volto a ter uma esposa honesta.
Como sociedade, percebo que somos hipócritas. Apoiamos leis as mais rígidas para quem for pego bêbado ao volante. Desde que o alcoolizado não seja nosso filho. Ou que não sejamos nós mesmos. Perco a conta de festas e eventos familiares em que participei, onde quase todos beberam e beberam muito, para logo depois saírem rumo às suas casas, dirigindo seus carros. Vamos entender então. Se a pessoa bebe num casamento ou num batizado, aí não será crime. Isto tem lógica?
Neste país de faz-de-conta a polícia é impedida de averiguar o grau de alcoolismo do motorista através de bafômetro ou exame de sangue, caso o mesmo não queira se submeter a isso. Isto tem lógica? A quem estamos protegendo? Aos mocinhos ou aos bandidos?
Nos bárbaros casos em que um motorista alcoolizado causa acidente e mata pessoas com seu tresloucado ato, na remota hipótese de ele ser julgado e condenado, as penas são aquelas brandas, coisas como doar cestas básicas a creches e famílias carentes. Isto tem lógica? Tem sentido?
Nossos filhos adolescentes saem de casa para a “balada” e voltam, às quatro da manhã, trôpegos, com cheiro, aspecto e conduta de quem bebeu. O que fazemos na noite seguinte? Emprestamos o carro, e damos mais dinheiro. Isto é racional? Nossos filhos podem mais? Serão eles imortais?
Há poucos anos atrás, o filho de um Ministro dos Transportes atropelou, abandonou e em função disso matou um pedestre em Brasília. Amigo(a), o homem era o Ministro dos Transportes!!!! O que se deu? Foi absolvido de todas as acusações e o caso se encerrou. Dá para acreditar?
Serão os culpados de todas essas tragédias os donos da Schneider, do Passoquinha e de todos os bares e restaurantes que vendem a bebida? Eles é que devem ser punidos inicialmente?
Repito o que citei antes: - Louvo a medida do Presidente Lula. Tudo que se fizer para diminuir esta catástrofe de hora marcada é válido.
Mas que é inevitável lembrar do marido traído, da esposa e do amante, isso não tem como negar! Por enquanto, me parece que estamos apenas tirando o sofá da sala. Quanto à esposa e seu amante? Ah... deixa prá lá.
Silvano - o impossível, às vésperas de um Carnaval nas estradas

Dica de DVD de leitor


Olá Silvano! Mais um pitaco em matéria de filme. Neste final de semana vi um EXCELENTE: "Escritores da Liberdade".
O filme é baseado numa história real, descrita no livro "The Freedom Writer's Diaries: How a Teacher and 150 Teens Used Writing to Change Themselves and the World Around Them" (algo como "O Diário dos Escritores da Liberdade: Como uma Professora e 150 Adolescentes Usaram a Escrita para Mudá-los e o Mundo ao seu Redor") escrito pela professora do ensino médio Erin Gruwell e seus alunos. No filme, Gruwell (Hilary Swank) é uma jovem professora que tenta inspirar seus alunos-problemas a aprender algo mais do que a escola pode lhes oferecer: a tolerância, valorizar a si mesmos, investir em seus sonhos e principalmente dar continuidade a seus estudos além da escola básica. É um aprendizado que mudará suas vidas, abrirá seus olhos para o mundo e os fará crescer em espírito, contra a ignorância e a incompreensão. O filme é emocionante e retrata um período em que estourava nas ruas a guerra interracial americana, onde para os jovens da classe de Gruwell, conseguir sobreviver o dia-a-dia da guerra entre as raças no meio da rua já era um feito muito grande.
Vale a locação para um dia de sol, de chuva, nublado...
Um abraço.
Flávio

29 janeiro 2008

Leitores a mil...

Alguns leitores mandaram comentários interessantes. O primeiro fala dos manuais Disney e outras coisas. E a segunda, escarafunchou o arquivo deste BLOG e comentou sobre garopaba, a Gelomel e o Sorvete de Butiá. Confira.
Silvano - o impossível

COISAS DA DISNEY
Caro Silvano, queria lembrá-lo da Enciclopédia Disney, onde os personagens nos ensinavam sobre todos os assuntos que tradicionalmente constam em enciclopédias. O primeiro manual foi dos escoteiros. Fico pensando onde estaria a minha número um. Compramos só os quatro primeiros manuais, bem como não conseguimos completar a enciclopédia, pois os produtos Disney eram muito caros na década de setenta. Hoje, vi o último filme do Nicolas Cage, que vai atrás da cidade perdida de Cibola, que conheci quando criança, em um tio Patinhas, na mesma historieta em que o Spielberg copiou a rocha que rola do Indiana Jones. Estas histórias podem ser relidas na recente publicação de As obras completas de Carl Barks da Abril. Abraços, James.
James – de Porto Alegre


SOBRE GAROPABA
Oi Silvano ! Encontrei tua página sem querer quando procurava por receita de sorvete de butiá.Compartilho contigo o sentimento por Garopaba, fui a primeira vez quando adolescente e retornei outras tantas já mais velha, com namorado, com amigos e com meus pais para passar alguns dias de férias, fora isso sempre que estou próximo ou de passagem pela BR101 (brioi) percorro sem preguiça ou lamento algum os 14 quilômetros de ida e depois mais 14 de volta do centrinho de Garopaba só para degustar o sorvete de butiá da Gelomel. Adoro butiá e descobri na juventude a combinação de duas coisas tão boas e que se encontram numa praia adorável como Garopaba. Encontrei sorvete do mesmo sabor próximo a Ingleses, mas não com o mesmo paladar (principalmente o paladar "emocional"). Como já estava tendo síndrome de abstinência de tal iguaria, resolvi este ano passar um pedacinho das minhas férias na boa e velha Garopaba. Vou providenciar na volta para trazer uns potes de sorvete de butiá para deixar no freezer da minha casa, pois me casei há pouco tempo e pretendo engravidar logo e tenho certeza que se por acaso eu tiver algum desejo, certamente será do tal sorvete. Também concordo que para melhorar um pouquinho poderia ser instalado um postinho do Banrisul lá e também que os estabelecimentos aceitassem o nosso Banricompras, assim seria quase a perfeição. Um abraço e desejo que tuas férias sejam bem legais.
Giovana C. Tornquist – Porto Alegre – comentando, agora em janeiro de 2008, o Coisa de Gordo – 307, de janeiro de 2007.

25 janeiro 2008

Coisa de Gordo - 360


360 – Livros e mais livros
Já me declarei aqui neste espaço como um adorador de livros, volto ao tema neste fim de janeiro. Ler, ler, sempre ler, eis meu modus operandi. Leio livros, leio revistas, anúncios entregues nas esquinas, leio receita de bolo em rótulo de Maisena. No ambiente do banheiro, leio rótulos de shampoo, de pasta de dente e advertências de perigo na embalagem do Pinho Sol.
Já li até explicações do fabricante de papel higiênico acerca de porque o papel dele era perfumado, uma vez que as partes do corpo humano atingidas pelo mesmo não possuíam células olfativas. Era para perfumar o banheiro, Silvano. Ah, bom, aí entendi.
Volto no tempo e recordo que, como qualquer guri do meu tempo, lia bastante Quadrinhos Disney. E aí lembro de um divisor de águas. A Abril começou a lançar edições dos MANUAIS da Disney, sendo o primeiro deles o do Tio Patinhas. Na embalagem, vinha a famosa “moeda nº 1”, a que sempre dava sorte ao velho pato. Não consegui ler este manual quando foi lançado. Perdi a chance. Inclusive nunca tive a moeda (o que explicaria algumas coisas, como o Olívio Dutra e o Lula na minha vida).
Quando lançaram o segundo manual, o da MAGA & MIN, meu Pai presenteou-me com aquela edição. Eis onde quero chegar. Os manuais não possuem quadrinhos, eles vêm na verdade com textos. Sim, com muita figura e ilustração, claro, mas o material escrito é só texto. Intuído por este detalhe, o Pai apostou nisso e fez o que fez. Devorei o tal manual, não importando que ele tratasse apenas de magias, feitiços e vassouras. Ali, caro(a) leitor(a), foi dada a largada. Comecei a ler.
Vieram outros manuais, o do MICKEY(sobre detetives, polícias e crimes), o do ZÉ CARIOCA(sobre futebol), o do PENINHA (sobre imprensa e jornalismo), o da VOVÓ DONALDA (cheio de receitas culinárias), o do GASTÃO(sobre sorte, loterias e previsões), um chamado MAGIRAMA (com o Donald ensinando mágicas), um chamado AUTORAMA (com o Pateta falando tudo de carros) e dois manuais do ESCOTEIRO MIRIM (com dicas sobre escotismo, fazer fogo na mata sem fósforo, etc).
Singelos, é fato, mas foram esses pequenos livros que me abriram as “portas da felicidade”, no quesito saber. A partir daí então fui olhar ao redor e ler o Pequeno Príncipe, passando por Polyana Menina e chegando ao 1984 do George Orwel (estou simplificando a caminhada). Aliás, sobre a Polyana, sempre implicava com as pessoas dizendo que depois do primeiro (Polyana Menina) e do segundo (Polyana Moça), os caras deviam ter continuado e publicado um chamado Polyana Mulher – a Devassa. Coisa de adolescente. De quarenta anos.
De lá para cá tenho lido o máximo que posso e já cheguei àquele ponto descrito pelo Veríssimo que um dia se deu conta de que não conseguiria mais ler tudo o que ele queria. Já cheguei aí também. Não vai dar tempo de ler tudo, morrerei antes. Ciente disso, eventualmente faço uma pré-seleção, declinando de certos livros que julgo dispensáveis. Mas o resto....leio de tudo.
Não durmo sem ler algo, o que me faz ter na mesa de cabeceira um monte de livros e revistas. Nos livros sou infiel, não permaneço lendo só um. Levo juntos uns três ou quatro. Mas tem uma coisa. A exemplo de um árabe e suas quatro esposas, sempre tenho um eleito entre os três ou quatro que é o que mais me prende a atenção, mais me seduz, mais me emociona. Este em geral eu carrego para dias na praia, para plantões médicos (naquela hora rara da folga) e acabo falando dele aqui no BLOG. Não que os outros não sejam bons (o mesmo diria o árabe de suas outras esposas), mas um sempre se sobressai.
No assunto manejo do livro, estou em transição. Via de regra, sempre fui respeitador das páginas do livro. Quase nunca marcava, assinalava, sublinhava nada. Preservava o texto, o papel, o visual da obra enfim. Mas após me aprofundar nas obras espíritas aprendi a rabiscar livros. E tenho gostado. Claro que há livros que merecem a marca de um lápis, outros nem tanto. Escrever nas páginas de um livro nos torna mais íntimos dele. Passamos do alpendre e adentramos a sala de estar do próprio livro. Gostei!! – rabiscamos. Mostrar para ela! – colocamos como um lembrete. E assim parece que nos tornamos cúmplices do autor.
Enfim, se quer me ver satisfeito, coloque-me dentro da uma livraria, ou de uma biblioteca, ou de um SEBO, que são esses verdadeiros santuários onde jazem livros e mais livros. Esta foto ali no alto retrata um deles, na Rua Riachuelo, Porto Alegre. Dá uma olhadinha e vê se não vontade de passar a tarde ali.
Eu passava.
Silvano – o impossível



AS FARC
Fico intrigado com o silêncio obsequioso da imprensa a respeito de uma figura ilustre gaúcha nesta história toda das FARC, as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia. Pelo jeito a grande imprensa esqueceu uma coisa que minha cabeça grande e teimosa não esquece. O bigodudo governador OLÍVIO DUTRA, o famoso velho galo missioneiro. Em seu tempo no Palácio Piratini, ele recebeu com honras de Chefe de Estado um desses narco-terroristas das FARC. Recebeu, serviu cafezinho, abraçou, tirou foto e tudo o mais. Me pergunto: - Será que não dá um constrangimento agora? Não dá uma pontinha de remorso? Um pouquinho de vergonha na cara?
Leio estarrecido os relatos das torturas às pessoas seqüestradas, o fato de que eles vivem acorrentados pelo pescoço como cães, o relato desta mulher que foi submetida a uma cesariana no meio do mato, feita com uma faca de cozinha! Barbárie, barbárie, horror!
Pois ninguém vai lá entrevistar o Olívio para saber disso. Perguntar a ele o que ele acha desta nova técnica cirúrgica. Pois é....



DIREITOS HUMANOS
O que me remete direto ao Jair Krichke e seus direitos humanos. Preocupado que ele anda com os efeitos da Operação Condor, onde pereceram em solo brasileiro um ou dois italianos comunistas, ele nada fala sobre a ação criminosa e cruel das FARC. É que, conforme já afirmei em texto anterior, só tem direito aos Direitos Humanos quem for bandido ou comunista. O resto da população que se exploda. Como os bandidos das FARC são as duas coisas, eles podem ser protegidos pelos Direitos Humanos. Já os seus reféns, coitados, são massa de manobra na tomada de poder que o comunismo (na cabeça doente deles) vai fazer com o mundo. Coleira e faca de cozinha não incomodam ao Jair Krichke, portanto!


25/01/2008

Dica de Leitor- DVD


Meu caro Gordo. Sensacional o seu site.
Tenho acompanhado com muito prazer (lógico que, com prazer, é mais caro).
Parabéns mesmo!! Vou me atrever a dar uma palhinha de DVD imperdível : O melhor das aquarelas - Emilio Santiago.
Demais. Um abraço, parabéns.
Joelson

22 janeiro 2008

Dica de DVD (01)


Nossos amigos Karin e Gilson mostraram aos nossos olhos e ouvidos estas duas preciosidades. Estou falando dos dois DVDs acústicos que o grupo ROUPA NOVA lançou, um em 2004 e o outro em 2006 (do qual falarei abaixo). Foi uma maluquice, estávamos na casa deles, aquela música linda na TV, acabei pedindo os dois DVDs emprestados e trouxe para casa para examinar mais de perto.
Vamos por partes (como diria o cara aquele..). O primeiro DVD é este de capa mais branca e que traz uma lista impressionante de músicas de sucesso dos caras. Acontece uma coisa engraçada. A gente fala em Roupa Nova e mal e mal lembra uma música deles. Aí você começa a ouvir as melodias e de cara lembra delas como sucessos. São quase que clássicos do rock nacional anos 80, ou se quiserem, música romântica. Há uma sucessão de baladas imperdíveis, onde fica marcada aquela velha lição de que música não é barulho, é melodia. Letras não são guinchos ou palavrões, na verdade são poesias. Os caras são afinadíssimos, inclusive cantando “à capela” eventualmente. Durante o show perpassa uma emoção muito forte, um carinho entre os integrantes da banda, um carinho com o público. Você vai se emocionar com coisas espirituais do tipo: “Faz tanto tempo que eu deixei você, fui morrendo de saudade...pode crer, eu viajei contra a vontade. O teu amor chamou e eu regressei...” que é aquela música da novela A VIAGEM exatamente sobre este tema (uma pessoa que morreu e canta sua dor). Tem a famosa WHISKY A GO GO, tem CANÇÃO DE VERÃO (“..é verão, bom sinal , já é tempo, de abrir o coração e sonhar..”), tem LINDA DEMAIS (“linda, só você me fascina”), tem CLAREAR (“...um pouco de luz nesta vida..”).
Não podia deixar de ter o clássico SAPATO VELHO que os seis integrantes cantam quase que só em vocal e que por si só já valeria o DVD.
E sobram melodias como o TEMA DO VITÓRIA (a musiquinha do Ayrton Senna), CHUVA DE PRATA, DONA (da viúva Porcina).
Há artistas convidados para o show, como Chitãozinho e Chororó e depois Ed Motta.
Enfim, verdadeiro achado, obra de arte. Compre e lembre-se de que música é uma coisa além das egüinhas Pocotó e outras idiossincrasias mais.
Silvano – véio mas feliz

Dica de DVD (02)


Dois anos depois, eles voltaram ao palco e lançaram este ROUPA ACÚSTICO 2. Mais uma vez surpreendente, este DVD é uma espécie de complemento do anterior. Quando a gente imaginava que já tinha visto tudo de bom dos caras, eles voltam e se superam. Melodias acertadas, músicas emocionantes, o palco servindo como um chafariz de onde brota musicalidade e sentimento. A exemplo do primeiro DVD, o baterista Serginho arrasa neste aqui, sendo um dos raros exemplos na música mundial de grupos onde o baterista é o principal ou pelo menos um dos principais. Isto acontecia no Gênesis (Phill Collins) e em outros raros grupos. O Serginho canta o tempo todo, faz eventuais solos, dá show na bateria e canta com uma emoção poucas vezes vista na tela. Há convidados de novo, então temos a badalada Cláudia Leite (num vestido verde que torna difícil que se olhe para o rosto dela), Toni Garrido, Pedro Mariano e Marjorie Estiano (que não tinha nascido quando do sucesso do grupo nas rádios).
Na seleção musical, o Serginho emociona em COMEÇO, MEIO E FIM (“a vida tem sons que prá gente ouvir , precisa entender..”). Tem CRISTINA, uma quase bolero que convida todos a dançar, tal o seu embalo. E tem as homenagens com o grupo cantando CORAÇÃO DE ÍNDIO, cantando LANÇA PERFUME (com um depoimento da Rita Lee em vídeo), FLAGRA (dela também) e tantas outras coisas lindas mais.
Uma loucura, uma delícia. Infelizmente tento que sentenciar que você está condenado a comprar os dois DVDs. Olhei nas Americanas on line e o capa branca custa só 29,90, já pensou?
Silvano – além de véio, perdulário

16 janeiro 2008

Coisa de Gordo - 359


A Última Esperança da Terra
Vasculhando as lembranças de meu passado sombrio, descendo pelas escarpas tétricas de minha memórias mais recônditas, adentrando os arquivos mofados e pesados de minha existência pretérita, deparei-me com um filme que me marcou os primeiros anos de adolescência. O nome original em inglês era “The Omega Man” (1971), o que não soaria familiar a quem quer que fosse. Mas se eu falar em A ÚLTIMA ESPERANÇA DA TERRA, aí vários de minha geração vão se lembrar. Clássico, clássico, clássico! Filmaço! Estrelado pelo magnífico Charlton Heston (o mesmo de Ben-Hur e Os Dez Mandamentos).
Tudo começa a partir de um livro de Richard Matheson chamado I AM A LEGEND, de 1954, onde o autor apresentava esta história apocalíptica.
A primeira versão para o cinema (li na Zero Hora) foi em 1964 com o filme The Last Man on Earth, onde o ator era o Vincent Price.
A versão mais recente é esta de 2007 que está entrando em cartaz nos cinemas agora, com o Will Smith. Claro que teremos que conferir.
Mas hoje quero falar da versão que embalava minha infância-adolescência. Trata-se desta de 1971, e que passava na Globo com este título: A ÚLTIMA ESPERANÇA DA TERRA. A história se passava numa Los Angeles devastada, onde apenas um cientista tinha sobrevivido a um vírus letal, por aplicar em si mesmo a vacina salvadora. Resultado disso, apenas o cara tinha ficado vivo e perambulava pelas ruas da metrópole sem ter o que fazer, sem ter com quem conversar.
As tomadas externas foram o grande tchan da época, cenas nas quais o ator era filmado sozinho nas avenidas e viadutos da grande cidade. A sensação de solidão era enorme, o medo, as ruas desertas e tudo o mais.
Para não ficar só nisso, de noite o herói era atacado por umas criaturas que tinham ficado a meio caminho de vida e da morte, um bando de zumbis que, ao amanhecer, era morto pela ação do sol. E por isso se escondiam durante o dia.
Todos os filmes e histórias que vieram depois beberam desta fonte! Veja que o tema era novo para a época e esta temática de um vírus, uma epidemia letal, nunca houvera sido citada em filmes.
Essa coisa de filmar nas ruas desertas que todo mundo vem copiando até hoje também foi iniciada ali. Que dizer dos zumbis? Na atualidade, até nos filmes da Sessão da Tarde a gente vê zumbis e outras carnificinas. Esta história lançou esta tendência!
Quem leu o livro do Marcelo Rubens Paiva, BLECAUTE, haverá de lembrar que a trama é exatamente esta. O cara estava no fundo de uma caverna no Rio de Janeiro e, ao sair, descobre que o resto do mundo morreu. O Rubens Paiva é da nossa geração, também estava bebendo da mesma fonte.
Lembro até hoje algumas citações de uma coisa na qual ainda não se falava e que se chama consumismo. Tais cenas faziam a alegria do público. Numa delas o cara vinha andando num carrão e então a gasolina acabava. Você pensa que ele ia abastecer? Nada disso. Ele abandonava o carro, entrava numa concessionária, pegava um carro novo e saía rodando pelas ruas. E a gente se deliciava, imaginando em como seria se pudéssemos fazer igual a ele em nosso dia-a-dia.
Noutro momento tem a tomada dos manequins numa loja. Li na VEJA que na refilmagem do Will Smith os caras refizeram esta cena também. O protagonista andava por uma loja, em meio a manequins, sendo assustado pelas feições deles a cada passo que dava.
Não será tão impossível ver este filme. Nos dias de hoje, creio que a SKY e as locadoras vão correr atrás desta versão original aproveitando o remake nos cinemas. Não vi ainda o do cinema (até porque, está entrando em cartaz justamente agora, por esses dias), mas recomendo como IMPERDÍVEL o filme original de 1971. Até porque, sempre é bom conhecer.... “A Última Esperança da Terra”.
Silvano – nostálgico
Confira o trailer logo abaixo.
17/01/2008

Trailer do Filme

15 janeiro 2008

Conto Curto de Verão


Fim-de-semana chegando, ele botou a família no carro e se dirigiu à praia, indo pela movimentada auto-estrada, a Free-way, até a praia de Tramandaí. No meio do caminho, aquela tranqueira enorme, os carros engarrafando, ele conseguiu chegar até o pedágio. A fila de carros andava lentamente, o calor no asfalto era insuportável. Por estar trancado no trânsito, olhou para o lado e teve sua atenção chamada para um carro preto onde um casal esbravejava. Verdadeira briga de casal. A mulher dava de dedo na cara do homem, ao que ele rosnava impropérios e o carro andava um pouquinho. A curiosidade o fez desligar o ar-condicionado e baixar o vidro um pouquinho para ver se conseguia escutar as falas do exaltado casal. O homem gritou: - Eu já agüentei tudo, tudo, TUDO, poxa vida....mas isso foi demais! E logo com o Júlio! Com o Júlio.
A fila andou, ele avançou um pouquinho, mas o carro preto também avançou e então se ouviu a voz da mulher: - Esta foi a última vez que tu encostou em mim. A ÚLTIMA. Pode escrever. Tu não volta da praia comigo. Tu não vai voltar. Pra ti, é uma viagem só de ida.
A mulher disse isso e verteu a cabeça para o lado, dando de cara com o curioso motorista ao seu lado. Naqueles microssegundos os dois trocaram os olhares, ele meio assustado, a mulher meio envergonhada. Chegou ao pedágio, pagou e se mandou.
Três dias depois ele estava na beira da praia, ouviu uns gritos, uma certa correria, era mais um salvamento dos salva-vidas. Admirado viu a mulher, a mesma mulher do carro preto, de biquíni, saindo da água em prantos, apoiada por um dos salva-vidas. Dentro do mar, o homem que ele vira dias antes brigando com ela dentro do carro, sumia e aparecia dentro das ondas.
Os salva-vidas bem que tentaram, mas o cara sumiu de vez na água.
A mulher chorava, o povo se aglomerava, a confusão estava formada. Aquele pequeno cortejo veio se aproximando, as pessoas comovidas abrindo caminho na areia, até que passaram ao lado dele. Repetindo a cena da estrada, a mulher verteu a cabeça e bateu com o olhar pasmado dele. Num microssegundo, sempre num microssegundo, ela transfigurou suas feições e disse para apenas ele escutar: - Eu avisei que ele não ia voltar!
Caminhou e voltou a chorar.
Ele ficou na beira da praia até o anoitecer, tentando romper a barreira de medo, susto, pavor e covardia que o segurava ali, olhando o mar.
Silvano

10 janeiro 2008

Coisa de Gordo - 358


358 – DEPOIS DAS CORUJAS...ABELHAS
Foi só eu falar da história das corujas e outros seres alados se eriçaram. Falo hoje das ABELHAS. Por uma série de fatores que a minha ignorância desconhece, há uma profusão de ataques de abelhas aqui e ali. Imagino algumas teorias, mas são apenas chutes meus, coisas como o aquecimento global, a destruição das matas, a camada de ozônio e outras possíveis causas. Pois as abelhas já tinham matado um cavalo no Parque da Redenção (Porto Alegre) e agora voltaram a atacar outros animais (alguns cachorros) e principalmente seres humanos.
Veja o que é a ironia da vida! Depois da saraivada de críticas que levei aqui neste espaço e ainda estou levando em outros espaços (Jornal NH – por exemplo), você vai pensar que estou louco em falar de outros bichos. Mas acalme-se. Sou a favor das abelhas. E das corujas. O que me choca apenas é a hipocrisia social que dá destaque a coisas da moda, esquecendo-se do bom e velho ser humano, esse velho preterido.
Destaco, desde já, minha clara posição a favor das abelhas, dos zangões, das colméias e do mel, principalmente do mel.
O que não impede que eu dê asas à imaginação. Guardei algumas das frases, verdadeiras farpas que recebi acerca daquele texto. E as usei para debater esta história das abelhas. Alguns diriam que “é um absurdo que se matem centenas ou milhares de abelhas, esses bichinhos tão indefesos quanto irracionais”. Outro crítico lembraria que “se começa matando uma abelha, depois suas irmãs, depois o enxame, o Lula, o Bin Laden e o Bush, chegando-se por fim ao assassinato do planeta”. Lembrava dos argumentos e percebia que, colocados aqui, eles ficam muito legais!
Mais adiante, um novo debatedor afirmaria que “é medíocre pensar que o ser humano é prioritário em relação às abelhas. E quem será que estabeleceu tal regra?”. Viu que interessante. Ora, se os argumentos valeram para corujas, devem igualmente valer para abelhas.
Seguindo a ladainha, alguém lembraria que “sendo eu médico e, portanto defensor da vida, a mim só caberia a posição de me solidarizar aos pobres insetos adocicados, apesar de eles estarem atazanando a vida de todo mundo”. Que coisa.
Houve um caso mais recente em que uma senhora teve o piso (porão) de sua casa invadido por abelhas, os bombeiros foram chamados e as removeram de lá. Lembrei de novo de meus críticos amigos que talvez alegassem que “ é um absurdo tirar as abelhas da casa, coitadinhas. Deviam é tirar a mulher! A mulher é um ser racional que sabe se defender e, por certo, comprando o carnê do Baú da Felicidade conseguirá comprar outra casa. As pobres abelhinhas não têm ninguém a zelar por elas”.
E assim vim lembrando das pedradas e as fui acomodando na muralha deste singelo texto de hoje.
Sendo este blog chamado de COISA DE GORDO, é óbvio que nos interessa o assunto abelha, até porque a barriga de muito gordo por aí é mantida à custa do mel. Ah,o mel! Isso por si só já devia valer de motivação para que, do alto deste blog (rá,rá,rá – o que são cinco milímetros de altura?) eu defenda aquelas que produzem esta delícia.
No caso este dos bombeiros, foi noticiado que eles tiraram vários favos de mel de dentro do piso da casa. E aí fiquei gordamente intrigado com uma coisa. Onde foi parar este mel?
Foi dado à senhora dona da casa? Foi repartido entre os populares? Foi enviado à FEPAM para degustação e posterior emissão de laudo ambiental? Ou foi simplesmente comido a dedo, enquanto se assistia à estréia do Big Brother na TV? Como dormir com uma dúvida dessas?
Enfim.... vida longa às abelhas. A saúde do planeta começa pelo mel delas. Tomara que os tais fatores que estão causando os ataques apareçam logo para que tudo volte à normalidade. E que o mel continue a rechear nossas mesas.
Não sou fissurado em mel, acho doce demais. Mas ,assentado sobre uma fatia de pão dágua, junto à uma tênue camada de margarina, fica “dos deuses”!
Silvano – além de impossível, abelhudo


SABE QUANTO VOCÊ PAGA DE IMPOSTO....
....quando compra um PERFUME? Segure-se na cadeira! Você paga 80% !!!! Lembra aquele perfume do Boticário, ou da Natura, ou da L’ancome que você está querendo comprar e custa 100,00 ? Você vai pagar 20,00 reais pelo perfume e vai dar 80,00 de imposto para o governo! É mole?


10/01/2008

Sogra é doença?


Lendo o livro do CID (Código Internacional de Doenças) a gente descobre cada coisa... Não, não estou falando grego. Se você já precisou de um Atestado Médico, ou de algum laudo, perícia, etc, certamente precisou colocar ali o CID da doença. Cada doença tem um código, uma letra e dois ou três números. Fui dar uma lida e percebi que há um CID para “problemas nas relações com os pais ou com os sogros”, o código é Z-631 para quem quiser olhar e conferir.
Fazendo um silogismo, se sogra tem CID é porque é doença. Pronto, está provado cientificamente!
Silvano - brincadeirinha, sogrinha....

03 janeiro 2008

Coisa de Gordo - 357


357 – UMA JANELA PARA O NOVO ANO
Não é novidade para quem lê este blog o assunto da JANELA. Sim, aquela parte lateral do boi, que o açougueiro corta inteirona, deixando a costela toda, um tanto do vazio e muito mais. Já citamos isso aqui nesta coluna semanal, creio que foi inclusive no tempo do site.
O que não impede que a gente busque novas experiências, novas oportunidades, novos carvões em brasa. O Professor Zeca, o Papa da Hidroginástica do litoral norte (51 – 36626666) fez mais uma das suas. Para bem abrir o ano que se inicia, ele nos convocou a degustar uma deliciosa Janela. Veja ele ali na foto tratando do negócio.
Disse ao telefone que a colocaria no fogo em torno das cinco da tarde, de tal sorte que poderíamos comê-la a partir das nove da noite. Sim, caro(a) leitor(a), são no mínimo quatro horas de fogo. As churrascarias famosas todas já aderiram a esta especialidade de carne. Alguma inclusive montaram vitrines onde a costela fica girando e assando a partir de uma certa hora da tarde. Na hora que o troço chega ao prato da gente, o osso está se soltando da carne. É uma delícia.
Pois em pleno calor gaúcho, este verão abafado e insuportável, lá se foi o Professor Zeca para a beira do fogo.
A noite esteve agradabilíssima, a companhia dos anfitriões dispensa apresentações, os amigos presentes estavam em estado de graça. A isso tudo se somou uma coisa. Munidos de violão e microfones, os ótimos Clóvis e Margarete cantaram e alegraram a todos, noite adentro. Iniciaram com músicas calmas, depois samba, bossa nova, anos sessenta, românticas, meu Deus, foi tanta música que fica difícil citar uma ou outra. Claro que não me contive e, em uma ou outra música, cometi a ousadia de tentar acompanhá-los ao microfone. Sabe como é, ano-novo, os corações mais desarmados, as pessoas até que me agüentaram pacientemente.
Mas voltemos ao espeto. Já houvera provado tal iguaria com estes mesmos amigos, e em vezes anteriores a coisa esteve deveras deliciosa. Mas esta Janela desta noite em especial estava demais! A carne tenra, saborosa, de fato soltando-se do osso. Provei de lascas de vazio com um gosto insuperável. Em dado momento me vi forçado a abrir mão da etiqueta e me atraquei numa costela de boca mesmo. A Célia Ribeiro e a Glória Khalil me absolveriam, por certo. A gente é tomado de uma força estranha e quando se apercebe está ali, feito um troglodita. É que o sabor...
Enfim, como dizem os oradores da atualidade, foi uma bela largada para o ano que começa. Literalmente uma janela nova se abriu. Mais deliciosa. Saborosa. Prenunciando doze meses de confraternização, alegria, músicas ao luar. Uma janela que o Professor Zeca e sua esposa souberam nos fazer ver e apreciar.
Um baita 2008 para todos nós! Basta abrir esta e outras janelas. Basta querer.
Silvano – o impossível


AS CORUJAS
Acho que foi o Luis Fernando Veríssimo que disse que a pior coisa para um cronista, ou “bloguista”, é ter que explicar o que ele escreveu. É um atestado de incompetência. É o fracasso da comunicação. A gente começa com o clássico “não foi isso que eu quis dizer” a acaba sempre saindo por explicações outras. Tendo isso em mente, não falarei mais do tema das CORUJAS. Deixo ao exame dos leitores. Mas o que está escrito ali, escrito está.


E TEM MAIS
Acho que nunca uma coluna suscitou tantos comentários (doze até agora!), o que me deixa muito feliz. Houve alguns leitores que “sentaram a lenha”, mas entendo isso como o fruto de sua indignação. Tentei responder a todos, agradecendo a opinião (mesmo que em contrário), e enaltecendo o saudável debate de idéias! Era o mínimo que eu podia fazer, diante de tanta deferência.


E DESCOBRI ALGUMAS COISAS SOBRE MIM...
...nos comentários postados. Ali fiquei sabendo que sou “uma pessoa egoísta e de visão estreita”, que eu tenho um “pensamento medíocre”, e que, sendo médico, surpreendo algumas pessoas com minhas idéias. É...vivendo e aprendendo. Já dizia o sábio na antiguidade: - Conhece-te a ti mesmo! Cara, tô começando, tô começando......


TEM UM CARA DA ANTIGUIDADE...
...que se chamava HERÁCLITO, da cidade grega de Éfeso (500 AC). Era um filósofo, um pensador. Seu estilo era baseado em charadas de difícil compreensão, a ponto dele ser conhecido como “o obscuro”. Conta-se que no final de sua vida Heráclito adoeceu, uma doença na pele, e foi até a vila mais próxima procurar um médico. A todos médicos que encontrou, ele só dizia charadas e frases enigmáticas, a ponto de nenhum deles tê-lo entendido. Desanimado, ele enterrou-se num monte de estrume para ver se se curava. O cara morreu ali, literalmente no meio da “merda” (desculpe a palavra grosseira). Onde quero chegar? Isso é o que dá a pessoa ser mal compreendida! Li este relato e lembrei do debate das corujas. Viu, Silvano? Viu, Silvano? Vê se te lembra do Heráclito! – foi uma voz íntima que escutei.


QUEM SABE...
...deixo de me assinar como “o impossível” e assumo minha nova identidade: - Silvano, o obscuro! ?


03/01/2008

02 janeiro 2008

Quando ler o texto das CORUJAS....

...não deixe de ler também os COMENTÁRIOS. É só clicar ali embaixo ("comentários") e ler as opiniões de outras pessoas. Tô de lombo ardido. Mas TÁ MUITO LEGAL!
Silvano

01 janeiro 2008

AS CORUJAS E O REVEILLON


Na virada do ano, quem esteve na praia de Capão da Canoa (RS), pôde assistir a um espetáculo inesquecível na beira do mar. O show de fogos de artifício que a Prefeitura contratara para a meia-noite teve que ser cancelado por causa de um ninho de corujas. Isso mesmo, um ninho de corujas.
Não estive lá, apenas ouvi a notícia no rádio e assisti o tema na TV. Não fui, portanto, diretamente atingido pela ação do Batalhão Ambiental da Brigada Militar. Como entender este tipo de ação?
Trata-se de uma data que as pessoas tornaram especial, a virada do ano. Hora de festas, de encontros, de confraternização entre amigos e familiares. E os municípios litorâneos (tanto rio quanto mar) começaram a incrementar suas atrações, oferecendo ao público presente as tais queimas de fogos de artifício. Uma praia começou, a praia do lado também fez, daqui a pouco surgiu uma interessante competição para ver qual o show mais bonito, o mais demorado (cada minuto de show a mais custa caro, mas enche os olhos das pessoas).
Foi o que se deu em Capão da Canoa. População apinhada na areia, todos em clima festivo, o show todo montado, a prefeitura brindando aos seus munícipes e aos seus turistas com uma bela festa. Que não aconteceu.
Preocupados com um singelo ninho de corujas que estava ali na areia, nas proximidades dos fogos a serem detonados, indivíduos passaram a fazer ligações para a Brigada Militar, denunciando o possível crime ambiental que se cometeria contra os “pobres animaizinhos”. Fosse um tiroteio numa favela e não teria chamado tanta atenção!
A força policial ambiental se fez presente e, após uma série de ires e vires, o show foi cancelado. Azar dos milhares de pessoas que tinham ido até lá. As corujas são mais importantes! Azar da Prefeitura e do dinheiro gasto com as toneladas de fogos de artifício. As corujas valem mais. Azar do prefeito que quer atrair para a sua cidade os turistas! Que eles se dirijam a outras praias na próxima vez! Enfim, as corujas aninhadas na areia valem mais que as pessoas na beira da praia!
Se fosse uma mulher miserável e seus pequenos filhos mendigos...o show teria continuado! O Batalhão Ambiental não parece se importar com isso. Crianças no derredor, passando fome e maus-tratos, não são ecologicamente importantes. As corujas valem mais.
No fechar do clássico Sermão da Montanha (aquele dos bem-aventurados), Jesus alertou aos homens: - Vós sois o sal da Terra. Ou seja, nós, humanos, seríamos os principais, aquilo que dá gosto e prazer ao planeta. No entender do Batalhão Ambiental a coisa não é bem assim.
Não imagino o quanto a vida, a festa e a dignidade humanas valem ao distinto Batalhão. O que eu sei é que, para eles, as corujas valem mais.
Pobre de nós!
Silvano - o impossível

27 dezembro 2007

Coisa de Gordo - 356


356 – A BERINJELA DA COMADRE
Tem coisas que não se consegue mudar. Certos rituais, certas festas, estão firmemente agarrados na cultura de um povo e assim vão se perpetuando. Graças a Deus. Por força disso, caro(a) leitor(a), dentro de alguns dias (ou noites) estaremos comendo Lentilha. Sim, eis que chega o reveillon.
Já levantei esta bandeira aqui, em tempos idos, de que deveríamos comer mais lentilha no resto do ano. Mas Lentilha mesmo. Temperadinha com Lingüiça, salgadinha, saborosa. Pena que só se lembre dela na virada do ano.
Na esteira deste processo, há uma iguaria que faz anos vem recheando nossos fins de ano. Entre o Natal e o Ano-novo, a Comadre sempre nos tem brindado com um delicioso molho de Berinjela. Ano vai, ano vem, após a entrega dos presentes natalinos, a Comadre (estou preservando seu nome por gosto – para evitar a concorrência) surge detrás da árvore de natal com uns potinhos, uns vidrinhos bem lacrados onde ela acondiciona o seu delicioso molho. E vai presenteando um, e outro e mais outro. Todos coletamos os preciosos vidrinhos, levando-os para a intimidade de nossas cozinhas domésticas. Uns dias depois, o panetone já acabando, o Chester já devorado, a gente abre a geladeira e dá de cara com o vidrinho. Uau, há vida após o Natal!
Após colocar aquela Cerveja Líber no congelador, após buscar uns pãezinhos quentinhos na padaria, a gente se senta para o lauto banquete. Parte-se o pão longitudinalmente e se coloca uma porção de Berinjela da Comadre. É um molho saboroso, o gosto é inconfundível. Ali se percebe muita berinjela picada, pimenta, azeite, entre tantas outras iguarias. É uma mistura, um diferencial para se comer com pães ou torradinhas. Uma mordida, um gole na Líber, eis a receita para dias tão quentes e instigantes.
A cada virada de ano é sempre assim. O que fiz no ano que passou? O que pretendo para o próximo ano? Entre uma pergunta íntima e outra, uma mordida no pão, um gole na Líber, parece que as coisas vão ficando mais serenas, mais claras e simples.
Sabe Deus o que a Comadre anda pondo nesta Berinjela. Que alucinógenos ela nos dá ao aproximar-se o reveillon? Que deliciosas “drogas” ela adiciona a este molho que nos faz ficar tão calmos e pensativos?
A nova dieta, aqueles mesmos quilos a perder. Em alguns casos não apenas os quilos do ano passado estão ali (um a zero prá balança), mas outros ainda foram acrescidos (dois a zero prá ela). Você mastiga, faz contas, pensa no seu tênis empoeirado, nas caminhadas, pensa na Lentilha.... “é tudo tão confuso”.
Por isso existe a Berinjela da Comadre. Para nos deixar em estado de graça, nos fazer prometer coisas grandiosas para o novo ano. Para nos darmos conta de que, em meio à crise, ao Lula no governo, ao calorão de dezembro, há uma chance de ser feliz. Basta dar outra mordida, outro gole e deixar rolar...
Silvano – embriagado...de felicidade


OPERAÇÃO CONDOR
Quando a gente pensa que já viu ou leu toda a bobagem do mundo....vem um esquerdista e bate o recorde. O famoso Jair Kriscke, emérito defensor dos Direitos Humanos no Rio Grande do Sul, tomou a si o papel de justiceiro e denunciou ao governo italiano uma série de brasileiros que, segundo ele, teriam matado uns “comunas” de ascendência italiana. Coisa de quase quarenta anos atrás. Até aí tudo bem. Esses caras dos Direitos Humanos só contemplam dois tipos de gente: bandido e comunista! O resto da humanidade que se dane. Agora...se for comuna ou bandido, aí tem que proteger, tem que dar todos os benefícios. Pois bem, como dizia, até aí tudo normal, a baboseira de sempre. Então vem a justiça italiana na pessoa de um juiz que deu ordem de prisão aos brasileiros dedados pelo Jair Krischke e escandaliza todo mundo. Nada como ser o quintal do planeta. Esta terrinha onde qualquer um manda prender quem quiser. Mas quem pensa que é este juizinho italiano? Quem lhe deu autonomia para mandar prender brasileiros? E parto para uma recíproca. Se eles podem fazer isso...qualquer juiz brasileiro pode dar ordem de prisão para os policiais ingleses que mataram o Jean Charles. Por que não? Ah, dirão alguns, mas aqui é a Casa da Mãe Joana. Aqui tudo pode.


ESSES ITALIANOS....
...poderiam lembrar-se da mãozinha que receberam dos brasileiros na Segunda Guerra Mundial. Já ouviram falar da Tomada de Monte Castelo? Lembram eles quantas vidas brasileiras tombaram em solo italiano para correr com os nazistas de lá? Quem sabe o tal juizinho italiano manda prender os nazistas que mataram os brasileiros e manda também prender os italianos que entregaram seu país de mão beijada a Hitler? Que sejam todos os assassinos presos, portanto!


AH, MAS ISSO O KRICHKE NÃO QUER SABER...
...pois como disse antes, só quem tem Direitos Humanos é Bandido e Comunista. O Fidel Castro, por exemplo, jamais foi questionado pelos Direitos Humanos. E nem as FARC, forças terroristas da Colômbia. Matam, seqüestram, torturam, mas....que coisa...são comunistas. Aí pode, aí pode.


27/12/2007

21 dezembro 2007

A Porto Alegre dos Bondes



Recebi de uma amiga que está na Inglaterra (veja só) esta delícia de passeio histórico. Clique no link abaixo, escolha a versão em português e viaje na Porto Alegre de ontem, através da história dos Bondes. Belas fotos, belos fatos relatados, belo documento histórico.

Imperdível!

Silvano - histórico

Acesse:

http://www.tramz.com/br/pa/pa.html

20 dezembro 2007

Coisa de Gordo - 355


355 – AMIGO SECRETO
Tenho levantado aqui neste espaço e em vários outros onde transito uma bandeira contra esta prática que considero danosa e que se convencionou chamar AMIGO-SECRETO. No centro do país eles dizem amigo-oculto. O que era uma brincadeira de crianças em idade escolar ganhou contornos de costume nacional, de tal sorte que nesta época do ano há uma verdadeira profusão desta prática em nosso meio. Amigo-secreto da escola, do trabalho, do inglês, da hidroginástica, da turma de canastra, do clube de tricô, do Centro Espírita, da Igreja, da turma de catequese, do centro comunitário, da cela 415-a do presídio. Sim, todos fazem amigo-secreto.
Ano passado, por esta época, já teci comentários a este respeito e já naquele tempo recebi alguns comentários de solidariedade. Não estou sozinho neste sentimento, portanto.
Mas assim como me escudo de entrar em ritual de tamanha superficialidade, respeito a afeição das pessoas em geral ao se deliciarem com coisinhas de 1,99 ou panetones de última hora. E é claro, com coisas eventualmente bem mais caras. Não é uma posição filosófica minha, apenas uma deficiência. Participar disso me fazia mal, me estressava, quase estragava a festa. Sou fraco em presentear.
A partir do momento que varri isto de minha vida...ufa...os dias ficaram melhores.
Anos idos, certa feita tive que presentear uma senhora de nossa cidade, ninguém menos que a primeira-dama, isto mesmo, a esposa do Prefeito. Tratava-se (e ainda se trata) de senhora respeitável, mãe de família, avó, mas com quem não desfrutava nenhuma espécie de intimidade. Foi duro, foi duro.
Ponderemos enfim, em torno que algumas coisas que você poderia evitar no ato do amigo-secreto. Só algumas dicas.
1) não fale no peso da pessoa: imagine só, você anunciar ao microfone algo como “a minha amiga-oculta é uma pessoa legal, muito querida e que está um pouquinho acima do peso”. E para arrematar você dá de presente uma balança de banheiro. E ao entregá-la você ainda avisa: - Olha, a carga máxima desta é só 130Kg! Amigo(a), você acaba de conquistar uma inimiga para o resto desta e de outras vidas. Mas que coisa mais grosseira. Mas quanta falta de sensibilidade. Prepare-se para o pior. Você vai receber e-mails com PPS da Hello Kitty por um ano a fio. Vai ter seu carro riscado com prego na garagem da firma. Vai sentar sobre percevejos na sua cadeira de trabalho. Vai encontrar dentro de sua bolsa ou pasta um cocô de cachorro. Ou seja, você se ralou! Erro imperdoável.
2) não tente resolver problemas nesta hora: problemas no emprego, na escola, na família terão hora e dia adequados para serem deslindados. Não agora, na frente de todo mundo, com uma taça de champanhe na mão. Nada de ficar dizendo: O meu amigo-secreto é uma pessoa que bem que poderia cumprir mais os seus prazos de entrega, ser mais atento e dedicado, faltar menos nas segundas-feiras após os jogos do Corinthians...e ele é o Marquito aqui presente. Pronto, a briga está feita. O tal do Marcos (não adiantou tê-lo chamado de Marquito, a “cacaca” está feita) estará furibundo com você. Se ele já vinha atrasando as coisas, prepare-se para dormir esperando. Aquilo que você precisava em janeiro, ele prometerá para março e lhe entregará em outubro. E quanto aos jogos do Corinthians, alguns amigos dele são da diretoria da Gaviões da Fiel e vão saber dessa sua falta grave.
3) não vá ao microfone bêbado: por favor, não me vá dar este vexame! Há riscos enormes diante desta situação. Você pode ser indelicado, pode ser demitido do emprego, expulso da escola, pode ser soqueado na hora, ou seja, vai haver confusão! Lembre que, alcoolizado(a), você estará menos envergonhado, menos cuidadoso, menos prudente. Dirá coisas do tipo “a minha amiga-oculta é aquela gostooooosa do quinto andar, que todo mundo vem tentando pegar faz tempo”. Amigo(a), o marido da gostosa está caminhando em sua direção, está sóbrio e é lutador de jiu-jitsu. Prepare seu maxilar.
Por essas e outras, prefiro assistir a tudo de fora. Me divertindo, rindo, gostando. Mas sem correr riscos.
Um Feliz Natal!
Silvano – o impossível


20/12/2007

Filme Fraquinho


É difícil entender como é que um medalhão do cinema mundial como o Nicolas Cage se mete num filmequinho desses. De fato, o filme é muito fraquinho. Trata-se de uma refilmagem de filme anterior (O Homem de Palha) mas que se arrasta o tempo todo. E o pior é que o trailer é delicioso. Você já deve ter visto na SKY ou na NET. O cara (Cage) é um policial rodoviário, está abordando um carro na beira da estrada quando a criança no banco de trás joga um ursinho de pelúcia no asfalto. O policial vai apanhar o bicho e neste momento uma jamanta passa por cima do carro parado. Cara, o trailer é arrasador. Mas é só isso.
O título do filme é O SACRIFÍCIO e cheguei a levar um susto quando li este nome na programação. Achei que era aquele filme do Andrei Tarkovski que tem o mesmo nome. Só que aquele é obra de arte. Este aqui...
O nome original é The Wicker Man (seria “o homem de vime”) e traz todos, mas TODOS os clichês acerca de filmes de suspense. O agente policial vai investigar um desaparecimento numa comunidade fechada que cultua as abelhas e que faz rituais para garantir a fertilidade da safra e a gente já sabe desde o início que os fanáticos vão dar um jeito de botar o mocinho no ritual de sacrifício. Fraco, fraco, fraco. Perdi 102 minutos de minha vida.
Mas como gosto é gosto....se quiser se martirizar, confira. Nota 4,0. Desprezível.
Silvano – mas que coisa

O Sacrifício
Título original: The Wicker Man
Gênero: Suspense,Terror
Ano: 2006
País de origem: Estados Unidos
Duração: 102 min.
Classificação: 14 anos
Diretor: Neil LaBute
Elenco: Nicolas Cage, Ellen Burstyn, Kate Beahan, Frances Conroy

13 dezembro 2007

Coisa de Gordo - 354


354 – NA BRASA
Tem umas coisas que a gente tem que conferir. Fazia tempo, muito tempo que líamos recomendações sobre a Churrascaria Na Brasa, de Porto Alegre. A cada novo Guia da Veja esta churrascaria recebe o título de melhor churrascaria da capital gaúcha. E todo mundo indo lá, e se fartando, e nos contando. Pensávamos em ir...algo aparecia e nos tirava do caminho. E assim o tempo veio passando.
Dia desses, estando na capital de novo, pensei em dar uma conferida. Desta vez deu certo. Muito certo.
Por uma série de fatores, chegamos cedo, era dia de semana. Um vasto estacionamento na esquina da frente se propõe a acomodar todos os carros. Estacionamos.
O ambiente é deliciosamente climatizado, geladinho, uma luz indireta acalma os olhos e permite uma conversa agradável. Não é um lugar acessível no que toca a preço. Para se comer apenas o bufê de saladas, paga-se 31,00. Por mais 8 reais se come as carnes também. Ou seja, não vale a pena comer só as saladas. Pague logo os 39,00 e seja feliz.
O serviço é atencioso, os caras trocam o prato da gente de quando em quando, um garçom fica meio de vigia completando os copos, trazendo bebidas.
E então começa o delicioso festival. Eles trazem Picanhas, Vazios, Costelas, Coração de Frango, Filé, Filé de Avestruz, Carne de Ovelha, Queijo derretido (um vício meu), Cupim, Picanha recheada com queijo, Polentas “grostoladas” (não fritas), entre tantas outras coisas mais.
Tem um detalhe engraçado, como havia vários executivos, homens engravatados e que, sob nenhuma hipótese podem sair do almoço sujos e respingados, a casa oferece uma espécie de babeirão, um pano fininho que é colocado ao redor do pescoço de quem pede. Achei meio engraçado. Pareciam uns bebezões. E para piorar, a maioria dos que usavam eram gordos.
As carnes estavam muito boas, saborosas, suculentas. Mas, como direi...era só isso. Não, não pense que estou desfazendo na qualidade do local, os repetitivos títulos da Revista Veja bastam por si. Mas quem vai a churrascaria vai apreciar carnes e nesta hora podemos ser exigentes. Então repito, as carnes estavam boas, muito boas. Só isso.
O que se dá nesta hora? É inevitável a comparação. E qual é o nosso parâmetro eterno de churrascarias? Óbvio. A Churrascaria Schneider, na rua Bahia. Pois bem...a Schneider é melhor! Por que a Veja não acha isso? Pergunte a eles. Primeiro, o bufê de saladas. Este da Na Brasa era delicioso, ótimo mesmo. Mas se comparado com a outra não chega nem perto. O bufê da Schneider tem tudo que havia neste acrescido de Camarões enormes, Frutos do Mar e Sushis. Achou pouco?Na Schneider há um bufê de sobremesas incluído no preço. Nesta aqui é por fora. Agora a facada derradeira. A carne da Schneider é melhor!
Anyway, no final, bebendo apenas cocas light, somando os dez por cento, etc, a conta chega a 50,00 por pessoa! E com um requinte de perversidade. Estava saindo do estacionamento e o cara veio dizer que custava 1,00! Puxa, por um real não precisava cobrar o troço.
Mas vale a incursão, é claro. Um belo local, atendimento nota dez, conta cara, ambiente gostosamente climatizado. Fica na Ramiro Barcelos, 389, telefone (51) 32252205. Tem página na rede: http://www.churrascarianabrasa.com.br/ , de onde “roubei” a foto ali do começo.
Pronto. Já conferi o troço.
Silvano – o impossível


CPMF
Os analistas políticos ficam tentando juntar os cacos, explicar os eventuais erros de negociação do governo Lula para reaprovar a CPMF. Quanta bobagem. O governo comprou muita gente, barganhou, ofereceu cargos, deu a alma...e graças a uns e outros perdeu! O que acontece é que o povo está de saco cheio de pagar impostos e mais impostos. Já escrevi aqui. Chega de impostos! Chega de impostos! Chega de impostos! Espero que nas próximas eleições todos se lembrem de quem votou a favor da CPMF.


QUE VERGONHA PARA OS GAÚCHOS!!!
Os três senadores gaúchos, Sérgio Zambiasi, Paulo Paim e Pedro Simon votaram a favor da CPMF! Desonra para os gaúchos. Espero vê-los derrotados nas urnas na próxima. Usurpadores da população! Vão aumentar ,criar ou renovar imposto no raio que os parta! Vendilhões!

13/12/2007

11 dezembro 2007

UM LIVRO


Quem quer ser feliz? Todo mundo quer ser feliz. Pois bem a este propósito, chega ao exame de nossos olhos este belo livro de Jerri Roberto Almeida. Trata-se de livro espírita, editado justamente pela Editora da Federação Espírita do RGS e que traz o mesmo autor de FILOSOFIA DA CONVIVÊNCIA, desta vez em um livro chamado O DESAFIO DA FELICIDADE (num mundo em transformação).
Com uma linguagem fácil, ágil, acessível, o autor nos leva a considerações acerca deste tema tão instigante. Coloca a felicidade como um desafio pessoal a cada um. E cita uma idéia a partir da qual a felicidade englobaria três princípios fundamentais: a) a posse do necessário; b) a consciência tranqüila; c) a fé no futuro. Interessante ler e esmiuçar tal concepção, posto que é um exercício a que qualquer um de nós pode se submeter. Buscar as coisas necessárias na vida material, sem abusar e se perder em buscas desnecessárias. Ter a consciência tranqüila, ou seja, trilhar um caminho em nosso dia-a-dia que seja eivado de uma boa conduta, uma camaradagem, um bem viver com os outros. E por fim a fé no futuro. Puxa, num mundo onde há tanta descrença, tanta “depressão”, onde poucos acreditam em Deus, é impressionante o estudo de futuro e da fé nele.
Num certo trecho do texto o autor diz que “ser feliz é uma conquista pessoal, não obstante os desafios do mundo”. De fato, não tem fluoxetina, não tem psicólogo, não tem amigo que consiga levantar alguém à felicidade, se a própria pessoa não quiser. E ele continua adiante dizendo que “a felicidade não caracteriza necessariamente a ausência de sofrimento, mas a forma como vemos e nos relacionamos com a vida em seus múltiplos processos”. Não pude deixar de lembrar os conceitos da Inteligência Emocional onde já se debatia exatamente isso. Ser feliz a partir dos elementos que se possui, sem se perder em lamentações e derrotas.
Mais adiante no texto o autor diz que “a felicidade não depende do prazer, muito embora a psicologia considere que o prazer bem estruturado, saudável, é um direito do ser humano e, sob esse aspecto, poderá, sim , se somar à felicidade”. Muito interessante. Muito interessante.
Já quase no fim do livro, Jerri vem nos dizer que “o grande desafio da felicidade é o desafio do caminho interior, o restante são fatores mesológicos que interferem, mas não determinam, verdadeiramente, aquilo que somos”.
Para arrematar, ele traz no capítulo 10, um item chamado O AMOR E SEUS SIGNIFICADOS (pág 126). É uma pequena aula sobre AMAR, onde o autor desdobra e explicita conceitos e explicações variadas para o amor. Navegando pelos oceanos da Filosofia, ele nos conta que os gregos tinham várias palavras para se referirem ao amor, seriam com que “tipos de amor”. Para o amor do desejo, da atração sexual, eles usavam EROS (daí o termo erótico). Para o amor da afeição familiar, amor pai-filhos, mãe-filhos, eles usavam a palavra STORGÉ. O amor que no casal começara com Eros, agora se ampliava e incorporava o Storgé para assumir os papéis familiares. A seguir eles usavam o termo PHILOS (donde filosofia é o amor à sabedoria) para o amor da amizade, das relações cotidianas, um amor que se dá só a quem lhe dá em troca. Eu ajudo, diz a pessoa, mas tem que ser do meu jeito. Ele impõe condições. Por fim eles usavam a palavra ÁGAPE aludindo ao amor evangélico, uma comunhão fraternal. O amor ágape é o amor da caridade, da docilidade para com o outro.
Por tudo isso e muito mais o livro é imperdível, delicioso, interessante, atual. Fica esta sugestão justamente agora, época de Natal, onde todos parecem querer reforçar suas chances de serem felizes e onde um livro é um baita dum presente. Se não encontrar na sua livraria predileta, acesse a Livraria Virtual da FERGS em http://livraria.fergs.org.br/ e faça o seu pedido. O livro custa a bagatela de 20,00 reais! Contatos com o autor? Mande-me um e-mail que faço chegar até ele.
Silvano – a serviço do Papai Noel, mas antes de mais nada, a serviço da leitura

O DESAFIO DA FELICIDADE
156 páginas
Editora da FERGS
2007
R$ 20,00
http://livraria.fergs.org.br/produtos/produto.php?cd_produto=020901

06 dezembro 2007

Coisa de Gordo - 353


353 – CALDOS E RESCALDOS
Essa coisa de se colocar CALDOS na culinária é recente na história brasileira. Em 1961, foram lançados no Brasil os primeiros caldos e sopas Knorr. Imagine ao tempo de nossos avós se isso fosse disponível. Não era. Tanto que ainda tenho na memória (nas frestas frias, úmidas e estreitas de meu passado sinistro – desculpa, não resisti) uma clássica cena de nossa tia-avó matando uma galinha para o almoço. Depois ela era sapecada com água quente (a galinha, não a tia), depenada e enfim chegava ao ponto desses frangos que a gente busca no supermercado.
Para abreviar esse longo e cruel processo, quando a intenção fosse apenas conseguir aquele gostinho da galinha, o famoso CALDO, a indústria lançou os renomados Caldo de Galinha e ainda o Caldo de Carne. E assim vivemos décadas. Ao lado da tia-avó, não da galinha.
Na surdina, os caras foram acrescentando umas novidadezinhas eventuais, de tal sorte que num belo dia deparamos com um Caldo de Legumes, lançado em 1982, na prateleira do Super. Em 1992 lançaram o Caldo de Bacon. Em 2004 lançaram os caldos de Bacon com Louro, Caldo de Costela, Caldo de Cebola, Caldo de alho, galinha e salsinha. Em 2006 vem o Caldo de Galinha Assada. Em 2007 (ufa) lançaram o Caldo de Bacalhau. E a partir daí a coisa não parou mais. Entraram toques de ervas, misturas inusitadas, Caldo de Picanha (já pensou?) e muito mais. Essa trajetória toda é da marca KNORR, mas há que se lembrar da concorrente MAGGI que é uma divisão dentro da Nestlé, e que tem quase os mesmos produtos. Olhando os sites de ambas as marcas, o da Knorr me pareceu mais genuíno, mais original, até porque ele é uma marca em si. A Maggi é apenas mais uma divisão da Nestlé.
A coisa é ainda melhor. Tem uns cubinhos chamados TOK KNORR, nas versões ALHO, CEBOLA, CAIPIRA e CASEIRO. Para nós que damos o start da arte culinária sempre a partir de uma cebola picada e frita no azeite quente, isso veio facilitar um monte! Não é mais necessário se debater com a cebola de verdade. A gente prepara o arroz, a carne, a massa ou seja lá o que for e no meio do processo coloca um ou dois cubinhos daquilo. Fica igual! O mesmo vale para o alho. Nada de ficar com as mãos cheirando a alho. É só colocar os cubinhos.
Eu, de minha parte, nas raras investidas que dou diante do fogão, não me importo de picar tanto a cebola quanto o alho. Não me importo também com o cheiro residual. Isso faz parte da arte culinária. Negar isso é como querer que um pintor não tenha cheiro de tinta em si. Numa janta mais elaborada, numa ocasião especial, creio que seja mais adequado usar a cebola e o alho de verdade. Mas os tais cubinhos não vieram para tais momentos. Os cubinhos vieram para o dia-a-dia, o corre-corre das segundas e terças-feiras, aquelas curtas horas do dia em que a pessoa não pode perder tempo, mas não quer abrir mão do sabor.
Enfim, as ofertas do mercado são inúmeras. Há gostos os mais variados. Curta, aprecie, aproveite. Faça como a sra Kátia faz por aqui e tenha no armário da cozinha umas caixinhas dos Temperos sempre à mão.
Quando for comer aquele arroz queimadinho no fundo da panela e sentir o sabor do alho e da cebola, você fechará os olhos e perceberá que valeu a pena!
Silvano – o impossível


RENAN CALHEIROS
É, mais uma vez ele foi absolvido pelos seus pares. O belo SENADO FEDERAL! Já citei isso aqui antes. Este Senado não me representa mais!


NATAL, NATAL DAS CRIANÇAS
Enquanto isso, as lojas fervilham de consumidores! É Natal, é Natal, um Feliz Natal... Pobre do saldo bancário. Pobre do seu Cartão de Crédito. Pobre de nós!


06/12/2007

FALEI DOS TEMPEROS...


...olha eles aí, gente!!!

NOSSA LEITORA NAIRA...


...de Rio Grande, manda material promocional sobre FACAS feitas a partir de Avestruzes. Legal, muito legal. o email para comprar é: vendas_cpars@terra.com.br

O CARA É MUITO LEGAL


O nome dele é Jeff Dunham, trata-se de um comediante norte-americano com um diferencial. O cara é ventríloquo, lembra disso? Se quiser ver várias performances acesse o site do cara em http://www.jeffdunham.com/ , com a desvantagem de que ali está tudo sem legenda, óbvio. Mas se quiser uma palhinha dele legendada, veja então no Youtube, o show de Achmed, o terrorista morto. http://www.youtube.com/watch?v=wJ0wLhHq2SU Imperdível. Silvano

CORINTHIANS NA SEGUNDA DIVISÃO


O cara roubou, corrompeu, fez o que pôde...
Aliou-se aos banqueiros para fazer deles os caras mais ricos do país...
Mandou o filho viajar no exterior pagando tudo com dinheiro do povo...
Armou o esquema do mensalão para se perpetuar no poder...
Colocou toda a companheirada prá dentro da máquina pública....
Desmontou o sistema aéreo nacional...
Está tentando aprovar a Lei do Aborto no Brasil....
Está tentando enfiar goela abaixo a CPMF...
E ATÉ AGORA NADA ACONTECEU COM ELE...
Mas pelo menos uma coisa se deu....
O TIME DELE CAIU PRÁ SEGUNDA DIVISÃO!
Valeu, Coringão.
Você vingaram o povo e a nação.
Silvano – mas o cara não dá uma folga...

01 dezembro 2007

CHOPE EM CASA


Uma amiga (Isabel) mandou esta matéria sobre uma maravilhosa geladeira. O texto diz:
Os suecos são os autores desta proeza chamada Asko HomePub, a geladeira dos sonhos para muita gente. A HomePub possui um reservatório destacável de 5 litros para o chope, um compartimento para o gás e a torneira para servir. Fora a mais do que necessária prateleira para mais alguns reservatórios. Isto tudo sem perder espaço: sua capacidade é de 218 litros na geladeira e 83 litros no congelador. Esta obra-prima já está sendo vendida em alguns países da Europa por cerca de mil dólares.”
Olhe e babe, car(a) amigo(a). Um dia, quem sabe, essa coisa aparece nas nossas lojas.
Silvano

Que facilidade!


Olha só que facilidade. Não precisa nem abrir a porta da geladeira.

Por dentro


Dentro, o pequeno reservatório mantido bem gelado. Os caras pensam em tudo....