08 março 2007

Imagem da Semana - 08/03/07



Eis outra imagem do filme. Um grupo de amigas, nas profundezas de uma caverna, o ar pesado, o ambiente sufocante, um grito no ar. Tudo isso e muito mais, estão contidos no filme ABISMO DO MEDO! Preciosa dica de nosso amigo Paulo de Tramandaí, é garantia de sustos e bom divertimento. Em DVD. Em casa. Com pipoca e coca-cola. Aproveite!

28 fevereiro 2007

Coisa de Gordo - 313


313 – Que alívio!
Nessa paranóia que tem tomado conta do mundo acerca do aquecimento global, o noticiário e as conversas caem freqüentemente no mesmo tema, sempre aludindo ao AQUECIMENTO GLOBAL! O povo só se deu conta agora, eu sei que a coisa tá esquentando faz tempo! O calor é cada vez maior, os dias de abafamento, temperatura alta e incômodo são cada vez mais comuns.
Em meu meio de convívio sempre fui tido por ser calorento, o que não é de surpreender! Gordos, posto que mais forrados, sentem mais calor que magros! Mas mesmo assim, precocemente venho identificando o aquecimento do planeta, independente do fato de não poder ias até as calotas polares para ver se elas estão derretendo. Aliás, faz tempo que lancei uma teoria, a de que devemos cada vez mais gastar grana e investir em ar condicionado, piscina, cloro, algicida e ventiladores de teto. E cada vez menos em lareiras, estufas, aquecedores, lenha e nó de pinho. Pelo menos aqui onde nós moramos, ao redor do paralelo 30, a coisa tá ficando assim. Quente.
Diante disso, vendo o planeta transformar-se numa bola de fogo, jogando a população global num literal inferno, já me conformara em morrer com calor, e condoído do quente futuro que esperaria nossos filhos e netos. Até que surgiu uma opinião dissonante, uma alternativa.
Lendo matéria assaz interessante no Jornal NH (do Grupo Sinos), do dia 15 de fevereiro de 2007, vi um depoimento impressionante do senhor Eugenio Hackbart, Meteorologista, afirmando que “o clima do mundo voltará a esfriar”. Ele é meteorologista da Metsul, uma empresa de São Leopoldo-RS. Segundo ele isso que está acontecendo é como um ciclo que se renova a cada três décadas. Olhando a temperatura do século 20, Hackbart observou que a temperatura do planeta é influenciada pelo maior oceano, o Pacífico, que tem ciclos de 20 a 30 anos de aquecimento e esfriamento. O meteorologista comenta que entre 1940 e 1977 o planeta passou por um período de forte resfriamento. Contrário a isso, entre 1920 e 1940 houve aquecimento, o mesmo se dando a partir de 1977, ciclo que estaria se encerrando agora.
Para comprovar o que diz, ele dá Pistas do Passado:
1) Ciclones extra tropicais sempre atingiram o Sul do Brasil e só não foram identificados no passado porque não havia meios tecnológicos.
2) A década de 30 teve mais furacões que os último dez anos no atlântico norte.
3) As geleiras começaram a derreter antes mesmo do aumento expressivo dos níveis de dióxido de carbono.
4) A cobertura de gelo na Antártida aumenta, apesar da redução no Ártico.
5) A temperatura do planeta caiu entre os anos 50 e 80, apesar dos níveis de dióxido de carbono.
6) O aquecimento do planeta teve início antes mesmo da invenção do automóvel e quando a industrialização não havia ocorrido na maioria dos países.
7) Os recordes de calor no Rio Grande do Sul são nos anos de 1917 e 1943 e o recorde na América do Sul é de 1905 na Argentina.
8) A atividade solar está no maior nível desde a Idade Média, que foi quando o planeta viveu um período de aquecimento semelhante ao de agora.
Chega, chega, já estou convencido. Portanto, nada de desespero. O calor, sabe Deus quando, vai ceder um pouquinho! E ainda teremos que fazer fogo na lareiras e subir a Gramado para tomar Chocolate Quente! Que alívio!
Silvano – com o ar condicionado ligado

PALAVRAS DOS LEITORES

Hoje decidi parar com tudo para me atualizar no blogger COISA DE GORDO. Está fantásticvo, muito bonito mesmo ... além da gula que sempre deu, o bom gosto está imperando, com chamadas criativas e não desprezando o histórico de tantas colunas maravilhosas. Parabéns. – Rosalva – de Porto Alegre

Isso é coisa que se faça com quem está de dieta???? Hehehehe....Puxa vida...fiquei realmente com vontade de experimentar o tal camarão na chapa....hummmmmmmm. Liliam – do litoral norte gaúcho – vendo foto dos camarões

Caro Silvano e família, fiquei bestificado com a foto dos camarões, mas faltou um detalhe, que acho fundamental... o tempero! Como é temperado este camarão, ou qualquer outro? Tudo que é receita só fala em sal e limão a gosto, eventualmente pimenta, mas qual pimenta? E nunca fica igual ao do restaurante. Por favor, aceito sugestões, bem como para peixes. Troco receitas, como por exemplo, como temperar galinha ou porco... abraços. James – de Porto Alegre

Salgadí­ssimo amigo Silvano: Também tenho me aventurado pelas panelas, e o Arroz com Lingüiça - famoso "arroz de china pobre" - que no teu caso tava caprichado, realmente não combina com sal. E nem foi o sal grosso. Aquele pouquinho que tu tinhas no pote já foi prá lá de suficiente. Algumas vezes, nem é necessário. Mas tua receita parecia deliciosa!!! Abraços e um bom final de semana. Cássia – do litoral norte gaúcho – sobre o arroz salgado que preparei

Estivemos em Tramandaí na segunda de carnaval para o molha pé anual da minha mãe e fomos no Restaurante Guimarães. Aprovou, mas fomos de rodízio, pois só assim garantimos a saciedade da veneranda senhora. O camarão ao bafo e o filé a milanesa estavam maravilhosos. Quanto ao sal (*comentando a salgada que dei no arroz) eu, praticamente, só uso sal grosso na cozinha. Uso para o arroz, feijão, molhos, etc. Sal fino só nos bifes e naquilo que não dá para usar o sal grosso. Quanto aos embutidos, eles são problemáticos, eu os cozinho na água primeiro para tirar o excesso de gordura e sal, bem como os defumados, e vou provando aos poucos, pois eles sempre soltam um pouco mais de sal. Já o arroz branco e sopas, com o sal grosso, eu já nem provo mais, pois já conheço a quantidade. Abraços. James – de Porto Alegre – de novo

O TEMPERO DO CAMARÃO
Sim, James, era apenas sal e limão!

01/03/2007






Imagem da Semana - 01/03/07






E já que o assunto é Tempo e Previsão do Tempo, aproveito para colocar no ar esta imagem enviada pelo nosso consultor de assuntos biológicos, o Dr Vinícius. De fato a Pedra faz milagres...

Silvano

22 fevereiro 2007

Coisa de Gordo - 312


312 – PECADOS DA GULA
Não, amigo(a), não pense que estarei aqui falando dos Pecados Capitais, dentre eles o da gula. Hoje vamos discorrer sobre pequenos (mas definitivos) pecados que são cometidos ali, diante das panelas, na cozinha, na churrasqueira. E que por vezes botam a perder toda uma refeição.
Trago esse tosco assunto ao debate após ter simplesmente trucidado com um Arroz com Lingüiça. Era para ser um delicioso almoço, o dia era de semana, as condições estavam todas favoráveis. Empregada? Não estava! Crianças? No colégio. A mulher? Teve que sair. Só sobrei eu! Pronto, fiquei responsável pelo almoço. O que farei?
Para não desperdiçar a chance, ataquei de Arroz com Lingüiça, uma espécie de especialidade minha. Calma, não se iluda, sou um reles cozinheiro de ocasião. Quando digo especialidade é porque se trata de uma das poucas coisas que me arrisco a fazer. Pois lá estava eu.Comprei a “lingüiça”, na verdade duas embalagens de “salsichão”, separei uma Panela de Barro que nosso amigos Wânia e Leandro, da Pousada Habitat Marinho, nos ensinaram a usar. Peguei de uma pacote de Arroz Arbóreo, que é um arroz todo especial, usado para risotos e outras especialidades. Ou seja, os elementos estavam todos ali, era para dar certo. Mas não deu!
Coloquei a panela no fogo com alguma antecedência, panelas de barro demoram mais a aquecer. Depois o azeite, a cebola picada, as lasquinhas de alho. Enquanto isso ia curtindo, ebulindo, tratei de cortar a lingüiça em pequenas rodelas, estreitas, mais facilmente cozinháveis. Na hora aprazada, entraram as lingüiças na panela, como que querendo se associar aos outros ingredientes que ali festejavam. Sim, aquilo me lembrou um salão de baile de carnaval! Circular, quente,abafado e para alguns, saboroso! A manhã avançava, daí a pouco as pessoas começariam a chegar, lancei mão do arroz. Colocado no salão, digo panela, o arroz entrou como se fosse um Rei Momo. Alvo, numeroso, volumoso, sentia-se o centro das atenções. Colocadas as xícaras de água para que iniciasse a fervura, faltava apenas uma coisa. O sal!
Veja que até aqui tudo se deu perfeitamente, a harmonia, a ordem do desfile, o ritmo, o enredo perfeito, era para ter sido um prato campeão de carnaval. Mas errei no sal! Pus uma quantia de sal refinado, mas o pote esvaziou antes do que eu queria. Vai ficar sem sal – pensei! Vasculhando a despensa, encontrei pequeno saco de Sal Grosso, resquício de algum churrasco, e decidi usar um pouquinho dele. Amigo(a), não sei se foi essa porção que estragou todo o resto, não sei se a lingüiça é que era salgada e eu não sabia, não sei, não sei o que se deu.
O “povo” chegou da rua,fiz aquela show todo com a panela de barro, o visual estava lindo. Até que comemos o troço. Sim, aquilo podia ser chamado de troço. Ficou salgado, salgado, muito salgado! Estraguei o baile, baguncei o coreto, atravessei o samba que até então vinha em perfeita harmonia. Salguei o arroz. Tivemos que lançar mão de uma bolacha d’ água, a mulher até desencavou um feijão de dia anterior, na tentativa de salvar a pátria. Salguei o arroz! Irremediavelmente, salguei o arroz. Os deuses da culinária me deram toda a chance, criaram um ambiente favorável, criaram espaço e tempo para que eu pudesse trabalhar naquele prato...mas eu salguei o arroz.
Sem mais rodeios, ficarei suspenso de minhas atividades culinárias por algum tempo, de quarentena, não se preocupe, portanto, a coisa tende a melhorar. Para terminar:
Era prá ser delícia,
Um prato fenomenal.
Mas na hora faltou malícia,
No arroz pus muito sal!

Silvano – salgado




LEITOR ATENTO
Enviei uma foto de um carro de auto-escola de Piracicaba, onde se lia atrás “Mantenha Lonjura”. Nosso atento leitor Waldemar, de Porto Alegre, escarafunchou no dicionário e me mandou email dizendo que sim, a palavra lonjura pode ser usada, com o significado de distância. Diz ele: Silvano, fui olhar no dicionário Caldas Aulete se existe a palavra LONJURA. Lá consta : LONJURA , s.f. (pop) grande distância, longura !! Deve ser um termo usado em Piracicaba! Sei lá. Um abraço. Waldemar


22/02/2007

14 fevereiro 2007

Coisa de Gordo - 311


311 – Camarão na chapa
Nessa andança que fizemos pelo litoral catarinense, devidamente encarrapitados na Pousada de familiares, nos entregamos numa das noites a comer um Camarão na Chapa! Ora, estar em Garopaba e não se deliciar com os frutos do mar é quase uma heresia.
Na tarde do dia combinado, lá foram alguns da turma até uma das peixarias adquirir o precioso material. Foram, encomendaram, o dono do local ficou descascando o camarão e então mais tarde buscaram aquela delícia toda! Como fazê-lo? – veio a dúvida. Após breves debates, decidiu-se por atear fogo na churrasqueira e, sobre uma chapa quente, se colocar o camarão.
Aí surgiu um detalhe que talvez impressione a paulistas e mineiros. Gaúcho não concebe fazer um foguinho, seja lá para o que for, sem “encostar” um pedaço de carne, uma costela, um salsichão (que no resto do país chamam de “lingüicinha”). Novo debate e então, para não intimidar o camarão que era o prato principal daquela noite, optamos por assar junto “apenas” salsichões e pãezinhos! Pronto. O camarão continuava a ser o prato principal e a gauchada estaria satisfeita.
E assim se deu. O fogo dos carvões em brasa, a companhia de amigos e familiares, uma bebida de Abacaxi com leite condensado e vodca que a Comadre preparou, tudo isso encantou a todos nós! E então começou o ritual!
Chapa quente, fogo a mil, os camarões devidamente temperados foram sendo colocados, delicadamente sobre a chapa quente. O aroma era perturbador, a aparência do camarão também. Saindo daquela cor meio acinzentada, o troço foi ficando tostado, mais róseo, literalmente mais assado. E o anfitrião Paulo serviu numa assadeira, uma forma onde os camarões prontos eram despejados para serem oferecidos a todos os presentes!
Sim, nada de pratos e talheres, a noite era de petiscos, incluindo o pão e o salsichão. Para alegria do camarão, os seus comparsas de cardápio, em que pese estarem deliciosos, não tiraram a fama dele! Foi de se fartar! E a gente comia, e se servia de novo, e quando alguém pensava que tinha acabado, lá vinha o Paulo com mais uma carga deliciosa!
Fica aquela sensação idêntica à da Lentilha, no reveillon. Uma coisa tão boa, tão saborosa, que a gente só come no fim do ano. Pois o camarão também parece ser assim. Em casa a gente prefere o Bobó, o Camarão ao molho, esquecendo de fazer esse na sua forma talvez mais autêntica! Na chapa! Aí é só a pessoa estar na praia que se bota a assar os tais avermelhados. Vá entender a psicologia humana!
Rogo a que nos dediquemos a ampliar o uso de tal iguaria! A chapa, qualquer um tem. O fogo? Gaúcho já nasce sabendo fazer. O camarão? Bom, aí talvez alguém tenha que enfrentar a BR-101 e ir a Garopaba buscar a preciosidade! Ou então , não. Basta buscar no Supermercado mais próximo e se fartar!
Fácil de fazer, fácil de comer, nutre e pouco engorda. Quer mais que isso? Só lá em Garopaba!
Silvano – pelo jeito, ainda com saudades

A REDUÇÃO CIRÚRGICA DE ESTÔMAGO....
......deu o que falar, hein? Após o relato impressionante do nosso Hamilton, surgiram várias opiniões e depoimentos. Muito legal a troca de idéias!

FRASE DO LEITOR (Flávio Rogério – do litoral norte gaúcho – matou a pau!)
"Calorias são pequenos animais que vivem nos guarda-roupas e que, durante a noite, apertam as roupas das pessoas".

DANIEL BOONE JUDEU?
Nosso leitor James, de Porto Alegre, sempre atento, envia correção quanto à minha teoria afirmando que o Daniel Boone do seriado seria JUDEU, pois era um Daniel, casado com uma Rebeca e pai de um Israel. Diante disso, manda-nos ele o esclarecimento:
Silvano, eu também assistia Daniel Boone, mas creio que eles não eram judeus, e sim uma daquelas religiões evangélicas primitivas, calvinistas, puritanos, degredados da Inglaterra para as 13 colônias da América por motivos de rixas, perseguições religiosas dos séculos 17-18. Portanto, os nomes seriam bíblicos, como são agora os filhos da Assembléia de Deus, Universal e etc. Nunca me esqueço, recém saído da residência e uma mãe, de saia e cabelão, traz os cinco filhos para consultar, o Maico, o Ezequiel, Jeziel, o Ariel e o Daniel (acho que os nomes eram esses, de profetas), e eu não me contive, e perguntei se o Maico era filho de antes da conversão, e era. Por isso, acho que Daniel, Rebeca e Israel sejam nomes dessas religiões que se instalaram nos EUA, desde a chegada do Mayflower... afinal, lá queimaram bruxas..., será que entre os Amish, eu encontraria uma Kelly McGuillis? Abraços, James.

15/02/2007

Imagem da Semana - 15/02/07



Quem duvida do perfeito casamento entre CAMARÕES e SALSICHÕES? Pois eis aqui a "prova do crime". Os dois conviveram paficamente dentro da churrasqueira e deram show na hora de serem apreciados pelo público. Na próxima vez que for fazer fogo para aquecer a chapa, já sabe...."encosta" uma Picanha, ou uma Maminha...ou...sei lá.

SILVANO - sempre extrapolando

13 fevereiro 2007

Ainda a Redução de Estômago

No calor das informações, recebi mais um relato de leitora que julguei interessante. O tema? Claro que ela está falando sobre a Cirurgia de Redução de Estômago. Olha só.
Silvano

Ainda não me resolvi se sou contra ou a favor da cirurgia!!! Estou novamente tentando emagrecer...preciso diminuir entre 40 e 50 kilos, mas ainda não me sinto encorajada a fazer uma cirurgia! Ouvi o relato do Hamilton, bah achei tri! Jóia.....senti pontinha de inveja.....mas tenho medo! O processo ao que me parece não é fácil. Mas entre fatos e relatos, e muita bisbilhotagem em orkut, me vi­ numa comunidade que se chama SOS Obesidade Mórbida. Entrei na tal comunidade, e conversei via msn com uma moça...26 anos, 1,60m e 127 kilos, que está esperando pela cirurgia pelo SUS. Ela me disse uma coisa que me fez pensar: Ela disse: NÃO QUERO PASSAR FOME, QUERO NÃO SENTIR FOME! Acho que esse é o sonho de todo gordo....mas será a cirurgia a única saída? Sei lá. Vou continuar tentando com dieta!!!!! Tô empolgada dessa vez! Faz uma semana que comecei, acompanhada de endocrinologista e muita força de vontade!Torçam por mim!!! LILIAM - do litoral norte gaúcho

10 fevereiro 2007

Sobre a Cirurgia de Redução de Estômago - 2

Recebemos comentários de leitora sobre o relato de nosso prezado HAMILTON, paciente que fez redução de estômago faz 1 ano. Estou colocando aqui abaixo o comentário da leitora (CLAUDETE - de Jundiaí-SP) e já incluo a tréplica do próprio Hamilton, sobre o que ela falou. Dinâmico este BLOG, hein?
Silvano - sempre aprontando


Olá, Silvano!Muito bom esse moço ter emagrecido tanto!Mas você notou a tristeza que passa através das palavras? Conheço várias pessoas que operaram e emagreceram, mas não estão contentes, parece faltar alguma coisa. Um rapaz outro dia falou que em festas e comemorações ele nem ia mais, não podia comer o que queria e então perdia a graça! Penso que por melhor que se trabalhe a cabeçaa de um gordo ou ex-gordo, ainda não conseguiram mudar muita coisa! Eu tenho vários kilos a mais, mas com um bom regime emagreço e depois engordo, sabe aquela sanfona? Mas não tenho peso suficiente para fazer essa cirurgia e acho que mesmo que tivesse teria medo de operar. (...) Abraços. Claudete


Caros leitores de Coisa de Gordo:
O problema todo é a cabeça de gordo, que não tem cura, não tem cirurgia, terapia, xenical, haldol ou lexotam que resolva ou acalme. A cirurgia é assumir o seu fracasso pessoal, a incapacidade de emagrecer voluntariamente. Eu mesmo enganei por três anos seguidos os Vigilantes do peso, emagrecendo 60 quilos, e recuperando mais, em metade do tempo. Enganei a mim mesmo. Então, é obvio quando falo dos resultados cirúrgicos, há um quê de nostalgia, dos tempos de 32 pedaços de pizza na saudosa Pizzaria Chuca. Dos espetos corridos. O gordo é um ser anárquico, e agora e tenho de ser metódico e organizado, comer de 4 em 4 horas, horário para tomar líquido, vitaminas. Acordo domingo para tomar café até as 8 e volto para cama, para poder almoçar as 12-13 horas. Qual gordo que se preze faz isso? Não, fazer a cirurgia é uma proposta radical de mudança de vida, que a obesidade, incapacidade de emagrecer e a perspectiva de vida te exigem. Perspectiva de vida, essa, agora melhorou, fiz a cirurgia antes que meu coração desse de si. Hoje, eu entro no elevador lotado e não sinto culpa. Semana passada, ganhei uma camisa GG, dia seguinte fui trocá-la, por uma P!! Estas coisas, aos poucos, talvez operem a minha cabeça gorda. E dou razão a equipe da Ulbra que me operou, colocando o psicólogo e psiquiatra na proa do tratamento pré e pós operatório. Era isso... abraços. Hamilton


Olá Silvano,Hamilton e leitores! Adorei o comentário do Hamilton, ele sabe as limitações da cirurgia e está ciente dos prós e contras. Ele pelo jeito achou o seu melhor caminho quando percebeu que sabotava as dietas e não conseguia manter o peso. É uma pena que nem todos tenham essa conscientização, já vi pessoas que fizeram essa cirurgia, perderam bastante peso e depois recuperaram tudo! Eu estou com 15 kilos a mais e de dieta novamente, o problema é que não consigo manter, quando chego no meu peso certo, começo a comer tudo que gosto e aí recupero. Mas adoro comer e também cozinhar, e é bem dificil quando se cozinha de tudo, fazer dieta e ficar olhando os outros comerem,rsrsrsrs. Hamilton, estou na torcida para que você seja muito bem sucedido! Abraços pessoal Claudete

07 fevereiro 2007

Coisa de Gordo - 310


310 - Redução de estômago – um ano depois
Em março de 2006, publiquei neste espaço um relato impressionante de um leitor amigo nosso, que houvera recém feito a CIRURGIA DE REDUÇÃO DE ESTÔMAGO. Se alguém quiser dar uma olhadinha naquele relato para lembrar, o endereço é http://coisadegordo.vilabol.uol.com.br/Cronicas/CG261.html . Passado um ano da cirurgia, o mesmo leitor volta com novas impressões, que certamente enriquecerão o saber de quem se interessa por isso. Emagrecer! Também, o cara não teve como escapar. Passeava ele, nitidamente menor, mais leve, nas areias de Garopaba, pensando estar longe de todos os chatos possíveis. Se enganou! Eu o abordei, após uma fugaz dificuldade em reconhecê-lo, e ao fim do papo pedi esta atualização. Portanto, sem mais delongas, aqui vai o relato de nosso amigo Hamilton. Silvano – sempre impossível

“Caros leitores de Coisa de Gordo, dia 27 de janeiro fez um ano da minha cirurgia de redução de estômago/intestino. Eu tinha 164 quilos e hoje são 78. Mais do que estes 86 quilos, minha vida também mudou. Houve muitas vantagens e várias desvantagens. É claro que não foi um mar de rosas, mas a cirurgia ainda tem muitos créditos. Os ganhos de saúde e emocionais foram consideráveis. Tomava remédio para pressão alta, hoje não tomo nada e minha pressão é 110 por 60. Durmo como um nenê, não tenho mais apnéias e não ronco mais, não uso mais spray anti-alérgico. Não tenho mais seborréia. Meus joelhos pararam de doer para subir escadas. Minhas calças passaram de 72 para 44-46. Em compensação, tive uma hérnia incisional (na cirurgia) gigante, acompanhada de uma esofagite (úlcera de esôfago devido a refluxo) grau 4, o que exigiu nova cirurgia para correção de ambas, ao mesmo tempo, em junho, mais uma semana de hospital. Hoje, estou com anemia e a albumina do sangue está abaixo do normal, o que exige que antes de cada refeição, eu tome uma cápsula de enzimas para uma absorção melhor dos nutrientes e faço uso de uma série suplementos vitamínicos. Tudo isso incomoda, mas trabalho normalmente, passei uma semana na praia, onde encontrei o Sr. Silvano e família. Não sou um atleta, mas me sinto bem. Faço consultas quinzenais. A cabeça é que ainda é gorda, sempre tenho vontade de comer mais do que posso, o que às vezes causa vômitos. Tenho que mastigar muito e comer devagar, coisa que gordo nenhum faz. E a limitação é clara. Como tenho que comer lentamente, até parece que como bastante. Preciso regular a ingestão de líquidos durante o dia, pois com as refeições não bebo nada, pois é um ou é outro. Os ganhos emocionais são fabulosos, com elogios, mas já ouço que estou magro demais. Pessoas que não vejo a tempo, às vezes não me reconhecem. Tudo isso é bom! Como disse no início, o saldo é positivo, mas não saio dizendo para todo o gordo ir fazer a cirurgia. Era isso... abraços, Hamilton e Esposa.



08/02/2007

Imagem da Semana - 08/02/07


DANIEL BOONE
O passado é uma roupa que não nos serve mais, já citei essa frase do Belchior em texto anterior. Mas volta e meia ele bate à nossa porta. Passeando em Shopping da capital, deparei-me com interessante DVD contendo quatro episódios do seriado DANIEL BOONE, que eu assistia em minha infância. Não resisti, e acabei comprando um dos DVDs. Cada DVD tem quatro episódios. Amigo(a), foi uma bela viagem no tempo. Os caras mantiveram a dublagem original, as cores são nítidas e vibrantes, o seriado está muito legal. E cada episódio é longo, tem quase uma hora! Vou ter que comprar os outros DVDs aos poucos! Comprei esse aqui ao lado, mas vi que tinha até o número seis! Tempos atrás, percebi tratar-se o seriado de uma família de judeus, pois o pai Daniel é casado com uma Rebeca e é pai de um Israel. Se isso não for judeu.... Bom, o índio Mingo fica de fora dessa classificação. Imperdível, para quem o conheceu! Silvano

01 fevereiro 2007

Coisa de Gordo - 309


309 - Janela na minha ausência
O Professor Zeca, o “Papa” da hidroginástica no litoral norte gaúcho, andou aprontando uma das suas. Para os interessados, o número da academia dele é (51) 36626666. Como estive em férias, ele agendou com os amigos que ficaram um churrasco delicioso onde iriam assar a famosa JANELA bovina. E tudo isso sem mim.
É, dos amigos vêm as piores coisas, alguém já disse. O pior, o irônico disso tudo, é que na bendita noite em que se deu o evento, eu já estava em terras patrulhenses, já havíamos voltado da Santa e Bela Catarina. Mas a vida é assim mesmo, recheada de ironias. Azar dele. Agora ficou com o compromisso de me convocar para a próxima janta e também para a próxima JANELA.
Já divulguei aqui neste espaço, a JANELA é um modismo desses que surgem de quando em quando na culinária gaúcha, nas coisas que rodeiam o churrasco. Volta e meia os caras começam a assar abacaxi junto ao churrasco e a gente se farta. Depois vieram com pedaços de queijo no espeto. De enlouquecer. Pois a tal Janela parece ter caído no agrado de consumidores.
Sem ser inédita, a janela alude a um churrasco tradicional que era feito regado a salmoura e não era assado em churrasqueiras. A gente, no meio do Pampa gaúcho, entre rédeas e esterco de cavalo, parava as lidas da semana para um grande evento familiar, onde se assava o churrasco em valas! Abria-se uma vala, um buraco enorme no meio do campo, ali se fazia fogo de lenha, que depois virava brasa. E ao lado dessa vala se colocavam os espetos (de eucalipto) com os pedaços de carne. Uma das carnes colocadas era justamente a Costela Bovina inteira, que agora, passados esses anos todos, se convencionou chamar JANELA. Era um churrasco seco, tendendo ao salgado (pelo uso da salmoura) e demorado, as carnes ficavam ali horas e horas.
Fecha o parêntesis, chegamos aos dias de hoje. Hoje se assa a Costela inteira na churrasqueira, mas o tempo permanece o mesmo. Dos casos que tenho acompanhado, leva em média quatro horas de fogo! Não raro, as churrasqueiras racham, pelo excesso de calor. Sobre esse fogo, que o professor Zeca me ensinou que deve ser médio, de longe, se coloca então aquele lado do boi, a tal JANELA. E ali a gente “esquece” ela. Apenas tem que ir adicionando carvão na churrasqueira, com parcimônia, sem excessos, para que o fogo se mantenha por tanto tempo. Claro é que a parte dos ossos deve ficar para baixo. Na meia hora final, enfim se vira a peça, para dar o acabamento.
O resultado disso é uma carne tremendamente saborosa, assada lentamente, que se desprende facilmente do osso, um arraso total! Dá trabalho, é verdade. Gasta carvão, é sabido. Mas o resultado é surpreendente. No meu singelo viver doméstico, me abstenho de preparar a JANELA, deixo isso para quando vou em Churrascarias (todas aderiram à moda). Mas quando algum amigo próximo se arrisca a fazer, eu sou o primeiro a me escalar para a função. Agora....fazer durante as minhas férias....beirou a traição. Mas também, nada que não se resolva na beira da churrasqueira, com Carne, Líber e Coca-light. Eu, de minha parte, estou plenamente aberto à reconciliação.
Brincadeirinha, professor Zeca. Brincadeirinha.
Silvano – sempre escalado


PALAVRA DO LEITOR
Silvano, já que sou hipocondríaco, vou gostar bastante do novo gosto da Pepsi... Abraços. Marnei – do litoral norte gaúcho – comentando o gosto estranho na Pepsi


01/02/2007

Sidney Sheldon - 01/02/07


SIDNEY SHELDON
Morreu o renomado escritor Sidney Sheldon, vendedor de mais de 275 milhões de livros. Na minha juventude nutri um certo desdém em relação a ele, sempre desconfiei desses escritores adorados pelo mundo todo. Por isso nunca li “A Insustentável Leveza do Ser” do Milan Kundera. Mas abri duas exceções. Uma delas foi ler o livro “O Perfume” , do Patrick Suskind, sucesso mundial há vinte anos atrás. Adorei. Livraço! E que agora está nas telas do cinema. E a outra exceção foi um livro chamado “Se houver amanhã”, de autoria do Sheldon. Livro comum, enredo previsível, uma coisa assim meio Stephen King, a mulher vai do cume à sarjeta e volta no final para se vingar dos que a prejudicaram vida afora. Justificou-se o sucesso mundial. Li este livro dele, mantive o preconceito e fui dormir. Até que fui ler algo da biografia do Sidney Sheldon e descobri ser ele o autor de alguns seriados de TV de nossas infâncias. Principalmente o famoso “JEANNIE É UM GÊNIO”. Amigo(a), esse homem foi o autor que me levou a conhecer o meu primeiro amor – a Jeannie do seriado. Sim, fui apaixonado pela atriz Bárbara Éden por muito tempo, estive em vias de escrever-lhe uma carta pedindo-a em casamento, do alto de meus doze anos. Depois isso passou. Descobri então que ela é nascida em 1934, creio ter chegado tarde no planeta! Pois foi esse que há dois dias atrás morreu, o Sidney Sheldon, que compôs o seriado, que a escolheu para o papel, que enfim, me fez vir a conhecê-la. Desde então, passei a nutrir um certo respeito por ele. Honras ao Sheldon, portanto!

27 janeiro 2007

Extra!Extra!

Extra! Extra! Surgiram novas informações sobre o gosto de REMÉDIO na Pepsi. Nossa leitora LILIAM manda mensagem preocupante, dando a entender que o problema é maior do que pensávamos. Vamos ao texto:

Oi Silvano. Tenho a triste missão de te informar, que o "gosto de melhoral"! Não está só na Pepsi Max.....Estive em Torres, no fim de semana, na casa da minha irmã que mora por lá. Entre as delícias culinárias que ela nos preparou, surgiu uma garrafa de Pepsi...normal mesmo, nem Light, nem Max, aquelas garrafas de 2,5 litros que eles lançaram lá pelo Natal. E tivemos a mesma constatação....GOSTO DE REMÉDIO!!!! Abrimos outra garrafa, verificamos prazo de validade.....tudo "legal", mas o sabor!!!!!! Resultado: - Voltamos ao supermercado, trocamos as seis garrafas de Pepsi pelas de COCA - COLA, e pagamos a diferença, pois de amarga....basta a vida!!!!!!!!!!!!!!! Liliam – do litoral norte gaúcho – trazendo novos elementos a este inquérito

24 janeiro 2007

Imagem da Semana - 25/01/07



Paralelo a isso tudo, aos problemas do Lula, à crise no Iraque, ao Cometa que rasga os céus, aos paredões do Big Brother...enfim...paralelo a isso tudo, permanece o Mar de Garopaba! Lindo, tranqüilizante! Paradisíaco! Sim, amigo(a), a vida vale a pena! Veja essa singela foto que lá bati e conclua que de fato...a vida vale a pena.

Silvano - recém-chegado e já com saudades

Coisa de Gordo - 308


308- Pepsi com gosto de Melhoral Infantil
Essa guerra das “colas” ainda vai nos levar à loucura. A exemplo de Judeus e Palestinos, a exemplo de Xiitas e Sunitas, a Coca-cola e a Pepsi-cola vão virar milênio sempre disputando mercado, brigando, correndo para ver se uma consegue subjugar a outra. Na esteira desse processo, eventualmente nós consumidores ficamos à deriva, sem entender nada.
Estávamos em viagem, falei de Garopaba na semana passada, quando abro um jornal de Porto Alegre e me deparo com anúncio de página inteira falando numa tal COCA-COLA ZERO, agora com zero de açúcar! Fiquei estupefato, boquiaberto, perdido. Como assim, agora com zero de açúcar? E o que é isso que temos bebido na Coca-light? Fomos traídos? Fomos enganados? Do que se trata, afinal? O slogan dos caras é “O que você não esperava. O sabor de sempre, zero açúcar”.
Mal pude me recuperar no primeiro choque, no dia seguinte novo anúncio, dessa vez veio a Pepsi e anunciou a sua PEPSI MAX, com os mesmos “zero de açúcar”! Nova traição, nova surpresa, o que é isso, gente de Deus? O slogan dessa é “máximo sabor, zero de açúcar”.
Fui buscar informações na mídia e descobri que a Coca vai lançar o novo produto exatamente no Rio Grande do Sul, partindo logo depois para outras praças. Mas que vai continuar com a Coca-light (que alívio). No rastro dela a concorrente Pepsi fará o mesmo caminho. Lança primeiro em terras gaúchas, depois parte para o resto do Brasil e igualmente permanecerá com sua tradicional versão light (alívio de novo). Ou seja, Brasil, nós somos as cobaias desses experimentos. Se a gauchada permanecer viva, eles então vão vender para o resto do país.
Intrigado, recém chegado de viagem, ainda com a areia catarinense na roupa, parei em um Supermercado daqui e comprei uma amostra de cada uma. Fomos experimentar em casa.
A coca parece ter mantido o sabor. Se a pessoa não for avisada, não perceberá a diferença, pensará estar bebendo coca-light. Olhei intrigado o novo rótulo, não consegui encontrar diferenças significativas, há um miligrama de sódio a mais aqui, uma molécula de um não sei o quê mais acolá, a gente fica meio sem entender. E é óbvio que fui sedento ao rótulo da tradicional coca-light para ver se falavam de açúcar e NADA! Ou seja, quem se basear no rótulo, vai depreender que a coca-light já é zero de açúcar! Mas ficou um receio no ar! Será que é mesmo?
Poucas horas depois, fomos testar a Pepsi Max. Gente, que coisa! Provamos e de cara a sra Kátia sentenciou “tem gosto de remédio”. Provei e concordei com ela, e acrescentei que eu sabia qual remédio tinha aquele gosto, me era familiar, eu o conhecia, fiquei sorvendo a bebida e revirando a memória até que matei a charada: - Isso tem gosto nítido de melhoral infantil! Todos concordaram!
Como pode isso? A Pepsi entregar essa nova fatia do mercado (eles dizem serem elas direcionadas aos jovens) assim de graça para a Coca? Eu pessoalmente não me importo, é dito e sabido que prefiro a Coca-light em detrimento da Pepsi-light, mas fiquei estupefato com o despreparo da Pepsi. Foi um passo em falso, o público vai identificar de cara! É gosto de MELHORAL INFANTIL!
De tudo que foi dito, resumo o seguinte. Permanecerei bebendo coca-light, deixarei a tal coca-zero aos jovens e me compadecerei dos que beberem a tal Pepsi-max. Olhaí, Brasil, quando o produto chegar aí em cima vocês já estão avisados! Se mata a sede, eu não sei, mas que deve ser bom para dor de cabeça, isso é de se esperar! O gosto é de remédio! E deve ser evitada em casos de suspeita de dengue!
Silvano – garoto-propaganda de meia tigela


PÁRA-CHOQUE DE CAMINHÃO
E eis que na BR-101 passa aquele velho Mercedes-Benz com a frase:
“O beijo é como o ferro de passar roupa. Liga em cima, esquenta embaixo!”
Esses caminhoneiros....


PALAVRA DO LEITOR
Silvano, já que comentei teu texto da semana passada não poderia deixar de me pronunciar sobre o texto desta semana. Primeiro quero registrar que admiro muito teu estilo e tua capacidade de escrever sobre o dia-a-dia. Em segundo lugar quero te dizer que Garopaba para mim tem gosto de infância. Tenho ótimas lembranças de férias, desde os meus cinco anos. Nós últimos anos estou meio relapso, mas até meus 30 anos não ficava um ano sem dar pelo menos um pulinho até lá. O cheiro do mar, os peixes, a areia, as ondas... ah Garopaba do meu avô, ah Garopaba do meu Pai, ah minha Garopaba!! Já avisei aos meus familiares (inclua-se tu) que minhas cinzas devem ser jogadas no Mar de Garopaba junto ao Morro da Vigia (aquele da direita de quem chega à Praia). Se tiveres disposição não deixa de subir o morro da esquerda que divide com o Siriú e fazer uma paradinha naquela pedra bem do alto, ficar sentado ali cinco minutos apreciando a praia de Garopaba, do Siriú e a imensidão do Mar, é inesquecível. Flávio – de Porto Alegre – discorrendo sobre as maravilhas de Garopaba. Pára de falar, Flávio, senão entro no carro agora e volto para lá...


25/01/2007

18 janeiro 2007

Coisa de Gordo - 307



307 - De Volta a Garopaba

Sem ter como evitar, mais uma vez nos deslocamos a Garopaba, litoral catarinense, para degustar umas férias. Curtas, mas férias. Quando digo sem ter como evitar é porque depois que se experimenta esta praia, a coisa meio que vira vício. A gente tem que voltar.

Vou me repetir para dizer que o local é aprazível, o clima ameno, o ar maravilhoso. Apenas a água do mar poderia ser um pouquinho mais quente, mas quem veraneia ao sul da Ilha de Floripa já sabe que vai ter que entrar em águas mais frias. Verdadeiro reduto da gauchada, tenho para mim que Garopaba é na verdade um município gaúcho que, por descuido, está dentro de terras catarinenses. Só dá placa de carro gaúcho, é só bandeira do Inter e do Grêmio nos carros, só se fala no Jornal Zero Hora e na Rádio Gaúcha.

Dente tudo que temos experimentado, devo falar na Sorveteria GELOMEL, uma verdadeira grife de sorvetes deliciosos, que colocou pontos de vend em tudo que é lugar. Além dos próprios lugares deles. Os sabores são deliciosos, dá para provar sorvete de Butiá, de Natorango (nata + morango), entre tantos outros. Uma verdadeira delícia. E que se situa ao fim de cada passo que a gente dá por aqui. Vai-se almoçar fora? Na saída, um sorvete Gelomel. Vai-se dar uma voltinha no centro? Passa na gelomel. E assim por diante. Até o fim das férias, ainda tenho que tentar provar todos os sabores. Não sei se vai dar.

Há coisas a serem melhoradas. Numa cidade onde só se vê gaúchos, faz falta uma agência do Banrisul - o banco dos gaúchos. Os caras da agência de Tubarão (longe daqui) apenas instalam uma maquininha de saque e extrato, sem o menor apoio técnico ao usuário. A gente enfrenta filas, para chegar na máquina e não conseguir sacar dinheiro, pois a leitora às vezes dá problema, coisas assim. Caberia ao distinto banco, pelo menos na temporada, colocar um Posto avançado, com funcionários, etc, para melhor atender os que aqui vêm.

Fora isso, as caminhadas na beira da praia têm feito a nossa alegria. O banho de mar, que concilia água clara, com ondas, sem grandes riscos de afogamento, merece destaque. As fotos....imperdíveis. E veja que tivemos que enfrentar a BR-101 em obras, mas a viagem foi calma e tranqüila. Se voltaremos? É claro que sim! E ainda mais que a BR vai estar cada vez melhor.

Um arraso. Não perca.

SILVANO - o impossível

PALAVRA DO LEITOR

Silvano, boa esta de limpeza. Uma parte das minhas férias estão justamentye reservadas para a arrumação de papéis (...) livros (..), enfim, acho que as férias serão pequenas para organizar tudo. Ainda faltam as roupas, calçados, etc. (...) Só não entendo como é que podes desprezar os textos do Veríssimo só porque ele defende o PT. Tu, que és de direita (e como és!!), mesmo que não admitas....nem por isso, muitos como eu, deixamos de apreciar os teus textos. Deixa de ser sectário e radical e reconhece a genialidade da maioria dos textos do Veríssimo. Daonde vem essa tua ojeriza pelo PT? Flávio - de Porto Alegre - sobre o texto da semana passada

RESPONDENDO AO LEITOR

Flávio, não sou contra o PT, sou contra qualquer governo ladrão! Sou contra o Maluf, o Quércia, o Severino, o José Dirceu, o Waldomiro, o Diógenes, o Sarney, e toda essa catrefa! Há escritores que do alto de sua lucidez sempre se posicionaram contra essa roubalheira, gente como o Millor Fernandes, o Hélio Bicudo, etc. Mas é claro que o Luiz Fernando Veríssimo é genial! Inclusive, muito do que eu singelamente escrevo, vem eivado do estilo dele que desde cedo me influneciou. Sem saber.

SÓ PARA IMPLICAR COM O LEITOR

Num misto de acaso e diversão, andei me batendo com celebridades do PT em Garopaba! Fiz questão de tirar FOTOS abraçado ao Miguel Rosseto e ao Raul Pont, enviando-as ao nosso leitor Flávio para provar que, de petista honesto, eu gosto.

18/01/2007

10 janeiro 2007

Coisa de Gordo - 306



306 - Faxina no Ano Novo
Essa mudança de ano mexe com algumas coisas em nossa psicologia, mesmo que se saiba que tudo continua igual, apenas uma folha do calendário virou. Mas sempre fica essa coisa do recomeço, do refazer, do reiniciar. Lembro de certa vez em que fomos fazer um orçamento para pintura de nossa casa, quando o dono da loja de tintas alertou que se quiséssemos pintar a casa ainda em dezembro o preço era tanto. Se deixássemos para janeiro ou fevereiro o preço caía a menos da metade. É que as pessoas querem “entrar o ano com a casa pintada” – explicou-nos ele. Isso aí, a casa pintada.
Na esteira desse processo, a gente se dedica à Faxina de Ano Novo. É aquele momento em que, despidos de certos pruridos e muitas frescuras, a gente se dá conta de que guarda muita bobagem ao longo do ano todo. Hora é, portanto, de colocar coisas fora, doar o que não se quer, destinar o que não nos serve mais.
Munido dessa motivação, tenho sentado olhos em setores da intimidade doméstica e fico estarrecido ao ver o quanto somos acumuladores. Juntadores de quinquilharias. De trecos. De coisinhas. Desde um parafuso até um sofá bi-cama que a gente jura que um dia vai precisar. Minha sogra sempre me lembra aquele saber popular que diz que quem guarda o que não precisa sempre tem o que precisa. Pode até ser, mas a persistir essa idéia, teremos que nos mudar para galpões!
Voltemos à minha biblioteca pessoal. Calma, não me julgue arrogante, apenas denomino biblioteca aquele pequeno agrupamento de livros que estão colocados numa mesma peça da moradia. Pois bem, o ano virou, estávamos aplicando a teoria da faxina do ano novo na garagem até que, entre caixas e prateleiras, surgiu um livro. Um livro inútil, perfeitamente enquadrável nos critérios da tal faxina. Vamos doar à Biblioteca Municipal – determinei. Surgiram outros na mesma situação. Os fui separando. E aí me dei conta de que podia fazer uma averiguação nos livros de minha (citada) biblioteca.
Fui com sede. Amigo(a), você nem imagina o quanto de livros eu separei para a doação. Impressionante. E isso que tenho uma relação estreita com os livros. Os adoro, os compro, os busco, os encomendo onde estiverem! Sou um leitor viciado, um dependente literário, tenho que ler e ler e cada vez mais ler. Não me julgue, portanto, um indiferente. Mas aí é que quero comentar. O tempo passa e a gente muda não apenas de ano, mas de referenciais. Havia ali, por exemplo, vários livros do Luiz Fernando Veríssimo. Em tempos passados eu era um aficionado leitor de seus textos. Muitos anos depois, ele apoiando abertamente os governos corruptos do PT no Rio Grande do Sul e no Brasil, vi que não o idolatro como antes. E assim destinei para doação a maioria dos livros dele que eu ainda guardava. Isso foi só um exemplo. Catei ainda livros sobre o Santo Graal, sobre milagres e profecias, livros sobre a Iugoslávia e a política nos Balcãs, livros com dietas estranhas, livros que sei que não terei tempo de ler, a vida é curta! A exemplo de um hamster que enche a bochecha de comida para só depois engolir, a gente vai empilhando coisas literárias na esperança de que um dia venha a ler, ou ler de novo. Não haverá tempo para tal “refeição”.
O que me leva a um outro devaneio. Quando morre uma pessoa e a gente vai examinar os seus pertences, os seus livros, os seus CDs, nem sempre aquilo reflete o momento de vida da pessoa que morreu. A gente muda de gosto, passa fases, evolui. E às vezes aquele LP da Beth Carvalho permanece em destaque no armário, em detrimento do show ao vivo do Keith Jarret na Alemanha. Portanto, viúvos e viúvas, cautela ao estabelecerem conclusões sobre quem morreu. Pode ser que aquele livro sobre o Movimento Gay na Lituânia tenha vindo de brinde em alguma cesta de natal, sem outras interpretações quaisquer. Tenha cautela, tenha cautela....
Fechando a história, levei quase vinte livros para doação! Pronto, o espaço ficou vazio, limpo, asseado. Agora, basta saber que tenho o resto do ano para preenchê-lo de novo. Com outros livros, outras coisas, outras histórias.
E você, está esperando o quê? Comece logo...
Silvano – defenestrando o passado


PÁRA-CHOQUE DE CAMINHÃO
E eis que na BR-290 passa aquela jamanta a todo vapor exibindo a frase:
“AERONAVE DE VÔO RASTEIRO”
Esses caminhoneiros....

11/01/2007

Imagem da Semana - 11/01/07



CD MARAVILHOSO
Nosso webmaster Geovanni, sempre ele, me fez escutar na virada do Reveillon um CD delicioso chamado Ritmos Del Mundo. Trata-se de uma espécie de campanha beneficente, onde os caras pegaram músicas conhecidas e as gravaram em ritmo cubano. Imperdível, latino, envolvente, “caliente”. A versão da música da Nora Johnes é de se ir às lágrimas. Tem uma do U2, entre tantas outras. Ficou curioso? O problema é que é um CD importado, o preço tende a ser caro. Na primeira busca que fiz custava 288,90 mas aí nosso webmaster me enviou o link de uma loja de CDs ( http://www.cdpoint.com.br ) onde saiu por 74,14. Quer ler mais coisas sobre o projeto? Então o endereço na rede é: http://www.rhythmsdelmundo.com/

03 janeiro 2007

Coisa de Gordo - 305



305 - Gordo Entala
Leio na mídia eletrônica notícia espalhafatosa a respeito de uma mulher que, por ser gorda, ENTALOU numa caverna. Nada mais estereotipado acerca dos gordos do que isso. Entalar. Nesse momento todos os preconceitos se despejam sobre nós, singelos gordos, entaláveis que somos. Para ser fiel aos fatos, transcrevo aqui um pedaço da notícia.
Uma mulher obesa ficou entalada na entrada de uma caverna na África do Sul, prendendo 22 turistas por mais de dez horas no local. Ela ficou presa nas cavernas Cango, na Província de Cabo Ocidental. O administrador da caverna, Hein Gerstner, disse que a mulher foi avisada de que poderia emperrar na passagem, mas ela insistiu mesmo assim em tentar passar. Tanto os turistas quanto a mulher não se machucaram. A operação de resgate envolveu diversas ambulâncias e um helicóptero. O acidente aconteceu pouco após o meio-dia da segunda. “A passagem tem uma base estreita. Ela perdeu o equilíbrio e ficou em uma posição parecida com um espacato. Não havia forma de ela conseguir empurrar seu corpo para cima”, disse Gerstner. Segundo o administrador da caverna, a mulher era jovem e se manteve “mentalmente forte”, o que facilitou a operação de resgate. Os demais turistas também teriam enfrentado a situação “excepcionalmente bem”, segundo ele. Um dos turistas que era diabético precisou receber uma dose de insulina. Duas crianças asmáticas também receberam cobertores, água e barras de chocolate. O material foi passado aos turistas por um pequeno espaço acima da mulher entalada. Nenhum equipamento de perfuração foi usado no resgate. Com a ajuda de roldanas e parafina líquida, ela foi retirada da passagem da caverna às 23h20. Ela foi levada a um hospital, onde passou a noite, mesmo não tendo sofrido nenhum ferimento. “Acreditamos que o que entra, precisa sair.”, disse Gerstner. Ele disse que a caverna vai rever seus critérios de admissão de turistas.
Pronto, está feita a confusão. Só o que falta agora é proibirem gordos de fazerem turismo! Mas não creio que se vá tão longe. Se formos tirar dos pacotes turísticos todos que estão acima do peso ideal, o saguão de muito hotel vai ficar às moscas.
Agora também, devemos ponderar uma coisa. Por que a tal mulher tinha que ter se enfiado (literalmente) numa caverna onde lhe disseram que ela poderia entalar? Puxa, assim também é de lascar! Que mico! Que vexame.
Grande parte dos gordos sabe o que significa entalar, basta que se tenha experimentado uma calça naqueles trocadores apertados de lojas populares (Lojas Pompéia, Casas Bahia, etc..), no calor, sem ar condicionado, só com aquele ventiladorzinho na nuca, para saber o que é entalar. Nos perdidos anos de minha infância mudei de vida por causa disso. Éramos jovens, e em três amigos fizemos uma pequena Peça Teatral, dessas apresentadas na garagem da casa da gente. O Flávio e o Tarso, parceiros de encenação, sabem do que estou falando. No início da peça, que envolvia vampiros e Condes misteriosos, eu tinha que emergir de dentro de um tonel para fins de assustar as crianças na platéia. Sim, aquelas oito ou sete pessoas eram a nossa platéia. Para sorte minha, ainda no ensaio, me agachei dentro do tonel, pernas fletidas, e no momento de assustar a platéia entalei no tonel, perna dobrada, corpo, etc, não dava para levantar. Os amigos riram daquilo por anos afora, mas sempre recordo de minha sorte pelo fato daquilo ter se dado no ensaio. No que resultou? Tive que trocar de papel com um deles, e talvez ali tenha sucumbido um Paulo Autran, ou algo parecido. Para sorte do Teatro brasileiro. Devemos isso ao tonel.
Voltemos à caverna. O relato traz detalhes dos mais interessantes. Perceba que o resto dos turistas parece ter aceitado na boa o fato de ficarem enrolhados por uma gorducha dentro de uma caverna. E isso que havia um diabético e dois asmáticos. Note que nunca se falou em processo civil ou indenização. Parece até que eles gostaram da aventura! O que não é difícil de se imaginar. Poderão contar, pelas suas vidas afora, que ficaram presos em uma caverna por causa de uma gorda. O que em muito desvaloriza nossa classe. Além disso, as declarações do gerente são impagáveis. Alegar que “tudo que entra tem que sair” e se valer de parafina, é no mínimo pitoresco de parte dele. Sim, aguarde que alguém vai fazer um Filme Catástrofe narrando o acidente.
Comportai-vos, portanto, gordos, diante de passagens estreitas. Se para passar na catraca (roleta) do ônibus a gente já tem que dar um jeitinho, imagina se pendurar na entrada duma caverna!! Cada uma que me aparece. Por favor, vexame não!
Silvano – envergonhado

04/01/2007

Imagem da Semana - 04/01/07



A exemplo de nosso leitor AUGUSTO, você também detesta essas coisinhas de Comida Japonesa. Mas aí você se depara com esse pratinho tão lindinho, tão suculento, ladeado por uma cerveja bem geladinha, as cores e os sabores dando o tom da noite. E aí, dá para resistir? Amigo(a), eu já aderi faz tempo. O Augusto até hoje não me perdoa, mas se ele um dia se permitisse... Bom, deixa assim. SILVANO